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Metrô de São Paulo: O buraco é mais pro lado

Infelizmente a gente ainda vai ouvir falar muito do metrô de São Paulo. E falar mal. Primeiro foi a incrível cratera, que abriu um tremendo rombo no choque de gestão tucano. Há pouco, uma craterinha voltou a ameaçar com outra craterona.


A mais nova mancada está hoje na Folha. Vem um túnel daqui para se encontrar com outro que vem de lá e, pum, na trave. Há um desalinhamento lateral de 80 cm entre eles.

A Folha:

Dois geólogos entrevistados pela Folha - e que já ocuparam cargos de destaque em estatais paulistas - afirmaram que a falha é "básica" e não deveria ser "aceitável". Um deles falou em erro "crasso" e "barbeiragem". Ambos só aceitaram dar entrevista sem que fossem identificados, sob a alegação de que podem ser alvo de retaliação aos serviços que prestam como consultores.

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Cai o presidente do Metrô de São Paulo

Já é alguma coisa. Antes estava caindo o metrô. Mas eu quero ver o que vai acontecer com as empreiteiras responsáveis pelas obras. São as cinco maiores do país.

Reportagens da TV Globo têm mostrado problemas e mais problemas nas obras comandadas pelo Consórcio. E na hora das respostas e soluções as empreiteiras são mooooles como o concreto que estavam usando na linha 4, aquela que desabou.

Reportagem exibida no Fantástico mostrou que o Consórcio usou material fora de especificação e demorou a dar respostas exigidas pelo Metrô. Problemas apontados em maio tiveram resposta em outubro, e por aí vai. Ou melhor, foi. Para o buraco.

Agora cai o presidente do Metrô. Parece uma resposta do governo tucano. Foi-se o anel. Quero ver o que vai acontecer aos cinco dedos: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Trocadilhando o presidente Lula:

- As empreiteiras têm que mostrar o dado concreto.

Negligência ou incompetência no desabamento do metrô em São Paulo?

Reportagem de Walter Nunes publicada na revista Época desta semana faz a pergunta: Negligência ou incompetência no desabamento do metrô em São Paulo?

Um ano antes do desastre, o Metrô e o consórcio de empreiteiras responsável pela obra já sabiam de um afundamento na Rua Capri, vizinha à estação, que desmoronou com o buraco aberto na obra de construção da Linha 4. Os registros sobre o afundamento da rua aparecem em atas de reuniões de representantes do Metrô com o Consórcio Via Amarela. As atas estão agora em poder do Ministério Público de São Paulo e da Assembléia Legislativa para a investigação do desastre.

Engenheiros consultados pela revista “foram unânimes em dizer que os registros de afundamento no solo da Rua Capri representam indícios de problemas sérios para a obra, que não foram enfrentados nem pelo Metrô nem pelas empreiteiras por ‘incompetência ou negligência’”.

Mas como se trata de governo do PSDB e das cinco maiores empreiteiras do país (OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez), o assunto corre em banho-maria. Com o fogo desligado, se é que me entendem.