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Dossiê Flávio Bolsonaro: as relações pra lá de perigosas do candidato da extrema direita


Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.



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Bolsonaro confessa que dinheiro de Queiroz na conta de Michelle era pra ele, e antecipa: 'O Queiroz pagava conta minha também'


Só faltava confissão para o Brasil saber que o esquema de corrupção conhecido como "rachadinha" não abastecia apenas a conta de Flávio Bolsonaro, mas era um negócio da famiglia, que abastecia também a do pai. Agora já não falta mais. 
 
Ontem, em entrevista ao Datena, Bolsonaro confessou, com a cara de pau e arrogância peculiares, que o dinheiro que Queiroz e a mulher depositaram na conta de Michelle Bolsonaro era pra ele. E minimizou, dizendo que a quantia dividida por dez anos, em que o esquema teria funcionado, daria R$ 750 por mês, mixaria, segundo ele.
 
Só que os valores se referem a quatro anos de investigação apenas. Faltam esses outros seis, que o próprio Bolsonaro acabou de confessar.
 
E mais. Bolsonaro também disse que o Queiroz pagava contas dele também. Coisa que as investigações ainda não mostraram. Portanto, é só investigar mais para ver que o esquema era muito maior.
 
Por quê? Qual a origem do dinheiro?
 
Como ele mesmo diz, "Tem que ver esse negócio daí".
 
Embora todo mundo saiba o que é: corrupção, em negrito, corrupção com provas da famiglia Bolsonaro.
 
Como Bolsonaro não pode ser julgado agora, enquanto presidente, por crimes cometidos anteriormente ao mandato, cabe processá-lo ao final e enviá-lo à Papuda com o filho Flávio.
Queiroz depositou 21 cheques na conta de Michelle de 2011 a 2016, no total de R$ 72 mil.

De outubro de 2011 a abril de 2013, o ex-assessor repassou R$ 36 mil à primeira-dama, em 12 cheques de R$ 3.000. Depois, de abril a dezembro de 2016, Queiroz depositou mais R$ 36 mil em nove cheques de R$ 4.000.​

A reportagem também apurou que a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, repassou para Michelle R$ 17 mil de janeiro a junho de 2011. Foram cinco cheques de R$ 3.000 e um de R$ 2.000. Assim, no total, Queiroz e Márcia depositaram R$ 89 mil para primeira-dama de 2011 a 2016, em um total de 27 movimentações. [Folha]




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Queiroz confessa e tenta livrar a cara de Flávio Bolsonaro, mas complica a de Jair


Segundo a CNN Brasil, o ex-policial militar Fabrício Queiroz disse em depoimento ao Ministério Público que montou sozinho todo o esquema de corrupção das rachadinhas e que Flávio Bolsonaro é inocente, não sabia de nada.
 
Ninguém acredita nisso, é claro. Afinal, Queiroz pagou por anos, em dinheiro vivo, as mensalidades escolares das filhas de Flávio e seu plano de saúde, além de fazer aparecer misteriosamente dinheiro para pagamento de imóveis e até de uma franquia da Kopenhagem.
 
Mas, o que o depoimento de Queiroz deixa a descoberto é o pai de Flávio, Jair Bolsonaro.
 
Segundo dados da quebra de sigilo bancário dos investigados, Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da mulher do Jair, Michelle. Por quê?

O depoimento derruba também a desculpa dada por Jair quando o dinheiro apareceu pela primeira vez na conta de Michelle, de que se tratava de parte de pagamento de um empréstimo que teria feito a Queiroz.
 
Com os milhões da rachadinha que caíram em sua conta (segundo o MP, muito mais de R$ 2 milhões, pelo menos), pra que Queiroz pediria empréstimo de R$ 40 mil ao Jair?
 
Contem outra, Queiroz, Flávio e Jair.
 
Tudo indica que um dia ainda vão acabar contando essa história na cadeia aos outros presos, jurando inocência como quase todos os colegas de cela.



