"Você é brasileira? Então vamos lá xingar Dilma Rousseff", conta Djamila Ribeiro

 

A frase do título a escritora Djamila Ribeiro ouviu de uma outra brasileira no Aeroporto de Madri, em 2019.

Djamila, escritora premiada e reconhecida aqui e internacionalmente, conta que se dirigiu ao local onde havia um pequeno tumulto no aeroporto e o que presenciou naquele instante:

"Eu estava no check-in da Econômica em 2019. Olhei para o check-in da executiva e vi Dilma Rousseff. Me aproximei dela e disse — Dilma, Dilma. O povo achando que eu ia me juntar a eles.

Quando ela se vira, eu digo — Dilma, eu queria dizer que eu te respeito muito, que seu governo foi muito importante e que eu sinto muito por todos os ataques que você vem sofrendo nesse país. 

Me aproximei dela, fiquei com ela no check-in e a acompanhei até o embarque. Enquanto a gente caminhava, essas pessoas ficaram ali nos hostilizando.

Um homem veio gritar comigo, que dava dois de mim. Eu xinguei ele de volta, gritei com ele de volta. A polícia nos escoltou, dizendo — Senhora, não brigue, não necessita.

E eu — Necessita sim."

A triste memória daquele ano veio à cabeça de Djamila agora, quando ela vê parte da esquerda normalizando o candidato do Missão Renan Santos, um dos principais líderes do MBL da época, que agrediam e incentivavam agressões a petistas e pessoas de esquerda no país:

"Todo o ódio que existia ao Partido dos Trabalhadores, toda a criminalização que foi feita por parte da mídia, o MBL estava na base disso, fomentando isso.

Então agora é fácil o senhor Renan Santos posar de bom moço, é fácil criticar o bolsonarismo sem reconhecer que ele fez parte da ascensão do bolsonarismo."

Confira o depoimento de Djamila Ribeiro em seu perfil no Instagram.



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Jornal Nacional quer impor ao país agenda que Lula e o povo derrotaram nas urnas

 

Edição de ontem do Jornal Nacional mostra mais uma vez que a Globo quer impor ao país a agenda do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, que é a do mercado financeiro. A campanha de Flávio prometia corte de R$ 250 bilhões no orçamento público para 2027. 

De onde tiraria esse dinheiro, ele nunca disse, mas todos sabemos e o povo negou nas urnas: dos cortes em programas sociais, do reajuste do salário mínimo acima da inflação, das aposentadorias, das verbas com saúde e educação. 

E é exatamente essa agenda derrotada que o Jornal Nacional defende numa matéria de quase 4 minutos, com vários especialistas, todos batendo na mesma tecla: ajuste fiscal, corta, corta, corta. 

Nenhum fala claramente em corte em programas sociais e nas áreas de educação e saúde, garantidos pela Constituição. Mas isso fica claro nas entrelinhas:

[imagem]

"Ano que vem [a dívida pública] tende, se nada for mudado, tende a chegar a 86% e aponta, lá em 2032, para mais de 100% do PIB, que é gravíssimo para um país emergente", diz Marcus Pestana, diretor-executivo Instituição Fiscal Independente. 

"Equações variadas, como uma reforma administrativa, revisitar o problema da Previdência, uma série de revisões, mudar as regras de indexação e vinculações no orçamento público, para que a gente saia dessa armadilha. Isso é vital para o país porque, sem equilíbrio fiscal, não há dinheiro para financiar políticas públicas de saúde, segurança e educação, não há investimento em infraestrutura e em ciência e tecnologia", afirma Marcus Pestana.

Traduzindo:

"Equações variadas, como uma reforma administrativa, revisitar o problema da Previdência [desindexar correção do salário mínimo das aposentadorias], uma série de revisões, mudar as regras de indexação e vinculações no orçamento público [retirar mínimo garantido de educação e saúde], para que a gente saia dessa armadilha. Isso é vital para o país porque, sem equilíbrio fiscal, não há dinheiro para financiar políticas públicas de saúde, segurança e educação, não há investimento em infraestrutura e em ciência e tecnologia", afirma Marcus Pestana. 

