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Cláudio Castro, Moro e Bolsonaro provam que fraude nas eleições vale a pena

Ontem, o TRE-RJ livrou o governador Cláudio Castro, seu vice Thiago Pampolha e o presidente da Alerj Rodrigo Bacellar da cassação de seus mandatos, porque, embora reconhecessem irregularidades gritantes cometidas pelos três, não consideraram as provas suficientes para alterar o resultado das eleições.

Uma das juízas chegou a dizer que os 30 mil contratados irregularmente pelo Ceperj e pela UERJ eram um número pequeno diante da magnitude dos mais de dois milhões de votos de diferença que elegeram Cláudio Castro.

É de espantar que uma juíza à frente de um Tribunal Eleitoral cometa tamanha "ingenuidade". Não são 30 mil pessoas = 30 mil votos. Essas pessoas são líderes comunitários, cabos eleitorais, influenciadores digitais com milhões de seguidores, que bem remunerados, na boca do caixa, expandiram, divulgaram e influenciaram eleitores. 

Alguns cabos eleitorais, como líderes religiosos, comunitários ou milicianos, têm controle direto sobre seus eleitores e costumam ofertar porteira fechada de gado eleitoral aos políticos. Qualquer um que tenha participado de campanhas políticas sabe disso.

Mas Castro se livrou.

Moro também se livrou no TSE esta semana, porque não encontraram prova robusta que ligasse as irregularidades de sua campanha à eleição:

Segundo o relator, os gastos de campanha de Moro "se mostram censuráveis, mormente por candidatos que empenharam a bandeira da moralidade na política". 

Porém, ponderou que para caracterizar uma conduta fraudulenta seria preciso mais do que o estranhamento, indícios, suspeitas ou convicção. "É preciso haver prova, e prova robusta", afirmou.

O mesmo aconteceu com Jair Bolsonaro em 2018, com os disparos ilegais de milhões de mensagens pelo WhatsApp pagas por empresários, o que é ilegal e foi denunciado pela repórter Patrícia Campos Mello na Folha:

Empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada.

A Folha apurou que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens.


As empresas apoiando o candidato Jair Bolsonaro (PSL) compram um serviço chamado "disparo em massa", usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária).

Quando usam bases de terceiros, essas agências oferecem segmentação por região geográfica e, às vezes, por renda. Enviam ao cliente relatórios de entrega contendo data, hora e conteúdo disparado.

Entre as agências prestando esse tipo de serviços estão a Quickmobile, a Yacows, Croc Services e SMS Market.

Os preços variam de R$ 0,08 a R$ 0,12 por disparo de mensagem para a base própria do candidato e de R$ 0,30 a R$ 0,40 quando a base é fornecida pela agência.

As bases de usuários muitas vezes são fornecidas ilegalmente por empresas de cobrança ou por funcionários de empresas telefônicas.

Empresas investigadas pela reportagem afirmaram não poder aceitar pedidos antes do dia 28 de outubro, data da eleição, afirmando ter serviços enormes de disparos de WhatsApp na semana anterior ao segundo turno comprados por empresas privadas.


Houve também a confissão de empresários, como o conhecido Véio da Havan, que "candidamente" defendem em vídeo que Bolsonaro deve vencer no primeiro turno para que eles economizem dinheiro, quando o financiamento por empresários é ilegal.

E Bolsonaro nem pode alegar que não sabia, pois publicou o vídeo em seu perfil no antigo Twitter:

 


 

A lentidão e a visão permissiva sobre o que pode ou não ser considerado fraude eleitoral pelos Tribunais Eleitorais são incentivos ao cometimento de novas fraudes.


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PL lança Ramagem à Prefeitura do Rio com presença de Bolsonaro

Em evento na quadra da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, com a presença do governador do Rio Cláudio Castro, o PL lançou a pré-candidatura do deputado federal Alexandre Ramagem à Prefeitura do Rio.

O evento contou com a presença do ex-presidente Bolsonaro, que tenta levar uma vida normal, mesmo com todas as acusações que lhe caem sobre a cabeça, especialmente após a liberação do sigilo dos depoimentos dos militares envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não compareceu ao evento pois está proibido de se encontrar com Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, já que ambos são investigados num mesmo processo.

Também não compareceu a principal estrela do PL no estado, o senador Romário, que todos sabem querer o lugar que Bolsonaro destinou a Ramagem. A prefeitura do Rio é antigo sonho do "Baixinho", como é conhecido o craque da seleção brasileira e atual senador.

Alexandre Ramagem é um dos principais investigados no caso chamado de "Abin Paralela" e pode desfalcar o PL, assim como seu patrono, Bolsonaro, diante do volume de provas reunidas contra a dupla.

O presidente do Partido, Valdemar Costa Neto, também está envolvido com a Justiça e o caso do dossiê que levantou questionando as urnas eleitorais pode não apenas levá-lo à prisão como ao desmanche do PL, já que o dossiê foi encomendado pelo Partido.

O andamento das investigações pode impedir Ramagem, Bolsonaro, Costa Neto e até o PL de participarem das eleições deste ano, condenados pelos crimes de que são acusados. 




