Valéria Chomsky fala sobre envolvimento do marido com Epstein

Em meio aos milhões de documentos sobre o predador sexual Jeffrey Epstein revelados recentemente, surgiram nomes de várias pessoas, entre políticos e personalidades. Mas nenhum nome teve a repercussão que teve o do linguista Noam Chomsky na entre intelectuais, especialmente os de esquerda. 

Documentos revelados entre 2023 e o início de 2026 indicam que Chomsky manteve uma relação próxima, amigável e financeira com Epstein por vários anos, incluindo o período após a condenação de Epstein por crimes sexuais em 2008.

Os documentos mostram que, ao contrário de alegações anteriores de apenas interações superficiais, a relação entre os dois era constante e incluía troca de conselhos e assistência financeira.

Chomsky sofreu um derrame em junho de 2023 e está desde essa época "completamente incapaz de falar ou participar de debates públicos", segundo informa sua mulher, Valeria Chomsky, que escreveu e publicou uma carta aberta:

 

DECLARAÇÃO OFICIAL DE VALERIA CHOMSKY SOBRE JEFFREY EPSTEIN

 

"Como muitos sabem, meu marido, Noam Chomsky, hoje com 97 anos, enfrenta sérios problemas de saúde após sofrer um grave derrame em junho de 2023. Atualmente, Noam está sob cuidados médicos permanentes, 24 horas por dia, e encontra-se completamente incapaz de falar ou participar de debates públicos.
Desde essa crise de saúde, tenho estado inteiramente dedicada ao tratamento e à recuperação de Noam, sendo a única responsável por seus cuidados e tratamento médico. Noam e eu não contamos com assistência de relações públicas. Por essa razão, somente agora pude tratar da questão referente aos nossos contatos com Jeffrey Epstein.
"Noam e eu sentimos um profundo peso em relação às questões não resolvidas que cercam nossas interações passadas com Epstein. Não desejamos deixar esse capítulo envolto em ambiguidades.
Ao longo de sua vida, Noam sempre insistiu que os intelectuais têm a responsabilidade de dizer a verdade e expor mentiras — especialmente quando essas verdades são desconfortáveis para eles próprios.
"Como é amplamente conhecido, uma das características de Noam é acreditar na boa-fé das pessoas. Sua natureza excessivamente confiante, neste caso específico, levou a graves erros de julgamento de nossa parte.
"Foram levantadas, com razão, questões sobre os encontros de Noam com Epstein e sobre a assistência administrativa que seu escritório prestou em relação a um assunto financeiro privado — que não tinha absolutamente nenhuma relação com as atividades criminosas de Epstein.
"Noam e eu fomos apresentados a Epstein ao mesmo tempo, durante um dos eventos profissionais de Noam em 2015, quando a condenação de Epstein em 2008, no estado da Flórida, era conhecida por pouquíssimas pessoas, enquanto a maior parte do público — incluindo Noam e eu — não tinha conhecimento disso. Essa situação só mudou após a reportagem do Miami Herald, em novembro de 2018.
"Quando fomos apresentados a Epstein, ele se apresentou como um filantropo que apoiava a ciência e como um especialista financeiro. Ao se apresentar dessa forma, Epstein despertou o interesse de Noam, e eles passaram a se corresponder. Sem perceber, abrimos a porta para um cavalo de Troia.
"Epstein passou a se aproximar de Noam, enviando presentes e criando oportunidades para discussões interessantes em áreas nas quais Noam vinha trabalhando intensamente. Lamentamos não ter percebido isso como uma estratégia para nos envolver e tentar minar as causas que Noam defende.
"Almoçamos uma vez no rancho de Epstein, em conexão com um evento profissional; participamos de jantares em sua casa em Manhattan e ficamos algumas vezes em um apartamento que ele ofereceu quando visitamos Nova York. Também visitamos o apartamento de Epstein em Paris durante uma tarde, em uma viagem de trabalho. Em todos os casos, essas visitas estavam relacionadas aos compromissos profissionais de Noam. Nunca fomos à sua ilha nem soubemos de qualquer coisa que tenha ocorrido lá.
"Participamos de encontros sociais, almoços e jantares nos quais Epstein estava presente e em que foram discutidos temas acadêmicos. Nunca testemunhamos qualquer comportamento inadequado, criminoso ou repreensível por parte de Epstein ou de outras pessoas. Em nenhum momento vimos crianças ou menores de idade presentes.
