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'O bolsonarismo tenta retirar de Lula a capa de político 'paz e amor' para cobrir com ela o psicopata Bolsonaro'


Artigo do jornalista Juan Arias, no El País.
A invenção do “Bolsonaro paz e amor” é uma zombaria grotesca à inteligência

Só um cínico pode acreditar que a confissão feita dias atrás pelo presidente Bolsonaro, de que “chora sozinho no banheiro” para que sua mulher não o veja, pode enganar os ingênuos, como se de repente o machista e homofóbico tivesse se transformado no personagem “paz e amor” da direita fascista.

Às vésperas de a CPI da Covid acusar o capitão reformado de uma dezena de crimes graves, o bolsonarismo tenta retirar de Lula a capa de político “paz e amor” para cobrir com ela o psicopata Bolsonaro, cuja essência é a violência, o ódio, a morte e a mentira. É algo que parece grotesco e se revela uma tentativa de amansar a fera para que não perca as eleições.

É algo que interessa não apenas ao mundo do dinheiro, que ainda continua acreditando ingenuamente na vocação liberal conservadora do capitão, que acaba de anunciar que pensa em privatizar a Petrobras. Trata-se, na verdade, de um disfarce para atrair o capitalismo raiz. O Bolsonaro real, com seu histórico de 30 anos de obscuro deputado do baixo clero, é o que só aparecia em cena para exalar suas grosserias de cunho sexista ou de instintos de morte e violência ou suas obsessões de defesa e fascinação pela tortura e as ditaduras.

Bolsonaro é tudo menos o cordeirinho paz e amor, já que evoca, mais propriamente, a dura passagem evangélica do lobo disfarçado com pele de ovelha. Acredito, por isso, na ingenuidade das formações políticas que estão usando Bolsonaro e seu poder para tirar dele o maior proveito possível e evitar a volta de Lula. A nova tática de rebatizá-lo com a nova versão do político paz e amor para que não perca as eleições e, ao mesmo tempo, desarmá-lo de seus instintos golpistas.

O que esses políticos querem é um Bolsonaro domesticado, de quem possam usar e abusar em seus projetos de permanência no poder. Só assim se explica que o Congresso tenha se negado a analisar os 120 pedidos de impeachment que dormem sonhos tranquilos.

As forças mais conservadoras das instituições, por mais estranho que possa parecer, preferem, contra 70% dos brasileiros, o Bolsonaro fascista e incapaz de governar a uma solução democrática e moderna, capaz de colocar o Brasil no lugar que lhe pertence no mundo e que o bolsonarismo desbaratou.

O sonho de que Bolsonaro tenha de repente se convertido aos valores da democracia – porque há mais de um mês que não ameaça com um golpe de Estado, poque já não ameaça fechar o Supremo e prender os magistrados, ou ainda fechar os meios de comunicação, significando que ele tenha tido uma revelação divina que o fez cair do cavalo, como Paulo a caminho de Damasco – é de uma ingenuidade que beira imbecilidade.

Hoje, nem os mais pobres, e menos ainda a nova massa de famintos, são capazes de acreditar no Bolsonaro convertido à paz e à concórdia, e que tenha dominado de repente seus instintos violentos e destruidores. Assim revelou profeticamente uma mulher simples do campo que, dia 12 passado, festa de Nossa Senhora da Aparecida, ao ver o presidente entrar no Santuário da Virgem para participar da cerimônia litúrgica, lançou um grito espontâneo: “Não, você aqui, não.”

Aquele santuário era um lugar de paz e amor, onde a diminuta estátua de Maria, negra, na qual milhões de pobres e marginalizados depositam suas esperanças, revela, como bem disse o arcebispo, que “o Brasil amado não é o Brasil armado.”

Talvez a mulher que considerava um sacrilégio ver entrar naquele lugar de paz e de encontro o político que encarna os piores instintos de morte fosse uma das 600.000 famílias que tiveram que sofrer a perda de um familiar na pandemia, da qual zombou o presidente, e cuja dor pelas vítimas nunca arrancaria dele uma lágrima de compaixão e dor. Por que chorará agora escondido no banheiro? Até agora ele se apressou em dizer, para não decepcionar seus seguidores mais aguerridos, que não tentou deixar de ser um machão. Apenas também sabe chorar, ainda que sejam lágrimas de crocodilo.

