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BolsoFamília, o Bolsa Família da família Bolsonaro


Eles esvaziaram o Bolsa Família e praticamente acabaram com o Minha Casa Minha Vida. Para os mais pobres, que era o público alvo do MCMV original, o programa foi extinto.

Mas para a família Bolsonaro o programa virou até o Minha Mansão Minha Vida, com a mansão de R$6 milhões comprada por Flávio Bolsonaro em Brasília. O vídeo a seguir trata disso com humor. Parece humor. Parece piada. Mas é a verdade de um governo que parece piada, mas é horror.




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Frei Betto desabafa: 'Não há como conviver mais 2 anos e meio com um governo genocida'


Para falar sobre o lançamento de seu mais recente livro O diabo na corte - Leitura crítica do Brasil atual, Frei Betto deu uma entrevista a Lu Sudré, do Brasil de Fato.

Nela, Betto comenta a crise da pandemia no Brasil e no mundo, agravada pelos governos genocidas como o de Bolsonaro, e de sua preocupação com o futuro do país e do planeta.

A entrevista pode ser lida na íntegra aqui, mas vou publicar alguns trechos a seguir:
Brasil de Fato - Em 2019, 43,1 milhões de pessoas foram afetadas pela insegurança alimentar moderada e severa no Brasil. É um contingente muito grande de pessoas. O que nos levou a chegar a essa marca?
Frei Betto - Isso é mais do que a população da maioria dos países da América Latina. É óbvio que os que no levou a alcançar essa marca foi a falta de uma política de segurança alimentar do governo Bolsonaro, considerando o genocídio que se produz nesse país, especialmente em cima do surto do novo coronavírus. 
Ou seja, no dia em que estamos falando, 73 mil pessoas, desde março, faleceram por descaso do nosso governo. Quando penso que em um país como Cuba, faleceram 86 pessoas, em um país como o Vietnã, nenhuma pessoa, porque os governos tomaram as medidas de precaução... Aqui não. Aqui, realmente, o governo é cúmplice do genocídio e dessa mortandade. 
Há várias políticas para salvar vidas que foram articuladas no Brasil durante os 13 anos do governo do PT e todas elas estão sendo desarticuladas e desmontadas. Isso vale para a questão trabalhista, previdenciária, proteção dos povos indígenas, dos quilombolas. 
Todas as medidas de proteção da vida dos mais pobres estão sendo totalmente desmontadas em uma política intencional de genocídio. Isso exemplificado nessa semana, quando o presidente veta o dispositivo da lei de precauções sanitárias, que previa a doação de máscaras para pessoas presas. 
E já são mais de 700 presos infectados no Brasil, inclusive um deputado que estava preso lá no Paraná, Meurer, primeiro condenado da Lava Jato. Preso, 78 anos, morreu antes de ontem. Já são 72 presos mortos. Quando o presidente assina um decreto vetando que se distribua máscara, uma coisa muito simples, é porque ele quer que os presos morram. Não é que isso representa um gasto, é porque para ele, "bandido bom é bandido morto". Exatamente o lema dos esquadrões da morte, das milícias, dos gabinetes de ódio.
Eu creio que a razão do aumento da insegurança alimentar no país e das pessoas em situação de fome, é em decorrência da falta de uma política de atenção básica da nossa população.
O que é mais grave é que mesmo esse auxílio emergencial não é suficiente. Primeiro, 70 milhões de pessoas se alistaram, muito mais que o previsto, o que revela que existe um contingente de pessoas em extrema pobreza muito maior do que se pensava. Segundo, dessas, os recursos chegaram a apenas 49%. Ou seja, há uma margem de recursos que foi destinado para os mais pobres, teoricamente, no papel, e não chega a eles.
E terceiro, muitos oportunistas, bandidos, corruptos e aproveitadores, inclusive recrutas e oficiais das Forças Armadas. Muita gente que não merece se inscreveu e recebeu. Enquanto inúmeros outros que necessitam, precisam, estão na extrema pobreza, por conta da burocracia, falta de internet, pessoas desprovidas desses recursos tecnológicos, ficam sem receber.
Mapa da Fome, qual o peso de programas como o Bolsa Família, por exemplo? Como o senhor avalia a forma que o governo lida com esse programa?
Ele lida constrangido. Primeiro, ele gostaria que esse programa não existisse. Segundo, ele se sente constrangido por esse programa não ter sido uma criação dele, foi uma criação do PT. Que primeiro criou o Fome Zero onde eu trabalhei. Depois o Fome Zero ganhou o nome de Bolsa Família quando houve uma mudança de sua estrutura.
(...)
Pois bem. Essas políticas de segurança alimentar adotadas no Bolsa Família, um programa que eu aplaudo devido à importância que ele tem.. Mais de 50 milhões de famílias beneficiadas. Mas o governo Bolsonaro não tem interesse em ampliá-lo. Hoje existe uma fila imensa de pessoas, quase 1 milhão, esperando a adesão.
E agora isso vai aumentar. O desemprego oficial já era, no início da pandemia, de 12 milhões de pessoas. Agora, com o início da pandemia, esse número chega a 28 milhões de pessoas. Imagina, 28 milhões de pessoas em uma população com 100 milhões de trabalhadores economicamente ativos. Somos 200 milhões de habitantes e todos somos sustentados por esses 100 milhões que trabalham. 
É muito grave o que vem acontecendo porque a pandemia aumentou o desemprego e aumentou a insegurança trabalhista. As questões trabalhistas já vinham sendo sucateadas desde a reforma trabalhista.
Uma série de medidas foram adotadas para colocar no chão todas as conquistas da classe trabalhadora que estavam consolidadas na CLT. Isso tudo foi desarticulado com as reformas trabalhistas e previdenciárias. E hoje temos uma uberização do trabalho. Cada vez mais o empregado é praticamente um escravo, realmente não tem garantias. 
E ele tem que trabalhar muito e excessivamente para conseguir assegurar o mínimo de sobrevivência. Por isso é muito importante essa reação dos entregadores de encomendas, os motoboys entregadores têm feito ultimamente.
Como o Estado brasileiro deveria estar agindo nesse momento? Qual o papel do Estado em meio à crises como essa?
O que o Estado deveria fazer, nesse governo, seja com Bolsonaro ou com Mourão, não tem nenhuma perspectiva. A pergunta que temos que fazer é o que o povo brasileiro deve fazer. O que os movimentos sociais, as instituições democráticas e os partidos progressistas devem fazer. Temos que agir cada vez mais. É uma atrocidade o que vem acontecendo em nosso país.
É preciso pressionar cada vez mais o Congresso para tomar medidas contrárias a essas que o Bolsonaro tem assinado, medidas provisórias que ele propõe. E no momento que a pandemia cessar, vamos para rua. Não tem outro jeito. Vamos ocupar as ruas como já tinha começado no início da pandemia, para manifestar a nossa insatisfação e tentar mudar esse quadro político. Não dá pra pensar na possibilidade de conviver mais dois anos e meio com um governo genocida. 
Um governo geocida porque a questão do desmatamento da Amazônia, da desproteção ambiental, de deixar passar a boiada, favorecer as mineradoras do garimpo ilegal, permitir invasão das áreas indígenas. Tudo isso é uma desgraça absoluta sobre o Brasil, uma desgraça absoluta sobre o Brasil. E só há uma possibilidade de deter esse processo, que é a mobilização popular.




