Num dia, Garotinho denuncia: 'A Globo tem que pagar pelos crimes que cometeu'. No outro, vai preso. Simples coincidência?




Neste mesmo vídeo em que faz acusações a Globo de sonegação fiscal e corrupção para comprar direitos de transmissão da Copa, Garotinho denuncia (o que vem fazendo há anos) o esquema de Cabral e do PMDB do Rio, com Picciani e Paulo Melo.

No outro dia, é preso. Poderia ser simples coincidência. Mas há outras. Na sentença, o juiz diz que ele é para que não possa mais pressionar fornecedores da prefeitura de Campos, que, segundo o juiz, ele chantageava só efetuando os pagamentos devidos, caso os fornecedores "doassem" verba para campanhas políticas de seu grupo.

Só que o prefeito de Campos atualmente é adversário de Garotinho. Como ele iria fazer isso?

Outra coincidência: quem decretou a prisão de Garotinho foi o juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, o mesmo que disse que Garotinho tentou suborná-lo, sem apresentar provas.

Na ocasião, o advogado do ex-governador, Fernando Augusto Fernandes, informou que iria representar contra o juiz pelo crime de denunciação caluniosa.

"O relatado pelo juiz, após seus abusos de autoridade e cenas grotescas da semana, merece resposta unicamente jurídica e ele irá responder criminalmente por denunciação caluniosa", declarou Fernandes. [Fonte: 247]





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Procuradores de deus, Dallagnol e Carlos Fernando continuam defendendo divulgação ilegal de áudio de Dilma por Moro


Em entrevista à Folha, os procuradores da força-tarefa de Curitiba Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima defenderam novamente a divulgação ilegal do áudio grampeado de uma conversa da então presidenta Dilma com o ex-presidente Lula.

Moro é juiz de primeira instância e jamais poderia divulgar uma gravação com fala da presidente da República conseguida mediante grampo, que deveria ter sido interrompido antes, por determinação judicial.

Foi duplamente ilegal: por ultrapassar sua competência (o foro do presidente é o STF) e por desrespeitar o prazo de gravação, que estava encerrado quando ela foi feita.

Levou recriminação do ministro Teori Zavascki, pediu "escusas" (desculpas em morês), mas ainda assim os procuradores de deus acham que a divulgação foi correta, porque a lei para eles é como o gol para o Parreira, um detalhe.

Não importa se o gol é que decide o jogo de futebol e se a Lei, no caso a Lei Maior, a Constituição, é que regula a vida em uma sociedade democrática. O que é certo é o que eles consideram certo, o resto... não vem ao caso.

Vamos ver no dia 30, com o depoimento de Tacla Durán. (Leia aqui Tacla Durán e a contagem regressiva para o fim da Lava Jato. Faltam dez dias. Dez, nove, oito... )



CF: Essa é uma decisão que foi tomada pelo Moro [Sergio, juiz], a pedido do Ministério Público. Nós sofremos a crítica e até o momento entendemos que está absolutamente correta.
Um agente público não tem mais direito à privacidade, tem um direito menor do que o cidadão comum. Quem vive uma vida pública deve se submeter a um escrutínio maior da população. Muitas vezes parece que alguns envolvidos nesses fatos acreditam que tinham um direito especial de privacidade por serem autoridades.
DD: Uma decisão como aquela não é de política de comunicação, é uma decisão jurídica sobre o princípio da publicidade. É coerente com todas as decisões prévias e posteriores. Em regra na Lava Jato, todos os processos são públicos, salvo quando existe uma excepcional justificativa para que o sigilo seja mantido. Boa parte das críticas à atuação existiriam ainda que não houvesse transparência, porque há grandes interesses envolvidos impactados pelas investigações. 

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Filha de Garotinho teme pela vida do pai, preso com pessoas que ele denunciou: Cabral, Picciani, Paulo Melo


A deputada federal licenciada e atual Secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio de Janeiro, Clarissa Garotinho, postou um vídeo no Facebook (confira aqui) em que afirma temer pela vida do pai, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho, que se encontra preso desde ontem na Cadeia Pública de Benfica, mesmo local onde se encontram presos o também ex-governador do Rio Sergio Cabral e os deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.

Garotinho está preso acusado de caixa 2 nas eleições de Campos, nada a ver com a Lava Jato, onde estão envolvidos os presos do PMDB.

Não sei se os adversários de Garotinho ousariam fazer algo contra ele na prisão, como teme Clarissa, mas a filha deve se preocupar mesmo com segurança do pai e protestar contra a Justiça, que deve zelar pela segurança dos presos, mas colocou na mesma Cadeia adversários tão poderosos.

