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Mauro Ricardo, que arquivou processo do desvio de meio bilhão de reais em SP, é homem de confiança de Serra desde 1995




No último dia útil do ano de 2012, sexta-feira, 28 de dezembro, ao apagar das luzes da prefeitura Kassab, Mauro Ricardo mandou arquivar processo de investigação do esquema dos fiscais da prefeitura, revelado agora, que pode ter desviado R$ 500 milhões, meio bilhão de reais, dos cofres públicos de São Paulo. Ao ler isto, é bom não esquecer (porque a mídia serrista vai esconder o fato nas entrelinhas) que Mauro Ricardo era secretário de Kassab, porque era apadrinhado por Serra, seu Godfather. Acompanhe:

Mauro Ricardo Costa começou a trabalhar com José Serra em 1995, quando assumiu a Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, no Ministério de Planejamento e Orçamento, comandado por Serra.

Quando Serra trocou de Ministério, passando a ser Ministro da Saúde, adivinhe quem foi chamado para assumir a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa)? Ele mesmo, Mauro Ricardo.

Em 2005, quando Serra chegou à Prefeitura de São Paulo, chamou Mauro Ricardo para ser seu Secretário de Finanças.

Depois, Serra se elegeu governador de São Paulo. Enquanto esteve à frente do cargo, seu secretário de Estado da Fazenda foi Mauro Ricardo.

Como Serra perdeu a eleição presidencial para Dilma, não deixou seu protegido ferido na estrada, ao desamparo, e Mauro Ricardo passou a exercer a mesma função de secretário de Finanças que exercia na administração Serra, afinal, o paulistano sabe que Serra é Kassab, e vice-versa.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Notícias do final de semana: O que rolou no Blog enquanto você enchia a cara de cultura nas Viradas

Show de Gil no encerramento da Virada Cultural SP



Estratégia de campanha de José Serra leva outro candidato à derrota. Agora foi Sarkozy

Ao usar em sua campanha à reeleição táticas empregadas em 2010 pelo então candidato José Serra contra Dilma, o atual presidente francês colheu o mesmo resultado do tucano, a derrota.

Em declaração reproduzida pela BBC, o atual presidente francês reconheceu sua derrota ante o candidato socialista François Hollande.

Como José Serra, que culpa nordestinos pela péssima educação proporcionada pelos 20 anos de governo do PSDB em SP e a "natureza que se rebela" pelos alagamentos na capital, Sarkozy usou do discurso mais à direita e preconceituoso possível para tentar vencer a eleição.

Perdeu - como Serra.

Momento emblemático da campanha aconteceu quando Sarkozy retirou o relógio do pulso e guardou-o no bolso com medo de que lhe fosse roubado pelo povo francês:



Em vez do relógio, o povo lhe tomou o mandato de presidente.

Vive la France!

Governo Serra assinou contratos de R$800 milhões com a Delta. Representante da empresa em SP está foragido

Reportagem da Conceição Lemes publicada no Viomundo mostra que os tentáculos da Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira se estendiam até São Paulo. O homem do grupo, que fazia a ponte Delta- quadrilha de Cachoeira é Heraldo Puccini Neto, diretor da Delta Construções para São Paulo e Sul do Brasil.

Heraldo teve a prisão decretada pela Justiça Federal na semana passada. Foi a partir de investigações realizadas no âmbito da Operação Saint Michel, braço da Monte Carlo.

Um grupo de policiais civis de Brasília chegou às 6 horas da última quarta-feira 25 ao apartamento dele, no Morumbi, em São Paulo. Heraldo não estava nem foi localizado pela polícia. É considerado foragido da Justiça.


No total dos governos tucanos (soma Alckmin + Serra) a Delta tem quase R$ 1 bilhão no estado.

Desses R$ 943,2 milhões, R$ 178, 5 milhões foram celebrados nas gestões Alckmin (2002 a março de 2006 e de janeiro de 2011 em diante) e R$ 764,8 milhões no governo de José Serra (janeiro de 2007 a abril de 2010).


O contrato de maior valor também foi assinado no governo de José Serra para construção da Nova Marginal do Tietê.

O maior contrato da Delta com órgãos e empresas do governo do Estado de São Paulo foi com a Dersa para executar a ampliação da marginal do rio Tietê: R$ 415.078.940,59 (valores corrigidos).


Esse contrato foi assinado em 13 de maio de 2009 por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, que José Serra negou conhecer durante a campanha, depois, subitamente se lembrou - coincidentemente após tomar conhecimento da já célebre frase de Paulo Preto: “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro”.

Para quem não se recorda, num dos debates entre os então candidatos Dilma e Serra, a atual presidenta falou:

“Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. [Fonte]


Para ler mais sobre Serra e Paulo Preto, Um dia após assumir Dersa no governo Serra, Paulo Preto liberou geral para empreiteiras. E filha dele era advogada delas.

Para ler a reportagem completa da Conceição Lemes no Viomundo sobre as obras da Delta nos governos tucanos de São Paulo clique aqui. Vale a leitura.