Brasil e outros países, relação dívida/PIB

Pintam a situação do país como se estivéssemos à beira do precipício, mas essa é a situação do Brasil comparada à de outros países, segundo o Ranking  Mundial da Dívida Pública, que é atualizado semanalmente:

 



Alguém precisa avisar à Rede Globo que o presidente Lula venceu as eleições e a agenda do mercado, o corte de R$ 250 bilhões e a "Paulo Guedes de saias" foram derrotados. 

Inclusive, o candidato deles, Flavio Bolsonaro, fugiu do país para não responder aos crimes cometidos, alguns esquecidos e outros relativizados durante a campanha. 

Parece que ainda não caiu a ficha na emissora do Jardim Botânico.



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Se Flávio Bolsonaro não pode livrar Daniel Vorcaro de um jeito, pode livrar de outro

As celas da Papudinha estão cansadas de saber que o banqueiro dono do banco Master, Daniel Vorcaro, não aguenta mais a vida na prisão. Acostumado às viagens, às mulheres, ao charuto e ao uísque, Vorcaro não aguenta a pobreza da vida monástica de presidiário na Papudinha, onde vive cercado por homens.

Já tentou fazer delação premiada algumas vezes, mas nunca entregou ninguém de peso que interessasse à Polícia Federal, ao PGR Gonet, menos ainda ao antigo ministro do STF relator do caso, André Mendonça, que temia uma citação de seu protegido, o agora valente fujão Fábio Bolsonaro. 

A esperança de Daniel Vorcaro era a vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, que poderia livrá-lo da cadeia e deixá-lo partir ao encontro dos bilhões que tem separado em algum lugar no exterior.

Agora, já era. Flávio Bolsonaro não apenas perdeu a eleição como fugiu para a Miami, largando o "irmãozão" de quem jamais largaria a mão,em mais uma das milhares de mentiras do senador.

 

Flavio Bolsonaro: Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!

Sem alternativa, Vorcaro deve partir para o plano B para tentar se livrar da Papudinha: fazer a delação premiada contando tudo o que tem para dizer de seu relacionamento com Flávio Bolsonaro. Abrir o jogo, todos os encontros que tiveram e quanto de dinheiro o senador fujão pegou do banqueiro. Pode explicar inclusive como o Flávio "comprou" a mansão em Brasília. 

O jornalismo das fontes abundantes está à espera de sinais para começarem os vazamentos.

 

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Jornalista argentino tenta neutralidade ao anunciar vitória de Lula, não resiste e emoção explode

 

A onda de vitória de candidatos da extrema direita na América Liana deixou o continente desanimado. Parecia que uma nova ordem e uma nova onda conservadora era inevitável, sob o tacão de Washington, comandado por Donald Trump.

A última esperança estava depositada nas eleições brasileiras, o maior país do continente, o gigante que poderia manter acesas as esperanças das esquerdas (no plural).

Donald Trump e seu secretário Marco Rubio entraram em campo com todas as armas, especialmente as big techs, sabotando a campanha de Lula de maneira descarada.

Mas nem assim conseguiram vencer a determinação e Lula e do povo brasileiro de garantirem a vitória de nossa soberania e também a de nuestros hermanos latinos.

O jornalista Roberto Navarro, da rádio argentina El Destape, tentou o quanto pôde manter a neutralidade, embora com viés de esquerda, ao anunciar a vitória do presidente Lula contra o miliciano Flávio Bolsonaro, mas, ao final, não resistiu e deixou explodir a  emoção.

Confira o depoimento dele no vídeo e a segui a mensagem traduzida.

 

Bom, acabou o mito de que a esquerda não pode vencer na América Latina; acabou o mito de que não é possível ser reeleito se você governa bem. O Lula está provando que é possível. Não sei se aqui vai dar certo ou não, mas, sem dúvida, isso vai dar ânimo ao campo popular, vai mostrar que é possível vencer, vai enfraquecer o Milei — bom, sem dúvida vai enfraquecer o Milei, porque ele foi até lá e disse que, se fosse, ajudaria a vencer. 

