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Pastor Alerta: querem transformar brasileiros em 200 milhões de Malafaias

O pastor e deputado federal Henrique Vieira (PSOL/RJ) faz um alerta na Câmara Federal: a extrema direita evangélica do tipo Malafaia tem o objetivo de transformar o Brasil em 200 milhões de pessoas iguais a eles. Não admitem a diversidade de pensamentos, religiões. 

Para isso, segundo o deputado, que também é pastor evangélico, não hesitarão em atacar pessoas que não pensem e ajam exatamente como eles, ainda que sejam evangélicas. 

Adeus, liberdade de pensamento, liberdade religiosa, liberdade de criação, liberdade de relacionamento. Adeus, diversidade. Adeus, liberdade.
 
O que disse o pastor Henrique Vieira:


O que se pensa? Que todo cristão no Brasil é tipo Malafaia? O que se pensa sobre a sociedade brasileira? Que o Brasil é composto por 200 milhões de Malafaias? 
Eu reconheço que a extrema direita de conteúdo fascista tem força política no Brasil, mas tem uma estratégia de se fazer maioria absoluta e apagar a diversidade que existe em nossa sociedade. 
Então, um alerta para a sociedade brasileira que eu deixo aqui:
 
  • Vocês que são cristãos e evangélicos, que não concordam com eles, eles vão atacar vocês. 
  • Vocês que são católicos, da diversidade que há no campo católico, eles vão atacar vocês. 
  • Vocês que são judeus, muçulmanos, de outras religiões, eles vão atacar vocês. 
  • Vocês que são das religiões de matriz africana e das espiritualidades indígenas, eles atacaram, atacam e vão atacar vocês. 
  • Vocês que não têm religião, eles vão atacar vocês. 
  • Aliás, vocês que gostam do Parintins no Amazonas, 
  • vocês que gostam dos festejos de São João no Nordeste, 
  • vocês que gostam do samba e do carnaval, Rio, Recife e Bahia, vocês que gostam das rodas de rima do Hip-Hop, 
 
eles vão atacar vocês por um motivo simples: Eles vão atacar tudo e todos que não sejam iguais a eles. E vão fazer isso "em nome de Deus". 
 
Funciona basicamente assim. "Bolsonaro é ungido, messias, escolhido por Deus, para governar o Brasil. O Brasil, então, é do Senhor Jesus. Quem não concorda com Bolsonaro não concorda com Jesus"...
É absolutamente perverso! 
E eles são capazes de tentar dar golpe em nome disso. São capazes de depredar, vandalizar a sede dos Três Poderes em nome disso. 
E não vai ser surpreendente, se daqui a pouquinho aparecer um atirador ou um homem bomba, "cheio de testosterona", disposto a matar em nome disso. Porque eles querem exatamente isso.








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Bolsonaro usa Malafaia para atacar Alexandre de Moraes e Pacheco

Em evento realizado na manhã de ontem na Praia de Copacabana, Rio, o ex-presidente Jair Bolsonaro terceirizou seu discurso e pôs na boca do pastor Silas Malafaia os recados que ele, Bolsonaro, gostaria de mandar, mas não pôde, pois seria preso.

Boneco de ventríloquo do presidente, o pastor Malafaia cumpriu seu papel à risca, porque sabe que os alvos de sua suposta ira — o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco — não lhe dão a mínima importância.

A relevância política do que fala Malafaia é zero, e todos sabem que ele só está ali para mandar mensagens de Bolsonaro.

 

Bolsonaro: A culpa é de outro

 

O ex-presidente aprendeu, quando quase foi expulso do Exército por fazer um croqui de bombas que faria explodir nos quartéis, que aquele erro não poderia mais cometer.

O erro de ameaçar explodir bombas? Não, o de fazer o croqui de próprio punho.

A partir daquele dia Bolsonaro passou a terceirizar tudo.

O esquema das rachadinhas era cuidado pelo seu boy de luxo, Fabrício Queiroz. Depois o esquema foi passado para o filho Flávio, com o mesmo Queiroz de operador. Qualquer problema, a culpa era do Queiroz, eles não sabiam de nada.