A saga de Sarney: coincidência ou Serra (3)

Já fiz duas postagens aqui sobre a intensa pressão em cima do senador José Sarney (que só Deus e a justiça amapaense sabem como conseguiu se reeleger batendo a valente Cristina Almeida (PSB) (sobre este assunto não deixe de ler esta postagem aqui). Nas duas, perguntava: coincidência ou Serra? E recebi vários questionamentos, como se eu estivesse defendendo Sarney e não, ao contrário - e era o foco das postagens - denunciando a utilização de antigas e manjadíssimas acusações contra o ex-presidente, logo agora que ele foi escolhido presidente do Senado, é aliado de Lula e inimigo declarado do presidente eleito pela mídia José Serra. Daí a pergunta: coincidência ou Serra?

Porque acusações contra o senador Sarney vêm do tempo em que ele ainda nem usava bigodes. Quem procurar na caixa de pesquisas aqui do blog vai encontrá-las aos montões. Escolhi algumas:

A grande sacada de Sarney, com o dinheiro que ele sacou do Banco Santos, um dia antes na intervenção naquele banco e como a transação foi feita pelo próprio presidente do banco.

Como Roberto Marinho mandava em Sarney e nomeou Maílson da Nóbrega ministro da Fazenda, na época em que Sarney era presidente.

Ao final de seu governo (que de tão ruim praticamente elegeu Collor, com o auxílio luxuoso da Globo) uma pesquisa do Ibope, de novembro, mostrava o tamanho do desgaste do presidente Sarney: para 60% dos entrevistados seu governo era avaliado como ruim/péssimo. E deixou o governo com uma inflação de 80%, ao mês. Não há engano, é ao mês mesmo.

O Maranhão, um dos estados de maior riqueza cultural e belezas naturais do Brasil, governado há décadas pela família Sarney, é um dos mais miseráveis do país. Onde reinam o nepotismo e a autoexaltação mais desavergonhada do Brasil, como já denunciamos anteriormente aqui:

Segundo o Jornal Pequeno, do Maranhão, que tem como slogan "O órgão das multidões", afirma que é fácil ver as digitais de Sarney no estado:

"Para nascer, é na Maternidade Marly Sarney. Para morar, você tem as vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola (mãe de Sarney) ou Roseana Sarney. Para estudar, suas opções são as escolas Roseana Sarney, Sarney Neto, Fernanda Sarney, Roseana Sarney, Marly Sarney ou o próprio Sarney. Para pesquisar, pegue um táxi no posto Marly Sarney e vá à biblioteca José Sarney (que fica na maior faculdade particular, que, dizem as más línguas, também é do Sarney). Para ler notícias, tem o jornal Estado do Maranhão, que também é do Sarney, ou a televisão do Sarney. Para saber sobre contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney Murad. Para sair da cidade, atravesse a ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá para a rodoviária Kiola Sarney e então, depois de algumas horas nas estradas e rodoviárias "maravilhosas" do Maranhão, você chegará ao município José Sarney. Não gostou? Quer reclamar? Pode me processar que eu vou responder no fórum desembargador Sarney!" março de 2007

Mas, como nada disso parece entrar na cabeça de algumas pessoas, como elas continuam achando que estou defendendo Sarney e não denunciando a maré de denúncias que tem como objetivo retirá-lo de lá para colocar alguém que, pelo menos, não seja adversário de Serra, vou usar uma charge de Chico Caruso, publicada na primeira página de O Globo de hoje, e que demonstra muito bem o que estou dizendo. A charge, repare, foi publicada originalmente em fevereiro de 88, portanto, há 21 anos.


Desde aquela época a imagem de Sarney se desfaz em lama, embora tenha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras depois disso, e seja articulista da Folha de São Paulo há anos.

Repito a pergunta: se todo mundo sabe quem é Sarney há tanto tempo, se as mutretas que estão denunciadas agora no Senado não começaram com ele – que recém foi empossado – por que toda a sujeira está sendo levantada agora: coincidência ou Serra?

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Cerco a Sarney: Repito: Coincidência ou Serra?

Em 8 de fevereiro fiz esta postagem, que continua atual - ou está mais atual ainda. Por isso a repito, com acréscimos:

Não sei quanto a vocês, mas eu achei muito, mas muuuito estranho mesmo que tenham surgido denúncias contra os Sarney, na mesma semana em que o bigode acadêmico chegou à presidência do Senado.

Simples coincidência ou aí tem o dedo de... você sabe quem: aquele político que trabalha nos bastidores, usando de espionagem, demitindo jornalistas e maestros, apoiado pelos jornalões, especialmente os paulistas.

Pois ontem, o Estadão publicou matéria com o vazamento de um grampo da PF que teria flagrado uma possível ajuda da ABIN à família Sarney. Hoje foi o dia da Folha (aqui, para assinantes). Em novo vazamento de grampo da PF, Sarney é acusado de ter usado jornal e TV de sua propriedade para atacar seu adversário político no Maranhão, Jackson Lago. Repito: simples coincidência?

