Mostrando postagens com marcador empreiteiras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador empreiteiras. Mostrar todas as postagens

Os verdadeiros donos da Gautama

Um grupo de velhas raposas – atualmente raposas velhas – se une para roubar o Estado. Como fazê-lo sem deixar rabo?

É simples: utilizando-se do mesmo método que aplicam em seus negócios particulares. Criam laranjas. Todos têm bens em seus nomes, mas nada comparado aos que têm em nomes de outros, os laranjas. Terras, jornais, contas bancárias, fazendas, carros, edifícios...

Quando essas raposas se unem para atacar o Estado de uma forma mais eficiente, lançam mão do mesmo expediente. Portanto, é erro procurar a quem Zuleido deu comissão. Ocorre exatamente o oposto. Quem recebe comissão é Zuleido, que é o laranja que encobre as raposas.

A coisa funciona assim: como, para poderem participar de concorrências públicas, as raposas não podem ser donas de empreiteiras, alguém se chega até elas e se oferece para criar uma - ou é convidado pelas raposas a fazê-lo. O ofertante será um laranja, as raposas ditarão os negócios em que ele se meterá e a forma como será remunerado.

Assim surgem as Gautamas, com seus Zuleidos. As raposas espalham seus protegidos por ministérios, governos estaduais, prefeituras e pelos mais variados tribunais. E fazem a festa.

Quando dá M, a culpa é do Zuleido da vez. As velhas raposas fazem os discursos moralistas de sempre, na Câmara e – especialmente – no Senado, enquanto procuram – ou são procuradas – por um novo laranja.

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

Cai o presidente do Metrô de São Paulo

Já é alguma coisa. Antes estava caindo o metrô. Mas eu quero ver o que vai acontecer com as empreiteiras responsáveis pelas obras. São as cinco maiores do país.

Reportagens da TV Globo têm mostrado problemas e mais problemas nas obras comandadas pelo Consórcio. E na hora das respostas e soluções as empreiteiras são mooooles como o concreto que estavam usando na linha 4, aquela que desabou.

Reportagem exibida no Fantástico mostrou que o Consórcio usou material fora de especificação e demorou a dar respostas exigidas pelo Metrô. Problemas apontados em maio tiveram resposta em outubro, e por aí vai. Ou melhor, foi. Para o buraco.

Agora cai o presidente do Metrô. Parece uma resposta do governo tucano. Foi-se o anel. Quero ver o que vai acontecer aos cinco dedos: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Trocadilhando o presidente Lula:

- As empreiteiras têm que mostrar o dado concreto.

Negligência ou incompetência no desabamento do metrô em São Paulo?

Reportagem de Walter Nunes publicada na revista Época desta semana faz a pergunta: Negligência ou incompetência no desabamento do metrô em São Paulo?

Um ano antes do desastre, o Metrô e o consórcio de empreiteiras responsável pela obra já sabiam de um afundamento na Rua Capri, vizinha à estação, que desmoronou com o buraco aberto na obra de construção da Linha 4. Os registros sobre o afundamento da rua aparecem em atas de reuniões de representantes do Metrô com o Consórcio Via Amarela. As atas estão agora em poder do Ministério Público de São Paulo e da Assembléia Legislativa para a investigação do desastre.

Engenheiros consultados pela revista “foram unânimes em dizer que os registros de afundamento no solo da Rua Capri representam indícios de problemas sérios para a obra, que não foram enfrentados nem pelo Metrô nem pelas empreiteiras por ‘incompetência ou negligência’”.

Mas como se trata de governo do PSDB e das cinco maiores empreiteiras do país (OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez), o assunto corre em banho-maria. Com o fogo desligado, se é que me entendem.