Mostrando postagens com marcador Raquel Dodge. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raquel Dodge. Mostrar todas as postagens

Raquel Dodge manda arquivar delação envolvendo Rodrigo Maia e irmão de Toffoli

PGR Dodge

Seis procuradores do grupo da Lava Jato pediram desligamento, inconformados com decisão de Dodge

Seis membros do grupo de trabalho da Lava Jato da Procuradoria Geral da República (PGR) pediram para se afastar nesta quarta-feira (4/9) por divergências de posicionamento com Raquel Dodge.
Em nota, os procuradores Raquel Branquinho, Maria Clara Noleto, Luana Vargas, Hebert Mesquita, Victor Riccely e Alessandro Oliveira dizem que o desligamento se dá devido a uma “grave incompatibilidade de entendimento dos membros da equipe” com manifestação enviada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (3/9).

Segundo o jornal O Globo e o Antagonista, o que motivou o desligamento foi o pedido de arquivamento preliminar de trechos do acordo de colaboração de Léo Pinheiro em que estariam citados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Ticiano Dias Toffoli, irmão do presidente do STF, Antonio Dias Toffoli. O JOTA confirmou a informação. [Fonte: Jota]
Já afirmei aqui que a Lava Jato resolveu bater de frente com o STF para marcar posição. A insistência na delação sobre o irmão de Toffoli tem o objetivo de pressionar o atual presidente do STF.

Fato é que ninguém deve estar acima da lei, mas a Lava Jato nem sempre agiu assim em relação a seus preferidos, como mostram reportagens da Vaza Jato em relação a FHC e Silvio Santos.

Agora, com o caso Bendini, e a decisão de anular sua sentença e devolvê-la à primeira instância, a Lava Jato resolveu partir para a guerra.

A seguir, a nota dos procuradores:
Prezados colegas,
Devido a uma grave incompatibilidade de entendimento dos membros desta equipe com a manifestação enviada pela PGR ao STF na data de ontem (03.09.2019), decidimos solicitar o nosso desligamento do GT Lava Jato e, no caso de Raquel Branquinho, da SFPO [Secretaria da Função Penal Orignária]. Enviamos o pedido de desligamento da data de hoje.Foi um grande prazer e orgulho servir à Instituição ao longo desse período, desempenhando as atividades que desempenhamos. Obrigada pela parceria de todos vocês. Nosso compromisso será sempre com o Ministério Público e com a sociedade.
Raquel Branquinho Maria Clara Noleto Luana Vargas Hebert Mesquita Victor Riccely Alessandro Oliveira


Ajude o Mello a tocar o blog. Faça uma assinatura. É seguro, rápido e fácil
Sua assinatura faz a diferença e ajuda a manter o blog
Apenas R$ 10. Todos os cartões são aceitos. Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento




Recentes:

Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello

Cármen Lúcia livra Moro de mais uma

Foto de Moro e Cármen Lúcia em frente ao bordel

Depois de manter na gaveta processos contra Moro, quando presidia o CNJ, Cármen Lúcia livra o ex-justiceiro de Curitiba de mais uma, agora no STF


Na tarde desta sexta, a ministra Cármen Lúcia mandou arquivar um pedido de investigação do ministro Sergio Moro feito pelo PT por destruição de provas na operação spoofing - aquela dos hackers de Araraquara.

Cármen jogou a responsabilidade de sua decisão para a PGR Raquel Dodge, que não viu elementos para enquadrar Moro.

No entanto, para isso a PGR deu um nó na lógica, que a ministra endossou com sua decisão:
"Não verifico indícios da prática do crime de violação do sigilo funcional. Não há nenhum elemento que indique que o ministro tenha obtido conhecimento do teor dos dados telemáticos ilegalmente captados – informações estas protegidas por sigilo, tampouco que tenha divulgado esse conteúdo a terceiros. Do que consta, houve apenas informação a determinadas autoridades públicas no sentido de que teriam sido elas também vítimas do crime investigado", disse Dodge.
Se Moro não obteve conhecimento das informações, se não sabia de nada e os dados estavam em sigilo, como ele soube quem eram os atingidos para então avisá-los?

Vale tudo para livrar Moro para uma morete assumida como a ministra Cármen, que durante todo o tempo em que presidiu o CNJ nunca colocou em votação processos contra o na época juiz.

Iam para a pauta mas ela colocava junto com a placa do botequim: Fiado (e julgamento de Moro) só amanhã.

Não foi à toa que o dono de um bordel de luxo em São Paulo colocou fotos dos dois na frente do estabelecimento [imagem] para festejar a prisão de Lula.






Leia também:
Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello

Sem esperança de continuar à frente da PGR, Dodge bota investigações contra Bolsonaro para andar

Raquel Dodge

Wal do açaí e filha de Queiróz são fantasmas que assombram Bolsonaro


Durante 120 dias dormiram em berço esplêndido na mesa da PGR Raquel Dodge duas investigações sobre o presidente Jair Bolsonaro, nos casos da Wal do açaí e de Nathalia Queiróz, filha de Fabrício Queiróz, o homem do cheque de R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michele Bolsonaro.

Nesse período, Dodge alimentou esperanças de ser reconduzida por Bolsonaro ao comando da Procuradoria Geral da República, mesmo não estando na lista tríplice dos procuradores.

Quando percebeu que Bolsonaro tem outra preferência, Dodge remexeu as gavetas e sacou de lá os processos e os mandou de volta à primeira instância, de onde nem deveriam ter saído.

A jogada da subida dos processos para a PGR foi isso mesmo, uma jogada a fim de ganhar tempo.
Um dos casos em apuração é o de Wal do Açaí. Moradora de Angra dos Reis (RJ), Walderice Conceição atuou como funcionária fantasma na época em que o hoje presidente era deputado federal, conforme revelou a Folha.
O outro caso envolve Nathalia Queiroz, que estava ligada ao gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara ao mesmo tempo em que atuava como personal trainer, situação também revelada pela Folha. Ela é filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) que se tornou estopim de investigações contra o filho do presidente. [Folha]
As suspeitas sobre os dois casos são as mesmas: as funcionárias recebiam sem trabalhar e rachavam a grana com Bolsonaro, num esquema igual ao de Geddel, conhecido como rachadinha.






Leia também:
Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos


Assine a newsletter do Blog do Mello