A vitória de Sarney representou uma dupla derrota para os opositores de Lula: primeiro, porque Garibaldi Aves se assanhou na presidência e vivia complicando votações de interesse do governo. Segundo, e mais importante, porque Sarney é adversário de José Serra, a quem considera como o principal responsável pelo escândalo que, em 2002, derrubou a candidatura de Roseana Sarney ao Palácio do Planalto.

Outro dia mesmo o Azenha publicou em seu blog o discurso de Sarney naquela época, de onde destaquei o trecho a seguir:

Há um fato cuja recorrência impressiona e intriga. É que toda referência a esse estilo característico de espionagem e dossiês nasce no Ministério da Saúde e envolve o ex-ministro José Serra. Não é afirmação minha, é dos jornais. Mais que uma estratégia de campanha parece uma concepção de governo.

A primeira matéria que surgiu foi na revista Carta Capital, há cerca de um ano. Aqui está o plano anunciado, que aconteceu exatamente como previsto. Leio a revista:

'...no Ministério da Saúde se teria produzido um conjunto de informações sobre atividades de Paulo Renato. Informações explosivas, pois indicariam uma das trilhas montadas pelo grupo em sua escalada rumo ao poder. Ainda segundo a história do dossiê, este teria sido montado no Ministério da Saúde, mais precisamente na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, onde funcionaria um sistema espionagem. ...Eram sete os agentes, incluídos um ex-SNI e SAE [hoje Abin] e um ex-chefe da Inteligência da Polícia Federal no governo Fernando Henrique.' E dá os detalhes.

A imprensa em quase sua totalidade publica que esse mesmo grupo está conectado para essas ações políticas na Polícia Federal e no Ministério Público citando o delegado Marcelo Itagiba, ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal, ex-chefe do grupo de inteligência que se formou no Ministério da Saúde e que é, atualmente, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, e o Procurador José Roberto Santoro. É o que diz a Folha de S.Paulo.

'Delegado e procurador ligados a Serra atuam em investigações: o presidenciável tucano, senador José Serra (SP), conseguiu reunir sob as asas de aliados as duas principais investigações em curso que podem implodir a campanha de seus adversários. São eles o subprocurador da República José Roberto Santoro e o delegado de Polícia Federal Marcelo Itagiba.'

Continuo lendo: 'Em viagem a Palmas (Tocantins), há duas semanas, o subprocurador Santoro coordenou informalmente o pedido de busca e apreensão de documentos no escritório da pré-candidata pefelista e governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Trocou idéias com o procurador Mário Lúcio Avelar, que foi o autor do pedido, e orientou a estratégia a ser adotada.'

'José Roberto Santoro e Marcelo Itagiba fazem parte da tropa de choque de Serra no aparato policial e de investigação. Os dois já estiveram juntos antes.'

'Ex-assessor especial de Serra no Ministério da Saúde, nos dois anos anteriores, o delegado Itagiba havia demonstrado grande desenvoltura no exercício de suas funções. No dia 9 de março de 1999, por exemplo, representou o então ministro numa reunião com a diretoria da Abifarma (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica).'

'Foi propor aos donos e dirigentes de laboratórios brasileiros que investissem dinheiro numa entidade não-governamental a ser criada para investigar e combater a falsificação de medicamentos. A proposta foi aprovada, segundo ata da reunião.'

Não estou inventando nada sobre ninguém. Estou lendo o que foi publicado. Não houve nenhum desmentido.

Naquele tempo do noticiário da revista Carta Capital, a governadora do Maranhão não era o alvo, eram os concorrentes internos, Pedro Malan, Tasso Jereissati, Paulo Renato. O primeiro explodiu pelo veto político, foi fácil. Dossiê foi feito contra Paulo Renato, diz a revista. Tasso Jereissati também foi objeto de outro dossiê, para ser usado caso insistisse em ser candidato. Disseminou-se o método e o medo.

A serem verdade as aparências, montou-se um grupo estatal para ações políticas. Na Folha de S. Paulo, a jornalista Mônica Bergamo publica:

"Uma das primeiras atitudes do Procurador Mário Lúcio Avelar, do Tocantins, ao colocar as mãos na documentação apreendida foi disparar telefonemas para o procurador Santoro, considerado o mais próximo do candidato Serra."

"Gente, querem dizer que isso é do Serra? Então escreve: sou o procurador do Serra."

Na Saúde, o ministro Serra multiplicou gastos com empresa de ex-chefe de Telecomunicações Eletrônicas do SNI e professor da Polícia Federal. A Fence tem contratos hoje de R$ 1,87 milhão, seis vezes mais do que no ano passado, muitas vezes maior que os contratos para proteger os 33 ministros do STJ.

O Ministério da Saúde, em vez de tratar das epidemias, dá prioridade às coisas de inteligência e espionagem. "Estranhas relações com o mundo dos arapongas", é manchete do Correio Braziliense. E a revista IstoÉ desta semana: "Grampos, chantagem e baixarias".

