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As razões da Rússia, por Putin


Da página do Cesar Benjamin, no Facebook, peguei o trecho final resumido do discurso de mais de uma hora do presidente russo Vladimir Putin, explicando as razões da Rússia para tomar as atitudes que tomou. Você não lê isso na mídia corporativa.
[...] Já houve declarações de que a Ucrânia vai criar suas próprias armas nucleares, e isso não é uma bravata vazia. A Ucrânia ainda possui tecnologias nucleares soviéticas e meios de disparo de tais armas, incluindo aviação, bem como mísseis táticos operacionais Tochka-U, também de design soviético. É apenas uma questão de tempo. Será muito mais fácil para a Ucrânia adquirir armas nucleares táticas do que para outros estados. [...] Não podemos deixar de reagir a este perigo real. Os patronos ocidentais podem contribuir para o aparecimento de tais armas na Ucrânia para criar outra ameaça ao nosso país. [...]
Em 1990, quando a questão da unificação alemã estava sendo discutida, a liderança soviética recebeu a promessa dos EUA de que não haveria extensão da jurisdição da OTAN ou presença militar uma polegada a leste. E que a unificação da Alemanha não levaria à expansão da organização militar da OTAN para o Leste. [...]
A Rússia cumpriu todas as suas obrigações, incluindo a retirada de tropas da Alemanha, dos estados da Europa Central e Oriental, e assim deu uma grande contribuição para superar o legado da Guerra Fria. Propusemos consistentemente várias opções de cooperação, inclusive no formato do Conselho Rússia-OTAN e da OSCE, sem contrapartidas. [...]
Há apenas uma resposta: não se trata de nosso regime político, não se trata de outra coisa, eles simplesmente não querem um país independente tão grande como a Rússia. Esta é a resposta para todas as perguntas. Esta é a fonte da tradicional política americana em relação à Rússia. Daí a atitude perante todas as nossas propostas no domínio da segurança.
Hoje, uma olhada no mapa é suficiente para ver como os países ocidentais “cumpriram” sua promessa de impedir que a OTAN se movesse para o leste. Eles apenas trapacearam.
Recebemos cinco ondas de expansão da OTAN uma após a outra. Em 1999, a Polónia, a República Checa, a Hungria foram admitidas na Aliança, em 2004 - Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Eslováquia e Eslovénia, em 2009 - Albânia e Croácia, em 2017 - Montenegro, em 2020 – Macedônia do Norte.
Como resultado, a Aliança, sua infraestrutura militar chegou diretamente às fronteiras da Rússia. Esta se tornou uma das principais causas da crise de segurança europeia, teve o impacto mais negativo em todo o sistema de relações internacionais e levou à perda da confiança mútua.
A situação continua a se deteriorar, inclusive na esfera estratégica. Assim, na Romênia e na Polônia, como parte do projeto norte-americano de criação de um sistema global de defesa antimísseis, estão sendo implantadas áreas de posicionamento para antimísseis. É sabido que os lançadores localizados aqui podem ser usados para mísseis de cruzeiro Tomahawk - sistemas ofensivos de ataque.
Além disso, os Estados Unidos estão desenvolvendo o míssil universal Standard-6, que, além de resolver os problemas de defesa aérea e defesa antimísseis, pode atingir alvos terrestres e de superfície. Ou seja, o sistema de defesa antimísseis dos EUA supostamente defensivo está se expandindo e novas capacidades ofensivas estão surgindo.
As informações que temos dão todas as razões para acreditar que a entrada da Ucrânia na OTAN e a subsequente implantação das instalações da OTAN ali é uma questão de tempo. Em tal cenário, o nível de ameaças militares à Rússia aumentará drasticamente, muitas vezes. E chamo especial atenção para o fato de que o perigo de um ataque repentino ao nosso país aumentará muitas vezes.
Deixe-me explicar que os documentos de planejamento estratégico americanos (documentos!) contêm a possibilidade de um chamado ataque preventivo contra sistemas de mísseis inimigos. E quem é o principal inimigo dos EUA e da OTAN, também sabemos. É a Rússia.
Nos documentos da OTAN, nosso país é declarado oficial e diretamente a principal ameaça à segurança euro-atlântica. E a Ucrânia servirá de trampolim para tal ataque. [...]
Muitos aeroportos ucranianos estão localizados perto de nossas fronteiras. Aeronaves táticas da OTAN estacionadas aqui, incluindo portadores de armas de alta precisão, poderão atingir nosso território até a profundidade da linha Volgograd-Kazan-Samara-Astrakhan. A implantação de meios de reconhecimento de radar no território da Ucrânia permitirá à OTAN controlar rigidamente o espaço aéreo da Rússia até os Urais.
Finalmente, depois que os Estados Unidos romperam o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, o Pentágono já está desenvolvendo abertamente toda uma gama de armas de ataque terrestres, incluindo mísseis balísticos capazes de atingir alvos a uma distância de até 5.500 quilômetros.