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Pra desviar imprensa da corrupção de Flávio e família, Bolsonaro ameaça até guerra aos Estados Unidos


Sem citar o nome, porque não é bobo, Bolsonaro disse, se referindo a Biden, que quando não se resolve uma questão na saliva (ou seja, na conversa). resolve-se com pólvora.
 
Ele sabe que é uma baboseira. Nossos militares são tão americanófilos quanto o próprio Jair, que bate continência para a bandeira dos EUA e já disse a um vice-presidente de lá que gostaria de dividir a exploração da Amazônia com os Estados Unidos.
 
O que Bolsonaro quer é desviar o foco da denúncia de corrupção do filho Flávio, que também o atinge, já que uma das filhas de Queiróz, Nathália, que participava do esquema corrupto das rachadinhas, era funcionária de seu gabinete, quando ainda deputado federal. 
 
Mais uma vez, Bolsonaro lança o Brasil no ridículo. 
 
O site Global Fire faz a comparação entre as Forças Armadas dos países. A comparação entre o Brasil e Estados Unidos pode ser vista na íntegra aqui. Mas eu faço um pequeno resumo a seguir:
Exército na ativa: EUA 1,4 milhão, BR 334 mil
Tanques: EUA 6,2 mil x BR 437
Caças de combate: EUA 2 mil x BR 43
Helicópteros: EUA 5,7 mil x BR 242
Porta-aviões: EUA 20 x BR 0
Destroyers: EUA 91 x BR 0
Submarinos: EUA 66 x BR 6
Presidente: EUA Biden x BR Bolsonaro
Antes de declarar guerra, Bolsonaro tem que responder por que Queiroz e mulher depositaram R$ 89 na conta de dona Michelle Bolsonaro.



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Organização criminosa de Flávio Bolsonaro tinha sua mulher, Fernanda; Queiroz, mulher e filhas; ex-assessores e até líder do Escritório do Crime


A casa caiu, e agora o mundo ruiu para os Bolsonaro, com a derrota de Trump e o fim do seu único apoio de peso internacional.
 
As investigações sobre Flavio, levadas a cabo pelo Ministério Público do Rio, indicam que o rolo do 01 envolve grande número de pessoas, numa verdadeira organização criminosa, que incluía a mulher de Flávio, Fernanda.
Além do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou mais 15 pessoas acusadas de participarem do pagamento de "rachadinhas" na Assembleia Legislativa fluminense (Alerj), como a mulher do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e o chefe de gabinete dele, Miguel Ângelo Braga Grillo.

A família do ex-assessor de Flávio também faz parte da lista de denunciados: a esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, e as filhas, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, que foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro como deputado estadual e faziam repasses sistemáticos de dinheiro para a conta do ex-assessor.

O primeiro núcleo de denunciados, ligado diretamente a Queiroz, também é formado por por vizinhos e amigos indicados por ele como Agostinho Moraes da Silva, Jorge Luis de Souza, Sheila Coelha de Vasconcellos, Marcia Cristina Nascimento dos Santos, Wellington Sérvulo Romano da Silva, Flávia Regina Thompson Silva e Luiza Sousa Paes.

A denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega também era parte do esquema da "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Acusado de comandar um grupo de extermínio e de ter ligação com a milícia no Rio, Adriano foi morto na Bahia em fevereiro deste ano, em troca de tiros com a polícia.[Globo]

Não se pode esquecer que uma das filhas de Queiroz, Nathalia, não trabalhava com Flávio, mas no gabinete do pai, Jair, em Brasília, embora nunca tenha aparecido por lá, e participava do esquema também, o que coloca o atual presidente no olho do furacão.



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01 é o primeiro. MP denuncia Flávio Bolsonaro por corrupção: peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Pena pode chegar a 30 anos


Finalmente, após quase dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu denuncia contra o senador e filho 01 de Jair Bolsonaro, Flávio.
 
As acusações são de peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso de corrupção descarada e contínua, por anos e anos, é o conhecido como o "das rachadinhas" ou o "caso Queiroz".
 
Além de Flávio, foram denunciados Fabrício Queiroz e mais 15 ex-assessores.
 
