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Moro e Lava Jato deixaram na gaveta provas concretas de corrupção tucana e condenaram Lula por 'ato de ofício indeterminado'


Dallagnol e Moro com legenda Ih, A casa caiu

Nova reportagem da Vaza Jato mostra perseguição movida por Moro e Lava Jato a Lula


A delação do Leo Pinheiro da OAS só foi confirmada agora pelo ministro Luis Fachin. No entanto, ela foi a "prova" (se é que é prova uma delação de boca, sem um documento, uma "prova") central na condenação de Lula por Moro.

A delação foi confirmada agora, mas toda a Lava Jato, incluindo Moro, conhecia seu teor. E nela, estava descrita a corrupção durante anos de governos tucanos, com nomes dos implicados (Serra, Aloysio Nunes entre eles), quanto cada um levou, por quais obras, como lhes foi entregue o dinheiro de corrupção ou caixa 2.

Nada foi usado, "não veio ao caso", como disse certa vez Moro sobre Aécio.

Só agora, com a nova reportagem da Vaza Jato, parceria do Intercept Brasil com a Folha, a delação veio à tona.

Só vieram à tona, assim mesmo, porque os anexos com suas acusações estavam nas mensagens vazadas obtidas pelo The Intercept, que a Folha publica hoje [sábado].
Propinas diretamente ligadas a obras em São Paulo: a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, a avenida Roberto Marinho, o túnel da Radial Leste, a rodovia Carvalho Pinto e a linha 4-amarela do Metrô, entre outras, pagas em doações eleitorais ou em dinheiro vivo.
Embora tenham mais de dois anos – a delação data de junho de 2017 – ficaram e ficariam na sombra.
Apenas uma denúncia veio à luz, justo aquela na qual não consegue explicar qual e quanto seriam a razão da vantagem e o seu valor: a do triplex “atribuído” a Lula.
Nas outras, dinheiro contado e embalado em envelopes, posto dentro de maletas de laptop, entregue a pessoas com nomes e em lugares com endereço.
Para Lula, a suposta promessa jamais escrita ou documentada de que, sabe-se lá quando e como, o apartamento lhe seria transferido.
O certo adormeceu nas gavetas; o duvidoso foi para as páginas de jornal e para a sentença de Sérgio Moro e, depois, para a do TRF-4. [Tijolaço]
Mais uma vez a Vaza Jato mostra a perseguição a Lula e que seu julgamento deve ser anulado e ele posto em liberdade já.


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Raquel Dodge manda arquivar delação envolvendo Rodrigo Maia e irmão de Toffoli

PGR Dodge

Seis procuradores do grupo da Lava Jato pediram desligamento, inconformados com decisão de Dodge

Seis membros do grupo de trabalho da Lava Jato da Procuradoria Geral da República (PGR) pediram para se afastar nesta quarta-feira (4/9) por divergências de posicionamento com Raquel Dodge.
Em nota, os procuradores Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira dizem que o desligamento se dá devido a uma “grave incompatibilidade de entendimento dos membros da equipe” com manifestação enviada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (3/9).

Segundo o jornal O Globo e o Antagonista, o que motivou o desligamento foi o pedido de arquivamento preliminar de trechos do acordo de colaboração de Léo Pinheiro em que estariam citados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Ticiano Dias Toffoli, irmão do presidente do STF, Antonio Dias Toffoli. O JOTA confirmou a informação. [Fonte: Jota]
Já afirmei aqui que a Lava Jato resolveu bater de frente com o STF para marcar posição. A insistência na delação sobre o irmão de Toffoli tem o objetivo de pressionar o atual presidente do STF.

Fato é que ninguém deve estar acima da lei, mas a Lava Jato nem sempre agiu assim em relação a seus preferidos, como mostram reportagens da Vaza Jato em relação a FHC e Silvio Santos.

Agora, com o caso Bendini, e a decisão de anular sua sentença e devolvê-la à primeira instância, a Lava Jato resolveu partir para a guerra.

A seguir, a nota dos procuradores:
Prezados colegas,
Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO [Secretaria da Função Penal Orignária]. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje.Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês. Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.
Raquel Branquinho Maria Clara Noleto Luana Vargas Hebert Mesquita Victor Riccely Alessandro Oliveira


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Haddad é condenado pelo oposto do que estava sendo julgado. Difícil de entender? Não, é que ele é do PT


Julgado por não contabilizar recursos, foi condenado por tê-los contabilizado


Você já imaginou ser acusado de assassinato e ao final na sentença o juiz o absolver da acusação de assassinato e o condenar por não ter matado o morto?...

