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Bolsonaro revoga portarias e facilita a milícias e outros criminosos acesso a armas e munições desviadas

PowerPoint da família Bolsonaro e milícias


Portarias revogadas foram elaboradas por órgãos de segurança


O presidente (eleito mediante fraude) Jair Mentira Bolsonaro revogou três portarias que foram elaboradas em conjunto pela Polícia Federal, Exército e técnicos do Ministério da Justiça. Seu objetivo era tornar possível o rastreamento de armas e munições, o que auxiliaria as forças de segurança na elucidação de crimes.

O Ministério Público entrou em ação para tentar revogar as medidas de Bolsonaro, que facilitam a vida dos criminosos. Sem o rastreamento da origem, fica mais fácil o desvio de armas e munições, que vão parar nas mãos de milicianos e outros bandidos.
A procuradora regional da República Raquel Branquinho, responsável pelo caso,  aponta a possibilidade de Bolsonaro ter agido para beneficiar uma parcela de eleitores e que não há espaço na Constituição para ideias e atitudes voluntaristas do presidente, ainda que pautadas por bons propósitos.
“Ao assim agir, ou seja, ao impedir a edição de normas compatíveis ao ordenamento constitucional e que são necessárias para o exercício da atividade desempenhada pelo Comando do Exército, o Sr. Presidente da República viola a Constituição Federal, na medida em que impede a proteção eficiente de um bem relevante e imprescindível aos cidadãos brasileiros, que é a segurança pública, e possibilita mecanismos de fuga às regras de controle da utilização de armas e munições”, escreveu Raquel Branquinho.
Essas portarias estabeleciam o controle, rastreabilidade e identificação de armas e munições importadas e fabricadas pela indústria nacional, sob a finalidade de atividades esportivas, de colecionador e também para abastecer os quartéis. Na avaliação dos procuradores, ao revogá-las, o governo facilita o acesso do crime organizado a armas e munições desviadas.
O desdobramento do caso pode levar a uma ação de improbidade na Justiça Federal ou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). [CartaCapital]
Singela questão: Que interesses movem um presidente da República a facilitar a vida de milicianos e outros criminosos?






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Raquel Dodge manda arquivar delação envolvendo Rodrigo Maia e irmão de Toffoli

PGR Dodge

Seis procuradores do grupo da Lava Jato pediram desligamento, inconformados com decisão de Dodge

Seis membros do grupo de trabalho da Lava Jato da Procuradoria Geral da República (PGR) pediram para se afastar nesta quarta-feira (4/9) por divergências de posicionamento com Raquel Dodge.
Em nota, os procuradores Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira dizem que o desligamento se dá devido a uma “grave incompatibilidade de entendimento dos membros da equipe” com manifestação enviada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (3/9).

Segundo o jornal O Globo e o Antagonista, o que motivou o desligamento foi o pedido de arquivamento preliminar de trechos do acordo de colaboração de Léo Pinheiro em que estariam citados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Ticiano Dias Toffoli, irmão do presidente do STF, Antonio Dias Toffoli. O JOTA confirmou a informação. [Fonte: Jota]
Já afirmei aqui que a Lava Jato resolveu bater de frente com o STF para marcar posição. A insistência na delação sobre o irmão de Toffoli tem o objetivo de pressionar o atual presidente do STF.

Fato é que ninguém deve estar acima da lei, mas a Lava Jato nem sempre agiu assim em relação a seus preferidos, como mostram reportagens da Vaza Jato em relação a FHC e Silvio Santos.

Agora, com o caso Bendini, e a decisão de anular sua sentença e devolvê-la à primeira instância, a Lava Jato resolveu partir para a guerra.

A seguir, a nota dos procuradores:
Prezados colegas,
Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO [Secretaria da Função Penal Orignária]. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje.Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês. Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.
Raquel Branquinho Maria Clara Noleto Luana Vargas Hebert Mesquita Victor Riccely Alessandro Oliveira


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