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Perigo. O que propaganda do Fantástico da caneta emagrecedora não lhe falou do Ozempic

Seguindo exemplo da Folha, que até recentemente fazia propaganda da gestão do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes sem informar aos leitores que aquilo era informe publicitário e não jornalismo, o Fantástico da Rede Globo fez propaganda descarada da caneta emagrecedora Ozempic fingindo ser reportagem sobre obesidade e emagrecimento.

Logo no título no Globoplay a matéria já diz ao que veio: "Medicamento usado em tratamento da obesidade cai nas graças de quem quer entrar em forma rápido". Detalhe: ele é usado, mas não é essa sua indicação, segundo o laboratório que o fabrica (veja mais à frente).

Na cabeça da matéria, o texto exalta as "qualidades" do medicamento, o que vai atravessar toda a reportagem.

No ano passado, a revista Science, que é uma das mais respeitadas do mundo, considerou um medicamento usado para tratar obesidade uma das grandes revelações recentes da ciência, ele também passou a ser usado por pessoas que querem apenas perder uns quilos e aqui no Brasil se tornou o remédio que mais movimentou dinheiro nas farmácias. Mas, afinal, por que essa canetinha é tão cobiçada e virou febre nas redes sociais?

A propaganda travestida de reportagem segue falando maravilhas da caneta emagrecedora, porque ela oferece àquela pessoa que está acima do peso a solução mágica de como perder peso sem fazer força. 

Pelo que é apresentado na propaganda travestida de jornalismo do Fantástico, após fazer uso da caneta emagrecedora a pessoa perde peso porque perde a vontade de comer. Um pedacinho de chocolate, um copinho de chope, e a pessoa não quer mais nada... 

Chegam a apresentar como índice de sucesso nas redes, uma mulher que teve 142 curtidas num post do Instagram...

Agora, o que a propaganda travestida de reportagem não lhe falou do Ozempic, mas consta da bula do medicamento:

  • Não deve ser usado por menores de 18 anos, porque não foram feitos estudos com esse grupo
  • Não deve ser usado por grávidas; mulheres em processo de aleitamento devem consultar seus médicos
  • 1 em cada 100 usuários pode ter pancreatite aguda, uma doença grave e dolorosa
  • Na Anvisa, o medicamento é indicado apenas para o tratamento de diabetes tipo 2, não obesidade

Mais grave: Reportagem da BBC, de 25 de janeiro (15 dias antes da propaganda do Fantástico) denunciava os perigos do Ozempic para quem o utiliza sem acompanhamento médico e para finalidade não aprovada pela Anvisa e pelo fabricante.

Foi pensando em emagrecer que a maquiadora Larissa, de 28 anos, começou a usar por conta própria, no início do ano passado, o Ozempic, um medicamento em forma de canetinha com agulha na ponta.

Os resultados que ela queria apareceram nos três primeiros meses: ela conta ter perdido 8 kg e diminuído a numeração de suas roupas. Mas, quando a maquiadora decidiu parar de tomar o medicamento, uma vez que já tinha atingido seu objetivo, vieram as surpresas desagradáveis.

“Em quatro meses, engordei 15 kg e passei a ter compulsão alimentar, coisa que eu não tinha antes de usar o Ozempic”, conta.

A vendedora Marina, de 32 anos, passou por uma situação bem parecida.

Ela decidiu usar a medicação após ver vídeos na internet falando sobre seus benefícios.

Mesmo sem receita médica, ela não teve dificuldades em adquirir o remédio em uma farmácia na cidade de São Paulo.

Nas primeiras semanas de uso, ela conta que emagreceu 5 kg — mas ganhou tudo de volta quando interrompeu, também sem acompanhamento médico, o uso do remédio.

“Um mês depois de ter engordado o que eu havia emagrecido, decidi comprar mais uma caneta e voltar a usar o Ozempic”, conta.

"Porém, já faz um mês que estou usando e não sinto mais efeito nenhum, não emagreci nada."

A reportagem da BBC reproduz informação do laboratório Novo Nordisk, que produz Ozempic:

"Ozempic, aprovado e comercializado no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2, não possui indicação aprovada pelas agências regulatórias nacionais e internacionais para o tratamento de obesidade."

Se fosse reportagem, e não propaganda, poderia dar uma olhada também numa matéria do G1 (do grupo Globo) com o sugestivo título: "A publicitária que foi para a UTI após usar Ozempic sem orientação médica".

