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Não é de agora que Moro é mau juiz. STF anula sentença dele da década de 90 por 'quebra de imparcialidade'


Embora ainda seja o queridinho da mídia corporativa e principal candidato da Globo às eleições presidenciais de 2022, o "herói da Lava Jato" sempre foi parcial em suas decisões, como mostra recente decisão do STF que anulou uma sentença do juiz da década de 90, do famoso caso Banestado.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (25) anular uma sentença proferida pelo ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, no caso Banestado, esquema de corrupção ocorrido na década de 1990. 
A decisão ocorreu porque o colegiado entendeu que houve quebra de imparcialidade de Moro ao julgar um recurso do doleiro Paulo Roberto Krug. 
Segundo os ministros, o ex-juiz agiu de forma irregular ao colher depoimentos durante a verificação da delação premiada de Alberto Youssef, e ao juntar documentos aos autos depois das alegações finais da defesa. As informações foram publicadas pelo portal G1.
Anexar documentos após as alegações finais da defesa foi o que Moro fez também em relação ao ex-presidente Lula. Por isso, a defesa de Lula pediu a anulação do processo e ela deve ser atendida pelo STF como aconteceu com essa do caso Banestado.



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Na guerra da mídia, desembargador tira Requião do ar. Veja o porquê

O desembargador federal Edgard Antônio Lippmann Júnior proibiu o governador do Paraná, Roberto Requião, de usar os meios de comunicação estatais para promoção pessoal, ofensa à imprensa, a adversários políticos e instituições. Esses podem continuar sentando o pau no governador à vontade.

Por informações vindas do Paraná, Requião usa realmente a Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE) para promoção pessoal. Mas também para responder aos ataques que sofre.

Requião não economiza palavras, gosta de polêmicas e de uma boa briga. E faz acusações pesadas, com nome e sobrenome, como esta, por exemplo, que fez em entrevista à Caros Amigos, quando falou sobre a privatização do Banestado, realizada pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso:

Estamos providenciando uma ação, porque o Itaú comprou o Banestado por 1 bilhão e 600 milhões de reais, e recebeu de créditos tributários 1 bilhão e 800 milhões de reais. Além disso, o Estado ficou devendo 5 bilhões para a União, e eu pago hoje 50 milhões de reais por mês do empréstimo do Banco Central para sanear o Banestado. Trambicaço foi a venda do Banestado.

ABI condena censura prévia

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), por intermédio de seu presidente, Maurício Azedo, já soltou uma nota criticando a decisão do desembargador, em que afirma que a decisão tem a mesma conotação de censura prévia e, (...), entra em forte colisão com o texto constitucional.

Requião não tem medo da Rede Globo

O governador do Paraná, com seu estilo a la Chávez, bate de frente com a Rede Globo de Televisão, a quem chama de Diário Oficial da oposição. Ele não deixa sem resposta acusações da Globo. Agora, com a decisão do desembargador, está temporariamente proibido de fazê-lo. Mas essa absurda decisão deve durar pouco, por ser claramente inconstitucional.

Veja abaixo como Requião enfrenta a Rede Globo. No vídeo, ele já começa perguntando:

Afinal de contas, o que quer a Globo com o Paraná e com o nosso governo? Por que a Globo mente tanto? Por que a Globo desinforma? A que interesses serve a Globo?


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Notícias Desaparecidas: Por que não se investiga o que foi levantado na CPI do Banestado?

Eu já havia feito uma postagem aqui cobrando isso. Repito-a agora. Quem sabe dessa vez...

Falta uma CPI

(...) tudo isso aconteceu e continua acontecendo por conta da “abortada” CPI do Banestado.

Para quem não está ligando o nome à coisa, esclareço: a CPI do Banestado estava investigando mutretas com as CC-5, contas assim chamadas porque foram criadas por uma carta circular n° 5 do Banco Central.

As CC-5 não permitiam fazer movimentação em dinheiro do Brasil para o exterior, e vice-versa, acima de R$ 10 mil. Até que no governo FHC o Banco Central estabeleceu uma autorização especial para movimentação acima desses valores, alegando que a finalidade era facilitar o repatriamento dos dólares movimentados na fronteira Brasil-Paraguai.

Apenas cinco bancos foram autorizados a fazer essa movimentação: Banco do Brasil, Banco Real, Banestado (que era o banco do estado do Paraná), o Bemge (banco do estado de Minas Gerais) e o Araucária.

Se os outros eram ou megabancos ou banco médios, o Araucária...bem, o Araucária tinha duas agências, uma em Curitiba e outra em Foz do Iguaçu, e num andar alto. Por que ele entrou na autorização, em meio a bancos graúdos, não sabemos, já que a CPI ficou pelo meio do caminho. Mas dizem que é um banco relacionado à família de um famoso senador por Santa Catarina...

Acontece que, a partir dessa autorização, o uso das CC-5 explodiu. Dinheiro vinha do Brasil todo, “passava” por Foz, ia e voltava, numa lavagem fenomenal que atingiu a cifra espantosa de 75 bilhões de reais. O que, ao câmbio de hoje, dá mais de 30 bilhões de dólares.

Em entrevista à revista Caros Amigos de setembro, o procurador da República Vladimir Aras declarou que a desfaçatez chegou a tal ponto que carros-fortes saíam de uma agência de banco em Foz do Iguaçu, davam uma volta na praça e retornavam, fingindo que haviam ido até o Paraguai. Levavam o dinheiro para passear e ele voltava limpinho, incrível, não?

No entanto, apesar – ou por causa – desse vasto material colhido pelo Ministério Público, a CPI deu em nada. Muitas acusações foram feitas – inclusive ao relator e ao presidente dela –, mas o resultado foi nenhum.(...)


Por que não se investiga a fundo? Por que o assunto desapareceu do noticiário? Se alguém tiver alguma informação sobre mais essa Notícia Desaparecida, envie-a aqui para o blog.