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Bolsonaro pode acabar com especulações sobre o porteiro com uma medida simples

Bolsonaro no celular

O que Bolsonaro pode fazer para por um ponto final no caso do porteiro



Não, não é isso que você, leitor malicioso, leitora apressada estão pensando. Matar o porteiro só faria o caso se voltar de vez contra Bolsonaro. A medida é outra.

Toda a polêmica do que virou o "Caso do Porteiro" gira em torno das duas ligações que o porteiro teria feito para "seu Jair", entre as 17h e 17h15h aproximadamente, no dia do assassinato de Marielle e do motorista Anderson, para liberar a entrada do piloto do assassinato Elcio Queiroz.

Carlos Bolsonaro mostrou que não há registro dessas ligações no arquivo do condomínio. A promotoria do Rio comprou essa versão, baseada em perícia parcial, que não teve acesso ao arquivo NO computador onde foi gerado, mas apenas a uma cópia.

No Nassif, há a informação de que o condomínio não teria interfone (o que foi desmentido pelo Duplo Expresso, que mostrou o interfone de um morador), mas haveria a possibilidade de o porteiro se comunicar com o celular do morador de determinadas residências.

Isso explicaria não haver o registro no computador interno e também a certeza do porteiro de que recebeu o "talquei", por duas vezes, de Jair Bolsonaro.
Toda essa questão pode ser resolvida com uma atitude simples de Bolsonaro: abrir mão do sigilo daquele celular que está registrado na portaria do condomínio (ou estava na época do fato), apenas naquele momento entre as 17h e as 17h15 daquele dia.

Se não houver ligação alguma vinda do condomínio, o porteiro se equivocou e não falou com Bolsonaro. Ponto final. Agora, se houver...

A questão que fica é: Bolsonaro estará disposto a abrir mão de seu sigilo telefônico para esclarecer de vez o problema?


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Outros porteiros do condomínio de Bolsonaro trazem novas informações sobre o caso da casa 58

Bolsonaro no condomínio na Barra

  Colegas dão razão às informações do porteiro do caso



O jornalista Luís Nassif em seu blog traz novas informações sobre o caso do porteiro do condomínio onde têm casa o presidente Bolsonaro (casa 58) e o homem apontado como assassino de Marielle e Anderson, Ronnie Lessa (que tem duas numerações, 65 e 66).

O porteiro teria afirmado que o motorista envolvido no assassinato de Marielle e Anderson, Elcio Queiroz, foi ao condomínio no dia do crime e disse que se dirigia à casa de Jair Bolsonaro.

O Ministério Público afirma que o porteiro mentiu em seus depoimentos, no entanto, outros porteiros do condomínio disseram que a ligação teria sido feita para Bolsonaro mesmo.

Outra informação importante é que o condomínio não tem interfone. O porteiro pede a autorização ao proprietário via celular. Portanto, Bolsonaro poderia dar autorização mesmo em Brasília.

Carlos Bolsonaro, que alegara estar na Câmara do Rio, estava no condomínio, segundo os porteiros ouvidos.

Não foi ouvido o porteiro do dia porque se encontra de férias.
  1. O condomínio abriu mão de interfones, por ser caro e por problemas de instalação. Optou-se por telefonar ou para o celular ou para o telefone fixo de cada proprietário.
  2. No caso de Bolsonaro, as ligações são para o próprio celular de Bolsonaro. E é ele quem atende. O que significa que a versão do porteiro não era descabida. Ou seja, o fato de estar em Brasília não o impedia de atender o telefone.
  3. Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também recebe os recados pelo celular. Em geral, fica pouco no condomínio, pois prefere permanece em seu apartamento na zona sul. Mas porteiros ouvidos por moradores sustentam que, naquele dia, ele estava no condomínio.
  4. O porteiro do depoimento está de férias. Mas moradores do condomínio foram, por conta própria, conversar com os demais porteiros. E eles garantiram que a ligação foi feita para Bolsonaro mesmo. [Nassif]
Será que Bolsonaro abriria mão do sigilo de seu telefone (o que está registrado na portaria do condomínio) para perícia?

O caso merece uma investigação aprofundada. Mas será que sob Moro e o novo PGR, Aras, isso será possível?

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