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Olha como está cidade gaúcha que prefeito decretou em calamidade pública

As enchentes no Rio Grande do Sul são o assunto dominante no Brasil há quase uma semana. E as chuvas não param.

Para administrar os estragos, os prefeitos estão declarando estado de calamidade pública para terem acesso descomplicado e urgente a verbas para socorrer suas cidades.

A grande maioria dos municípios gaúchos foi afetada de forma intensa pela catástrofe. Mas maioria não significa totalidade. Nem todos os municípios foram castigados pelas chuvas intensas.

E pelo menos um desses municípios declarou estado de calamidade sem precisar.

Basta comparar as imagens que vemos de cidades inteiras debaixo de lama com estas do município de Imbé, no litoral norte do Rio Grande do Sul.

Um perfil no X, antigo Twitter, ironizou a absurda decisão do prefeito.


 

O prefeito de Imbé, Luis Henrique Vedovato (MDB), decretou estado de calamidade na quarta-feira, 8, à noite.

A iniciativa além de absurda é burra, porque bastava um morador de Imbé abrir a janela para ver que tudo estava Ok na cidade.

Pior: muitos gaúchos que estavam pensando em fugir de seus municípios para Imbé, que é cidade turística, desistiram da ideia ao tomarem conhecimento do estado de calamidade.

A grita foi geral e o prefeito voltou atrás e anulou o decreto com a desculpa de que apenas o decretou para poder ter acesso às verbas (o que ele não precisava dizer...). E alegou ignorância:

“Sobreveio informação técnica da Defesa Civil de que o instrumento legal para garantia do auxílio assistencial no caso do nosso município não seria a decretação de calamidade, bem como que estaria em curso a revisão de decretos de outras cidades não afetadas diretamente, e por mais que a situação de anormalidade e da necessidade de auxílio do governo do Estado e do governo federal se mantenha, entendemos que se faz necessária a revogação do decreto editado.”


Pelo visto a lama das enchentes em Imbé estava concentrada na prefeitura.

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Co-piloto assumiu comando do Airbus da TAM, segundos antes do acidente

Do Estado de São Paulo:

A análise dos dados monitorados pelas caixas-pretas do Airbus A320 da TAM, que explodiu em 17 de julho, matando 199 pessoas, aponta que 15 segundos antes da colisão houve troca de comando na aeronave. De acordo com os parâmetros degravados, o co-piloto do jato, Henrique Stephanini di Sacco, assumiu as operações no lugar do comandante Kleyber Lima e realizou manobras na tentativa de evitar a colisão com o prédio da TAM Express, depois de o avião varar a pista principal do Aeroporto de Congonhas.

Confrontando os gráficos da caixa de dados do Airbus com a transcrição do diálogo dos pilotos, a troca de comando aconteceu logo depois de Lima ter dito a di Sacco que não conseguia desacelerar o avião. Às 18h48min33s, o piloto disse “Olha isso!” Pilotos e especialistas em segurança de vôo dizem que o comandante pode ter olhado os instrumentos da cabine que sinalizavam o aumento de potência do motor direito.

Às 18h48min34s, o co-piloto disse “Desacelera, desacelera”. É quando o piloto reconhece: “Não consigo, não consigo”. Nesse instante, a caixa-preta registra que o co-piloto assume o comando aeronave. (leia reportagem completa aqui)

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Acidente com Airbus da TAM: A culpa é do mordomo - quer dizer, do piloto

Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo.

Assim começa reportagem da Veja deste final de semana. Parece que estão tentando dar ao trágico acidente com o Airbus A320 da TAM o mesmo final clichê dos antigos romances policiais, quando o culpado era sempre o mordomo – no caso, o piloto.

Segundo a Veja, quem comandava a aeronave no momento do povo era o comandante Kleyber Lima, e não o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, como muita gente suspeitava – inclusive eu. Stephanini tinha pouca experiência com o Airbus e fora demitido da Gol, após apenas três meses de trabalho, por motivo não revelado pela companhia. Daí a suspeita sobre ele.

Ainda segundo a reportagem da Veja, o comandante Kleyber teria cometido o erro de não colocar o manete na posição de marcha lenta, conforme determinaria manual do Airbus, em caso de não funcionamento do reverso. Como não o fez, aconteceu o que se viu em Congonhas: enquanto um lado tentava parar o avião, o outro o acelerava. Deu no que deu.

Só que, como eu já havia adiantado aqui, três dias após o acidente, acidentes como esse já se repetiram com outros aviões do mesmo tipo. E a culpa não pode ser jogada apenas no piloto, como demonstrou Marcelo Ambrosio, em seu Blog Slot, que eu comentei aqui.

