CyberVaccari e a lapada de Mafalda na cara de Milei



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Deputado usa jogo para denunciar jogada de Tarcísio em que os amigos ganham e o povo perde

O deputado estadual Guilherme Cortez, do PSOL, usou a máxima do teórico da comunicação Marshall McLuhan de que "o meio é a mensagem" e denunciou as jogadas do governador Tarcísio de Freitas através de um jogo, o Monopoly (ou Banco Imobiliário no Brasil), um clássico jogo de tabuleiro estratégico onde os jogadores compram, alugam e vendem propriedades para acumular fortuna e falir os adversários. No caso de Tarcísio, seus amigos do mercado financeiro e imobiliário é que lucram e o povo de São Paulo se ferra.

Cortez denuncia o que chama de grande jogada de Tarcísio, que em meio ao recorde de feminicídios, estupros e letalidade policial, teria criado a necessidade de mudar a sede do governo de São Paulo, atualmente no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, pros Campos Elíseos, dizendo que o objetivo seria revitalizar o centro de São Paulo.

Desde que a jogada foi anunciada, os imóveis na região da "nova sede" sofreram uma valorização de 30%. O mercado imobiliário abriu a bocarra e o financeiro faz a festa e a tal valorização do centro de Sao Paulo é só para inglês ver, já que os lançamentos de empreendimentos são do tipo estúdio, voltados pra aluguel de curta duração em plataformas como o Airbnb.

"Essa brincadeirinha vai custar só 5,4 bilhões de reais e colocar muito dinheiro público na mão da iniciativa privada" — denuncia o deputado Guilherme Cortez.

Entre os beneficiados da jogada estão gente do entorno de Tarcísio, como Gilberto Kassab, sócio da Yapê Engenharia, o ex-secretário de Agricultura, Guilherme Piai, sócio de quatro incorporadoras imobiliárias no interior, e o Guilherme Afif, secretário responsável pela transferência e sócio de cinco empresas do setor.

Confira a denúncia do deputado Guilherme Cortez:

 



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Djamila Ribeiro contesta CEO do Itaú: "Vamos mesmo rachar a conta?"

A escritora Djamila Ribeiro usou sua coluna na Folha para dar uma resposta à declaração do CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, de que será rachado por todos o prejuízo causado pelo Banco Master ao mercado financeiro, inclusive fundos de pensão de funcionários públicos que investiram na arapuca engendrada por Daniel Vorcaro e sua quadrilha.

O texto é sensacional e merece ser lido na íntegra.

 

Li, na última semana, a entrevista concedida pelo CEO do banco Itaú, Milton Maluhy Filho, a esta Folha, na qual o executivo reflete sobre o Banco Master. É sobre o conteúdo dessa entrevista que me ocupo neste texto.

Como é de conhecimento público, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no fim de 2025. Faço parte do imenso contingente da população que jamais havia ouvido falar da instituição antes da repercussão do caso, quanto mais de seu banqueiro.

Sou uma mulher negra, filha de trabalhadores que nunca tiveram herança, dividendos ou "mesadas". Sou alheia aos contextos sociais nos quais esses acordos foram firmados. E pouco importa a renda que eu venha a ganhar em minha trajetória; sei que pessoas como eu —mulher, negra e independente— jamais farão parte do círculo masculino e branco. Não se trata apenas de classe social.

Na entrevista, o executivo afirma que a recomposição do fundo utilizado na liquidação do Master terá um custo para a sociedade como um todo, pois impactará o preço dos instrumentos financeiros como forma de compensação. Segundo ele, "um evento dessa magnitude, no final do dia, acaba gerando um impacto para a sociedade no custo de captação de novos empréstimos, no preço dos investimentos. Essa conta vai ser paga. Esse dinheiro ‘desaparece’, mas sai de outro lugar depois".

