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Queimadas no Pantanal atingem área equivalente ao triplo de toda a região metropolitana de São Paulo com suas 39 cidades - frei Betto


Os números da destruição no governo Bolsonaro da floresta Amazônica e do Pantanal são devastadores: Brasil foi responsável pela destruição de um terço de todas as florestas tropicais virgens desmatadas no planeta em 2019: 1,3 milhão de hectares perdidos. E este ano os números são ainda piores. O mesmo acontece no Pantanal.

É o que denuncia Frei Betto em "Brasil em Chamas".
Muito antes de a revista “The Economist” qualificar o presidente do Brasil de BolsoNero, eu já havia cunhado a antonomásia. O que não esperava é que os fatos comprovariam a semelhança de atitudes entre o imperador romano, conhecido por tocar lira enquanto Roma pegava fogo, e o principal ocupante do Palácio do Planalto.
O Brasil é incendiado pelo descaso do governo, enquanto o presidente ignora o desastre ambiental e econômico, assim como faz com o genocídio sanitário que já ceifou a vida de quase 140 mil vítimas da Covid-19.
Na primeira quinzena de setembro, houve mais queimadas na Amazônia do que em todo o mês de setembro de 2019. Até o dia 15 foram registrados 20.485 focos de calor no bioma amazônico pelo programa Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). No mesmo período do ano passado foram 19.925 focos.
A média é de 1.400 novas queimadas por dia. Nessa época do ano, em que a seca predomina na Amazônia, os desmatadores (latifundiários, mineradoras, garimpeiros, grileiros e empresários do agronegócio) aproveitam para queimar os recursos biológicos derrubados para abrir espaços ao gado, à soja, à exploração de minerais preciosos.
Segundo a Global Forest Watch, que mantém plataforma online de monitoramento de florestas, o Brasil foi responsável pela destruição de um terço de todas as florestas tropicais virgens desmatadas no planeta em 2019: 1,3 milhão de hectares perdidos.
O governo brasileiro ignora suas próprias leis. Em 16 de julho deste ano, proibiu o uso de fogo na Amazônia e no Pantanal por 120 dias. No entanto, os incendiários agem impunemente e os órgãos de fiscalização são sucateados. O vice-presidente, general Mourão, reclama que algum funcionário impatriota do Inpe deve estar vazando informações... “Há alguém lá dentro (do Inpe) que faz oposição ao governo”, declarou. Falta apenas mandar prender o satélite do órgão que detecta as queimadas.
Este ano houve aumento de 34% no desmatamento da Amazônia brasileira. E o presidente insiste: “Essa história de que a Amazônia arde em fogo é uma mentira”, declarou em reunião virtual com chefes de Estado da América do Sul (“Folha de S. Paulo”, 16/9, p. B7).
O fogo se alastra também, sem controle, no Pantanal, uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. Já foram destruídos 16% da maior planície alagada do mundo. Ali as queimadas reduziram a cinzas 23mil km2 de riquezas vegetais e animais (área pouco maior que a de El Salvador ou o triplo da área da região metropolitana de São Paulo, onde vivem quase 22 milhões de pessoas em 39 cidades). Foi também devastado o maior refúgio do mundo de araras-azuis, e estão sob ameaça projetos de preservação de onças. São comoventes as imagens exibindo a quantidade de animais mortos por queimadura ou asfixia, ou em busca de água em estradas e cidades.
De acordo com estimativa do Ibama/Prevfogo, em três biomas que cruzam o território sul-mato-grossense - Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica - a área atingida pelo fogo já ultrapassa 1.450.000 hectares.
O governo age na contramão da preservação ambiental. Para 2021, cortou os orçamentos dos dois principais órgãos federais de defesa da natureza e fiscalização de crimes ambientais, o Ibama (-4%) e o ICMBio (-12,8%).
A destruição do Pantanal, da Amazônia e do que resta do Cerrado faz parte do programa da coalizão governista, que reúne grileiros, mineradores, madeireiros ilegais e vândalos do agronegócio.
O secretário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Mato Grosso, Flávio José Ferreira, afirmou em entrevista ao “Fórum Café”, dia 15/9, que o Ministério da Defesa tem proibido o Exército de atuar no combate aos incêndios no Pantanal. Bombeiros e voluntários são os principais responsáveis por conter as chamas no bioma. Ferreira também criticou o avanço do agronegócio no Pantanal e disse que o meio ambiente tem sido “desrespeitado” na região há anos.
BolsoNero é mestre em se eximir de culpas. Faz de conta que nada tem a ver com o genocídio da pandemia no Brasil, a invasão de terras indígenas, a interferência na Polícia Federal do Rio para defender os filhos, os milicianos condecorados por seus familiares, os cheques do Queiroz, a alta do preço do arroz, o crescimento do desemprego (13 milhões de trabalhadores) e tantas outras medidas de seu governo que arruínam o nosso país.
Ao cantar o hino nacional, em vez de proclamar “Se em teu formoso céu risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece”, é mais condizente com a realidade entoar “Sob teu cinzento céu tristonho e enfumaçado, as labaredas das queimadas resplandecem”.

