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PSDB, MDB e PSD sinalizam apoio a impeachment de Bolsonaro. Começou a regressiva


Após os últimos ataques de Bolsonaro ao STF, líderes do PSDB, do MDB e do PSD sinalizam apoio a um pedido de impeachment do ainda presidente.
 
O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi declarou:
“Não podemos fechar os olhos para quem afronta a Constituição. E ela própria tem os remédios contra tais ataques”, lembrou Baleia. [Cafezinho]
O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, anunciou a convocação de uma reunião extraordinária para tratar da posição do partido em relação ao possível processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
"Tem de haver posição clara do que pensa e como age cada partido em relação a esse vergonhoso momento da história brasileira", declarou Araújo ao Estadão.
Os governadores tucanos João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) deram declarações em favor do impeachment.
 
Já o presidente do PSD, Gilberto Kassab, em entrevista à jornalista Miriam Leitão, da Globonews, afirmou que, caso a escalada antidemocrática demonstrada por Bolsonaro nos últimos meses continue, o partido poderá apoiar o impedimento de seu mandato. Com os ataques de hoje, Bolsonaro deu o motivo.
 
A contagem regressiva de Bolsonaro começou.





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Para Folha, fiscal diz 'Prefeito [Kassab] sabia de tudo'. Mas fiscal diz 'Prefeitos' [Kassab e Serra]

Ronilson Bezerra Rodrigues
Ele acusa Serra, Kassab e Mauro Ricardo
de saberem de tudo


O auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, preso sob acusação de liderar o grupo que cobrava propina para reduzir o ISS (Imposto sobre Serviços) de imóveis, diz num telefonema que o "secretário" e o "prefeito" com que trabalhou "tinham ciência de tudo", revela gravação da conversa obtida pela Folha.

Assimm começa matéria da Folha. E é verdade. A Folha reproduz até o áudio na matéria. Só que... Ronilson disse mais: " Chama o secretário e os prefeito (sic) ".

O secretário a que se refere é Mauro Ricardo (leia sobre ele aqui: Mauro Ricardo, que arquivou processo do desvio de meio bilhão de reais em SP, é homem de confiança de Serra desde 1995). Os prefeitos são José Serra e Gilberto Kassab.

A Folha escondeu Serra, no título e no corpo da matéria, mas deixou o rabo de fora, no áudio. Tudo lá, é só conferir aqui.

Abaixo, o trecho do áudio, que eu subi para o Youtube.





Madame Flaubert, de Antonio Mello

Mauro Ricardo, que arquivou processo do desvio de meio bilhão de reais em SP, é homem de confiança de Serra desde 1995




No último dia útil do ano de 2012, sexta-feira, 28 de dezembro, ao apagar das luzes da prefeitura Kassab, Mauro Ricardo mandou arquivar processo de investigação do esquema dos fiscais da prefeitura, revelado agora, que pode ter desviado R$ 500 milhões, meio bilhão de reais, dos cofres públicos de São Paulo. Ao ler isto, é bom não esquecer (porque a mídia serrista vai esconder o fato nas entrelinhas) que Mauro Ricardo era secretário de Kassab, porque era apadrinhado por Serra, seu Godfather. Acompanhe:

Mauro Ricardo Costa começou a trabalhar com José Serra em 1995, quando assumiu a Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, no Ministério de Planejamento e Orçamento, comandado por Serra.

Quando Serra trocou de Ministério, passando a ser Ministro da Saúde, adivinhe quem foi chamado para assumir a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa)? Ele mesmo, Mauro Ricardo.

Em 2005, quando Serra chegou à Prefeitura de São Paulo, chamou Mauro Ricardo para ser seu Secretário de Finanças.

Depois, Serra se elegeu governador de São Paulo. Enquanto esteve à frente do cargo, seu secretário de Estado da Fazenda foi Mauro Ricardo.

Como Serra perdeu a eleição presidencial para Dilma, não deixou seu protegido ferido na estrada, ao desamparo, e Mauro Ricardo passou a exercer a mesma função de secretário de Finanças que exercia na administração Serra, afinal, o paulistano sabe que Serra é Kassab, e vice-versa.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Todo cuidado é pouco com as pesquisas para a prefeitura de São Paulo

Sob título Kassab está firme, a coluna Panorama Político de O Globo hoje traz a seguinte (des)informação:

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) ficou animado com a pesquisa GPP, que ouviu mil paulistanos no fim de semana. Ele venceria o segundo turno contra Marta Suplicy (PT): 45% x 39%. O resultado, dizem os democratas, consolida sua candidatura. O cenário um do primeiro turno: Alckmin 30%, Marta 24%, Kassab 18% e Maluf 10%. O cenário dois, sem Alckmin: Kassab 31%, Marta 29% e Maluf 16%.

A pesquisa é do instituto GPP – não sem motivo o preferido do ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Maia, o Vaia, que também é demo.

Alguém pode levar a sério esta pesquisa? Está na cara que é uma nota plantada para inflar a candidatura de Kassab.

Há dez dias, o Datafolha publicou uma pesquisa que mostrava Alckmin com 29, Marta com 25 e Kassab com 12. Quando Alckmin não estava entre os pesquisados, a pesquisa mostrou Marta com 32 e Kassab com 19.