As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão e multas, distribuídas assim: peculato: 2 a 12 anos de prisão e multa; lavagem de dinheiro: 3 até 10 anos de reclusão e multa; organização criminosa: 3 a 8 anos e multa.
 
É bom lembrar que esse caso também envolve a mulher do presidente, a de Flavio, a de Queiroz e o próprio presidente. Flavio é apenas o 01.
 
Que a fila ande.



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Bolsonaro usa governo para tentar melar processo de corrupção de seu filho Flávio no caso das rachadinhas


Sabendo que as provas do envolvimento do senador Flavio Bolsonaro em corrupção, no famoso caso das rachadinhas, são fortes e sem defesa, os advogados do filho do presidente resolveram apelar para o tapetão e procuram nos meandros do processo alguma brecha capaz de anular tudo e fazer com que o senador escape como um corrupto não julgado, como os que fogem da condenação por prescrição.
 
Por conta disso, acionaram o presidente Bolsonaro que colocou à disposição setores do governo para tentar achar a tal brecha que livre o filho e a ele próprio de uma condenação, pois o envolvimento da família no caso, via Queiroz, chega a Jair Bolsonaro e sua mulher Michelle.
 
Reportagem da revista Época denuncia que vários órgãos do governo sofreram pressão para encontrar alguma irregularidade no processo. Até o momento, ainda segunda a Época, esses esforços não deram em nada, todas as operações estão de acordo com a lei e o que a defesa de Flavio está fazendo é defender seu direito de espernear e reclamar de perseguição.

A defesa de Flávio busca, atualmente, provas formais de que houve acesso irregular aos dados dele e de pessoas próximas. Uma das pessoas acionadas pelo senador, segundo a revista, foi o diretor-presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Gileno Gurjão Barreto.

O Serpro é quem mantém o registro de todas as consultas a dados de contribuintes. Segundo a revista, Barreto afirmou que não seria possível obter os dados solicitados por Flávio em razão dos termos de confidencialidade do serviço.

O secretário da Receita, por sua vez, disse ao presidente que não tinha como obter os dados solicitados. [Folha]

Mas, resistirão até quando?

O caso é que o Brasil assiste ao triste espetáculo (mais um) de um caso de, não fosse Flavio filho de quem é, cassação de mandato e prisão por peculato e lavagem de dinheiro, através de sua loja de chocolates Kopenhagem, que merece ser citada, já que nem assim descredencia o ainda senador.



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Pergunta há uma semana sem resposta: presidente Jair Bolsonaro, por que sua esposa, Michelle, recebeu 89 mil de Fabrício Queiroz?



No domingo, 24, Jair Bolsonaro demonstrou sua contrariedade com uma pergunta de um repórter de O Globo que queria saber por que Michelle Bolsonaro havia recebido depósitos em conta, que totalizaram R$ 89 mil, de Queiroz e sua mulher Márcia.
“A vontade é encher tua boca com uma porrada, tá?”, disse o valentão, cercado por seguranças e admiradores.
Pior para ele. A ameaça covarde explodiu no Twitter e a resposta foi milionária.
Assim que a notícia com e a ameaça circulou, um movimento ganhou o Twitter: repetir a pergunta feita pelo profissional do Globo: “presidente Jair Bolsonaro, por que sua esposa, Michelle, recebeu 89.000 de Fabrício Queiroz?” Jornalistas, artistas e até políticos aderiram ao movimento. Do deputado Major Olímpio, ex aliado do presidente, a parlamentares do Partido Novo, até atrizes globais como Bruna Marchezine e Paolla de Oliveira. O tema foi parar nos assuntos mais comentados da rede e ganhou a adesão até em forma de desenho. A cartunista Laerte desenhou a pergunta que o mandatário não quis responder. Segundo Fabio Malini, pesquisador das mídias sociais, a pergunta foi repetida no Twitter a cada 40 segundos. Ao final, foram mais de 1 milhão mensagens com a mesma pergunta. [El País]
Como sempre acontece por aqui, do golpe (que hoje completa quatro anos) para cá, há uma acomodação entre a mídia corporativa e o governo Bolsonaro, como nunca aconteceu nos governos do PT, por exemplo, onde até uma simples tapioca era assunto diário em todas as mídias.

