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A petista, o tucano e a mídia. Matilde e André Lara Resende. A negra, o branco

O caso das ministra Matilde já foi resolvido. Ela pediu demissão. Antes, ela demitiu dois de seus assessores, que não a teriam orientado corretamente. Logo, fica implícito – ao demitir os assessores – que sua própria demissão era o desfecho lógico para o caso.

Mas quero destacar dois aspectos do caso. O primeiro, a de que ele só foi descoberto a partir de uma denúncia da Controladoria Geral da União (CGU), numa prova da transparência do governo. Todos os dados, de todos os ministérios, estão na internet para quem quiser ver.

Isso foi feito no governo FHC? Você sabe dos gastos dos governos Serra, Aécio, do prefeito Kassab? Pois é, o presidente Lula pode bater no peito e dizer: Nunca na história deste país...

O outro aspecto que quero destacar é o seguinte: fez-se um tremendo escarcéu, por conta dos gastos da ministra, e até por causa de uma tapióca de R$ 8,30 (oito reais e trinta centavos), mas não se lê uma palavra sequer sobre a acusação que o jornalista Luis Nassif fez em seu livro Os Cabeça-de-Planilha de que André Lara Resende, que fazia parte da equipe econômica do Plano Real, no governo de FHC, enriqueceu às custas de informações privilegiadas que tinha no governo. Milhões de dólares.

André está no Brasil desde o dia 18 de janeiro e nenhum repórter chegou até a ele para perguntar:

- André Lara Resende, é verdade que você enriqueceu com informações privilegiadas no governo FHC?

Leia também:

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Repito: - André Lara Resende, é verdade que você enriqueceu com informações privilegiadas no governo FHC?

Hoje completa um mês que eu fiz a seguinte postagem, com a simples pergunta do título, mas até o momento não obtive resposta. Por isso a repito:

- André Lara Resende, é verdade que você enriqueceu com informações privilegiadas no governo FHC?

Na coluna do Ancelmo:

André de volta
André Lara Resende, após temporada em Londres, está voltando para o Brasil. É considerado um dos economistas mais brilhantes de sua geração.

O Blog do Mello aguarda ansiosamente qual será o veículo de nossa “grande imprensa” livre, democrática e plural que vai sair na frente e aproveitar a presença do brilhante economista em nosso país para entrevistá-lo, a respeito das gravíssimas acusações que lhe faz o jornalista Luís Nassif.

Podem começar a entrevista com a pergunta que é o título desta postagem. E para facilitar o trabalho da equipe que vier a procurar por Lara Resende, repito aqui postagem anterior deste blog, de abril de 2007:

Enriquecimento de Lara Resende é real em dólar

A acusação é do jornalista Luis Nassif em seu mais recente livro, Cabeças-de-planilha (Ediouro, 320 pgs.,RS 39,90). Volto ao assunto, porque ele ainda nem começou a ser esclarecido. Segundo Nassif, o economista André Lara Resende, um dos formuladores do plano Real, fez uso das informações privilegiadas de que dispunha - como formulador do plano Real e membro da equipe econômica – para ganhar muito, mas muiiiiiito dinheiro, como mostra este trecho do livro:
“... algumas instituições começaram a atuar pesadamente no mercado de câmbio, apostando na apreciação do real... a mais agressiva foi a DTVM Matrix... com capital de R$ 14 milhões passou a ter uma carteira de R$ 500 milhões. Seu principal sócio era André Lara Resende“. (Pág. 197)

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada, Nassif reforça a acusação:

Nassif – (...) Nesse ambiente é que o André Lara Resende monta o banco Matrix especificamente para se aproveitar daquele momento...
Paulo Henrique – Dessa apreciação do Real...
Nassif - Dessa apreciação e, depois, passar o banco pra frente.
Paulo Henrique - Então, eu te pergunto: o que você está querendo dizer é que o André Lara Resende, que ajudou a formular essa conversão de URV para Real sabia que ia ter uma apreciação e abriu um banco para se beneficiar disso
Nassif - Isso.
Paulo Henrique – É isso?
Nassif - É.
Paulo Henrique - O André Lara Resende ...
Nassif - Acho que um pouco mais. Foi cometido um erro, um erro que não tem base na lógica do Plano Real e pessoas - o André foi o que mais se beneficia disso - que participaram da formulação do Plano se beneficiaram disso.
Paulo Henrique - Quer dizer, um erro que o André sabia de antemão que haveria?
Nassif - Isso.

Até o momento, Lara Resende não deu uma palavra sobre o assunto. Para ele, parece, o silêncio é de ouro.

Vamos lá, moçada, que tal mostrar que ainda se faz jornalismo no Brasil?

Leia também:

» Mais de U$ 75 bi saem do Brasil por ano rumo aos paraísos fiscais

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- André Lara Resende, é verdade que você enriqueceu com informações privilegiadas no governo FHC?

Na coluna do Ancelmo:

André de volta
André Lara Resende, após temporada em Londres, está voltando para o Brasil. É considerado um dos economistas mais brilhantes de sua geração.

O Blog do Mello aguarda ansiosamente qual será o veículo de nossa “grande imprensa” livre, democrática e plural que vai sair na frente e aproveitar a presença do brilhante economista em nosso país para entrevistá-lo, a respeito das gravíssimas acusações que lhe faz o jornalista Luís Nassif.

Podem começar a entrevista com a pergunta que é o título desta postagem. E para facilitar o trabalho da equipe que vier a procurar por Lara Resende, repito aqui postagem anterior deste blog, de abril de 2007:

Enriquecimento de Lara Resende é real em dólar

A acusação é do jornalista Luis Nassif em seu mais recente livro, Cabeças-de-planilha (Ediouro, 320 pgs.,RS 39,90). Volto ao assunto, porque ele ainda nem começou a ser esclarecido. Segundo Nassif, o economista André Lara Resende, um dos formuladores do plano Real, fez uso das informações privilegiadas de que dispunha - como formulador do plano Real e membro da equipe econômica – para ganhar muito, mas muiiiiiito dinheiro, como mostra este trecho do livro:
“... algumas instituições começaram a atuar pesadamente no mercado de câmbio, apostando na apreciação do real... a mais agressiva foi a DTVM Matrix... com capital de R$ 14 milhões passou a ter uma carteira de R$ 500 milhões. Seu principal sócio era André Lara Resende“. (Pág. 197)

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada, Nassif reforça a acusação:

Nassif – (...) Nesse ambiente é que o André Lara Resende monta o banco Matrix especificamente para se aproveitar daquele momento...
Paulo Henrique – Dessa apreciação do Real...
Nassif - Dessa apreciação e, depois, passar o banco pra frente.
Paulo Henrique - Então, eu te pergunto: o que você está querendo dizer é que o André Lara Resende, que ajudou a formular essa conversão de URV para Real sabia que ia ter uma apreciação e abriu um banco para se beneficiar disso
Nassif - Isso.
Paulo Henrique – É isso?
Nassif - É.
Paulo Henrique - O André Lara Resende ...
Nassif - Acho que um pouco mais. Foi cometido um erro, um erro que não tem base na lógica do Plano Real e pessoas - o André foi o que mais se beneficia disso - que participaram da formulação do Plano se beneficiaram disso.
Paulo Henrique - Quer dizer, um erro que o André sabia de antemão que haveria?
Nassif - Isso.

Até o momento, Lara Resende não deu uma palavra sobre o assunto. Para ele, parece, o silêncio é de ouro.

Vamos lá, moçada, que tal mostrar que ainda se faz jornalismo no Brasil?

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Enriquecimento de Lara Resende é real em dólar

A acusação é do jornalista Luis Nassif em seu mais recente livro, Cabeças-de-planilha (Ediouro, 320 pgs.,RS 39,90). Volto ao assunto, porque ele ainda nem começou a ser esclarecido. Segundo Nassif, o economista André Lara Resende, um dos formuladores do plano Real, fez uso das informações privilegiadas de que dispunha - como formulador do plano Real e membro da equipe econômica – para ganhar muito, mas muiiiiiito dinheiro, como mostra este trecho do livro:
“... algumas instituições começaram a atuar pesadamente no mercado de câmbio, apostando na apreciação do real... a mais agressiva foi a DTVM Matrix... com capital de R$ 14 milhões passou a ter uma carteira de R$ 500 milhões. Seu principal sócio era André Lara Resende“. (Pág. 197)