Como presidente, Bolsonaro terceirizou os malfeitos no tenente-coronel Mauro Cid, seu ajudante de ordens, responsável pelos certificados falsos de vacina, venda de joias surrupiadas do Estado brasileiro, pagamento de contas da madame Michele com dinheiro vivo.

Agora, às vésperas de ir para a cadeia, Bolsonaro terceiriza os recados que queria dar: contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos seus inúmeros problemas com a Justiça, e contra o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por não pressionar Moraes com aceno de possibilidade de impeachment, que é atribuição do Senado.

 

Boneco de ventríloquo

 

Malafaia cumpriu à risca o papel. Atacou Moraes e Pacheco:

  • "Há dois anos, chamo Alexandre de Moraes de ditador da toga. Alexandre de Moraes, quem te colocou como censor da democracia? Quem é você para definir o que um brasileiro pode falar? Todo ditador tem um modus operandi: prende alguns para colocar medo em outros, para que ninguém o confronte. Meu negócio não é STF, meu negócio é Alexandre de Moraes."
  • “O senhor presidente do senado, Rodrigo Pacheco, até aqui, frouxo, covarde, omisso. Rodrigo Pacheco envergonha o honrado povo mineiro que o elegeu.”

Em seu discurso, Bolsonaro citou obras realizadas que não eram dele e elogiou seu governo, sem conseguir explicar por que saiu derrotado, mesmo tendo feito esse governo "maravilhoso" de seu discurso e ainda ter usado a compra de votos com medidas eleitoreiras, distribuindo bilhões de reais à população e até impedindo eleitores de Lula de votarem no segundo turno, usando para isso a Polícia Rodoviária Federal.

Bolsonaro contava conseguir um público de mais de 100 mil pessoas em Copacabana. Não conseguiu um terço disso: 32 mil, segundo a USP.

E para tristeza dele, o domingo passou, hoje é segunda-feira e a realidade continua a mesma, os processos contra ele seguem andando e, logo, ele terá que prestar contas à Justiça, mesmo atribuindo aos outros todos os erros que comete ao longo da vida.



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Malafaia sobe o tom e parece querer ser preso junto com Bolsonaro

Na linha do ex-presidente Collor, que apelou ao povo que comparecesse a uma manifestação em sua defesa no caso de seu impeachment ("Não me deixem só!"), o pastor Silas Malafaia, dia a dia, sobe o tom contra o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

Percebendo que todos os caminhos dos processos na Justiça levam Bolsonaro para a cadeia, Malafaia parece querer fazer companhia ao ex-presidente e provoca Alexandre de Moraes para ir para a Papuda também.

Como o ministro tem mais o que fazer e o ignora solenemente, o pastor sobe o tom, ficando cada vez mais agressivo, sentindo falta talvez da enquadrada que lhe deu o jornalista Ricardo Boechat.

No dia da manifestação em favor de Bolsonaro na Avenida Paulista em fevereiro, Malafaia já havia feito críticas ao Judiciário.

Agora, segundo a Folha, Malafaia afirma que o discurso em São Paulo com críticas ao tribunal foi "água com açúcar" perto do que fará no próximo domingo, no evento marcado estrategicamente na praia de Copacabana.

"Em São Paulo meu discurso foi água com açúcar", diz o religioso. Na ocasião, ele criticou Alexandre de Moraes e disse que era "uma vergonha" e "uma afronta" declarações do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmando que "nós derrotamos o bolsonarismo".

 

Bolsofaia ou Malanaro

 

Na mesma linha vai o ex-presidente Jair Bolsonaro, que convoca seus apoiadores para uma manifestação em defesa da democracia e do estado democrático de Direito e da liberdade de expressão. Tudo o que seria abolido no Brasil, caso o golpe que ele tentou dar tivesse êxito.

Se não vivêssemos num estado democrático de Direito, Bolsonaro já estaria preso há muito tempo e não respondendo em liberdade aos inúmeros processos em que é investigado.

Se não tivéssemos liberdade de expressão, Bolsonaro e Malafaia não estariam criticando a "falta de liberdade de expressão", porque seriam censurados — e presos, torturados e até mortos, como na ditadura militar 1964-1985 de que são saudosos.