São tantas as conexões, tantas as evidências, que não há como esconder a ligação dos atos contra a governadora do Maranhão à sucessão brasileira, que querem transformar numa farsa.

O que você acha: Naquela época e hoje, coincidência ou Serra? Quantos metros de altura terá o tapete que esconde a poeira das histórias do bigodudo do Maranhão? Por que só estão sendo ventiladas agora?

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'Gripe Serra', o novo nome da gripe suína

Associações de criadores de suínos em todas as granjas do planeta estão Ps da vida com o nome de gripe suína que deram à tal gripe que já matou milhões milhares centenas dezenas 18 pessoas no mundo.

O que é que vocês acham de "gripe Serra"? Afinal, ele é o candidato do PIG, torce pelo Palmeiras (que tem o porco como símbolo) e seu governo em São Paulo é uma porcaria.



(Vídeo que peguei no Nassif.)

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A indignação seletiva de Kamel, Fátima e Bonner


Ontem, o Jornal Nacional se superou. Aproveitou-se de um fato revoltante (a agressão promovida por seguranças da Supervia contra usuários dos serviços de trens urbanos do Rio) para tentar passar a imagem de que estão ao lado do povo e contra os poderosos. Lobo em pele de cordeiro perde.

É fácil pressionar o presidente da Supervia, como fizeram no JN (reportagem acima). Mas, cadê a valentia, quando o agressor está sob comando do governador de São Paulo e presidente eleito pela mídia, José Serra?

Vejam o vídeo abaixo, retirado do mesmíssimo JN. A PM de José Serra agride e ataca com gás de pimenta mulheres (uma delas, grávida) e crianças.



Por que Bonner, Fátima e Kamel não convidaram José Serra para fazer com ele o que fizeram com o presidente da Supervia?

Por que não convidaram José Serra, quando houve o famoso confronto entre as Polícias Civil e Militar, também em seu governo?

Por que Quando é aliado do governo, Jornal Nacional denuncia. Quando é tucano, silencia?

O desrespeito e a violência contra a população (como a ocorrida com seguranças da Supervia), especialmente os mais pobres, mulheres e crianças, não é exceção, é REGRA, e o exemplo vem de cima: acontece nos trens, nos estádios de futebol, nos bailes e eventos populares, nas comunidades, sob o silêncio cúmplice do Jornal Nacional – ou até mesmo incentivado por eles, como a campanha que as Organizações Globo movem há décadas pela remoção das favelas.

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Jabor, Serra e Rio: tudo a ver?

Suprema felicidade

Está praticamente fechado o grupo de atores do filme “A Suprema Felicidade”, que marca a volta de Jabor à direção cinematográfica.
Mas o cronista ainda sonha em incluir no elenco o governador José Serra, que fez teatro quando estudou na Escola Politécnica, em São Paulo.
O filme, que começa a ser rodado em maio, é, diz Jabor, uma espécie de “Amarcord” (clássico do cinema italiano, de Federico Fellini) brasileiro.
A história se passa nos anos 1950, no Rio, época em que parecia que tudo ia dar certo. [Da Coluna do Ancelmo de O Globo, ontem.]

Mas, Rio de Janeiro, anos 50, felicidade, o que isso tem a ver com José Serra? – pergunta o leitor cético. Eu explico:

Sabe aquela batida de violão de João Gilberto, que revolucionou a MPB? Foi dica de Serra, que também estudou violão na Politécnica. Foi Serra quem trouxe o surf para o Rio, lá na ponta do Arpoador, nos anos 50. Ele fabricou sua própria prancha – o que também aprendeu lá na Politécnica. Sabe a frase “toda unanimidade é burra”, falsamente atribuída a Nelson Rodrigues? Na verdade, a frase é de Serra, que a usou para explicar por que era tão desenturmado. Tem mais uma, essa já no início dos anos 60. Tom e Vinícius estavam enchendo a cara no Veloso, falando pelos cotovelos, quando Serra os alertou: - Pss! Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça... O resto é história.

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Ciro diz que Serra vai triturar Aécio

O Blog do Mello concorda com a afirmação do deputado Ciro Gomes, publicada na Reuters, e não é de hoje que vem avisando que o objetivo de Serra é reduzir Aécio a pó.

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Primeiro Sarney. Agora, Skaf. Serra não perdoa

Serra empunha uma arma

Não é que foi só um grupo de pessoas lançar a candidatura do sem-indústria presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à presidência da República ao governo de São Paulo, que, em seguida, vem uma operação da PF e flagra o envolvimento da Fiesp e de seu presidente em possíveis crimes financeiros? Coincidência? Por que esses casos acontecem exatamente agora?

Primeiro foi o Sarney. O Senado presidido por Garibaldi Alves estava começando a perturbar o governo Lula. Sarney estava quietinho no seu canto, tratado pela nossa grande imprensa como uma sábia raposa, um velho lobo do mar aposentado, inofensivo como um fantasma de lençol, um político de pijama. Mas, eis que Sarney, desafeto do presidente eleito pela mídia, José Serra, é eleito presidente do Senado, e, pronto, desabam sobre sua cabeça séries intermináveis de acusações, que comentei aqui.