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Justiça tem provas e Cláudio Castro deve ser próximo governador do Rio preso

O atual governador do Rio Cláudio Castro está cada vez mais próximo de virar ex-governador e ser preso por corrupção. Será o sétimo governador afastado e o sexto a ser preso. O único que foi apenas afastado sem ser preso foi Wilson Witzel, e a função dele antes de ser governador explica o privilégio: Witzel era juiz.

Um relatório da Polícia Federal aponta indícios de que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), recebeu aproximadamente R$ 400 mil em pagamentos indevidos entre 2017 e 2019, período em que foi vereador do Rio e vice-governador. A investigação da PF foi citada numa decisão do ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sobre a autorização de mandados de busca na casa de Vinícius Sarciá, irmão de criação de Castro. No documento, obtido pela Globonews, são discriminados os valores indevidos que Castro teria recebido: R$ 326 mil e US$ 20 mil.

Com atraso de sete e cinco anos, a Justiça enfim começa a confirmar aquilo que já foi matéria de denúncias há tempo, e que se a Justiça tivesse se manifestado anteriormente evitaria que Castro se reelegesse.

Essas acusações contra Castro são apenas o começo dos inúmeros malfeitos atribuídos ao governador em extensas reportagens há anos. A maior delas, a criação da CEPERJ.

 

CEPERJ, fundação fantasma e secreta

 

A CEPERJ é uma empresa que só poderia existir no Rio de Janeiro. 

Historio: Witzel e seu vice, Cláudio Castro, foram eleitos na onda avassaladora de fake news da campanha de Bolsonaro em 2018. Ninguém no Rio conhecia os dois. Eram os famosos Quem. Witzel, um juiz de fora do estado; Cláudio Castro, um cantor gospel que se elegeu vereador.

Quando Witzel foi afastado do cargo, Castro deveria cair junto com ele. Mas os deputados o "apoiaram" e ele ficou, como aconteceu a Bolsonaro, refém dos deputados. A mamata federal se reproduziu no Rio, com os deputados mandando no governo, como em Brasília.

Aí começou o vale tudo, coroado com a CEPERJ. Uma fundação criada do nada, com 20 mil funcionários secretos, executando trabalhos secretos e recebendo salários secretos na boca do caixa de uma agência do Bradesco. Não é exagero. Era exatamente assim. Tudo secreto. Inacreditável, mas real.

O esquema se deu na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio), Gabriel Lopes. O órgão foi usado para criar uma folha de pagamento com mais de 20 mil contratados sem nenhuma transparência.

Os cargos eram preenchidos sem processo seletivo e os nomes dos contratados não eram publicados no Diário Oficial. Também não constavam em documentos públicos e nem mesmo no sistema de administração financeira do estado —os pagamentos eram feitos por meio de ordens de pagamento, sacadas na boca do caixa em agências do banco Bradesco em dinheiro vivo.

Os programas realizados em convênio pela Ceperj tinham diversos indícios de irregularidades, como a contratação de cabos eleitorais de candidatos a deputado por meio de uma tabela criada para sistematizar esse tipo de indicação e a ingerência de políticos sobre unidades de programas como o Esporte Presente e a Casa do Trabalhador.

A investigação do MP-RJ revelou que os contratados nos cargos secretos sacaram mais de R$ 226 milhões em dinheiro vivo entre janeiro e julho, 91% de tudo que foi pago pela Fundação Ceperj. Para os promotores, esse é um forte indício de lavagem de dinheiro.

Só não foi a maior compra de cabo eleitoral da história, porque havia Bolsonaro disputando a reeleição no Brasil.

A desfaçatez era tanta que, quando o MP mandou cancelar os pagamentos, Cláudio Castro pediu para que fosse permitido que durasse somente até as eleições, numa clara confissão de seus objetivos.

Agora, com atraso, começam a levantar os BOs do governador, que deve cumprir a maldita sina de governar o Rio e depois parar na cadeia — a não ser que seja juiz (o único que se livrou), o que não é o caso de Castro.


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Rio pode ter mais um governador preso por corrupção: o atual, Cláudio Castro

Triste sina a do Rio de Janeiro: nos últimos anos, todos os governadores foram parar na prisão por corrupção. O atual, Cláudio Castro, pode ser o próximo.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta segunda-feira (4) enviar para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) um recurso do governador Cláudio Castro (PL) para anular a homologação de um acordo de delação premiada que o acusa de receber propina quando era vereador e depois de assumir o cargo de vice de Wilson Witzel.

O Órgão Especial decidiu por 18 a 5 que cabe à corte superior analisar a competência do processo.

A homologação foi feita quando Castro era vice-governador, cargo cujo foro é no Órgão Especial. Os desembargadores avaliaram, porém, que, pelo fato de ele ter assumido o Palácio Guanabara, é necessário que o STJ se pronuncie sobre o tema.

A delação é assinada por Bruno Selem, funcionário da Servlog, empresa que mantinha contratos com órgãos estaduais.

(...) O delator diz que Castro recebeu na ocasião R$ 100 mil em dinheiro vivo. O governador diz que foi apenas visitar um amigo e que havia chocolate na mochila. [Jornal do Brasil]

O pessoal anda muito criativo. O ex-ministro da Educação de Bolsonaro chamou de versículo o que Castro chama de chocolate. O MP acha que é corrupção mesmo, desvio de dinheiro público. 

A denúncia é um duro golpe em quem quer se reeleger...


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