Se esses sistemas forem implantados na Ucrânia, eles poderão atingir objetos em todo o território europeu da Rússia, bem como além dos Urais. O tempo de voo para Moscou para mísseis de cruzeiro Tomahawk será inferior a 35 minutos, mísseis balísticos da região de Kharkov - 7-8 minutos e armas de ataque hipersônicas - 4-5 minutos. Isso é chamado, diretamente, "faca na garganta".
E eles, sem dúvida, esperam implementar esses planos da mesma maneira que fizeram repetidamente nos últimos anos, expandindo a OTAN para o leste, movendo infraestrutura e equipamentos militares para as fronteiras russas, ignorando completamente nossas preocupações, protestos e advertências. [...]
Respondemos a isso de forma adequada, ressaltando que estamos prontos para seguir o caminho das negociações, mas com a condição de que todas as questões sejam consideradas como um todo, como um pacote, sem estar separado das principais propostas básicas russas.
E eles contêm três pontos-chave. A primeira é impedir uma maior expansão da OTAN. A segunda é a recusa da Aliança em implantar sistemas de armas de ataque nas fronteiras russas. E, por fim, o retorno do potencial militar e da infraestrutura do bloco na Europa ao estado de 1997, quando foi assinado o Ato Fundador Rússia-OTAN.
São precisamente estas nossas propostas fundamentais que foram ignoradas. [...]
Além disso, eles estão novamente tentando nos chantagear, estão novamente ameaçando com sanções, que, aliás, eles ainda vão introduzir à medida que a soberania da Rússia se fortalece e o poder de nossas Forças Armadas cresce.
E um pretexto para outro ataque de sanções sempre será encontrado ou simplesmente fabricado, independentemente da situação na Ucrânia. Há apenas um objetivo - restringir o desenvolvimento da Rússia. E vão fazê-lo, como fizeram antes, mesmo sem qualquer pretexto formal, apenas porque sim.
Gostaria de dizer claramente, com franqueza, na situação atual, quando nossas propostas para um diálogo igualitário sobre questões fundamentais na verdade ficaram sem resposta pelos Estados Unidos e pela OTAN, quando o nível de ameaças ao nosso país está aumentando significativamente, a Rússia tem todo o direito tomar medidas de retaliação para garantir a sua própria segurança. É exatamente isso o que faremos.
Quanto à situação no Donbass, vemos que a elite dominante em Kiev declara constantemente e publicamente sua relutância em implementar o Pacote de Medidas de Minsk para resolver o conflito e não está interessada em uma solução pacífica. Pelo contrário, está tentando organizar novamente uma blitzkrieg no Donbass, como já aconteceu em 2014 e 2015. Como essas aventuras terminaram então, lembramos.
Agora praticamente não passa um único dia sem bombardeios em assentamentos em Donbass. O grande grupo militar formado usa constantemente drones de ataque, equipamentos pesados, foguetes, artilharia e vários lançadores de foguetes. A matança de civis, o bloqueio, a zombaria das pessoas, incluindo crianças, mulheres, idosos, não param. Como dizemos, não há fim à vista para isso.
E o chamado mundo civilizado, do qual nossos colegas ocidentais autoproclamados se declararam os únicos representantes, prefere não perceber isso, como se todo esse horror, o genocídio, ao qual estão submetidas quase 4 milhões de pessoas, não existe, e só porque essas pessoas não concordaram com o golpe de Estado apoiado pelo Ocidente na Ucrânia em 2014, se opuseram à elevação ao posto de movimento estatal em direção à caverna e ao nacionalismo agressivo e ao neonazismo.
E eles estão lutando por seus direitos elementares - viver em sua própria terra, falar sua própria língua, preservar sua cultura e tradições.
Até quando essa tragédia pode continuar? Quanto tempo mais você pode suportar isso? A Rússia fez de tudo para preservar a integridade territorial da Ucrânia, todos esses anos lutou persistente e pacientemente pela implementação da Resolução 2202 do Conselho de Segurança da ONU de 17 de fevereiro de 2015, que consolidou o Pacote de Medidas Minsk de 12 de fevereiro de 2015 para resolver a situação em Donbass.
Tudo é em vão. [...]
Considero necessário tomar uma decisão há muito esperada de reconhecer imediatamente a independência e a soberania da República Popular de Donetsk e da República Popular de Luhansk.
Peço à Assembleia Federal da Federação Russa que apoie esta decisão e depois ratifique o Tratado de Amizade e Assistência Mútua com ambas as repúblicas. Esses dois documentos serão preparados e assinados em um futuro muito próximo.
E daqueles que tomaram e detêm o poder em Kiev, exigimos a cessação imediata das hostilidades. Caso contrário, toda a responsabilidade pela possível continuação do derramamento de sangue será inteiramente da consciência do regime que governa o território da Ucrânia.
Anunciando as decisões tomadas hoje, estou confiante no apoio dos cidadãos da Rússia, todas as forças patrióticas do país.
Obrigado pela sua atenção.


