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Segredo do cofre dos Bolsonaros pode implodir candidatura de Flávio

Candidato imposto pelo pai à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro encontra resistência em boa parte da oposição ao presidente Lula, que gostaria de ver o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas como candidato.

O problema é que parece que Flávio se empolgou com a ideia, ainda mais com seus bons números nas pesquisas. 

Flávio inclusive seguiu o roteiro do pai, foi a Israel e se batizou no rio Jordão, depois foi aos cofres árabes e à Faria Lima.

Ainda assim, mercado e mídia têm esperança de que ele desista em favor de Tarcísio. Para isso vão tentar desgastá-lo soltando a coleção de capivaras que Flávio e a família têm no cofre. 

E não apenas no cofre metafórico, como explico no Fórum Mídias, da TV Fórum.


 


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Vídeo explica a rachadinha, corrupção preferida da família Bolsonaro


Já publiquei aqui ontem que Corrupção é uma tradição passada de pai para filhos na família Bolsonaro, uma postagem baseada em longa reportagem do UOL, que os jornalistas resumiram neste didático vídeo que publico a seguir.




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Vamos parar de chamar de rachadinha a corrupção dos Bolsonaro?


Vamos dar o nome certo à coisa?

Rachadinha é um nome até simpático, diminutivo, feminino.

Já corrupção tem o ÃO de aumentativo, masculino.

Rachadinha parece um crime menor, sem importância. Não chegaria a ser uma tonitruante CORRUPÇÃO...

Mas, o que é a rachadinha? O deputado contrata funcionários para seu gabinete. O Estado banco o salário desses funcionários. E eles devolvem parte (geralmente a maior parte) desses salários ao deputado.

Funcionário público que se apropria ou desvia bens a que tem acesso, em razão de seu cargo, comete crime de peculato.

Peculato é, portanto, desvio de dinheiro público. Aquilo que quando o acusado era um deputado do PT toda a imprensa chamava de corrupção.

Chegou a hora de deixarmos a simpática palavra rachadinha de lado e chamarmos a coisa pelo nome: os Bolsonaro são acusados de corrupção, desvio de dinheiro público ao longo dos anos em seus gabinetes, se apropriando de parte dos salários de seus funcionários em benefício próprio.

Afinal, como eles, apenas com o salário de deputado (ótimo salário, diga-se), saíram da pindaíba, morando num subúrbio distante do Rio e hoje têm vários imóveis e até uma "fantástica loja de chocolates"?

Como chove dinheiro (muito) vivo na conta deles, sem explicação? 

ATUALIZAÇÃO; Após a publicação desta postagem, o candidato do PT derrotado pelas fake news de Bolsonaro, Fernando Haddad, publicou este vídeo em seu Twitter, na linha do que foi dito aqui:



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Mulher de Bolsonaro e mãe de Carlos, Flávio e Eduardo comprou imóvel de R$ 621 mil em dinheiro vivo


A imagem acima não é da mala que a mãe dos Zeros de Bolsonaro, Carlos, Flávio e Eduardo, usou para pagar um imóvel que comprou em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, em 1996, quando ainda era casada com Jair Bolsonaro.

A mala acima é do deputado Loures, que levava uma bolada de R$ 500 mil para Temer, do pessoal da JBS. [Temer, o atual novo best friend forever de Bolsonaro.] Serve para dar uma ideia de como seria a mala que dona Rogéria Bolsonaro teve que levar para pagar os R$ 621 mil (valor atualizado) do apartamento.

A notícia é de O Globo:
Primeira mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Carlos, Flávio e Eduardo, Rogéria comprou em 22 de janeiro de 1996 um apartamento no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, por R$ 95 mil — equivalente hoje a R$ 621,5 mil, valor atualizado pela inflação. A escritura pública do 21º Ofício de Notas do Rio, obtida pelo GLOBO, registrou que o pagamento ocorreu em dinheiro vivo, e foi “integralmente recebido” no ato de produção do documento de venda. Na ocasião da aquisição, ela era casada em regime de comunhão parcial de bens com o então deputado federal e agora presidente Jair Bolsonaro. O casal se separou entre 1997 e 1998.
Impressionante o gosto por realizar transações em dinheiro pela família Bolsonaro, ignorando o setor bancário.

O que leva uma pessoa a levar dinheiro (muito) vivo para pagar um imóvel, em vez de fazer uma transação bancária, através de um cheque, por exemplo, com destinatário especificado, o que daria uma garantia a mais para a transação?

A família Bolsonaro tem muita coisa a explicar à Justiça.



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