A reportagem da Veja mostra também que o mesmo “erro” foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Fica claro que se o mesmo tipo de erro se repete, não se pode colocar a culpa apenas no piloto, mas na interação homem-máquina. O erro já deveria ter sido corrigido pela Aerospatiale, que fabrica o Airbus. Ou vão esperar um próximo acidente?

Não se pode abandonar também a TAM nesse episódio. A empresa afirma agora que o Airbus iria para a manutenção para consertar o reverso, imediatamente após aquela viagem, e que esse tipo de conserto só pode ser feito em São Paulo. No entanto, o mesmo avião que explodiu havia pousado em Congonhas um dia antes. Por que não foi recolhido e enviado para manutenção? A TAM afirma que o manual diz que o avião pode ficar sem o reverso por até dez dias.

Mas problemas com aviões da TAM estão se repetindo diariamente. Só para ficarmos no modelos Airbus A320, ontem um apresentou falhas no ar condicionado e na turbina número um. Na quinta-feira, também um Airbus que saiu de Maceió, com destino a São Paulo e escala na capital sergipana, não pôde seguir viagem porque o computador de bordo apresentava problemas. Outro teve de fazer manutenção preventiva não programada na noite de quarta-feira.

Fato é que já começou a guerra das versões. No primeiro momento, lança-se logo a culpa no mordomo, quer dizer, no piloto. O que não é novidade. Foi o que aconteceu no primeiro acidente com um Airbus, que é uma história escabrosa, cheia de contradições, fraudes e reviravoltas, que eu vou contar numa outra postagem.

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Tragédia com Airbus da TAM: Deputado fala, mídia repercute, Aeronáutica desmente

O ex-prefeito do Rio, ainda no exercício do cargo, César Vaia, está fazendo escola, pelo menos dentro de seu partido, o DEM. Ontem, o obscuro deputado paraibano Efraim Filho movimentou as redações de todo o país com uma informação sabidamente falsa, um factóide que alegrou a mídia antiLula.

Historio:

A chamada CPI do Apagão enviou dois deputados aos EUA para que eles acompanhem as caixas-pretas do Airbus da TAM que explodiu em Congonhas há uma semana. Imagino que sejam dois para que cada um acompanhe uma caixa...

Aproveitando-se da comoção nacional e da predisposição da mídia antiLula a destacar qualquer coisa que possa atingir o governo, o discípulo de César Vaia lançou seu factóide. Deu uma entrevista por telefone afirmando que o piloto da TAM em momento algum tentou arremeter o avião. Ao contrário, teria tentado frear até o último instante. E passou a informação de tal forma, que deu a entender que eram dados já revelados da caixa-preta.

A imprensa comprou o peixe conforme veio embrulhado, não só porque a informação levaria na direção de uma possível aquaplanagem, mas também por acreditar que lá nos EUA é como no Brasil, onde investigações e “informações secretas” são vazadas sem a menor cerimônia.

Só que a Aeronáutica, em nota à imprensa, informa que a Comissão de Investigação - da qual os deputados brasileiros não fazem parte – não repassou até o momento informação alguma sobre os dados das caixas-pretas:

O Comando da Aeronáutica reitera que os representantes da Comissão de Investigação, que se encontram nos Estados Unidos para apurar os fatores contribuintes para o acidente, não repassaram, em nenhum momento, qualquer informação relativa aos dados contidos nas caixas-pretas a pessoas que não façam parte da investigação.
Notícias divulgadas pela mídia a respeito de supostos dados consolidados ou procedimentos atribuídos aos pilotos da aeronave acidentada não têm qualquer embasamento técnico em relação ao que está sendo resgatado do FDR.

Assina a nota o Brigadeiro-do-Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

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TAM, na quarta: 'Airbus estava em perfeitas condições'. TAM, na quinta: 'Reverso estava com defeito'



Como este blog vem afirmando desde o início, uma falha mecânica é a causa mais provável para a tragédia de Congonhas com o Airbus da TAM.

A mídia antiLula assistiu constrangida ao furo do JN. O próprio Bonner não escondia uma certa indignação com o pessoal da TAM, que no dia anterior havia afirmado que o Airbus estava "em perfeitas condições"...

Estava na cara que apenas uma falha mecânica poderia justificar a velocidade do avião registrada pela câmera do aeroporto.

Fica explicado assim o motivo da demora da TAM em dar uma satisfação ao público. Eles não sabiam o que dizer. Como antes não souberam o que fazer. E agora não sabem o que os espera. As ações da TAM já caíram quase 10%.