Agora acontece com Paulo Skaf. Cheguei a dar um conselho para a campanha dele, Sugestão para a campanha de Paulo Skaf à presidência, em tom irônico. Mas, Serra, não. Ele não quer saber de ironia. Serra não perdoa, mata. A operação da PF, chamada “Castelo de Areia”, acaba de transformar em pó a candidatura Skaf.

Simples coincidência?

E por falar em candidatura em pó e em coincidências, será também por pura coincidência que nos últimos tempos há intenso tráfico de informação dando conta do pó que vai pelos dutos nasais de um outro candidato, em disputa direta com Serra?

Será coincidência também que no último vazamento de documentos em segredo de justiça pela Veja, aqueles que teriam sido apreendidos com Protógenes, há descrições “em termos grosseiros de supostas relações amorosas da ministra”? Embora, neste caso, ache que a divulgação dessa suposta relação picante seria um tiro no pé. Uma vida sexual apimentada é tudo o que a candidatura de Dilma precisa para cair de vez na boca do povão.

Se repararam, exceto pelo tráfico de boatos, todas as outras ações que atingem, ou atingiriam, adversários de Serra vieram da PF. Será a mão do destino, em favor do presidente eleito pela mídia, ou aquela facção serrista da PF, que, desde a época do escândalo Lunus, faz de tudo para desobstruir o caminho do governador paulista?

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Gilmar Mendes é o plano B da direita brasileira

O que ficou claro, límpido e cristalino, como os seis copos de água que Gilmar Mendes bebeu durante a sabatina na Folha, é que o segundo habeas corpus a Dantas foi uma resposta ao novo pedido de prisão do banqueiro bandido (condenado, por enquanto, a dez anos de cadeia e a uma multa de R$ 14 milhões), que Mendes viu não como uma necessidade, diante da tentativa flagrante de suborno feita por emissários de Dantas, mas como uma afronta a sua autoridade. Como ele se acha não apenas presidente do STF mas o Senhor Judiciário, a afronta foi então ao Poder Judiciário, que ele julga personificar.
Fica claro também o motivo da aprovação da decisão do ministro pelos seus pares, por 9 a 1: eles foram convencidos por Mendes do risco de desmoralização do STF contido na segunda ordem de prisão de De Sanctis. Curioso é que essa aprovação agora é usada por Mendes como prova de que ele estava certo ao dar o segundo habeas corpus.
Muitos acham que Gilmar Mendes está a serviço de Dantas. Ontem, pelo menos para mim, ficou claro que é mais do que apenas isso. Ele está a serviço de um projeto muito mais ambicioso.
Como confirmou na entrevista, viaja pelos quatro cantos do país, numa agenda intensa de quem é candidato. O ministro levou até uma claque para a sabatina, o que ficou visível para qualquer um que já tenha participado da coordenação de uma campanha política.
O ministro estava brifado, com a ficha de cada um dos entrevistadores na ponta da língua. Inclusive a tiradinha de efeito contra a jornalista Mônica Bérgamo é típica de preparação para debate. Acuado pela jornalista, Gilmar disse: “Eu entendo a sua torcida, Mônica”. A claque aplaudiu e foi ao delírio.
Gilmar Mendes é o plano B da direita brasileira. Linha auxiliar da candidatura José Serra, na tentativa de desmoralização sistemática do governo Lula, mas que pode passar a opção preferencial, caso a candidatura Dilma decole. Não para uma disputa nas urnas, mas nas barras do STF, que ele preside.
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O que Serra acha da ditabranda, jornalistas? Coragem!

Hoje faz um mês que a Folha publicou o editorial em que criou o neologismo ditabranda para se referir à ditadura que subjugou o Brasil de 1964 a 1985. O fato provocou reações que acabaram por fazer a Folha reconhecer seu erro.

No entanto, até hoje não se conhece a opinião de José Serra, governador de São Paulo e candidato da Folha (e da mídia corporativa em geral) à disputa presidencial do ano que vem.

Infelizmente, nosso jornalismo de aquário só corre atrás do que é encomendado pela chefia. Ficamos por aqui como Diógenes com nossa lanterna, à procura de um jornalista que faça as perguntas que devem ser feitas e a quem de direito.

Será que não há um só, em todo este Brasil, que enfrente o governador de SP, que é conhecido como uma pessoa que pede a cabeça de jornalistas que lhe desagradam?

Serra está em campanha pelo país, por que ninguém pergunta a ele o que acha do termo ditabranda, do reconhecimento do erro pela Folha e da agressiva e injusta crítica do jornal aos professores Comparato e Benevides?

É pedir demais?

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Sugestão para a campanha de Paulo Skaf à presidência

Todo mundo sabe que existe um movimento muito forte em favor da candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à corrida presidencial de 2010.