"Epstein propôs encontros entre Noam e pessoas que despertavam o interesse de Noam, devido a suas diferentes perspectivas sobre temas relacionados ao trabalho e ao pensamento de Noam. Foi nesse contexto acadêmico que Noam escreveu uma carta de recomendação.
"O e-mail de Noam a Epstein, no qual Epstein solicitava conselhos sobre a imprensa, deve ser lido em seu contexto. Epstein havia afirmado a Noam que estava sendo injustamente perseguido, e Noam falou a partir de sua própria experiência em controvérsias políticas com a mídia. Epstein construiu uma narrativa manipuladora sobre seu caso, na qual Noam, agindo de boa-fé, acreditou. Hoje está claro que tudo foi orquestrado, sendo uma das intenções de Epstein fazer com que alguém como Noam ajudasse a restaurar sua reputação por associação.
"A crítica de Noam nunca foi dirigida ao movimento das mulheres; ao contrário, ele sempre apoiou a equidade de gênero e os direitos das mulheres. O que ocorreu foi que Epstein se aproveitou das críticas públicas de Noam ao que passou a ser chamado de “cultura do cancelamento” para se apresentar como vítima dela.
Somente após a segunda prisão de Epstein, em 2019, tomamos conhecimento da real extensão e gravidade das acusações — hoje confirmadas como crimes hediondos contra mulheres e crianças.
Fomos negligentes ao não investigar adequadamente seu histórico. Esse foi um erro grave e, por essa falha de julgamento, peço desculpas em nome de ambos. Noam compartilhou comigo, antes de seu derrame, que sentia o mesmo.
"Em 2023, a resposta pública inicial de Noam às perguntas sobre Epstein não reconheceu adequadamente a gravidade de seus crimes nem a dor duradoura de suas vítimas, principalmente porque Noam presumiu que era óbvio que condenava tais crimes. No entanto, uma posição firme e explícita sobre esse tipo de questão é sempre necessária.
"Foi profundamente perturbador para nós perceber que havíamos nos relacionado com alguém que se apresentava como um amigo prestativo, mas levava uma vida oculta marcada por atos criminosos, desumanos e perversos.
"Desde a revelação da extensão de seus crimes, ficamos chocados.
Para esclarecer a natureza do cheque que recebemos do escritório de Epstein: Epstein pediu a Noam que desenvolvesse um desafio linguístico que ele desejava estabelecer como um prêmio regular. Noam trabalhou nisso, e Epstein enviou um cheque de US$ 20.000 como pagamento. O escritório de Epstein entrou em contato comigo para providenciar o envio do cheque para nosso endereço residencial.
"Quanto à transferência reportada de aproximadamente US$ 270.000, devo esclarecer que se tratava integralmente de recursos do próprio Noam. Na época, Noam havia identificado inconsistências em seus recursos de aposentadoria que ameaçavam sua independência econômica e lhe causavam grande preocupação. Epstein ofereceu assistência técnica para resolver essa situação específica. Nesse assunto, Epstein atuou de acordo, recuperando os recursos para Noam, em um gesto de ajuda e, muito provavelmente, como parte de uma estratégia para obter maior acesso a ele. Epstein atuou exclusivamente como consultor financeiro nesse caso específico. Até onde sei, Epstein nunca teve acesso às nossas contas bancárias ou de investimento.
Também é importante esclarecer que Noam e eu nunca tivemos investimentos com Epstein ou com seu escritório — individualmente ou como casal.
"Espero que esta retrospectiva esclareça e explique as interações de Noam Chomsky com Epstein.
"Noam e eu reconhecemos a gravidade dos crimes de Jeffrey Epstein e o profundo sofrimento de suas vítimas. Nada nesta declaração pretende minimizar esse sofrimento, e expressamos nossa solidariedade irrestrita às vítimas.
 

7 de fevereiro de 2026."
Valéria Chomsky

 



 

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Um dia após Caetano estacionar seu carro no Leblon o mundo quase acabou

Um carro Meriva branco passeava pelas ruas do Leblon, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, famoso nas novelas do escritor Manoel Carlos, que morreu recentemente. Ao volante, o cantor e compositor Caetano Veloso procurava uma vaga para estacionar.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, o líder espiritual tibetano Dalai Lama anunciou que deixaria de ser o líder político do governo tibetano no exílio, mantendo apenas seu papel espiritual. 