Portanto, cuidado, se a propaganda do Fantástico despertou sua vontade de consumir o medicamento, consulte seu médico. Ou além de perder o dinheiro, que não é pouco (em torno de R$ 1000 cada caneta), você pode perder a saúde e, ao contrário do que espera, ganhar muitos quilos a mais.


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Globo chama Dallagnol pra malhar deputado do PT, mas ele fica com medo de ter de falar de Moro e Flávio Bolsonaro e afina

Dallagnol preocupado sobre diálogos vazados

A mais recente publicação de reportagem do The Intercept Brasil sobre mensagens trocadas nos bastidores da Operação Lava Jato, ficamos sabendo do verdadeiro barata voa que causou a ida de Moro para o Ministério da Justiça.

Em outras divulgações anteriores, essas preocupações ficavam claras, mas elas se pronunciaram com maior evidência quando surgiu o caso Queiróz, que envolvia em corrupção o filho de Bolsonaro (e seu herdeiro no gabinete de deputado estadual do Rio) Flávio.

A dúvida entre eles era sobre como Moro reagiria ao fato, que poderia desgastá-lo e, por correlação, à Operação.
A notícia levou Dallagnol a pedir a opinião dos colegas sobre os desdobramentos do caso, e sobre como seria a reação de Moro. A procuradora Jerusa Viecilli, crítica da aproximação de Moro com o governo Bolsonaro, respondeu “Falo nada … Só observo".
Dallagnol manifestou sérias preocupações com a forma que o ministro da Justiça conduziria o caso, sugerindo que o ex-juiz poderia ser leniente com Flávio, seja por limites impostos pelo presidente ou pela intenção de Moro de não pôr em risco sua indicação ao Supremo: “É óbvio o q aconteceu… E agora, José?”, digitou o procurador. “Seja como for, presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de aparecer vaga no supremo?”, escreveu. Dallagnol completou, sobre o presidente: “Agora, o quanto ele vai bancar a pauta Moro Anticorrupcao se o filho dele vai sentir a pauta na pele?”
Como Moro (não) agiu estamos vendo até hoje, quando se aproxima o final do sétimo mês de governo e o processo está parado e Queiróz desaparecido.

A preocupação com a imagem de Moro por Dallagnol era tanta, que ele chegou a recusar uma oferta ao Fantástico da Globo [imagem], onde poderia criticar um deputado do PT, apenas com receio de que a reportagem pudesse tocar no caso Flávio Bolsonaro e ele simplesmente não saber o que dizer.

Para quem como Dallagnol não podia abrir a porta da geladeira e ver acender a luz sem caprichar no sorriso ou na indignação pensando que era para uma entrevista, deve ter sido um tremendo sacrifício dispensar as câmeras do Fantástico.

Tudo para proteger Moro.


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Pai e madrasta de Isabella no Fantástico

Segundo a Folha Online, a média do Fantástico costumava ser nos últimos tempos de 28 ou 29 pontos no Ibope. Neste domingo, com a chamada desde o início para a entrevista com o pai e a madrasta da menina Isabella, cruelmente assassinada, a média passou a ser de 31 pontos, com pico de 41, na hora da entrevista.

Por isso, quem procurou jornalismo na entrevista não encontrou.

Não posso afirmar, porque não tenho como provar, mas ninguém me tira da cabeça que o que aconteceu ali foi uma procura da produção do Fantástico, oferecendo espaço para o casal se defender, com aquela conversa de “vamos abrir espaço para vocês colocarem para o Brasil o sofrimento de vocês, a visão de vocês dos fatos etc., podem se fazer acompanhar de advogados...”...

Nenhum interesse jornalístico, apenas sensacionalismo para aumentar a audiência do outrora imbatível programa da Globo.

Quanto ao crime em si, o crime se aproxima cada vez mais do que eu postei aqui, O caso da menina Isabella.

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Jornalismo da Globo desce ladeira abaixo no Ibope

Hoje, na Folha, coluna do Daniel Castro:

Em crise no Ibope, o "Fantástico" perdeu em quatro anos o equivalente a toda a audiência do SBT no horário nobre. Foram 7,6 pontos - ou uma cidade de 420 mil domicílios com TV. Em 2004, o programa da Globo tinha 35,8 pontos na Grande São Paulo. Em 2007, fechou com 28,2 de média anual, uma redução de 21%.
A participação do "Fantástico" no total de televisores ligados caiu na mesma proporção, o que indica migração do público para outros programas.
A derrocada coincide com as estréias do "Pânico na TV" (Rede TV!), que atrai jovens, e com o "Domingo Espetacular" (Record), que o imita e compete com as mesmas reportagens, principalmente as policiais, e as exibe mais cedo. A média anual do programa da Record saltou de 6,5 pontos em 2004 para 11 no ano passado.
A saída da apresentadora Glória Maria, em dezembro, foi atribuída à crise de audiência do "Fantástico", o que a Globo nega. Sua substituição por Patrícia Poeta, no entanto, foi uma opção pelo rejuvenescimento do programa. A situação é tão aflitiva para os padrões da Globo que a emissora comemorou o fato de o dominical ter marcado 27 pontos nos dois últimos domingos de janeiro.
Todos os telejornais da Globo tiveram queda de audiência em 2007. Em relação a 2006, o "SP TV 2ª Edição" perdeu 14% da audiência e o "Jornal da Globo", 11%. O "JN" caiu 7%.

 

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» A petista, o tucano e a mídia. Matilde e André Lara Resende. A negra, o branco

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Pablo Escobar sobre Uribe: 'Se não fosse por esse rapaz bendito, ainda estaria trazendo pasta de cocaína em porta-malas de carros'


A frase completa é:

Pablo Escobar sobre Uribe: 'Se não fosse por esse rapaz bendito, ainda estaria trazendo pasta de cocaína em porta-malas de carros e nadando até Miami para levar cocaína aos gringos’

A afirmação do maior traficante de drogas de todos os tempos não deixa dúvidas sobre o caráter do atual presidente da Colômbia.

Quem revelou essa ligação tão íntima e lucrativa entre Escobar e Uribe foi Virginia Vallejo, amante do traficante colombiano.

Vallejo disse que, como amigo íntimo de Escobar, Uribe dirigia o Departamento de Aviação Civil da Colômbia e liberava a construção de pistas e os vôos carregados de drogas sem investigação policial, para que Escobar pudesse enviar sua mercadoria para os EUA. Daí o traficante ter feito a afirmação que dá título a esta postagem.

Diante disso, pensa você, meu leitor perspicaz, indaga-me você, minha sagaz leitora, como é que os americanos foram fazer o Plano Colômbia de combate às drogas logo com o homem que foi responsável pela grande alavancada do negócio ilegal?

Porque o negócio dos americanos é fazer negócios. Eles estão na Colômbia, como no Iraque, no Afeganistão e em qualquer lugar do mundo para vender armas, munição, veículos bélicos, desfolhantes e controlar o lucrativo negócio do tráfico – não só de drogas, como de armas.

O incrível é que governantes brasileiros vivem em romaria à Colômbia para ouvir Uribe, que chegou a aconselhar o governador de Minas Aécio Neves a assumir como tarefa de segurança nacional o combate ao narcotráfico. Dá pra levar a sério?

E, perguntaria um direitista aflito, um pitblogueiro convicto, um “indignado útil” perdido, onde está essa informação? Em algum veículo esquerdista? Algum panfleto das Farc? Foi divulgada pelo ditador venezuelano Hugo Chávez?

Nada disso, é uma reportagem do Fantástico, em parte reproduzida acima, que pode ser assistida na íntegra no site da Globo. E mesmo assim a Globo apóia Uribe.

Leia também:

» Por que Chávez chama Uribe de peão do império americano?

» Chávez ou Uribe, quem colabora com os narcotraficantes?

» Bush defende a tortura

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Cai o presidente do Metrô de São Paulo

Já é alguma coisa. Antes estava caindo o metrô. Mas eu quero ver o que vai acontecer com as empreiteiras responsáveis pelas obras. São as cinco maiores do país.

Reportagens da TV Globo têm mostrado problemas e mais problemas nas obras comandadas pelo Consórcio. E na hora das respostas e soluções as empreiteiras são mooooles como o concreto que estavam usando na linha 4, aquela que desabou.

Reportagem exibida no Fantástico mostrou que o Consórcio usou material fora de especificação e demorou a dar respostas exigidas pelo Metrô. Problemas apontados em maio tiveram resposta em outubro, e por aí vai. Ou melhor, foi. Para o buraco.

Agora cai o presidente do Metrô. Parece uma resposta do governo tucano. Foi-se o anel. Quero ver o que vai acontecer aos cinco dedos: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Trocadilhando o presidente Lula:

- As empreiteiras têm que mostrar o dado concreto.