Ninguém mais toca no assunto, assim como sumiram Wassef, as acusações de interferência de Bolsonaro na PF do Rio, o laranjal sobre o ministro de Turismo Marcelo Álvaro Antonio, o gabinete de ódio montado na antessala de Bolsonaro no Palácio etc.

Mas a pergunta que não quer calar continua valendo: presidente Jair Bolsonaro, por que sua esposa, Michelle, recebeu 89 mil de Fabrício Queiroz?



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Suplente de Flávio Bolsonaro e amigo de Queiroz recebia R$ 150 mil por mês do esquema de corrupção no Rio


A serem verdadeiras as acusações, o segundo suplente do senador Flávio Bolsonaro, Leonardo Rodrigues, indicado por Fabricio Queiroz, recebia mensalmente R$ 150 mil da quadrilha que se apossou do Rio de Janeiro.

O valor é duas vezes e meia o que é atribuído ao governador afastado Wilson Witzel, que receberia em torno de R$ 60 mil mensais, via escritório de advocacia de sua mulher.
O secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Leonardo Rodrigues, é investigado sob suspeita de receber uma mesada de R$ 150 mil de um dos supostos coordenadores do esquema de corrupção na gestão do governador afastado Wilson Witzel (PSC).
A informação sobre os pagamentos chegou aos investigadores por meio do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que se tornou delator. Um relatório produzido pelo Coaf, órgão de inteligência financeira, apontou indícios que, para investigadores, corroboram a versão do colaborador. [Folha]
É incrível como a família Bolsonaro é "azarada".

Tem corrupção, tem assassinato (como o de Marielle), há algum amigo, vizinho, funcionário, parente da família envolvido.

Sabemos que tudo é pura coincidência...

Ou não?




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Bolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?


A pergunta do título foi colocada no Twitter mais de um milhão de vezes, em postagens individuais, sem robôs, a Bolsonaro.

Todos queremos saber por que em vez de responder à pergunta do repórter Bolsonaro expôs apenas sua impotência e vontade de agredir o repórter, pois simplesmente ele não tem como explicar por que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle, somente entre 2011 e 2016. É possível que haja mais depósitos em outros anos.

Publiquei sobre isso aqui há duas semanas, e a pergunta continua a mesma, sem que Bolsonaro ou Michelle se achem com o dever de dar explicações aos brasileiros.

Quando ela será chamada a depor para explicar o motivo dos depósitos? Teremos uma nova versão de um suposto empréstimo e da preguiça de Jair em ir aos bancos?

O próprio Queiroz, foi perguntado sobre o assunto quando de seus depoimentos ao Ministério Público?

Todos queremos saber o motivo dos depósitos.
No Twitter, ela foi repetida mais de 1 milhão de vezes em menos de 24 horas e chegou a ser o assunto mais discutido da plataforma no Brasil. Segundo levantamento do professor Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a pergunta foi replicada mil vezes a cada 40 segundos. Os questionamentos se espalharam por outras plataformas, mas não há estimativas sobre o volume das mensagens nelas.
Nomes influentes da rede social replicaram o questionamento. A exemplo, o músico Caetano Veloso, a atriz Bruna Marquezine, a cartunista Laerte, o apresentador Danilo Gentili, a cantora Anitta, o ator Bruno Gagliasso e os influenciadores Felipe Neto, Hugo Gloss e Felipe Castanhari. Esses nove somam mais de 65 milhões de seguidores no Twitter. [BBC]
E aí, Bolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?

Não ameace repórteres, venha a público, porque você é um servidor público, e dê satisfação a quem o sustenta há 30 anos, o contribuinte brasileiro. Não é favor, é obrigação.



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Promotores só aguardam STF para denunciar Flávio Bolsonaro e Queiroz por desvio e lavagem de dinheiro público


Sabe aquele momento nas Olimpíadas em que os atletas estão todos posicionados em seus blocos, sob silêncio ansioso da plateia, apenas aguardando o sinal de partida?