Na Alemanha, dois militares da Força Aérea dos EUA foram mortos em um tiroteio no Aeroporto de Frankfurt.

Na Arábia Saudita a polícia local deu o tratamento costumeiro e abriu fogo contra manifestantes em Qatif.

Era época da Primavera Árabe, revoltas populares que derrubaram regimes na Tunísia e Egito, espalhando-se pela Líbia e Iêmen.

Mas naquele momento Caetano estava preocupado em achar uma vaga para estacionar seu Meriva branco no Leblon.

Do outro lado do planeta, o mesmo planeta Terra para quem Caetano compôs uma de suas mais belas canções, as placas tectônicas começavam a se mover, fazendo com que animais passassem a se comportar de modo estranho, segundo informaram seus proprietários.

Criadores relataram comportamento inusual de seus rebanhos. Vacas, ovelhas procuravam se afastar da costa de modo inusitado. Baleias vieram a encalhar, numa fuga que acabou provocando suas mortes.

Mais ou menos como aconteceu em 2004, no terrível tsunami no Sri Lanka, que matou dezenas de milhares de pessoas. Testemunhas apontaram o estranho comportamento dos elefantes, que se afastaram o mais que puderam da costa, como se soubessem da catástrofe que estava por vir.

Sem saber de nada disso ainda, Caetano avistou uma vaga na esquina da via principal do Leblon, Ataulfo de Paiva, com General Artigas, um dos três generais argentinos que dão nome a ruas no Leblon.

Um fotógrafo de celebridades, do outro lado da rua, estava à procura de uma imagem para enviar às redações. Ainda sem saber que aquele Meriva branco que estava estacionando era pilotado por Caetano Veloso.

O fotógrafo também não sabia das placas tectônicas se movendo no Japão, que provocariam às 14h46 do dia seguinte um terremoto de magnitude 9.0 a 9.1 na costa nordeste do Japão. 

Foi o tremor mais forte já registrado no país e um dos mais poderosos do mundo, que gerou o tsunami com ondas gigantes que alcançaram quase 40 metros de altura e inundaram áreas costeiras, destruindo cidades, infraestruturas e causando milhares de mortes.

O terremoto, que destruiu a área de resfriamento da usina nuclear de Fukushima, deu início ao derretimento de combustível nuclear e o vazamento de radiação, tornando-se o pior incidente nuclear desde Chernobyl.

Naqueles dias, ninguém sabia até onde iriam as consequências do vazamento de Fukushima, que poderia contaminar o planeta. 

Mas já se sabia que o fotógrafo havia feito seu trabalho no Leblon, pois o site Terra publicou imagens com a manchete: Caetano estaciona carro no Leblon nesta quinta-feira.


 

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Ian McKellen emociona com texto de Shakespeare sobre imigrantes no Late Show

Sir Ian McKellen é mundialmente famoso por interpretar Gandalf nas trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e Magneto na franquia X-Men. Mas o que ele gosta mesmo é de teatro, segundo afirmou no último dia 4 de fevereiro ao programa The Late Show With Stephen Colbert, um dos mais prestigiados e de maior audiência da TV dos Estados Unidos.

Na longa conversa, que incluiu uma dura crítica à desumanização dos imigrantes por McKellen, houve uma revelação importante do ator, que preparou o público para um desfecho inesperado e emocionante:  McKellen disse que ele é um dos poucos atores vivos a ter originado um papel shakespeariano. Uma façanha nada simples, já que Shakespeare morreu há mais de quatro séculos...

"Shakespeare escreveu muitas peças, 37 delas sozinho, mas também contribuiu para as peças de outros autores. E um dos discursos que ele escreveu, para uma peça chamada Sir  Thomas More,  foi preservado, e é o único exemplar de sua caligrafia original com algumas das palavras de uma peça sua", explica McKellen, entusiasmado. "A peça nunca foi encenada durante a vida de Shakespeare, porque era considerada um tanto subversiva. Sua estreia oficial aconteceu em 1964, no 400º aniversário do nascimento de Shakespeare, e eu interpretei Thomas More, então estamos falando de um homem que criou um papel de William Shakespeare ."