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Também para o Estadão, na hora de atacar o governo 20,7% é maioria

Seguindo a voz do dono (afinal, dizem que o Estadão já pertence às Organizações Globo), o Estadão consegue transformar uma minoria de 20,7% em maioria, exatamente como fez ontem O Globo, e denunciei aqui: Para O Globo, vale tudo para atacar o governo. Até dizer que 20,7% é maioria.

Só que o Estadão foi mais comedido e não botou a mentira no título nem na primeira página. O título do Estadão (reproduzido na imagem) fala em insegurança alimentar. Mas o “olho” distorce: Maioria dos assistidos pelo programa passa fome, diz pesquisa do Ibase.

É mentira. A pesquisa não diz isso. Muito pelo contrário. A pesquisa do Ibase diz que uma minoria de 20,7% afirma que ainda passa fome. Essa informação (20,7%) é omitida na matéria do próprio Estadão, de autoria de Roldão Arruda, de onde retiro o trecho a seguir:

Pesquisa recém-concluída sobre o Programa Bolsa-Família, realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), tem uma notícia boa e outra ruim para o governo. A boa é que o dinheiro distribuído pelo programa tem sido usado principalmente para melhorar a alimentação das famílias - exatamente como se desejava. Do total de 5 mil titulares do cartão pesquisados, 87% disseram que empregam o dinheiro em alimentos. "Aumentou a quantidade e a variedade dos alimentos consumidos", diz a pesquisadora Mariana Santarelli, do Ibase.

A notícia ruim é que mesmo com a injeção de recursos entre as famílias mais carentes, elas continuam ameaçadas pela insegurança alimentar. Nas conversas com os pesquisadores, 83% dos titulares revelaram se enquadrar num dos três níveis em que se classifica a insegurança: grave, moderada e leve. No primeiro, o cidadão passa fome; no segundo, tem de reduzir a quantidade de alimentos da família, para que não falte; e, no terceiro, ele tem medo de não conseguir nada para comer no futuro próximo.

Como se vê nos destaques em negrito, apenas na insegurança grave o cidadão passa fome. Nas demais, não. O que é completamente diferente de afirmar que Maioria dos assistidos pelo programa passa fome, diz pesquisa do Ibase.