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Ao contrário daqui, presidente da Argentina manda aviso a empresários na crise: 'Serei duro com os que despedem pessoas'


Em discurso ao povo argentino, Fernández pôs as cartas na mesa



Enquanto no Brasil, o discurso do presidente Bolsonaro era acompanhado por panelaços de protestos, na Argentina o presidente Alberto Fernández foi aplaudido pelo povo das janelas, após seu discurso à nação.

Lá, as medidas de ampara aos mais pobres e de cobrança firme da quarentena estão em pleno vigor. Fernández fez um apanhado das lutas dos últimos dias e reafirmou sua vontade de jogar duro contra empresários que se aproveitarem da crise para demitir.
Estamos fazendo muitas coisas pela economia. Não somente garantindo o dinheiro para os setores mais empobrecidos, o que efetivamente o fazemos, e estamos orgulhosos de fazê-lo, porque eles precisam, mas também ajudando as pequenas e médias empresas. Nós tomamos uma série de medidas nesse sentido. Criamos a renda familiar de emergência, isentamos muitas atividades de pagamento de impostos, criamos créditos de emergência para as pequenas e médias empresas. Nós garantimos, para todas as empresas, uma folha salaria inteira como crédito. E as empresas podem dispor desses recursos com uma taxa de 24%. Na verdade, esse é um esforço enorme do Estado nacional, e que acreditamos que é absolutamente necessário. Na reunião, os governadores me pediram mais flexibilidade com alguns créditos, e eu vou falar amanhã com o presidente do Banco Central (Miguel Ángel Pesce) para ver o que podemos fazer.

A verdade é que fizemos tudo o que era necessário para enfrentar também este momento econômico. Por isso, como fizemos um esforço muito grande, não é gratificante ver que alguém despede um empregado. Por isso, assim como serei muito duro com que rompe o acordo de preços, e os preços máximos, ou especula em qualquer armazém perdido da Argentina, tentando subir os preços e conseguir um lucro maior em um momento de extrema necessidade da sociedade argentina, serei duro com eles, e serei duro também com os que despedem pessoas. Por que se essa pandemia pode nos ensinar algo é a regra da solidariedade. Aqui, ninguém se salva sozinho. Disse isso outro dia no G20 e repito agora, e também repito com alegria porque é o pensamento do Papa (Francisco). Mas, na verdade, não é só o pensamento do Papa, ou o pensamento do Alberto Fernández, é uma regra moral que nós temos como sociedade.

Não podemos, em semelhante crise, desamparar alguém, deixando-o sem trabalho. E volto a repetir: o que se trata aqui, para muitos empresários, é de ganhar menos. Não de perder. Então, rapazes, chegou a hora de vocês ganharem menos. E isso eu vou fazer respeitar.

Assim, continuamos pensando em todos os argentinos. Congelamos aluguéis, suspendemos execuções hipotecárias e desocupações, congelamos as prestações de créditos hipotecários, colocamos um teto aos preços de produtos de primeira necessidade… estamos fazendo tudo o que temos que fazer. Não o governo, a sociedade argentina. [leia a íntegra aqui]


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Benedita emociona a Câmara e firma seu nome à prefeitura do Rio

Benedita discursa na Câmara

Aos 77 anos, a deputada Benedita da Silva mostra vigor e disposição de luta em discurso na Câmara


Na terça-feira, véspera do Dia da Consciência Negra, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) quebrou um quatro do cartunista Latuff, que mostrava um homem negro, algemado, com uma bandeira brasileira sobre o corpo, fuzilado por um policial militar, uma denúncia do extermínio do homem negro no Brasil.

A deputada federal Benedita da Silva foi à Tribuna e fez um discurso histórico, denunciando os assassinatos contínuos e impunes da população negra no Brasil, especialmente no nosso Rio de Janeiro.

Suas palavras (publico um trecho a seguir) emocionaram os presentes e até a intérprete de libras.