Enquanto a plateia irrompe em aplausos, McKellen ri. 

 

"É um discurso que vocês provavelmente não conhecem, mas deveriam, porque é um discurso maravilhoso", numa irada típica do humor britânico, já preparando para o que estava por vir.

O ator, de 86 anos, faz aquilo de que mais gosta, interpretar ao vivo para uma plateia, o texto que ele citou de Shakespeare sobre imigrantes. 

Bem nesse momento, quando a agressão fascista da polícia de Trump, ICE, agride, sequestra e mata, deixando os Estados Unidos à beira de uma guerra civil e o mundo indignado, McKellen se levanta e a mágica acontece.
 

Confira



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Thais Oyama compara Lula a rato no Globo e escancara antipetismo da mídia

A jornalista Thais Oyama escreveu em sua coluna no Globo o que seria uma análise dos candidatos a adversários do presidente Lula na corrida eleitoral deste ano, com foco no senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do estado Democrático de Direito, Jair Bolsonaro. Mas, no meio do texto, como quem não quer nada, deixa escapar seu próprio antipetismo quando compara o presidente Lula a ratos.

No artigo, título e linha fina se completam para formar o sentido que ela tenta provar no texto completo:

O significado da subida de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
No campo da oposição, o principal motor desta eleição continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo
 

Sem entrar no mérito da pesquisa Meio/Ideia que Oyama utiliza como base para fazer sua análise, a jornalista usa uma suposta subida de 5 pontos do senador Flávio na pesquisa para defender a tese de que ela não teria a ver com o fato de Flávio ter sido confirmado como o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo após um governo criminoso e a condenação que o colocou soluçante na Papudinha, ainda tem a preferência de boa parte dos eleitores de direita e da totalidade dos de extrema direita. Para Oyama, o motivo da subida é outro:

"Flávio Bolsonaro subiu cinco pontos percentuais em um mês na pesquisa da Meio/Ideia divulgada nesta semana. É um crescimento rápido e relevante, que põe o ungido de Jair Bolsonaro tecnicamente empatado com o presidente Lula. Mesmo nas hostes bolsonaristas, onde os números já eram esperados, ninguém credita a subida dele aos predicados de candidato. Tampouco atribuem o resultado à sua ainda indistinguível plataforma de campanha — até o momento limitada a promessas de reduzir impostos e fazer do irmão Eduardo ministro das Relações Exteriores.

A subida de Flávio Bolsonaro significa que, no campo da oposição, o principal motor desta eleição continua sendo um velho conhecido dos brasileiros, o antipetismo."

Mas a análise de Oyama logo em seguida tira a camisa da imparcialidade e deixa escapar na escolha de um ditado popular sua opção e seu pensamento político:

"ou, em outras palavras, a ideia de que não importa a cor do gato, desde que cace o rato."

De quem Oyama falava? Dos adversários de Lula. Logo, na comparação, eles — Flávio e os demais de direita e extrema direita — seriam os gatos para caçar o rato — Lula.

Além de infame e caluniosa em relação ao presidente Lula, Oyama é desrespeitosa em relação os eleitores que o elegeram e o apoiam para uma nova eleição, a quarta, daquele que foi apontado em pesquisa como o melhor presidente do Brasil de todos os tempos, goste dele ou não, vote nele ou não a jornalista.

Entre os inúmeros efeitos nefastos da criminosa Operação Lava Jato, restou ainda em grande parte da população o antipetismo,  que existia antes da Lava Jato, forjado em antigas fake news — desde a época em que nem eram chamadas assim, mas de mentiras mesmo — de que o petismo tomaria um quarto de cada casa, Lula seria dono de uma mansão no Morumbi, até chegar ao triplex do Guarujá da Lava Jato.

No entanto, O Globo, de onde a jornalista saca sua comparação a Lula com um rato, até hoje não veio a público se desculpar pela intensa campanha que promoveu contra Lula e o PT durante a Lava Jato, inclusive concedendo prêmio de Personalidade de Ano a Sergio Moro, troféu entregue pelos donos das Organizações Globo, os irmãos Marinhos, filhos de Roberto Marinho.