Quem então se interessa em espalhar a ideia de que o amigo e admirador de torturadores e golpistas esteja se transformando no novo pacificador do país?

Tudo por medo de que seja eleito alguém que acredita de verdade nos valores da democracia?

De qualquer modo, ter começado a lançar a ideia da repentina conversão de Bolsonaro, que teria trocado suas ameaças golpistas pelas lágrimas de arrependimento, mesmo que sejam no segredo do banheiro, parece mais um teatro do absurdo ou uma fantasia carnavalesca. A realidade, nua e crua, é que a cruel psicologia de morte e de ausência de compaixão e empatia diante da dor alheia o capitão frustrado levará consigo ao túmulo.

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Malafaia diz que pandemia não é perigosa, quarentena é uma farsa, e continua solto



Em seu perfil no Twitter, o autointitulado pastor Malafaia ataca prefeitos e governadores e os acusa de mentir à população com a quarentena


Para Malafaia, a pandemia não é perigosa para o Brasil, "porque o brasileiro é diferente" e porque aqui faz calor...

Critica também a quarentena, que diz que é uma farsa, que serve apenas para governadores e prefeitos poderem se livrar de licitações e caloteiros não pagarem suas dívidas.

Usa vídeo feita na comunidade da Maré ontem, que mostra pessoas trabalhando e uma vida quase normal, como uma prova de que a quarentena é uma farsa, quando é retrato do desespero da população, que tem que se virar para conseguir sobreviver, porque o governo Bolsonaro ainda não liberou os R$ 600 que foram aprovados no Congresso.

Malafaia continua solto e incentivando as pessoas a saírem às ruas e, lógico, darem uma passadinha em suas igrejas para deixarem o dízimo.

Até quando?

Já baixei o vídeo dele, porque quando a pandemia chegar forte e houver a explosão de mortos, que infelizmente vai acontecer, ele pode apagar para não se comprometer.

Vai chegar a hora de todos os que exploram a boa fé do povo sentarem diante do juiz.

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Retrato do Brasil mostra como foi produzida farsa do mensalão, montada pelo ex-PGR Roberto Gurgel e Joaquim Barbosa


Com apresentação do escritor Fernando Moraes, o vídeo de menos de 30' produzido pela equipe da Revista do Brasil (jornalistas Raimundo Rodrigues Pereira e Lia Imanishi) desmonta a farsa do julgamento da AP 470, conhecido como julgamento do mensalão.

O vídeo é tão didático, busca tanto a clareza com o intuito de não deixar dúvidas sobre a farsa montada, que chega a ser repetitivo em alguns momentos.

Após assistir o vídeo, para não acusar de má-fé o ex-PGR Roberto Gurgel e o atual presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, só mesmo acusando-os de canhestramente incompetentes.




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Madame Flaubert, de Antonio Mello

Mídia Ninja desmonta farsa da PM de Cabral e mostra que jovem acusado de levar coquetéis molotov nem mochila usava





Esta é a Polícia Militar de Sergio Cabral, o governador voador: uma PM com a cara dele, arrogante, falso, mentiroso, traidor, violento. PM que forja provas, que prende com truculência. PM covarde, que usa arma de choque num homem deitado e imobilizado. PM que mente ao acusá-lo de portar coquetéis molotov na mochila, quando imagens mostram que ele nem mochila usava.

Como Bruno, o rapaz preso, não é da Zona Sul, mas da Baixada Fluminense, foi mandado para Bangu I, onde passou a noite.

E agora?

Esta é a PM despreparada de Sérgio Cabral, sem comando. Ou, ao contrário, comandada para o mal, para criar o caos na cidade a fim de tirar o foco do governador, cercado de acusações e problemas que não consegue resolver. Acusações que não consegue responder.

em combustível para os helicópteros do estado, que Cabral usa para passear pra lá e pra cá, com madame, filhinhos e amigos, cachorro, papagaio, babá etc., são R$ 2,6 milhões este ano.

Mas, atenção, essa não é a farsa do Cabral. A farsa É Cabral.