O nome de Benedita tem sido ventilado como uma possível candidata do PT à prefeitura do Rio, que é ou era um sonho da Bené, que o confidenciou a mim há muitos anos atrás em campanha, das várias em que já estivemos juntos há mais de 20 anos.

Petista de raiz, Benedita já abriu mão de muita coisa em benefício do Partido e acho mais do que justa a sua candidatura, que pode trazer o PT do Rio de volta a suas origens e lutas, que quase levaram Benedita à prefeitura, quando a "negra, mulher favelada" não chegou lá por manipulações da mídia, como o primeiro arrastão com hora marcada para ser gravado por equipe de reportagem da Globo.

Benedita foi a primeira mulher negra, favelada a se eleger vereadora, senadora e governadora do Rio de Janeiro. Pode muito bem abrilhantar o leque de candidatos à prefeitura no ano que vem para fazer frente ao fundamentalismo reacionário de Crivella e ao governador Wilson ¨Mira na Cabecinha" Witzel.





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Ao apostar em Steve Bannon, governo Bolsonaro chega ao atraso com atraso

Bannon, Araújo, Bolsonaro

Chanceler Araújo se encontrou com o jornalista e marqueteiro de direita Steve Bannon nos EUA


A reunião do chanceler Eduardo Araújo com Steve Bannon nos Estados Unidos foi mais uma prova da relação próxima entre o governo Bolsonaro e o reacionário estadunidense. Dizem até que Bannon está produzindo o discurso que Bolsonaro fará na abertura da ONU este ano.

Não duvido nada. É mais uma prova de que este governo é o atraso do atraso. Até na aproximação com o ex-guru de Trump os reaças brasileiros estão atrasados.

Bannon, logo após a vitória de Trump foi expelido do governo. Trump não o quer por perto.

Recentemente, Bannon levou suas ideias à União Europeia e à Espanha, onde tentou alavancar a candidatura de direita por lá. Fracasso nas duas empreitadas.

A direita está começando a sofrer reveses pelo mundo e as ideias de Bannon começam a ser demolidas pela história.

O governo Bolsonaro é a última cidadela de Bannon. É o país que tem como guru um astrólogo que desconfia da circunferência da Terra, embora tenha como ministro um ex-astronauta, que poderia lhes revelar o que viu do espaço.

Até no atraso este governo chega com atraso.

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'Muito mais cedo do que tarde esse governo de destruição vai ser derrotado pro nosso país voltar a ter esperança', deputada Natália Bonavides

deputada federal Natália Bonavides

Deputada cita últimas palavras de Allende em resposta a ataque de Bolsonaro a Michele Bachelet


A deputada federal Natália Bonavides, PT-RN, fez breve e contundente pronunciamento na Câmara contra as palavras asquerosas do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro com ofensas à ex-presidente do Chile Michele Bachelet, que foi torturada, e teve mãe e pai torturados também, durante a ditadura sanguinolenta do terrorista e narcotraficante Augusto Pinochet, condenado por crimes de lesa-humanidade.




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Íntegra do discurso de Jango na Central em 13 de março de 1964, há 53 anos. Inclusive áudio completo. Documento histórico





ATUALIZAÇÃO: Agora com o áudio completo do discurso de Jango [Fonte: Instituto João Goulart]

Vendo que não conseguiria implantar as medidas que desejava no Congresso, em março de 1964 o presidente João Goulart resolveu partir para a participação popular com a intenção de que a pressão do povo levasse o Congresso a aprovar as reformas.

No dia 13 de março de 1964, o então presidente João Goulart realizou comício na Central do Brasil, região central do Rio de Janeiro, para defender as reformas de base propostas por seu governo. Cerca de 200 mil pessoas acompanharam o discurso que foi encerrado com as seguintes palavras: "Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação, pela justiça social e pelo progresso do Brasil".

O evento, que estava sendo anunciado pelo governo desde janeiro de 1964, reuniu cerca de 200 mil pessoas e foi transmitido ao vivo por rádio e TV para todo o país. Por volta das 14h daquele dia 13 de março, cerca de 5 mil pessoas já se concentravam para o comício do presidente João Goulart na Praça Cristiano Ottoni, Rio de Janeiro, nas imediações da Central do Brasil e do Ministério da Guerra.
Antes de seguir para o palanque, João Goulart assinou, no Palácio das Laranjeiras, o decreto da Supra (Superintendência Regional de Política Agrária) - que autorizava a desapropriação de áreas ao longo das ferrovias, das rodovias, das zonas de irrigação e dos açudes – e o decreto que encampava as refinarias particulares de petróleo. [Fonte: EBC]

Ouça e leia agora a íntegra do discurso de João Goulart: