quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Mesma Justiça que mandou pra casa Queiroz e mulher foragida expulsa de casa 450 famílias de Quilombo em Minas


A desigualdade do Brasil se reflete na Justiça do Brasil.

Isso fica claro nos dois casos citados no título: o ministro do STJ, Otávio de Noronha (aparentemente para agradar Bolsonaro, de olho na vaga do STF) mandou para casa Fabrício Queiroz em prisão domiciliar e também sua esposa, a foragida da Justiça Márcia, preocupado com a saúde de Queiroz (o gerente da rachadinha da famiglia Bolsonaro) durante a pandemia.

Essa mesma Justiça, em meio à mesma pandemia, manda expulsar 450 famílias com grande número de idosos e crianças do Acampamento Quilombo Campo Grande em Minas.
O acampamento Quilombo Campo Grande, que reúne 450 famílias sem-terra no município de Campo do Meio, localizado no sul de Minas Gerais, é alvo de despejo iniciado na madrugada desta quarta-feira (12). A ação conta com dezenas de viaturas e policiais de outras cidades.
A reintegração de posse, que prevê a retirada da vila de moradores e da estrutura da Escola Popular Eduardo Galeano, foi emitida pela Justiça estadual mesmo sob decreto de calamidade pública em Minas Gerais devido à pandemia do novo coronavírus. As famílias seguem no local e tentam negociar a permanência na área. Até o momento, apenas a área da Escola foi reintegrada.
Integrantes da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) denunciam que a responsabilidade por feridos ou mortes em decorrência de um conflito direto com as forças policiais são de responsabilidade do governador Romeu Zema (Novo), que permitiu o despejo em meio à crise de saúde pública sem precedentes no país.
Segundo o MST, a decisão descumpre acordo firmado em mesa de diálogo sobre o conflito, para que as famílias permanecessem no local ao menos enquanto houvesse necessidade de isolamento social.
Ainda de acordo com o movimento, a ostensividade policial é frequente contra os acampados. Em 30 de julho, por exemplo, mais de 20 policiais invadiram casas no acampamento e prenderam o sem-terra Celso Augusto, conhecido como Celsão, que foi liberado no mesmo dia.
Conforme relataram os acampados, os agentes entraram nos imóveis armados de fuzis e pistolas, quebrando portas e janelas. O MST denuncia ainda que, no dia anterior ao despejo, a polícia rondou o acampamento com viaturas e drones, intimidando as famílias. [Leia reportagem completa no Brasil de Fato]
Nem o estado de calamidade pública decretado em Minas comoveu a Justiça.

Que as famílias resistam e a sociedade organizada consiga uma liminar que pare com a ação de despejo, a essa altura simplesmente criminosa.




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