Até hoje O Globo, GloboNews, TV Globo e suas emissoras de rádio não vieram a público pedir desculpas, mesmo envergonhadas, mesmo mentirosas, dizendo que "foram enganados por Moro e sua penca de procuradores", que ainda não foram julgados pelos crimes cometidos — mas uma certa caixa amarela parece que dará inicio a tudo, como já aconteceu com a condenação do ex-procurador de deus Deltan Dallagnol, condenado a indenizar Lula em R$ 146 mil pelo infame PowerPoint, ofensivo a Lula, mas que, nem ali, chegou a compará-lo a um rato.

Ano eleitoral é assim mesmo. A mídia sempre em busca de arrumar um "gato" para caçar o "rato", para depois descobrir que os papéis estavam trocados e os ratos eram seus gatos de estimação.

O ex-governador Leonel Brizola, outro perseguido incessantemente pelas Organizações Globo, desde que tinham apenas rádio e jornal, deixou uma lição ao povo brasileiro sobre a Globo:

"Se a Rede Globo for a favor, somos contra. Se for contra, somos a favor!”


 

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Aroeira e o conteúdo laranja da sopa Epstein



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Tarcísio ataca Lula com calúnia vencida e recebe invertida de jornalista

Numa entrevista com plateia amiga, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, aquele que foi à Papudinha fazer seu beija-mão em Jair Bolsonaro, criminoso condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de quadrilha e outros crimes, resolveu, já que não tem nada de bom para falar de seu governo,  lançar uma calúnia contra o presidente Lula, em vez de responder à pergunta do jornalista.

Jornalista — Em que momento você se sentiu constrangido com as declarações do presidente Jair Bolsonaro? Com as frases dele em relação às urnas eletrônicas, em relação às mulheres, ou os pitis que ele já deu com a imprensa?

Tarcísio — Pedro, você fica constrangido de ter um candidato à presidência da República que já foi preso e comandou o maior esquema de corrupção da nossa história?

Tarcísio cometeu calúnia

A calúnia é um crime contra a honra definido no artigo 138 do Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940), que consiste em imputar falsamente a alguém um fato definido como crime. A pena prevista é de detenção, de seis meses a dois anos, e multa. Para configurar o crime, a acusação deve ser falsa e imputar um crime específico.


É uma calúnia e o presidente Lula deveria fazer com Tarcísio o mesmo que fez com o procurador de deus Deltan Dallagnol, processá-lo. Lula processou o procurador — que só entrou na carreira por uma "pedalada judicial" do pai, a "teoria do fato consumado" — e Dallagnol foi condenado a indenizar o presidente em R$146 mil pelo medíocre e infamante PowerPoint cheio de acusações como a de Tarcísio: sem provas, mas com muita convicção.

A jornalista Hevelin Agostinelli, que também é advogada, publicou um react em seu perfil no Instagram em que concorda com o caminho do processo e vai além, questionando Tarcísio por acusações de corrupção em seu governo em várias áreas:

Hevelin — Já que Tarcísio de Freitas fez essa pergunta pro repórter, a sociedade também tem algumas perguntas pra ele:

  1. O esquema de desvio de dinheiro público pra repassá-lo pra grandes empresários como o dono da Ultrafarma e da Fast Shop, que acontecia até há pouco tempo na Secretaria da Fazenda do seu governo, o senhor é que era o chefe?
  2. A venda da Sabesp sem nenhuma necessidade, mesmo sendo uma empresa pública lucrativa e competente nas mãos do Estado, entregue numa licitação que só tinha uma empresa, se refere a algum tipo de esquema fraudulento?
  3. O dinheiro de campanha que você recebeu do pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, [do Banco Master] foi pra que você fizesse que tipo de favor a ele como governador do Estado de São Paulo? Tem relação com as fraudes do Banco Master?
  4. Por que o senhor nunca se interessou em investigar o PCC na Faria Lima? Por que os crimes financeiros ali tiveram que ser descobertos e combatidos pelo governo federal?
  5. Você sabia, Tarcísio de Freitas, que o seu ex-segurança era membro do PCC, quando ele foi preso em 2024?
  6. A sua polícia em São Paulo não sabia mesmo dos postos de combustíveis que lavam dinheiro pras facções criminosas?
  7. Até hoje, várias pessoas estão morrendo ao tomar bebidas alcoólicas com metanol. Sua polícia não é competente pra descobrir o que está acontecendo e quem está fazendo isso? 

Assista:



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Nando Motta e o "suçeço" das escolas cívico-militares



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