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Credibilidade de O Globo explode junto com Airbus da TAM

A primeira página de O Globo hoje está uma vergonha. Supera tudo o que têm feito nos últimos dias. É simplesmente asqueroso como procuram culpar o governo pelo acidente, num flagrante desrespeito aos mortos, suas famílias e ao público leitor, que, ou bem é agredido na sua inteligência, ou é servido pela pior informação, que é a informação manipulada.

Mentem descaradamente quando afirmam que os pilotos insistem que a causa do acidente foi o excesso de água na pista. Não havia esse excesso. Nenhum piloto fez tal declaração. Pelo contrário, o que está cada vez mais evidente, o que as imagens e as investigações preliminares apontam é para uma falha mecânica no Airbus.

Usam um texto apelativo, buscando alimentar com ódio contra o governo a dor que todos sentimos com o acidente. Reparem no trecho:

"No vácuo de autoridades, um trabalho não parou: a contagem dos mortos."

Entre eles, o que restava de credibilidade em o Globo.

Como podem usar a dor das famílias para suas campanhas sórdidas?

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Tragédia com Airbus da TAM pode ser maior do que se imagina

Trecho de reportagem da Folha de hoje:

Uma funcionária da TAM, Julia (nome fictício), contou que as pessoas que estavam dentro do prédio atingido pela aeronave entraram em desespero. "Vi gente tentando se jogar pelas janelas", disse. "Perdi amigos. Vi corpos sendo retirados", contou. Segundo ela, somente em um dos setores trabalham cerca de cem pessoas. Por conta do serviço de cargas da TAM Express, dezenas de motoboys costumam permanecer em frente ao local.
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Acidente com o Airbus da TAM e os repórteres burocratas

Impressionante. Uma coisa me chamou atenção durante a cobertura televisiva do acidente com o Airbus da TAM. A passividade, o comportamento burocrático dos repórteres. Uma tragédia como aquela, e eles pareciam preocupados apenas com as passagens e os offs. Ninguém à procura do furo, da informação exclusiva.

Por que ninguém foi aos prédios vizinhos, à procura de informações sobre o acidente? Será que nenhum porteiro, morador, segurança, vigia, mendigo, trabalhador viu o momento em que aconteceu? Quantas pessoas estavam na TAM Express? Trabalhavam muitas pessoas ali? Aquele era um momento de grande movimento na loja?

Não sei se aconteceu com vocês, mas eu fiquei agoniado. Queria uma idéia da extensão da tragédia. Quantas pessoas poderiam estar ali no galpão da TAM? Duas, dez, 50?

E eles lá, com as mesmas imagens, as mesmas informações. E não adiantava trocar de canal. Era mais do mesmo.

Por quê?

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Blog do Mello fura grandes grupos da mídia na cobertura do acidente do Airbus da TAM em Congonhas

Enquanto a grande imprensa, as emissoras de TV, os portais dos grandes grupos discutiam o sexo dos anjos, o Blog do Mello procurou na rede as informações e por isso colocou no ar ainda no dia de ontem, antes de todos eles, as primeiras imagens do acidente com o Airbus da TAM (23:47) e um diálogo gravado entre pilotos em outras aeronaves, via rádio, informando os nomes do piloto e do co-piloto do avião (23:57). Informação que só foi divulgada pela TAM horas depois de estar disponível aqui no blog.

No entanto, elas estavam na rede, à disposição de quem as procurasse nos lugares certos. Por que não o fizeram?

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Defesa de americanos do Legacy culpa controle aéreo

José Carlos Dias e Theo Dias, advogados dos pilotos do jatinho Legacy da ExcelAire, os americanos Joe Lepore e Jan Paladino, entregaram um relatório ao delegado Renato Sayão, da Polícia Federa, responsável pelo caso da tragédia do acidente com o avião da Gol, que provocou a morte de 154 pessoas.

O relatório afirma que a principal causa do choque entre o Boeing da Gol e o jato Legacy foi a falha do sistema de controle de tráfego aéreo.

Segundo reportagem de Juliano Machado no Estadão os advogados apontam que o centro de controle de Brasília "alterou erroneamente" o nível de vôo em sua faixa de dados de 37 mil para 36 mil pés sem que houvesse autorizado os pilotos americanos a mudar para essa altitude.

Os advogados também apontam falhas que teriam ocorrido em equipamentos do jatinho Legacy e que não foram comunicadas à ExcelAire pela Embraer.

Falta apenas os doutores responderem:

Por que o transponder parou de funcionar em Brasília e voltou a funcionar, providencialmente, logo após o acidente? Por que o rádio de comunicação do Legacy funcionou normalmente até Brasília, depois ficou subitamente no volume mínimo (fato registrado na caixa-preta), e só voltou a funcionar normalmente após a colisão?

O resto é manobra de advogados para evitar o pagamento das milionárias indenizações.

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