Garotinho levou Cabral ao céu e ao inferno


Não seria injusto dizer que foi Garotinho quem levou Sergio Cabral para o cargo mais alto do governo do estado e também quem começou com as denúncias que o mandaram para a prisão onde se encontra há mais de um ano.

Garotinho também denuncia há muito tempo os peemedebistas Picciani, Paulo Melo e Albertassi, que agora dividem a cadeia, enquanto aguardam julgamento de instância superior para que possam responder ou não em liberdade às muitas acusações de corrupção que lhes são imputadas, em grande parte por denúncias levantadas por Garotinho.




A gangue dos Guardanapos



Em 2012, quando publicou em seu blog a farra em Paris do governador na época Sergio Cabral com boa parte da cúpula de seu governo, quase todos presos atualmente, Garotinho começou a derrubar o homem que ele colocou no poder, em 2006.

Garotinho foi eleito governador do Rio em 1998 e fez um governo tão popular que conseguiu eleger sua mulher, Rosinha, no primeiro turno, sem nunca ter disputado uma eleição, governadora do Rio.

Embora quem more fora do Rio e boa parte da população do estado não faça uma boa imagem do casal, em grande parte pela perseguição implacável da Globo contra eles, em 2006 Garotinho e Rosinha foram fundamentais para a vitória de Sergio Cabral.

É bom não esquecer que em 2002 Garotinho quase chegou ao segundo turno na disputa presidencial com Lula e Serra, chegando atrás do tucano por poucos votos. Seu prestígio era tanto no Rio que venceu Lula no primeiro turno e, quando o apoiou contra Serra no segundo, Lula teve quase 80% dos votos do estado.

Mas, em 2007, logo ao assumir o governo, Cabral, que passou a eleição criticando Lula, abandonou o casal e passou a ser parceiro de Lula, trazendo obras e benefícios para o estado e o município, especialmente a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Enquanto isso, o casal Garotinho foi buscar sua sobrevivência no local onde começaram, o município de Campos, no norte do estado, onde Rosinha se elegeu prefeita em 2008, mesmo sob intenso bombardeio das Organizações Globo.

E por que a Globo ataca o casal? Em 2012, publiquei aqui Governadora do Rio acusa Globo de ter mais de US$ 100 milhões em paraíso fiscal, de sonegação de impostos e fraude contra o Banerj, em que Rosinha fez um pronunciamento na Assembleia Legislativa do Estado com graves acusações contra as Organizações Globo. Confira no vídeo a seguir.




As denúncias contra Cabral


Garotinho fez de seu blog, o Blog do Garotinho, sua trincheira, de onde disparava denúncias de corrupção no governo do estado por Cabral.

Em 2012, com a publicação das imagens da farra dos guardanapos, pela primeira vez a Globo não teve como esconder um fato que havia viralizado nas redes.

De lá para cá, as denúncias se estenderam a todo o governo Cabral e também à Assembleia que lhe dava sustentação, comandada por Picciani, Paulo Melo e novamente Picciani. Ambos também presos com Cabral.

Por isso, Clarissa publicou o vídeo, chamando atenção para o perigo a que está exposto o pai.

"Na semana passada, um agente penitenciário informou Garotinho, antes de sua prisão, que Picciani teria prometido a Sergio Cabral que iria 'resolver o problema do Garotinho do seu jeito'", afirmou.

Por enquanto, Garotinho continua na mesma Cadeia, em andar diferente dos demais.


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PT, PDT e PSOL entram com representação à PGR para investigar corrupção da Globo que pode levar à cassação de sua concessão


A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge, mal assumiu o cargo, já vai ter uma batata quente em suas mãos. PT, PDT e PSOL (até ele) entraram com representação junto à PGR para investigar o caso de corrupção que envolve a Globo na compra de direitos exclusivos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030, segundo acusação do delator argentino Alejandro Burzaco à Justiça dos EUA.

Na representação, há a reprodução de um dos 14 trechos em que a TV Globo é citada por Burzaco:


Promotor: O senhor participou de outras reuniões em Zurique?
Alejandro Burzaco: Sim. A Torneos y Competencias tinha uma aliança com a TV Globo e com a Televisa. Elas tentavam adquirir da Fifa direitos de transmissão de TV, rádio e internet paras as copas de 2026 e 2030. Com exclusividade para o Brasil, no caso da Globo, e para o resto da América Latina, no caso da Televisa.
Promotor: Adquiriram esses direitos?
Alejandro Burzaco: Sim
Promotor: Qual foi o acordo para adquirir esses direitos?
Alejandro Burzaco: Entre os três parceiros, concordaram em dividir o pagamento de US$ 15 milhões para Júlio Grondona.
Promotor: Quais eram os parceiros da Torneos?
Alejandro Burzaco: TV Globo e Televisa.
Promotor:  O valor acordado foi pago?
Alejandro Burzaco: Sim, US$ 15 milhões. O dinheiro acabou numa conta num banco na Suíça em nome de Júlio”.