Mais ou menos isso aconteceu com o ex-candidato do PT à Presidência e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Haddad foi julgado pela acusação que lhe fez o ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa de que a empreiteira havia destinado recursos não contabilizados pela campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012.

O juiz o inocentou da acusação e o condenou pelo oposto: por ter declarado serviços na prestação de contas que não foram prestados.

Parece a história do Lula, que foi processado pela acusação de ter recebido um tríplex da OAS como retribuição por serviços prestados.

Como não conseguiram provar quais serviços Lula teria prestado à OAS nem que o tríplex fosse dele, Lula foi condenado por melhorias feitas no tríplex (elevador, reformas, cozinha), repito, que não conseguiram provar que era dele.

Então, por isso, por não conseguirem provar que Lula era dono de um tríplex no Guarujá, que havia recebido centenas de milhares de reais em reformas, Lula foi condenado por ocultação de patrimônio...

O mesmo ocorre com Haddad agora. Condenado pelo que não foi acusado, ele acusa a condenação de ser política com o objetivo de prejudicá-lo:
Haddad diz, em tom de indignação, que sofre há quatro anos os efeitos da acusação que foi afastada pelo juiz eleitoral. “Agora vou sofrer mais dois. E a repercussão na minha vida? No meu ganha pão? Na vida da minha família? Vou eu agora explicar que fui condenado por algo de que não fui acusado. Como aguenta isso?”. [Folha]
Segundo os advogados de Haddad, a sentença é nula por tratar de suspeitas que não estavam na acusação.




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Presidente da Caixa, que negou dinheiro ao Nordeste, é genro de Leo Pinheiro, responsável por condenação de Lula

Bolsonaro com denúncia sobre Caixa e Nordeste

O mundo gira, a Lusitana roda, o mundo dá voltas, uma mão lava a outra e outros chavões e ditos populares se confirmam mais uma vez


Após ser condenado a vários anos de cadeia por Moro, Leo Pinheiro insistia que o tríplex não era de Lula. Sua pena foi aumentada.

Então, Leo Pinheiro, da OAS, mudou o depoimento e acusou Lula de ser o proprietário do tríplex, um dos dois fatores em que se baseou Moro para condenar Lula - o outro foi uma reportagem (???) de O Globo.

Lula é preso, tem direitos políticos cassados e não pode concorrer. Sem a concorrência de Lula, que liderava com folga todas as pesquisas, Bolsonaro ganha e nomeia o genro de Leo Pinheiro presidente da Caixa.

Como o Nordeste votou em Massa em Haddad, o presidente da Caixa, a mando de Bolsonaro, entrega apenas 2% do que costumava oferecer em créditos para a região.

Porque Bolsonaro é assim, vingativo, como mostrou no caso do fiscal do Ibama que o multou. Uma das primeiras medidas de Bolsonaro como presidente foi demiti-lo.

Está aí a linha do tempo que explica a punição ao Nordeste: Moro - Leo Pinheiro - Moro - Lula preso - eleição de Bolsonaro - genro de Leo nomeado para a Caixa - Caixa corta em 98% créditos para o Nordeste, que não votou em Bolsonaro.

Se é Brasil acima de tudo, para Bolsonaro o Nordeste não é Brasil.





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Um desafio para o deputado ACM Neto

A família do ex-senador ACM está indignada com seu ex-genro Cesar Mata Pires, que entrou com a polícia porta adentro da casa da viúva de ACM, Arlete Magalhães, para inventariar os bens que estão em litígio por problemas relacionados à herança do senador.

Cesar Mata Pires é dono da construtora OAS, sigla que, segundo Gaspari em sua coluna de ontem, significava para alguns "Obras Arranjadas pelo Sogro".

Um dos mais indignados com a ação é o deputado federal ACM Neto. Pois agora o deputado do DEM tem uma oportunidade de ouro de transformar sua indignação em ação, solicitando ao Ministério Público uma investigação completa de todas as obras executadas pela OAS para os governos municipal, estadual e federal.

Houve superfaturamento? A contratação foi bem feita e fiscalizada, seguindo as regras da concorrência? As obras foram entregues conforme especificado nos contratos? Investigar também a parceria OAS/Gautama em várias obras realizadas pelo Brasil afora. Afinal a Gautama esteve envolvida em fraudes e pagamentos de propinas para a realização de obras públicas.

E, então, deputado, topa o desafio?

E você, acha que ele topa? Por quê? Não vale responder coisa impublicável.

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