Publicado originalmente no Brasil 247.



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De que lado você está: da Amazônia ou de Bolsonaro?


Campanha internacional pela preservação da Amazônia pede que as pessoas parem de financiar as queimadas na Amazônia não consumindo produtos que se beneficiam da exploração predatória da floresta.
Os incêndios na Amazônia não são incêndios florestais. São atos criminosos apoiados pela administração Bolsonaro e pelos grandes negócios. Eles fazem parte de uma cadeia de produção, de comércio e de investimentos maculados que estão todos contaminados. 
A destruição atual e sem precedentes da Amazônia está ligada a grandes marcas, que compram suprimentos - como soja, carne e couro - de incendiários da floresta e os vendem de volta para você. Precisamos de sua ajuda para responsabilizá-los. 
Para salvar a Amazônia, devemos cortar o financiamento de Bolsonaro e tornar a proteção da Amazônia uma condição “obrigatória” para o desenvolvimento, os negócios e os investimentos. [Fonte]
E não tocaram na "cuestão" (como diz Bolsonaro) da mineração nem na falta de atenção maior ao combate da pandemia em territórios indígenas, com dezenas de milhares de indígenas contagiados e centenas de mortes.

Assista ao vídeo.




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Mais um fracasso do Exército: Segurança no Rio, Saúde e agora Queimadas na Amazônia. Já pode pedir música


Primeiro, foi a segurança do Rio de Janeiro. Botaram a tropa na rua, uma fortuna em verbas liberadas, e nada. Um fiasco. Como estava, a violência ficou, e a tropa voltou para os quartéis.

Depois foi a Saúde. Bolsonaro entregou a administração da pandemia para o general Cloroquina. Este convocou uma tropa de militares que lotou o ministério.

Outro fiasco. O Brasil disputa com os Estados Unidos quem tem a pior estratégia e a pior gestão no combate à pandemia.

Agora foi a vez do general Mourão e sua tropa. O vice-presidente foi encarregado de botar o Exército para combater as queimadas na Amazônia, novamente com custos milionários.

Resultado: novo fiasco.
O Inpe divulgou nesta terça-feira (1) os dados de queimadas da Amazônia em agosto de 2020. O mês foi o segundo agosto com mais focos de calor dos últimos dez anos: 29.307, ficando apenas 5% abaixo dos 30.900 de agosto de 2019, que escandalizaram o mundo, e acima da média histórica de 26 mil focos. Mesmo essa queda precisa ser relativizada, já que uma pane no satélite de referência usado pelo Inpe, o Aqua, fez com que parte da Amazônia não fosse observada no dia 16, produzindo um número anormalmente baixo de detecções.
Os dados confirmam o fracasso da cara e mal planejada operação das Forças Armadas instituída na Amazônia pelo governo Bolsonaro como substituta de um plano de combate ao desmatamento. Entre maio e agosto, período de presença do Exército na Amazônia, o número de queimadas foi de 39.187, basicamente o mesmo de 2019 (38.952). Os militares foram à Amazônia em tese para evitar a repetição da tragédia do ano passado. Desde julho vigora uma moratória às queimadas.
A área de alertas de desmatamento na Amazônia em 2020 foi 34% maior do que em 2019, mesmo com três meses de ação do Exército na região em substituição ao Ibama, que foi subordinado à tropa. O dado oficial, a ser divulgado nos próximos meses, deverá indicar um desmatamento maior que 12 mil quilômetros quadrados – três vezes mais do que a meta da Política Nacional de Mudança do Clima para 2020. O Brasil deverá ser o único dos grandes emissores de gases de efeito estufa a aumentar suas emissões na pandemia, afastando-se também da meta do Acordo de Paris.
“O teatro militar montado pelo general Hamilton Mourão na Amazônia para iludir os investidores não conseguiu enganar os satélites”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. “Gastamos tempo e dinheiro do contribuinte, emitimos carbono, transformamos nossa credibilidade em fumaça e perdemos biodiversidade que não volta mais. Tudo isso porque as pessoas que estão no poder se recusam a implementar políticas públicas de combate ao desmatamento e ao fogo que não apenas já existiam como deram certo no passado.” [Fonte: Observatório do Clima]
Três fiascos dão direito a musiquinha fúnebre no Fantástico?