Com todo respeito, não podemos concordar com a naturalidade dessa afirmação. Compreendo que, por um prisma trágico, ela possa se mostrar verdadeira: é bastante provável que, mais uma vez, a conta recaia sobre o povo, que nada teve a ver com isso.

Mas, em um país sério, essa transferência não deveria ocorrer. É preciso disputar os sentidos, porque, quando se sugere que a alternativa ao "alívio" dos bancos será o encarecimento do crédito, não se descreve uma lei da economia, mas tão somente se assume um posicionamento político antipopular.

Em um país sério —ainda que hoje soe quase utópico dizê-lo—, numa situação como essa, a conta seria paga, sim, mas pelos bancos. Apenas o maior deles, representado pelo senhor Maluhy Filho, lucrou cerca de R$ 46 bilhões no último ano, enquanto a chamada sociedade é formada por pessoas cada vez mais empobrecidas.

Em uma perspectiva mais ampla, a conta pertence ao sistema financeiro que operou direta ou indiretamente com o Master. São essas instituições —brancas, é preciso dizer o óbvio— que se sentam à mesa, brindam e se esbaldam. Foram elas que apoiaram e financiaram quadros da política econômica responsáveis por ignorar alertas sucessivos. O povo negro, indígena e migrante, em regra, cozinhou, serviu, limpou o chão e os banheiros. Deve agora pagar o prejuízo da farra?

Sem falar nos aposentados e nos fundos de previdência comprometidos —tema que merece outra coluna. O que nos interessa aqui é perceber que a sociedade abstrata, evocada sempre que o prejuízo aparece, inclui quem vive de um salário mínimo corroído por juros bancários. Inclui a mulher cuja renda familiar foi pulverizada por apostas online absurdamente legalizadas.

Assim, um artifício retórico poderoso entra em cena: diluem-se responsabilidades concretas em um coletivo indistinto (a sociedade) onde cabem, lado a lado, executivos da Faria Lima e quem jamais teve contato com um CDB.

Mas, se os bancos acumulam lucros bilionários ano após ano em uma atividade de risco, se o fundo de garantia é financiado pelas próprias instituições financeiras para mitigar esse risco, se empresas de investimento embolsaram comissões ao distribuir papéis problemáticos do Master, por que a recomposição deve ser tratada como um trauma coletivo? Em que momento se decidiu que os ganhos permanecem concentrados, enquanto as perdas precisam ser difusas?

A defesa do povo trabalhador deste país passa, inevitavelmente, pelo papel do órgão regulador —e cabe perguntar se o temos. Um Banco Central deveria existir, entre outras coisas, para assegurar a responsabilização das instituições financeiras e impedir, com fiscalização, interferência, se preciso, e eficiência, que os custos da esbórnia sejam repassados à população. É isso que faria dele uma instituição autônoma, independente e de Estado.

Curiosamente, a retórica da responsabilidade só surge após o desastre. Agora se fala em curadoria, revisão de regras, prevenção de abusos. Tudo correto e tardio. Antes disso, o sistema funcionou como planejado, premiando quem assumiu riscos excessivos enquanto eles foram lucrativos.

Talvez o incômodo causado pelo conteúdo da entrevista venha daí: ele revela mais sobre a expectativa de que, como sempre, alguém pague a conta sem nem sequer ter sido convidado para a festa.

 

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Zeca Pagodinho diz o que faria se fosse presidente da República e surpreende Lula

O cantor e compositor Zeca Pagodinho é um dos brasileiros mais famosos e com maior identificação popular. Não apenas pelas músicas que compõe e as que canta, mas pelo jeito simples e solidário de viver a vida.

Zeca deu uma entrevista à Folha sobre o "perrengue" por que passou no Sambódromo paulista, onde foi proibido de descer à avenida, saudar e ser saudado pelo público graças à guerra das cervejas.

Pagodinho voltou a ser patrocinado por uma marca de cerveja e o Carnaval de São Paulo é patrocinado por outra. Na guerra das cervejas, o cantor e o público que é louco por ele não puderam se saudar mutuamente, o que entristeceu o cantor.