Claro que esse “todo mundo” e esse “movimento muito forte” deve ser relativizado. É um todo mundo, é um movimento do mesmo pessoal do “Cansei”. Só que agora parece que eles descansaram e resolveram lançar o nome de Skaf (não confundir com Estafa, que é coisa do antigo Cansei), na base do “se colar, colou”. É só um motivo a mais para fumar charutos, tomar uns uísques.

Mas eu levo a sério essa candidatura. Como acho que Skaf é um excelente candidato para atrapalhar o tucano José Serra (o político mais perigoso do Brasil) dou aqui minha modesta contribuição para a pré-campanha.

Para tornar seu nome mais palatável para o povão, Skaf deveria se apresentar como um igual a quaisquer de nós, que somos sem-indústria. Porque isso é absolutamente verdadeiro. O presidente da Federação das Indústrias do estado mais industrializado do Brasil é um sem-indústria. A que teve (há muito tempo) faliu e deixou um espeto violento em dívidas no INSS, dinheiro que recolheu de seus funcionários e não repassou ao Instituto, conforme reportagem que você pode ler aqui. Eis um trecho:

Mergulhando mais fundo nos anais do INSS, descobre-se que, ao tempo em que mantinha quadro regular de funcionários, a Skaf têxtil acumulou dívidas com a Previdência. Em abril de 1999, quando o débito somava R$ 918,6 mil, o governo, então sob FHC, decidiu bater à porta dos tribunais.

Em agosto de 2000, a Justiça expediu mandado de penhora dos bens da indústria Skaf. Era tarde. Cinco meses antes, a empresa aderira ao Refis, o programa de parcelamento de débitos fiscais. Além da dívida com o INSS, Paulo Skaf reconheceu um passivo com a Receita. Tudo somado, o total parcelado foi a R$ 1,074 milhão.

Sancionada por FHC em abril de 2000, a lei do Refis abriu uma janela de oportunidades. O pagamento dos tributos em atraso foi atrelado a um percentual do faturamento (1,5% no caso da indústria Skaf). Sem prazo para a quitação.

Entre março e dezembro de 2000, a Skaf têxtil recolheu ao fisco R$ 360 mensais. A partir de janeiro de 2001, passou a pagar R$ 12 por mês.

Ou seja, com o pagamento de R$ 12 por mês, Skaf vai precisar de quase 90 mil anos para pagar o que deve ao INSS. Está endividado pela próximas gerações. Como nós. Ou seja, é gente igual à gente.

Não é uma boa ideia?

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Quebra do Banespa foi cascata de FHC, Malan, Loyola, Franco e Serra

A notícia é antiga, mas serve para mostrar como eles mentem, mentem, mentem, descaradamente.

Eis trecho do artigo do jornalista econômico Aloysio Biondi – tido por muitos como o mais importante e independente do Brasil –, publicado em junho de 1997 na Folha:

A falsa quebra do Banespa e do BB: as provas

Quem está confessando a verdade, agora, é a própria equipe econômica FHC/BNDES: o Banco do Estado de São Paulo não "quebrou" em 1994. Sua "falência", anunciada ruidosamente, foi forjada por Malan, Loyola, Franco, Serra e aliados – com a conivência do governador tucano Mário Covas, óbvio. O Banespa jamais quebrou – foi tudo encenação para enganar a opinião pública e levá-la a apoiar a sua privatização. [Leia o restante aqui, e aproveite para conhecer o site que preserva o trabalho do Biondi, que morreu em 2000]

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Contratos da Nossa Caixa com Asbace voltam para assombrar tucanos de SP

Reportagem de Ranier Bragon, na Folha (aqui, para assinantes):

Promotores de Justiça do Distrito Federal anunciaram que começarão nas próximas semanas a acionar Ministérios Públicos de várias partes do país para que investiguem a possibilidade de que bancos estaduais tenham dispensado de forma irregular licitação para a contratação da Asbace (Associação Nacional de Bancos).
O primeiro a receber a documentação do DF será o Ministério Público de São Paulo, dizem os promotores, devido aos contratos firmados pela Nossa Caixa com a associação.

O assunto não é novo e já foi tema de postagem aqui no blog, em outubro do ano passado. Mas, parece que agora o Ministério Público resolveu agir pra valer.

Para quem está boiando no assunto, repito a postagem:

'Choque de gestão' em SP libera R$ 752 milhões sem licitação

Não saiu na primeira página, nem na home da versão online, mas pelo menos a Folha deu a notícia de que a Nossa Caixa se meteu num negócio pra lá de escabroso, durante o choque de gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, com reflexos até os dias de hoje. O banco paulista, que tem o governo de São Paulo (leia-se o povo de São Paulo) como seu principal acionista, fechou contratos num valor total de R$ 752 milhões, sem licitação, com uma empresa chamada Asbace.

Para justificar a contratação direta num valor tão alto, a Nossa Caixa se baseou no inciso XIII, do artigo 24 da lei nº 8.666/93, que prevê a dispensa de licitação se a contratada não tiver fins lucrativos, gozar de inquestionável reputação ético-profissional e for voltada ao ensino, à pesquisa ou ao desenvolvimento institucional.