Assim estão os promotores do Rio de Janeiro à espera da decisão do STF sobre o fórum onde vai ser denunciado Flávio Bolsonaro pelas rachadinhas.

Porque convencidos eles estão de que Flávio e Queiroz cometeram os crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro.

Pode ser que, a partir da denúncia, a memória de Flávio Bolsonaro refresque e ele se lembre se pagou ou não R$ 600 mil em dinheiro (muito) vivo por um imóvel que, no papel, custou R$ 310 mil.

Talvez também com a denúncia o filho de Bolsonaro consiga uma explicação plausível sobre a incrível coincidência do dinheiro de funcionários de seu gabinete pousar na conta de Queiroz e, em seguida, voar para a sua.

E também explicar como surgiram os valores necessários para que Queiroz pagasse durante anos as mensalidades escolares das filhas de Flávio e o plano de saúde da família, sem que essa quantia tenha saído de suas contas ou de sua esposa.

E ainda tem sua fantástica loja de chocolates...

Basta o STF dar o sinal.



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Flávio Bolsonaro recebeu 1512 depósitos em dinheiro (muito) vivo em suas contas, em apenas 3 anos


Coincidentemente (esse governo coincidentemente é cheio de coincidências... LEIA AQUI), esses depósitos em dinheiro (muito) vivo foram nos períodos em que os funcionários de seus gabinetes faziam a romaria e Queiroz e a ele entregavam um grande naco de seus salários, na famosa rachadinha.

As informações vieram a partir da quebra do sigilo bancário de Flávio e de sua loja de chocolates.
O documento revela que, entre março de 2015 e dezembro de 2018, o estabelecimento do parlamentar recebeu 1.512 depósitos em dinheiro. Entre essas operações, várias foram feitas de forma fracionada e sucessiva, com valores repetidos.
Ao fazer o cruzamento dos dados se percebeu que, neste período, foram feitos por exemplo 63 depósitos de R$ 1,5 mil em dinheiro; outros 63 de R$ 2 mil; e mais 74 depósitos no valor de R$ 3 mil.
A tabela mostra que, desses de R$ 3 mil, 12 depósitos foram feitos na boca do caixa e 62 no terminal de autoatendimento. 
Nesse tipo de depósito é usado um envelope. O banco onde a loja tem conta só aceita 50 notas por envelope e o total máximo em cada um de R$ 3 mil.
A quebra do sigilo, autorizada pela Justiça, revela que em muitos dias a loja teve que repetir a operação várias vezes. Em 12 datas diferentes, foram vários depósitos de R$ 3 mil no mesmo dia.
De acordo com o documento da investigação, em 28 de novembro de 2016, por exemplo, foram sete depósitos fracionados de R$ 3 mil, totalizando R$ 21 mil.
Em 18 de dezembro de 2017, foram dez depósitos de R$ 3 mil, o que soma R$ 30 mil.
Já em 25 de outubro de 2018 foram 11 depósitos também de R$ 3 mil, chegando a R$ 33 mil em um único dia.
Na época, qualquer depósito acima de R$ 10 mil tinha que ser notificado às autoridades de controle financeiro que investigam a lavagem de dinheiro. Ao fazer depósitos fracionados – para ficar abaixo desse valor – a loja escapava dessa fiscalização.
O MP diz também que existe coincidência dos depósitos em dinheiro no mesmo período em que o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, arrecadava parte dos salários dos assessores da Alerj, no esquema da "rachadinha". [G1]
Outra informação "curiosa": logo quando da inauguração da loja de Flávio e seu sócio, Flávio sacou de lucro, nos dois primeiros meses, R$ 180 mil. O sócio? Nada. Bonzinho, né?

Tim Maia cantou sobre isso. Confira:




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Mesma Justiça que mandou pra casa Queiroz e mulher foragida expulsa de casa 450 famílias de Quilombo em Minas


A desigualdade do Brasil se reflete na Justiça do Brasil.