"Todo ano eu vou na avenida e agora, por causa de briga de cerveja, eu não pude. Eu não vivo de cerveja, vivo do povo", afirmou o sambista. "Isso me machuca e machuca o povo."

Zeca presidente?

Como o tema do Camarote Brahma neste ano é "República do Pagodinho", o cantor foi provocado pelo repórter sobre o que faria se fosse o presidente desta República e Zeca não hesitou em declarar a meta de seu governo, quase que repetindo palavras do atual presidente da República:

Acabaria com a fome e a miséria como prioridade absoluta. "Primeira coisa era isso. Não dá pra aceitar" — declarou Zeca.

Lula e Zeca

Em seu discurso de posse de seu primeiro mandato, em 1º de janeiro de 2003, o presidente Lula falou:

 

Este é um país extraordinário. Da Amazônia ao Rio Grande do Sul, em meio a populações praieiras, sertanejas e ribeirinhas, o que vejo em todo lugar é um povo maduro, calejado e otimista. Um povo que não deixa nunca de ser novo e jovem, um povo que sabe o que é sofrer, mas sabe também o que é alegria, que confia em si mesmo, em suas próprias forças. Creio num futuro grandioso para o Brasil, porque a nossa alegria é maior do que a nossa dor, a nossa força é maior do que a nossa miséria, a nossa esperança é maior do que o nosso medo. 

O povo brasileiro, tanto em sua história mais antiga, quanto na mais recente, tem dado provas incontestáveis de sua grandeza e generosidade; provas de sua capacidade de mobilizar a energia nacional em grandes momentos cívicos; e eu desejo, antes de qualquer outra coisa, convocar o meu povo, justamente para um grande mutirão cívico, para um mutirão nacional contra a fome. 

Num país que conta com tantas terras férteis e com tanta gente que quer trabalhar, não deveria haver razão alguma para se falar em fome. No entanto, milhões de brasileiros, no campo e na cidade, nas zonas rurais mais desamparadas e nas periferias urbanas, estão, neste momento, sem ter o que comer. Sobrevivem milagrosamente abaixo da linha da pobreza, quando não morrem de miséria, mendigando um pedaço de pão.

Essa é uma história antiga. O Brasil conheceu a riqueza dos engenhos e das plantações de cana de açúcar nos primeiros tempos coloniais, mas não venceu a fome; proclamou a independência nacional e aboliu a escravidão, mas não venceu a fome; conheceu a riqueza das jazidas de ouro, em Minas Gerais, e da produção de café, no Vale do Paraíba, mas não venceu a fome; industrializou-se e forjou um notável e diversificado parque produtivo, mas não venceu a fome. Isso não pode continuar assim. 

Enquanto houver um irmão brasileiro ou uma irmã brasileira passando fome, teremos motivo de sobra para nos cobrirmos de vergonha. 

Por isso, defini entre as prioridades de meu Governo um programa de segurança alimentar que leva o nome de Fome Zero. Como disse em meu primeiro pronunciamento após a eleição, se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida. 

É por isso que hoje conclamo: vamos acabar com a fome em nosso país. Transformemos o fim da fome em uma grande causa nacional, como foram no passado a criação da Petrobras e a memorável luta pela redemocratização do país. Essa é uma causa que pode e deve ser de todos, sem distinção de classe, partido, ideologia. Em face do clamor dos que padecem o flagelo da fome, deve prevalecer o imperativo ético de somar forças, capacidades e instrumentos para defender o que é mais sagrado: a dignidade humana.


O Brasil estava neste rumo quando houve o golpe contra Dilma e os governos da destruição de Temer e Bolsonaro, que deixaram o país em escombros e levaram o Brasil vergonhosamente de volta ao "Mapa da Fome" da ONU, de onde havia saído em 2014 e foi tirado novamente pelo terceiro governo de Lula, em 2025.

Lula e a luta contra a fome



 


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