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada, Nassif reforça a acusação:

Nassif – (...) Nesse ambiente é que o André Lara Resende monta o banco Matrix especificamente para se aproveitar daquele momento...
Paulo Henrique – Dessa apreciação do Real...
Nassif - Dessa apreciação e, depois, passar o banco pra frente.
Paulo Henrique - Então, eu te pergunto: o que você está querendo dizer é que o André Lara Resende, que ajudou a formular essa conversão de URV para Real sabia que ia ter uma apreciação e abriu um banco para se beneficiar disso
Nassif - Isso.
Paulo Henrique – É isso?
Nassif - É.
Paulo Henrique - O André Lara Resende ...
Nassif - Acho que um pouco mais. Foi cometido um erro, um erro que não tem base na lógica do Plano Real e pessoas - o André foi o que mais se beneficia disso - que participaram da formulação do Plano se beneficiaram disso.
Paulo Henrique - Quer dizer, um erro que o André sabia de antemão que haveria?
Nassif - Isso.

Até o momento, Lara Resende não deu uma palavra sobre o assunto. Para ele, parece, o silêncio é de ouro.

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Luis Nassif: A equipe econômica do real comprometeu o futuro do país

Vale a pena ler a entrevista de Luis Nassif a Daniel Bramatti no Terra Magazine. Mais uma vez, o jornalista, escritor, músico e blogueiro aponta sua artilharia para os cabeças-de-planilha, especialmente André Lara Rezende, que ele acusa de ter enriquecido às custas do câmbio, na época em que era um dos formuladores da política econômica do governo FHC.

(...) “eles tomaram um conjunto de medidas técnicas cuja única lógica foi permitir enormes ganhos para quem sabia para onde o câmbio ia caminhar. E o grande vitorioso desse período é o André Lara Rezende, que é um dos formuladores dessa política cambial.”

(...) “O banco Matrix ganhou centenas de milhões de dólares naquele período. O Matrix é do André Lara Resende. E outros bancos de investimento ganharam. Quando você pega o Encilhamento, do Rui Barbosa, você dá o direito de liquidez, de emitir moeda, para um determinado banco. A liquidez em si garante uma certa riqueza, mas, com um ambiente especulativo, essa riqueza pode ser multiplicada. No tempo do Rui Barbosa era a Bolsa de Valores e o mercado de câmbio. No Real era o mercado futuro de câmbio, o mercado de derivativos. No que consistia o jogo: fazer uma aposta na apreciação do real e ficar na ponta vendida do mercado. Só que, para que desse certo, era preciso afastar os grandes bancos desse jogo. Porque se o câmbio começasse a cair muito, os grandes bancos, que tem acesso a linhas de crédito em dólar, poderiam entrar forçando do lado dos comprados. Eles afastaram os grandes bancos definindo uma flutuação de mais 15%, menos 15%, que criava um fator de risco muito grande. Os bancos comerciais não iam entrar porque corriam risco de descasamento entre ativo e passivo. Então ficam no jogo os bancos de investimento - um grupo de bancos de investimento que têm reuniões alguns meses antes do Real - e, do outro lado, um conjunto de empresas que queria comprar dólar para hedge. Essas empresas apostavam que o dólar poderia ir até a R$ 1,08. Com o modelo que eles adotaram, aquela taxa de juros violenta, e o Banco Central garantindo que o dólar não passaria de R$ 1, criou-se todo um ambiente para a apreciação do câmbio. Na primeira tacada ele vai para R$ 0,90 e os vendidos ganham um horror.”

Nassif considera que os “erros” da equipe econômica do Real (“erros” que ele julga propositais – “Eles eram muito preparados e muito competentes para ser um erro teórico um desastre daquelas proporções”) prejudicam o país até hoje:

- Essa conta comprometeu o futuro do país inexoravelmente. A gente não perdeu só dez anos de crescimento, a gente perdeu a maior chance da história.

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