Isso fica claro nos dois casos citados no título: o ministro do STJ, Otávio de Noronha (aparentemente para agradar Bolsonaro, de olho na vaga do STF) mandou para casa Fabrício Queiroz em prisão domiciliar e também sua esposa, a foragida da Justiça Márcia, preocupado com a saúde de Queiroz (o gerente da rachadinha da famiglia Bolsonaro) durante a pandemia.

Essa mesma Justiça, em meio à mesma pandemia, manda expulsar 450 famílias com grande número de idosos e crianças do Acampamento Quilombo Campo Grande em Minas.
O acampamento Quilombo Campo Grande, que reúne 450 famílias sem-terra no município de Campo do Meio, localizado no sul de Minas Gerais, é alvo de despejo iniciado na madrugada desta quarta-feira (12). A ação conta com dezenas de viaturas e policiais de outras cidades.
A reintegração de posse, que prevê a retirada da vila de moradores e da estrutura da Escola Popular Eduardo Galeano, foi emitida pela Justiça estadual mesmo sob decreto de calamidade pública em Minas Gerais devido à pandemia do novo coronavírus. As famílias seguem no local e tentam negociar a permanência na área. Até o momento, apenas a área da Escola foi reintegrada.
Integrantes da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) denunciam que a responsabilidade por feridos ou mortes em decorrência de um conflito direto com as forças policiais são de responsabilidade do governador Romeu Zema (Novo), que permitiu o despejo em meio à crise de saúde pública sem precedentes no país.
Segundo o MST, a decisão descumpre acordo firmado em mesa de diálogo sobre o conflito, para que as famílias permanecessem no local ao menos enquanto houvesse necessidade de isolamento social.
Ainda de acordo com o movimento, a ostensividade policial é frequente contra os acampados. Em 30 de julho, por exemplo, mais de 20 policiais invadiram casas no acampamento e prenderam o sem-terra Celso Augusto, conhecido como Celsão, que foi liberado no mesmo dia.
Conforme relataram os acampados, os agentes entraram nos imóveis armados de fuzis e pistolas, quebrando portas e janelas. O MST denuncia ainda que, no dia anterior ao despejo, a polícia rondou o acampamento com viaturas e drones, intimidando as famílias. [Leia reportagem completa no Brasil de Fato]
Nem o estado de calamidade pública decretado em Minas comoveu a Justiça.

Que as famílias resistam e a sociedade organizada consiga uma liminar que pare com a ação de despejo, a essa altura simplesmente criminosa.




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Mulher de Queiroz também depositou dinheiro na conta da mulher de Bolsonaro. Tudo em famiglia


Não foi apenas Queiroz quem depositou 21 cheques na conta de Michele Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro. A mulher de Queiroz, Márcia, também fez depósitos na conta de Michele — ao menos seis, segundo dados de seu sigilo bancário quebrado.

Lançamentos da conta corrente de Márcia de Oliveira Aguiar revelam outros repasses da ‘família Queiroz’ à primeira-dama Michelle Bolsonaro. Movimentações do extrato bancário de Márcia, anexados à investigação sobre suposto esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do senador Flávio Bolsonaro enquanto era deputado estadual no Rio, registram que seis cheques da mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz foram compensados em favor da mulher do presidente Jair Bolsonaro em 2011, totalizando R$ 17 mil.
O detalhamento dos depósitos de Márcia em nome de Michelle foi revelado pela Revista Crusoé nesta sexta, 7, e confirmado pelo Estadão.
Segundo o extrato de uma conta mantida pela mulher de Queiroz no Itaú, os cheques em favor de Michelle Bolsonaro foram compensados em janeiro, fevereiro, abril, maio e junho (dois) de 2011. O primeiro tinha o menor valor, de R$ 2 mil. Já os outros cinco eram cheques de R$ 3 mil. [Estadão]
Será que Michele vai alegar que enquanto o marido emprestava dinheiro ao Queiroz ela emprestava para a mulher do Queiroz, num troca-troca famiglia?

Com as revelações dos depósitos de Queiroz e sua mulher na conta de Michele é inescapável que a mulher de Bolsonaro tenha que prestar os devidos esclarecimentos à Justiça. Além do marido, é claro.