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Repórter da BBC sobrevoa queimadas na Amazônia em avião do Greenpeace. Veja o vídeo



A bordo de um avião do Greenpeace, o repórter da BBC Will Grant sobrevoou áreas de queimada na Amazônia


É preciso que uma emissora estrangeira se junte a uma ONG para fazer o trabalho que nossa mídia macunaíma não faz.

As imagens mostram o estrago que o governo Bolsonaro faz na floresta, por estímulo por um lado (quando incentiva fazendeiros) e omissão pelo outro, quando esvazia Ibama e órgãos de defesa do Meio Ambiente, com um ministro (Ricardo Salles) criminoso, condenado exatamente por desrespeitar legislação, quando secretário do Meio Ambiente na gestão Alckmin em São Paulo.

As imagens aéreas mostram as chamas na Floresta Nacional de Jacundá, em Rondônia. O norte do Estado é uma das áreas mais atingidas pelas queimadas.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 78,3 mil focos de incêndio foram registrados apenas neste ano no Brasil - crescimento de mais de 80% em comparação a 2018. Do total de casos deste ano, 52,6% foram registrados na Amazônia. [BBC]




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Queimadas na Amazônia queimam Bolsonaro e levam paneleiros às janelas pela 1ª vez

senhora com panela na mão de forma agressiva

Oito meses de desgoverno levaram os paneleiros às janelas durante pronunciamento de Bolsonaro em cadeia nacional


As queimadas na Amazônia, que aumentaram 83% neste governo, queimaram ainda mais a imagem de Bolsonaro, atingindo até um núcleo de seus apoiadores, os paneleiros.

Nas principais cidades do Brasil, pessoas foram a suas janelas e bateram panelas em protesto contra o governo que boa parte delas ajudou a eleger por ação ou omissão (teve gente que foi a Paris para se omitir).
O movimento foi tão grande que abalou Bolsonaro, que reagiu como aqueles boxeadores que levam um golpe forte e pedem mais pancada para dizer que não foram abalados.



Quero ver quando chegar a vez dos mamadeiras de piroca protestarem se ele vai fazer o mesmo e aparecer mamando uma.

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Sob Bolsonaro, queimadas aumentam 83% e multas do Ibama caem 39%

Tocha Humana, Bolsonaro

Queimadas na Amazônia não são acaso mas política do governo Bolsonaro


Quando, entre suas primeiras decisões como presidente (eleito mediante fraude), Bolsonaro mandou demitir o fiscal do Ibama que o multara em 2012 por pescar em local em que até a presença humana é proibida, ele mandou um recado ao órgão, que cuida do meio ambiente, e ao agronegócio: queimem que o Ibama não vem aí.

Não adianta querer tapar o sol com a peneira nem acusar o equívoco de fotos de queimadas antigas como responsáveis pelo que seria uma criação artificial do aumento do número de queimadas.

Não é artificial. É real.
Até 19 de agosto deste ano, o Brasil registrou 72,8 mil focos de incêndio, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa um aumento de 83% em relação ao mesmo período do ano passado.
No momento há 2500 focos ativos de queimadas na Amazônia brasileira. [Folha]
Ao mesmo tempo, as multas aplicadas por um Ibama desmobilizado por ordem presidencial caíram 39% sob Bolsonaro.

Basta ligar os pontos para ver que as queimadas não são frutos do acaso, da época seca ou de protestos de ONGs. As queimadas são política de governo de Bolsonaro.

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