O que vai acontecer na semana que vem? E se o Trump perder? Dá a impressão de que, apesar de — veja bem — apesar de todo o vento contrário que enfrentamos no mundo, algo está acontecendo nos últimos dias: europeus nas ruas mobilizados, brasileiros nas ruas mobilizados, na Argentina o povo mobilizado... pessoas que, pelo menos no Brasil, começam a votar de outra forma. 

Houve um momento em que, na verdade, nos sentíamos encurralados; parecia que tudo estava contra nós, era muito difícil manter o otimismo. Pois bem, este senhor, com mais de 80 anos, nos mostra que é possível, que dá para virar o jogo nas eleições, que as pessoas podem voltar a acreditar no campo popular, voltar a acreditar em boas intenções, em partidos que tentam fazer com que você viva um pouco melhor. 

Sinceramente — eu disse isso aos meus companheiros aqui quando cheguei — eu tinha muito medo de que o Bolsonaro vencesse, porque o próximo governo peronista não conseguiria sobreviver; não daria para viver com um continente de extrema direita. Bom, não aconteceu, não aconteceu! O Lula venceu, o Lula venceu, o Lula venceu, porra! Caralho, ele venceu! Vamos, Lula!



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Nunes Marques e Mendonça, dois bolsonaristas jogam contra Lula no tapetão do TSE

Há uma diferença entre a extrema direita e o bolsonarismo. A extrema direita é capaz das maiores atrocidades para chegar ao poder e ali implantar um governo extremista, de terror, misoginia, violência, perseguição aos mais fracos e às minorias. O bolsonarismo é tudo isso, mais a devoção quase religiosa à figura de Jair Bolsonaro, o Mito, para eles.

Kássio Nunes Marques e André Mendonça são homens religiosos — mais este que aquele, que não tem se revelado muito religioso nos surubóes do Vorcaro. Mas bolsonaristas eles são da primeira fila.

Quando chegaram ao comando do TSE com a missão de tomarem conta das eleições deste ano, todos temiam pelo que poderia ocorrer. Mas havia sempre a expectativa de que se curvariam à liturgia do cargo. Mesma expectativa que se teve em relação a Jair Bolsonaro na presidência, com os desastrosos resultados que tivemos.

Não está sendo diferente com Nunes Marques como presidente e André Mendonça como vice-presidente do TSE. Os dois agem como se não houvesse opinião pública, apenas a necessidade de eleger o filho de Jair Bolsonaro para que "o Mito" saia da cadeia e volte a alimentar seu rebanho com o capim informativo diário, carregado de violência, misoginia, fake news, preconceito e desprezo pelos pobres e os mais fracos da sociedade.

Desde o início ficou clara a estratégia da dupla: jogar com o tempo em favor de Flávio Bolsonaro e contra o presidente Lula. O esquema é simples: Se a campanha de Flávio reclama de algo da campanha de Lula, ele é imediatamente retirado do ar, em geral por André Mendonça. Se a campanha de Lula protesta e o plenário do TSE está dando razão a ele, muitas vezes por 5 a 1 (o um é de Mendonça), Nunes Marques usa o expediente de pedir destaque, o que volta o jogo a 0 a 0 para ser definido em reunião presencial, que nunca é marcada, Enquanto isso, o conteúdo favorável a Flavio fica fora do ar, se o prejudicava, ou fica no ar (mesmo fake news que ligam Lula ao Comando Vermelho), se o favorecia.

Os demais ministros do TSE protestam como lhes parece possível, deixando ou fazendo vazar para a imprensa suas insatisfações.

As decisões da dupla bolsonarista em afronta às opiniões dos demais ministros do TSE são tantas e tão repetidas, que esses já as veem como uma decisões propositais de Nunes Marques para provocar uma intervenção do órgão superior, o STF, o que seria capaz de atiçar Donald Trump, que acusaria o Brasil de ser uma nova Venezuela com o Judiciário intervindo nas eleições.