E é mais um ponto que mostra que o esquema das rachadinhas não envolvia apenas o filho Flavio Bolsonaro e a esposa (que recebeu cheque de Queiroz), mas Jair e esposa e provavelmente toda a famiglia Bolsonaro num esquema de lavagem de dinheiro e apropriação de dinheiro público.



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Queiroz depositou 21 cheques na conta da mulher de Bolsonaro entre 2011 e 2018


E agora Jair? Vai ser outro "E daí"?

Quando foi divulgado que Queiroz havia depositado R$ 24 mil na conta da mulher de Bolsonaro, Michele, o Jair disse que era pagamento de um empréstimo de R$ 40 mil, que havia feito ao ex-policial e comandante do esquema de rachadinha da família.

Bolsonaro não mostrou prova do empréstimo nem o pagamento das outras prestações.

Mas, agora, o vazamento do sigilo bancário de Queiroz pela Justiça veio à tona e mostra uma realidade bem diferente daquela defendida por Jair Bolsonaro: Os cheques teriam sido ao menos 21, de 2011 a 2018. E o valor total de R$ 72 mil.

Sem contar o que pode ter sido depositado em dinheiro (muito) vivo, especialidade de Queiroz.

É melhor Jair procurando outra bicada da Ema ou uma aplicação de ozônio no cu para distrair a galera, porque será necessário um esforço capaz de dar torcicolo em girafa para explicar a intensa movimentação do Queiroz na conta da madame.

Fonte: Crusoé



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Até colegas do STJ acham absurda decisão de prisão domiciliar para foragida mulher de Queiroz


Há um ditado popular que diz "Pense num absurdo. Na Bahia há precedente". Troque Bahia por governo Bolsonaro e o ditado fica atualizado.

Ministro da Educação analfabeto funcional. Presidente da Fundação Palmares contra Zumbi e movimento negro. Ministro do Meio Ambiente condenado por infrações ambientais.

Agora, o presidente do STJ, João Otavio de Noronha, que é de outro Poder, mas é mais governo do que muitos, dá a decisão histórica e absurda de conceder prisão domiciliar a uma fugitiva da Justiça, a mulher de Queiroz, Marcia, para que ela possa fazer companhia em casa ao marido.
Noronha negou em março um pedido Defensoria Pública do Ceará para tirar da cadeia presos de grupos de risco, como idosos e gestantes, em virtude da pandemia do novo coronavírus. A pandemia e o Estado de saúde de Queiroz foram argumentos usados pela defesa do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para retirá-lo do presídio de Bangu.
“Absurda”, “teratológica”, “uma vergonha”, “muito rara” e “disparate” foram alguns dos termos usados por ministros do STJ de diferentes alas ao analisar a decisão de Noronha. Nenhum deles quis se manifestar publicamente porque podem vir a julgar o caso. Um dos ministros disse à reportagem estar “em estado de choque” e desconhecer precedente do tribunal para dar prisão domiciliar a um foragido da Justiça, em referência à mulher de Queiroz. Outro lembrou que o ex-assessor parlamentar tinha orientado testemunhas e agido para prejudicar a investigação, o que justificaria a manutenção da prisão. [Estadão]
Noronha luta desavergonhadamente por uma das duas vagas no Supremo que poderão ser preenchidas por Bolsonaro — se não cair antes.

A decisão de Noronha deve ser revista logo após o retorno das férias do Judiciário.

O vídeo a seguir mostra o Queiroz "sofrendo" com a mulher e um amigo no último réveillon.





