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O Globo: Oposição e ministro Mello estão contra o governo

A assessora de imprensa do MDS Roberta Caldo, em Carta publicada hoje no Globo, desmente editorial de ontem do jornalão carioca. Como sempre, O Globo estava errado contra o governo. Alguma novidade aí? Não, como já vimos aqui outro dia.

Não tendo como se defender da informação errada, o jornal fingiu que não estava nem aí, e tentou alegar que aquele não era o foco do editorial, mas outro:

A informação não elimina o fato de que, ao vigorarem o aumento do benefício e a extensão do programa num ano eleitoral, o Bolsa Família ampliará ainda mais o seu reconhecido poder de atrair votos para os candidatos apoiados pelo Planalto.

Sim, o Bolsa Família, o aumento do número de empregos com carteira assinada, a redução da desigualdade social, tudo isso tem reconhecido poder de atrair votos para os candidatos apoiados pelo Planalto. O Globo queria o quê? É assim que funciona na democracia representativa. Se um governante faz um bom governo, ele tem sua gestão aprovada pela população, que o recompensa com votos.

Mas isso não é tudo. O mais divertido O Globo deixou para o final. Coladinho ao texto da Redação destacado acima, vem o seguinte:

Se assim não fosse, a oposição não teria reagido, tampouco o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Juntando oposição e ministro Mello na mesma frase, O Globo, num ato falho, como o de outro dia, dá a informação mais valiosa: o ministro Mello e a oposição ao governo jogam no mesmo time. Ambos reconhecem que a ampliação do Bolsa Família, a redução da pobreza, o menor valor da cesta básica em relação ao salário-mínimo, tudo isso pode trazer mais votos para o governo. Por isso são contra.

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Afinal, Chinaglia engavetou ou não a CPI da TVA?

A coluna Panorama Político de O Globo continua a dar como certo que o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), engavetou a criação da CPI da TVA. Nota publicada na sexta-feira afirmava o seguinte:

Os autores do requerimento que cria a CPI TVA/Telefônica estão se preparando para entrar no STF contra o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em 2005, o STF obrigou o Senado a instalar a CPI dos Bingos.

O incrível é que só essa coluna dá a notícia. O silêncio sobre o assunto é geral, o que nos leva a perguntar: afinal, Chinaglia engavetou ou não a CPI?

Para elucidar a questão, o Blog do Mello enviou o seguinte e-mail ao deputado:

Prezado Deputado,
por duas vezes a coluna Panorama Político do jornal O Globo anunciou a seus leitores que o senhor "engavetou a CPI da TVA". Como não ouvi ou li declaração alguma de Vossa Excelência sobre o assunto, gostaria que o senhor esclarecesse a mim e aos leitores de meu blog se a notícia é verdadeira ou não.
Atenciosamente,

Vamos aguardar a resposta do deputado. Mas se Chinaglia engavetou mesmo a CPI, esse é o caminho, a ida ao Supremo. Vamos ver então a posição do STF, em especial a do ministro Marco Aurélio Mello. Naquela ocasião, ele votou a favor da criação da CPI dos Bingos. E agora, quando ela pode atingir o coração de sua querida Veja, a revista que lhe dá régua e compasso?

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Legislativo e Judiciário querem mais dinheiro

Quem começou foi o Congresso. O novo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), andou falando que os ministros do Supremo ganham bem, e não os deputados. O ministro Marco Aurélio Mello reagiu. Disse que é o contrário. Mas achou pouco e foi além. Resolveu redistribuir a verba a que têm direito os partidos. Essa verba era dividida da seguinte maneira: 1% era rateado entre todos os partidos. Os outros 99% eram divididos proporcionalmente. O ministro propôs que o rateado passasse a 42%, enchendo de verba os pequenos partidos. Mexeu assim no bolso dos grandes, PMDB, PT, PSDB e PFL. Só que, quando se trata de dinheiro, não há diferença ideológica entre eles. Todos querem o seu e já preparam uma reação.

Já vimos esse filme inúmeras vezes. Legislativo e Judiciário vão bater boca, até que, ao final, chegam a um consenso. O Legislativo propõe mais verbas para o Judiciário. Este aprova mais verbas para aquele.

E nós, ó...