Só que, em seguida, a Asbace, “sem infra-estrutura para a execução dos serviços”, subcontratou a “ATP Tecnologia e Produtos, que tem fins lucrativos e pertence à própria associação”, para fazer o serviço. Na prática, a Asbace funcionou como fachada para a contratação da ATP, sem concorrência, num negócio de quase R$ 800 milhões. Acha pouco? Tem mais:

A ATP, por sua vez, subcontratou a ONG Caminhar, cujos funcionários relataram à polícia terem prestado serviços fictícios à Nossa Caixa.

R$ 1 bi sem licitação, isso é que é choque de gestão! Eu, por exemplo, estou chocado.

Ainda segundo a reportagem de Lilian Christofoletti:

A Asbace está sob suspeição desde junho, quando a polícia e a Promotoria do Distrito Federal deflagraram a Operação Aquarela, que prendeu o ex-presidente da associação e do BRB (banco estatal de Brasília) Tarcísio Moura e o ex-secretário-geral e principal homem da entidade, Juarez Cançado.

Juarez Cançado?! Estará aí a origem do movimento Cansei?

Leia também:

» Adag, Lua Branca e Contexto: Agências de sempre vencem concorrência do governo Serra(este é outro escândalo à espera do MP)

» Empresa fantasma assombra contas de Serra em 2002

» Operação Vampiro volta para assombrar José Serra

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Vídeos campeões de audiência do Blog do Mello em 2008

Estes foram os vídeos mais vistos do blog neste ano, segundo o Google Analytics. Clique na imagem para ver o vídeo.

Mesmo Que Ela Fosse Criminosa... (Eût-elle été criminelle...)

Imagem do documentário Mesmo que ela fosse criminosas

Não deixe de ver este documentário de curta-metragem do diretor francês Jean-Gabriel Périot, que recebeu vários prêmios internacionais. Em aproximadamente nove minutos, o filme mostra como estava a França, logo após a retirada dos nazistas, em 1944, quando o país readquiriu sua soberania.
Num trabalho de montagem incrível, Périot consegue narrar desde a ocupação até a retirada das tropas alemãs (com o ditador do bigodinho à côté) em pouco mais de dois minutos.
Em seguida, vem a alegria da libertação. Mas o filme mostra também – e esta é sua parte principal, destacada desde o título – o comportamento covarde e irracional de parte da população, que agride e humilha um grupo de mulheres, acusadas de terem se relacionado com os nazistas durante a ocupação. Como se boa parte da França não houvesse cooperado com os nazistas.
É um monumento à estupidez humana, à mesquinharia, à pequenez, à covardia.

A guerra do Vietnam como você nunca viu

Imagem do documentário Imagens Desconhecidas, a Guerra do Vietnam

Durante a guerra do Vietnam, soldados americanos filmaram detalhes do conflito, de dentro do campo de batalha. Foram 20 mil bobinas de filmes. Imagens que ficaram guardadas e só foram liberadas 20 anos depois.
A partir desse material é que é feito este filme, chamado Imagens Desconhecidas, a guerra do Vietnam.
São imagens de alto impacto. Que narram de forma crua e ao mesmo tempo dramática o que foram aqueles anos de luta. Como se desenhou aquela que foi a primeira grande derrota do exército dos EUA. Do ponto de vista dos soldados.

Ato falho de Cristiana Lobo mostra que Globo já elegeu Serra

Jornalista Cristiana Lobo, Globonews

A jornalista Cristiana Lobo refere-se ao atual governador de São Paulo, José Serra, como futuro presidente da República, num programa da Globonews.
Cristiana citou José Serra como presidente e disse “eu já tô lá na frente”...
Editei e subi para o Youtube, para que você também possa conferir que a mídia já elegeu José Serra.
Esse fato somado à declaração do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, de que O Globo trabalha como partido político fecha o círculo e mostra aos descrentes que a mídia toma partido, sim, tem partido, sim, é contra o governo, sim, e é tucana e serrista.

Antes de levar seu filho ao Mc Donald's veja este vídeo

Imagem do vídeo Super Size me

Trecho retirado do documentário de longa-metragem Super Size me – A Dieta do palhaço, onde se vê que as batatas fritas da rede mundial de fast-food realizam o sonho de Michael Jackson: não envelhecem jamais.


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Alta cúpula tucana leva Mário Soares no bico

O ex-presidente de Portugal Mário Soares ficou sem entender nada. Reuniu-se com alguns tucanos de alta plumagem para colher deles opiniões sobre a situação atual do Brasil. No final de semana, encontrou-se com o governador paulista José Serra e o ex-presidente e tucano-mor Fernando Henrique Cardoso. Eles disseram coisas cabeludas sobre o governo Lula e os problemas do Brasil.

Na segunda, pela manhã, Mário Soares não entendeu nada, quando pesquisa CNT/Sensus publicada naquele dia indicava uma aprovação de quase 70% do presidente Lula. Sentiu-se como o próprio português da piada.