É por isso que os jornalões acabam sendo vendidos, engolidos por seus sobreviventes, perdendo a cada dia mais leitores, enquanto cresce o número de pessoas que procuram informação alternativa na blogosfera, em blogs sobre política, redes sociais, listas e grupos de discussão.

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O Globo contra Kamel: Reportagens de O Globo contestam artigo do diretor de jornalismo da Rede Globo

Na contramão do artigo de Kamel, publicado no dia anterior, O Globo de ontem publicou reportagens de mais de meia página, mostrando que o Bolsa Família não é um programa para matar a fome, como erroneamente afirma o diretor de jornalismo da Globo. Isso mostra que o Ratzinger da TV não está com essa bola toda no jornal das Organizações Globo. Uma contestação como essa não aconteceria na TV Globo.

Numa das reportagens, a secretária Nacional de Renda e Cidadania do MDS, Rosani Cunha, admitiu que beneficiados pelo programa utilizam-se dos recursos para comprar eletrodomésticos, o que não é proibido pelo programa, e que isso, ao invés de ser criticado (como o foi por Kamel), deveria ser elogiado.

— A família tem autonomia para usar o recurso do Bolsa Família como quiser. Pesquisas do ministério apontam que a maior parte do dinheiro é usado para comprar alimentação. Quem melhor sabe como alocar esses recursos, melhor aproveitá-los, é a própria família. É dinheiro seguro para o orçamento doméstico. Se está permitindo compra de eletrodomésticos, que bom. O país deveria aplaudir.

A secretária lembrou que “o programa existe também para eliminar a pobreza entre gerações e, por isso, exige o cumprimento de contrapartidas como a freqüência escolar”.

A outra reportagem eu reproduzo na íntegra, a seguir. É da repórter Letícia Lins. É para que você veja como está sendo feito esse uso abusivo do Bolsa Família.

Mulheres usam dinheiro para comprar TV, beliche e material de construção


AGRESTINA, PE. Aos 37 anos, a lavradora Mércia Josefa da Silva não sabe quantas colheitas de feijão e milho já perdeu devido às secas que assolam o Agreste de Pernambuco. Ela diz que a estabilidade financeira da família chegou com o Bolsa Família por causa dos dois filhos menores, Bruno Eric, de 12 anos, e Carolaine Evelyn, de 8: R$94 mensais. O dinheiro paga a cesta básica, o material escolar, e permitiu que economizasse uns trocados para comprar uma televisão em cores, depois de usar por três anos uma emprestada pela sogra.

— Sem a bolsa eu não conseguiria economizar, pois o dinheiro que tiro da roça só dava para a comida. Nem mesa eu tinha para comer. Depois do Bolsa Família, consegui comprar uma mesinha e a TV — conta ela, que mora na área rural de Agrestina, a 154 quilômetros da capital.

Ela diz que passou cinco anos juntando dinheiro, até que reuniu R$480 sob o colchão. Comprou a TV à vista. Agora pretende melhorar a casa de quatro cômodos, chão de cimento batido e com banheiro externo:

— Sonho em fazer o reboco e construir um murozinho.

Os outros eletrodomésticos que Mércia tem são anteriores à inscrição no programa social do governo: um aparelho de som, um liquidificador velho e uma “geladeira caindo de velha”, diz.

Salomé Maria Pereira da Silva, de 34 anos, três filhos, também conseguiu comprar bens com os R$112 mensais da bolsa. Ela trabalha no roçado, mas é o dinheiro do programa social que lhe garante a comida na mesa, a roupa das crianças e até a próxima sandália que vai comprar (a única que tem está quase se partindo). Ela conta que ainda sobrou para que ela comece a realizar o maior sonho: fazer um banheiro dentro de casa. O atual é um barraco, uma “loninha” no fundo do quintal. Ela já comprou cimento, cerâmica, tijolo e chuveiro. Vai continuar juntando para pagar o pedreiro.

— Sem o Bolsa Família, o dinheiro não dava nem para comer — diz Salomé, que tem todos os filhos na escola.

Maria José da Silva, de 32 anos, quatro filhos, recebe a bolsa há cinco anos. Recebe R$142 mensais, com os quais comprou um beliche para os filhos, que dormiam ou com ela em redes ou colchões pelo chão.

E você, o que acha? Kamel está certo ao criticar o uso de recursos do Bolsa Família para a compra de eletrodomésticos (e também uma mesa para comer, uma sandália, para substituir a que está se partindo, material de construção, para construir um banheiro em casa, beliche...)?

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Kamel descobriu qual é o grande problema do Brasil hoje

O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali, Lá ou Acolá (estou testando hipóteses) Kamel é um sabichão. Hoje, ele publicou em O Globo um artigo luminoso, que lança luz sobre as raízes dos problemas brasileiros.

Não, a origem de nossos problemas não está nos bilhões que despendemos com o serviço da dívida. Nem nos bilhões de reais (mais de 70) em dívidas que produtores rurais não pagam, de calote em calote. Nem nos vários incentivos fiscais que oferecemos às grandes empresas e aos mega-especuladores, para que passeiem suas fortunas por nossa disneylândia financeira, e saiam daqui com o lucro gordo e livre de impostos. A origem de nossos problemas também não está na venda a preço vil de uma Vale do Rio Doce, nem nas privatizações feitas “no limite da irresponsabilidade”. Também não está no Proer, que salvou banqueiros pilantras e falidos, nem no bilhão distribuído, na época do Cacciola. Também não está nos incentivos que o governo dá a fundações de bancos, para que façam mecenato às custas do imposto abatido, sendo que algumas dessas fundações, como a Fundação Roberto Marinho, com sérias acusações pesando sobre elas.

Nada disso. O grande problema brasileiro, segundo Kamel, é que muitos dos beneficiados do Bolsa Família não estão gastando dinheiro com comida, mas com eletrodomésticos.

Isso mesmo, nada de arroz, feijão e carne...(...) o que tem sido comprado é geladeira, microondas, máquina de lavar, fogão, liquidificador, forno elétrico, televisão e DVD.

Vou fazer uma revelação aqui, que deve deixar o diretor da Globo ainda mais espantado: eles devem ter comprado também panelas, pratos, garfos, facas, colheres, colheres de pau, escorredores de macarrão, chaleiras... Mas, pelo visto, Kamel preferiria que essas pessoas preparassem a comida numa panela velha, em cima da lenha, numa fenda no chão.

É o que demonstra o exemplo que ele cita em seu artigo, de uma catadora de lixo, Rosineide dos Santos, mãe de três filhos. Ela diz que já tem geladeira, fogão, liquidificador, cafeteira e forno elétrico, e que, assim que saldar a dívida, vai comprar uma televisão.

Para Kamel, isso é um absurdo. Um desvirtuamento do Bolsa Família. Mas o problema não é esse não. É que Kamel está desinformado. Ele não sabe nem o que é o Bolsa Família. Tanto que começa o artigo afirmando que o objetivo do programa é matar a fome de 54 milhões de brasileiros. Está errado. Isso é o Fome Zero, Kamel. O Bolsa Família está explicado aqui.

Os dois programas já existem há um bom tempo e até hoje o diretor de jornalismo da maior rede de televisão do país ainda não aprendeu a diferença entre eles...

Mas não é só aí que Kamel desinforma. Indo à página do MDS onde ele leu o relatório (confira, vale a pena) você vai ver por que Rosineide comprou sua geladeira e, de quebra, como Kamel distorce o relatório para fazê-lo caber na sua tese.

Por isso, vou dar um conselho a dona Rosineide, a catadora de lixo. Ao liquidar a dívida, não compre televisão não, dona Rosineide. Compre um computador. Seus filhos encontrarão diversão a valer na rede e serão muito mais bem informados.

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O Globo: Oposição e ministro Mello estão contra o governo

A assessora de imprensa do MDS Roberta Caldo, em Carta publicada hoje no Globo, desmente editorial de ontem do jornalão carioca. Como sempre, O Globo estava errado contra o governo. Alguma novidade aí? Não, como já vimos aqui outro dia.

Não tendo como se defender da informação errada, o jornal fingiu que não estava nem aí, e tentou alegar que aquele não era o foco do editorial, mas outro:

A informação não elimina o fato de que, ao vigorarem o aumento do benefício e a extensão do programa num ano eleitoral, o Bolsa Família ampliará ainda mais o seu reconhecido poder de atrair votos para os candidatos apoiados pelo Planalto.

Sim, o Bolsa Família, o aumento do número de empregos com carteira assinada, a redução da desigualdade social, tudo isso tem reconhecido poder de atrair votos para os candidatos apoiados pelo Planalto. O Globo queria o quê? É assim que funciona na democracia representativa. Se um governante faz um bom governo, ele tem sua gestão aprovada pela população, que o recompensa com votos.

Mas isso não é tudo. O mais divertido O Globo deixou para o final. Coladinho ao texto da Redação destacado acima, vem o seguinte:

Se assim não fosse, a oposição não teria reagido, tampouco o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Juntando oposição e ministro Mello na mesma frase, O Globo, num ato falho, como o de outro dia, dá a informação mais valiosa: o ministro Mello e a oposição ao governo jogam no mesmo time. Ambos reconhecem que a ampliação do Bolsa Família, a redução da pobreza, o menor valor da cesta básica em relação ao salário-mínimo, tudo isso pode trazer mais votos para o governo. Por isso são contra.

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