O que pretendem é pegar carona no foguete de Elon Musk, que teve interesses contrariados no Brasil, e na extrema direita mundial para convulsionar o mundo e oferecerem um governo ditatorial, policialesco e miliciano como alternativa. Exatamente como agem os grupos milicianos.

Pelos BOs colados em Bolsonaro — organização, planejamento e execução de golpe de Estado frustrado, falsificação de vacinas, roubo de joias, divulgação de medicamentos ineficazes contra a Covid, etc —, só pelo fato de ainda estar em liberdade é prova de que vivemos numa democracia plena, com todos tendo seus direitos respeitados, até aqueles que queriam nos tirar esses direitos, através de um golpe de Estado.

Bolsonaro e Malafaia contam com o jornalismo declaratório da mídia comercial, house organ do Mercado, para continuarem mentindo sem contestação e alimentando seus fanáticos seguidores, muitos deles hoje na Papuda, enquanto a dupla segue dizendo que não têm liberdade de expressão.

O melhor comentário sobre os dois foi feito pelo próprio Malafaia, quando consagrou Bolsonaro candidato. 

 

 

Se o mito e seu pastor querem ir para a Papuda juntos, chegará o tempo dos dois, se for feita Justiça.




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Malafaia diz que pandemia não é perigosa, quarentena é uma farsa, e continua solto



Em seu perfil no Twitter, o autointitulado pastor Malafaia ataca prefeitos e governadores e os acusa de mentir à população com a quarentena


Para Malafaia, a pandemia não é perigosa para o Brasil, "porque o brasileiro é diferente" e porque aqui faz calor...

Critica também a quarentena, que diz que é uma farsa, que serve apenas para governadores e prefeitos poderem se livrar de licitações e caloteiros não pagarem suas dívidas.

Usa vídeo feita na comunidade da Maré ontem, que mostra pessoas trabalhando e uma vida quase normal, como uma prova de que a quarentena é uma farsa, quando é retrato do desespero da população, que tem que se virar para conseguir sobreviver, porque o governo Bolsonaro ainda não liberou os R$ 600 que foram aprovados no Congresso.

Malafaia continua solto e incentivando as pessoas a saírem às ruas e, lógico, darem uma passadinha em suas igrejas para deixarem o dízimo.

Até quando?

Já baixei o vídeo dele, porque quando a pandemia chegar forte e houver a explosão de mortos, que infelizmente vai acontecer, ele pode apagar para não se comprometer.

Vai chegar a hora de todos os que exploram a boa fé do povo sentarem diante do juiz.

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Bispo Macedo da Coreia pede perdão de joelhos por disseminar o vírus no país

Lee Man-hee de joelhos

Líder religioso menosprezou COVID-19 e seus seguidores espalharam vírus pela Coreia



O nome dele é Lee Man-hee,  líder da Igreja Shincheonji de Jesus, uma das maiores da Coreia do Sul.

A Coreia do Sul é o quarto país com mais casos em todo o mundo e foi identificado que o principal foco teve origem na igreja de Lee Man-hee.

O líder religioso menosprezou o poder da COVID-19, alegando que ela não resistia à fé.


Graças a isso, seus missionários continuaram a bater de porta em porta pregando sua fé e contaminando as pessoas.
De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, cerca de 61% dos casos confirmados em todo o país têm origem no culto Shincheonji.

O presidente da câmara de Seoul, Park Won-soon, colocou um processo na justiça contra 12 líderes daquele culto, acusando-os dos crimes de homicídio, agressão e violação da prevenção e gestão de doenças infecciosas.
Só aí, o líder resolveu voltar atrás e pedir desculpas de joelhos à população:
“Embora não tenha sido intencional, muitas pessoas foram infectadas (…) Fizemos o melhor dos nossos esforços, mas não fomos capazes de prevenir tudo” [Observador]
No Brasil, os bispos Macedo e Malafaia também desafiam as medidas de segurança para conter a epidemia, seguindo o exemplo do presidente Bolsonaro.

Talvez um processo como o da Coreia os faça pedir perdão de joelhos também.