Agora, o que teria levado a essa inacreditável subida de Kassab nas pesquisas? O que ocorreu na capital paulista nesses dez dias que provocou a virada de Kassab? Será que Kassab subiu, como tudo que bóia, nas águas das enchentes que infernizam os paulistanos?

Parece que Kassab e seu demo estão investindo pesado em pesquisas. Não é a primeira vez que números contraditórios como esses aparecem. Em 21 de dezembro, a Folha (aqui, para assinantes) publicou uma outra [grifos meus]:

Duas pesquisas realizadas pelo Ibope em pouco mais de um mês, dois vencedores diferentes num eventual segundo turno entre a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) e o atual Gilberto Kassab (DEM).
Levantamento do instituto divulgado anteontem pela TV Globo - feito entre os dias 15 e 18 de dezembro- mostrou que a petista bateria o democrata por 46% a 35% numa eventual segunda votação, uma vantagem de 11 pontos percentuais. O resultado difere da pesquisa anterior do Ibope, realizada entre os dias 10 e 14 de novembro.
Naquele mês, o vencedor de um eventual segundo turno entre os dois era o atual prefeito, com 47%. Marta (38%) seria derrotada com uma desvantagem de 9 pontos percentuais.
A inversão dos resultados, diz o Ibope, é devido ao objetivo de cada pesquisa e à ordem em que foram feitas as perguntas para os entrevistados.
A pesquisa de novembro, como mostrou reportagem da Folha, foi encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que tem Kassab como um de seus vice-presidentes. A pedido da ACSP, o Ibope priorizou, em seu questionário, perguntas sobre a avaliação da prefeitura atual, feitas antes das sobre intenção de voto.
Então, antes de dizer em qual candidato votaria, o eleitor havia sido submetido a oito questões sobre a gestão de Kassab, em perguntas que apresentavam seu nome. O Ibope afirmou ontem, por meio de nota, que as questões iniciais "podem ter influenciado os resultados obtidos nas perguntas sobre intenção de voto, principalmente nas simulações de segundo turno, dado o caráter plebiscitário dessas questões". Segundo o instituto, o objetivo era comparar a avaliação da administração Kassab com uma pesquisa de julho, também feita a pedido da associação.
Na pesquisa do Ibope encomendada pela TV Globo, a intenção era a "avaliação eleitoral do município". Assim, as primeiras perguntas foram sobre intenção de voto, diz o Ibope.
O resultado obtido nesse último levantamento do Ibope se aproxima do que foi revelado pelo Datafolha, em pesquisa realizada entre os dias 26 e 29 de novembro. Segundo o Datafolha, a petista venceria Kassab com vantagem de dez pontos percentuais.

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Polícia de São Paulo usa spray de pimenta contra crianças e grávida

Reportagem de José Roberto Burnier no Jornal Nacional desta terça-feira mostrou a Polícia Militar de São Paulo usando spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha para desocupar casas construídas na região da Favela Real Parque, na capital de São Paulo.

Entre os atingidos pela ação da PM, uma criança de colo, um bebê de apenas um mês de vida e uma mulher grávida, que entrou em trabalho de parto.

No entanto, o foco da matéria foi o imenso congestionamento que a ação de reintegração de posse causou ao trânsito na manhã paulistana.

Como o governador de São Paulo é o tucano José Serra e o prefeito da capital, o demo Kassab, o JN não fez comentário algum sobre o uso de violência pela PM.

Editei o trecho da reportagem que mostra a ação policial. Repare no spray sendo lançado contra uma senhora com uma criança pequena no colo. Em seguida, há o depoimento da mãe de um bebê de pouco mais de um mês de vida. Mais adiante, uma grávida sendo levada numa maca.

Spray de pimenta pode matar

O spray de pimenta, segundo informação da Folha Online, “causa irritação à pele, olhos e à mucosa do trato respiratório superior, gerando dor e desconforto. Pode inclusive gerar inflamações e edemas nas áreas em que entra em contato. Esses efeitos podem durar de 30 a 60 minutos”.

O médico toxologista Sérgio Graff, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entrevistado pela reportagem da Folha, afirmou que a substância liberada pelo spray não é letal, mas pode causar sérios problemas – inclusive a morte – em pessoas menos resistentes, como idosos e crianças.

"Nestes casos, a morte é causada por complicações em decorrência da inflamação das vias aéreas, em que desencadearia uma crise de bronquite e o motivo seria insuficiência respiratória ou insuficiência cardíaca."

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Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL, ou PD?) pede desculpas

Em artigo publicado na Folha, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pede desculpas pela agressão covarde - que ele chama de descontrole – que praticou há uma semana.

Demorou. Mas, de qualquer modo, parabenizo o prefeito pela atitude. Abaixo, um trecho do artigo.

Não vou tergiversar, não uso meias-palavras. Errei, me excedi. Perdi a cabeça. Não tenho sangue de barata e reajo, às vezes, como muitos reagiriam. Não tinha o direito de perder a calma, e perdi. Foi um acidente. Mas nada o justifica. Mostrei-me como não sou. No dia seguinte, pedi desculpas. Não tenho problemas em reconhecer um erro. Faço-o novamente agora, por escrito. Peço desculpas ao senhor Kaiser, à cidade e aos brasileiros. Faço-o de coração aberto.

Assinante da Folha pode ler o artigo completo em que Kassab pede desculpas, clicando aqui.