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'Na dúvida: É uma família ou uma quadrilha?', por Janio de Freitas


Coluna de hoje de Janio de Freitas na Folha, onde, no  pé, há a pergunta do título:
Caso Queiroz tem efeito corrosivo no vínculo do presidente com militares 
Uma presença velada na turbulência trazida pela prisão de Fabrício Queiroz ficou, entre os atingidos, com a perda mais perturbadora. Como se sentem os generais, ainda fardados ou não, na condição de integrantes e esteio de um governo que treme porque um miliciano foi encontrado em seu esconderijo? Podem ser sensações insondáveis ou enganosas, imutáveis ou indiferentes. São efeitos pessoais. Mas nos níveis de responsabilidade pelas Forças Armadas, em especial no Exército, a questão ferve. Os reflexos do vínculo de militares com Bolsonaro e associados estão agravados em seus efeitos, externos e internos, sobre a instituição. Mais: em vésperas de piora.
O Exército exposto a investigação por indícios de superfaturamento em compra, volumosa e sem licitação, de substâncias para fabricar cloroquina, é mais um custo moral, e talvez penal, a pagar por serviço a Bolsonaro, e não ao país e à ciência. E tão elevado quanto justificado pela constatação, devida ao procurador Lucas Furtado, de compra com preço seis vezes acima do valor já corrigido por efeito do coronavírus e do dólar.
Não é tudo, porém. Abrindo-se outra linha de estranheza, a obstinação de Bolsonaro pelo uso de cloroquina e hidroxicloroquina em larga escala, contra a pandemia, tem um precedente obscuro: a sua campanha, quando deputado, pela adoção da pretensa “pílula do câncer”, que pesquisas mostravam ser ineficaz. Bolsonaro teve um ativo parceiro nessa empreitada suspeita: Frederick Wassef —o advogado da família Bolsonaro, íntimo dos palácios da Alvorada e do Planalto no atual governo, hospedeiro dissimulado do desaparecido Queiroz e, claro, entusiasta do novo interesse farmacêutico do seu principal cliente e amigo. Além do mais.
Outro elo com a (quase) misteriosa atração exercida pela cloroquina, o também general e ministro Eduardo Pazuello, da Saúde, já informou que o seu ministério se lançará em distribuição nacional das duas substâncias. Para gestantes e crianças. Cortar o mal pela raiz, vê-se, com o anunciado “uso preventivo”. No mesmo dia dessa informação valiosa em mais de um sentido, Donald Trump revogou o uso de ambas as drogas contra o coronavírus.
Em contraste com o trêmulo bolsonarismo oficial, por três momentos o Supremo Tribunal Federal trouxe de volta a ideia de uma corte digna e confiável, na sua função de trincheira última das conquistas inscritas na Constituição. Já no futuro próximo, tal função será convocada várias vezes. O monturo de sujeira que sustenta a organização do neofascismo bolsonarista, as atividades de Fabrício Queiroz e próximos, inclusive um assassinato em que foi comparsa do recém-eliminado Adriano da Nóbrega; as práticas de Flávio Bolsonaro, do próprio Jair como presidente, deputado e pessoa física, além das ilegalidades políticas e administrativas —isso e muito mais já põe e manterá o Supremo sob interrogação.
Sem apoio decidido, as respostas do tribunal estarão sujeitas à acomodação posta em moda e, está demonstrado, contribuinte para a situação sempre mais problemática. A dubiedade de Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli, e outros dificulta a defesa do STF, da democracia e da Constituição. Se assim for ainda, cada um por si para estar com os outros pela democracia, porque Bolsonaro tentará destruí-la por necessidade, sua e de seus filhos. Ele é o chefe, comandou tudo e sabe de tudo. Fabrício Queiroz não é a figura central.
Pela recusa
Se Abraham Weintraub for aceito no Banco Mundial, a entidade não será mais o Banco Mundial. Ainda que nem sempre respeitado na plenitude, o princípio fundador desse cofre é o apoio financeiro a países, sem distinção por níveis de pobreza e riqueza, raça, cultura e religião. Weintraub é racista brancóide, é elitista, é preconceituoso em religião e em riqueza versus pobreza.
Seu último ato no Ministério da Educação, já decidida a queda, foi revogar a reserva de vagas para negros, indígenas e deficientes aspirantes à pós-graduação em instituições federais de ensino superior. Gesto torpe de um homem torpe.
Será indecente, para o Banco Mundial, tê-lo em alguma dependência.
Na dúvida
É uma família ou uma quadrilha?







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