Também, quem manda ir perguntar ao porco o que ele pensa do bacon...
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Operação Vampiro volta para assombrar José Serra

A notícia está no Consultor Jurídico:

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação de improbidade administrativa contra quatro pessoas e duas empresas acusadas de fraude a licitações do Ministério da Saúde. A ação é resultado da Operação Vampiro, deflagrada em 2004.

O MPF também quer a anulação de três contratos firmados em 2001 entre a União e as empresas Octapharma e LFB e a devolução de cerca de R$ 227 milhões aos cofres públicos. A ação é contra a União, as empresas fornecedoras de hemoderivados, seus representantes legais (Jaisler Jabour, Paulo Lalanda e Marcelo Pitta) e o ex-servidor do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes. Eles são acusados de praticar atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito.

Contratos ilegais aconteceram quando Serra era ministro

Repararam na data dos contratos? 2001. O ministro da Saúde era o atual governador de São Paulo, José Serra. Segundo o MPF, R$ 227 milhões foram desviados nas barbas do ministro. E não foi por falta de aviso.

Aqui mesmo, em 26 de setembro de 2006, publiquei uma postagem sobre a Operação Vampiro, onde mostrava que, em 2001, chegou uma denúncia anônima encaminhada diretamente a José Serra e protocolada no Ministério da Saúde. Segundo o relatório da PF, a denúncia "dá conta da prática de diversos crimes". Havia dois acusados. Um deles era Platão Fischer Puhler, diretor do Departamento de Programas Estratégicos e um dos homens de confiança do ministro. O outro era o empresário Jaisler Jabour, que mais tarde se descobriu ser o chefe do braço na iniciativa privada dos vampiros.

Máfia dos Vampiros nasceu em ninho tucano

A PF constatou que o então ministro Serra abriu e leu o documento com a denúncia. O que fez Serra? Mandou o próprio Platão – seu homem de confiança e envolvido na denúncia – investigar o caso. Ou seja, auto-investigar-se. Uma atitude socrática...

O ajuizamento da ação de improbidade, no ultimo dia 14 de fevereiro, confirma o nascimento em ninho tucano do esquema que veio a ser desbaratado pela Operação Vampiro, em 2004.

Segundo o procurador da República Gustavo Pessanha, da Procuradoria Geral da República no Distrito Federal, as fraudes na compra superfaturada de remédios e hemoderivados tiveram início em 1998.

Esquema dos vampiros só começou a ser investigado no governo Lula

As investigações, que vieram a desbaratar a quadrilha, começaram apenas em 2003, no primeiro ano do governo Lula. E acabaram respingando sangue em Luiz Cláudio Gomes, homem de confiança do ministro da Saúde de Lula na época, Humberto Costa. Gomes também foi ajuizado na ação, por facilitar a assinatura de aditivos aos contratos iniciais.

Vamos ver como a notícia será tratada nos jornalões. Embora o ajuizamento tenha sido feito no dia 14, até o momento o silêncio - bem de acordo com o vampirismo - é sepulcral.

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Queda-de-braço tucana: Alckmin 2, Serra 0

O presidente eleito pela mídia, José Serra (leia Ato falho de Cristiana Lobo mostra que Globo já elegeu Serra), perde mais uma. Depois de tentar explicar o inexplicável, em relação aos cartões corporativos de SP, que agora (e por que não antes?) também estão à disposição na internet (mas sem a transparência do governo federal), Serra foi derrotado na escolha do líder do PSDB na Câmara.

Mais uma vez, na queda-de-braço de Serra com Alckmin, deu Alckmin. Como já acontecera na indicação do adversário de Lula. Novamente, Alckmin comeu o governador de São Paulo pela beirada e emplacou o deputado José Aníbal (SP) como novo líder tucano na Câmara dos Deputados.

Com isso, fica mais distante o sonho de Serra de ter Kassab como cabeça de chapa, numa aliança com o PSDB (que daria o vice) nas eleições para a prefeitura de São Paulo este ano. Aníbal defende candidatura própria (leia-se Alckmin) e já ridicularizou a proposta de Serra, dizendo que Kassab comandar a coligação seria como “o rabo balançar o cachorro”.

Serra não gostaria de Alckmin na disputa de jeito algum. Se Alckmin vence, volta a ficar forte. Se perde, pode jogar a conta nas costas de Serra, acusando-o de ter feito corpo mole na eleição. E para Serra não fazer corpo mole terá de entrar de cabeça na campanha de Alckmin. Se este ganha, sai forte e nada soma para Serra. Se perde, Serra perde mais ainda, pois mostrará fraqueza na maior cidade do país, no estado que governa.

É pouco? Tem mais. Em Minas, o governador tucano Aécio Neves não exonerou seu secretário Custódio Mattos. Se o tivesse feito, Mattos reassumiria o mandato e votaria no candidato de Serra, conforme havia adiantado. Por que será que Aécio fez isso? Heim? Heim?

Quem acha que Serra já está eleito novo presidente do Brasil vai quebrar a cara. Anotem aí: Serra não vai conseguir nem ser o candidato do PSDB em 2010.

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