Nesse barco e lutando contra a maré segue a campanha do presidente Lula, que luta contra as molecagens e fake news de Flávio Bolsonaro, o comando contrário do TSE, o mercado financeiro e seu porta-voz, a mídia corporativa, as Forças Armadas, que querem de volta os milhares de cargos que conseguiram no governo Bolsonaro, que lhes ofereciam duplo rendimento, a extrema direita e os bolsonaristas.

O melhor presidente da história do Brasil, segundo pesquisa Datafolha, não merecia ter que enfrentar tamanha força a essa altura da vida, apenas porque não querem que ele continue a redistribuir os ganhos do país também para aqueles que mais necessitam.

Se vencer essa batalha, Lula se agiganta ainda mais. Se perder, a derrota não será dele, mas nossa, do povo brasileiro,  do Brasil, que deixará de ser um país independente e voltará a ser colônia, mais um estado dos Estados Unidos da América.

Me vem à cabeça a frase do infame Eduardo Cunha ao aprovar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff e antevendo o que viria a partir dali:

"Que Deus tenha misericórdia dessa nação."




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Fim da Jornada 6x1 é projeto de Lula; Flávio Bolsonaro é contra. E você? Entenda

O presidente do Senado Davi Alcolumbre avisou que vai botar em votação na próxima quarta-feira o projeto do presidente Lula de fim da Jornada 6x1, seis dias de trabalho por um de descanso, em troca da Jornada 5x2, cinco dias trabalhados e dois para descanso.

Patrões em geral são contra e o presidenciável Flávio Bolsonaro, que sempre trabalhou na escala 2x5, dois dias de trabalho e cinco de descanso, como deputado e senador, também é contra.

O que é o projeto do Lula

Segundo o site do Senado, o PEC 221/2019 altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais e garantir dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuir os salários. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

O trabalhador vai ganhar um dia a mais de descanso sem perda salarial.

Flávio Bolsonaro é contra e mobiliza todos os senadores de sua tropa de choque para barrarem o projeto.

O que Flávio Bolsonaro propõe em troca?

O que é o projeto de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro propõe um projeto em que haja negociação direta entre patrão e empregado para definirem um número de horas trabalhadas e que o trabalhador seja remunerado por elas, com base no salário mínimo. 

Numa negociação direta entre trabalhador e patrão, quem pode mais chora menos.

Projeto de Flávio Bolsonaro na prática

Este vídeo é bem didático e mostra como o projeto de Flávio Bolsonaro funcionaria na prática.

O vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin traz uma metáfora futebolística para traduzir o projeto de Flávio Bolsonaro.

Alckmin e o projeto de Flávio Bolsonaro


Votação no Senado deve dar vitória ao projeto de Lula

A Proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados por uma maioria esmagadora.

A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

O texto que será votado agora ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.  

A PEC necessita de 49 votos para ser aprovada e o presidente do Senado Davi Alcolumbre garante que tem esse mínimo necessário para sua aprovação.

O que muda na jornada e no descanso


    Redução da jornada máxima: O limite máximo de trabalho cai de 44 horas para 40 horas semanais.
    Dois dias de folga: Fica garantido o direito a dois dias de repouso semanal remunerado (acabando com a proporção de 6 dias trabalhados para 1 de folga).
    Sem redução de salário: A alteração na carga horária não pode resultar em corte nos vencimentos dos trabalhadores.

Período de transição

 

A aplicação não acontece de uma só vez; há um cronograma gradual aprovado pela Câmara dos Deputados:

    60 dias após a promulgação: A jornada semanal cai para 42 horas, mantendo-se os dois dias de repouso.
    12 a 14 meses após: Passa a vigorar definitivamente o limite de 40 horas semanais. 


E você, de que lado está: Lula ou Flávio Bolsonaro?


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