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Globo, Record e a luta pela ‘manipulação das massas’

Hoje na Folha:

Em editorial lido ontem no "Jornal da Record", a Record atacou a Globo, acusando-a de ter feito "uma operação covarde e leviana para impedir o sucesso do lançamento da Record News", com a presença do presidente Lula, na última quinta.

A Record disse que a Globo sempre operou no "subterrâneo do poder constituído" e que já usou "o Brasil e os brasileiros para os seus interesses mais vis", citando "a falsificação de documentos cometida pela família Marinho na época da compra da TV Globo de São Paulo", alvo de um processo que corre na Justiça do Rio.

Segundo a Record, o editorial foi uma resposta à "pressão desesperada" que a Globo fez nos bastidores, na semana passada, para sensibilizar ministros de que a Record News é uma operação ilegal, já que a Record tem dois canais abertos na cidade de São Paulo.

O editorial citou texto publicado no blog do jornalista Josias de Souza, na Folha Online. Souza informava que Evandro Guimarães, vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, procurou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e se queixou da duplicidade de canais da Record na capital. A assessoria do ministro confirma que ele recebeu queixas de Guimarães e que sugeriu "ajustes" à Record News, mas nega ter agido nos bastidores em prol da Globo.

A Record negou que a Record News seja irregular. A legislação proíbe uma mesma pessoa ou entidade de explorar "mais de uma outorga do mesmo tipo de serviço de radiodifusão na mesma localidade". A Record diz que a TV Record de São Paulo é do bispo Edir Macedo, mas a Rede Mulher, nome oficial da Record News, não.

Para Diogo Moyses, editor do Observatório do Direito à Comunicação, a Record News faz uso ilegal de concessão:

A Record News faz uso ilegal da outorga da Rede Mulher, cuja concessão está vencida há mais de dois anos. A Record News ocupa em São Paulo o canal destinado à retransmissora da Rede Mulher. A geradora da emissora está situada em Araraquara, interior de São Paulo. Tal geradora – que em tese é quem produz o conteúdo veiculado nas retransmissoras – está com a outorga vencida desde agosto de 2005.

Na capital paulista, a retransmissora da Rede Mulher ocupa o canal 42 UHF e, por se tratar de uma modalidade diferenciada de concessão (chamada de “autorização”) tem sua outorga atrelada à sua geradora. Ou seja, se a geradora tem sua outorga vencida, o mesmo acontece com a retransmissora.

Outra ilegalidade da Record News no uso da outorga da Rede Mulher é em relação à propriedade da empresa que detém a concessão. Um dos únicos limites à concentração de propriedade existentes na radiodifusão brasileira é o limite de uma emissora (por empresa ou acionista) em uma mesma localidade (Decreto 52.795/63). Entretanto, com a entrada no ar da Record News, Edir Macedo passar a controlar diretamente duas outorgas na capital paulista. Em teoria, a Record possui em São Paulo uma outorga de geradora (a própria Record) e uma de retransmissora (Record News), o que não configuraria a duplicidade de outorga do mesmo serviço na mesma localidade. Entretanto, o fato da retransmissora ser, na prática, uma geradora, torna o argumento inválido. Desta forma, a Record passa a controlar diretamente duas geradoras de programação em São Paulo.

Além de possuírem nome fantasia que remete à mesma marca, o próprio website das duas emissoras afirmam se tratarem de empresas da “Central Record de Comunicação”. Na inauguração da última quinta-feira, o bispo da Igreja Universal foi inclusive apresentado como “proprietário” das duas emissoras. Não o fosse, não estaria ao lado do presidente Lula no “aperto do botão oficial” do início das transmissões da nova Record News.

Ainda a matéria da Folha:

Ontem à noite, a Central Globo de Comunicação enviou uma nota à imprensa na qual definiu como "calúnias requentadas; todas já desmoralizadas pela Justiça" as acusações da Record. "Esse ataque leviano não chega a ser surpreendente: é de se esperar que um grupo que lucra pela manipulação de fé religiosa queira também manipular a opinião pública."

É a briga da hora. E o motivo dessa briga foi revelado num ato falho, cometido pelo pastor Silas Malafaia, no programa 25ª Hora, da TV Record, há alguns anos, quando afirmou:

A Globo está nos atacando com medo de perder para nós o domínio da manipulação das massas.

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