Até o momento, a Rede Globo tem agido como sempre, de modo arrogante, brandindo o muro de sua auto-investigação, em que se descobriu inocente (que surpresa!), para não tocar mais no assunto.

Passados mais de oito dias do depoimento de Burzaco nem uma declaração de seu procurador Marcelo Campos Pinto a Globo colocou no ar. Acha que não precisa e com o silência encerra o assunto.

Só que não. O requerimento pode fazer a PGR agir para não prevaricar.

Pinto continua sem dar um pio, mas diante da Justiça deve ter que abrir o bico e aí talvez tenha que se confrontar com Burzaco e o FBI. Ou então resolva contar o que sabe e o que fez.

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Governo Temer proíbe divulgação de nome dos bancos envolvidos em corrupção na Lava Jato


Alegando que isso poderia provocar corrida aos bancos e terror no mercado, o governo Temer proibiu a divulgação dos bancos que vierem a fazer delação ao Banco Central (e não à PF ou ao Ministério Público) de envolvimento em corrupção na Operação Lava Jato.

Enquanto políticos e empresários são execrados na mídia corporativa e nas redes, os bancos apenas sofrerão penas impostas pelo BC, sem que tenham seus nomes divulgados.

Tal regalia foi proporcionada por Medida Provisória do presidente Temer, atendendo solicitação dos bancos.

Resumidamente, o que vai acontecer é o seguinte: O MP fica de fora. O banco que cometeu seus pecadinhos, antes da delação, corre ao BC (cujo presidente foi acionista e economista-chefe do Itaú, antes de assumir o cargo) ou à CVM e fala: eu pequei.

Pela MP editada por Temer, ninguém pode saber nem o nome do banco pecador. E mais:


A medida provisória baixada por Temer prevê a redução de até dois terços da multa para quem se candidatar primeiro à leniência. Os demais interessados – e que cometeram o mesmo ilícito – terão direito a um terço de desconto da multa. Embora tenha aumentado o teto da multa para R$ 2 bilhões, isso só valerá para ilícitos cometidos a partir de agora. O limite vigente para as infrações do passado continua sendo de R$ 250 mil.
Ou seja, mesmo que tenha desviado bilhões, a multa não vai passar de R$ 250 mil, descontados de um ou dois terços, dependendo da pressa do pecador. E ninguém vai ficar sabendo quais os bancos corruptos.

Só pra ter uma ideia de quem pode estar nesse meio [destaques são meus]:


Na avaliação do governo, Palocci é o quem traz o maior potencial destruidor para o mercado. Sozinho, ele atendeu quatro dos maiores bancos por meio de sua consultoria: Bradesco, Itaú, Santander e BTG Pactual. Ele também conhece os meandros das principais operações controversas envolvendo Caixa, Banco do Brasil e Banco Safra.
Com exceção do Safra, esses bancos formaram consórcio na criação da Sete Brasil, estaleiro que reproduziu os esquemas de propina da Petrobras na produção de sondas do pré-sal e que hoje está praticamente falido.


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Nota do BACEN:

BC dará transparência aos Acordos Administrativos em Processo de Supervisão
O Banco Central, sempre e sem exceções, fará a publicação, em seu sítio eletrônico na internet, da íntegra dos acordos administrativos em matéria de supervisão (APS) por ele firmados, no prazo máximo de cinco dias após sua assinatura.
De acordo com a circular 3.857, de 14 de novembro de 2017, que regulamenta a aplicação dos APS, previsto na Lei 13.506, de 13 de novembro de 2017, a publicação abrangerá todas as informações relativas ao acordo, incluindo a descrição das condutas infracionais e demais aspectos fáticos. Unicamente deixarão de ser publicadas as informações cuja publicação, em virtude da existência de sigilo legal, a exemplo do sigilo bancário, for proibida por lei.
Sem prejuízo da publicação, o Banco Central comunicará ao Ministério Público, na forma da Lei Complementar nº 105, de 2001, a integralidade do APS, inclusive as informações cobertas por sigilo bancário e outras espécies de sigilo.


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Irmão de reitor que se matou pede à Justiça que investigue Delegada da PF pelos abusos e excessos que levaram à morte de seu irmão

Delegada Érika Mialik Marena
Delegada Érika Mialik Marena

O irmão do ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, Acioli Antônio de Olivo entrou com um requerimento ao Ministro da Justiça, Torquato Jardim, para que "seja instaurado procedimento investigativo para apurar a responsabilidade da Delegada Érika Mialik Marena pelos abusos e excessos cometidos na denominada 'Operação Ouvidos Moucos'".


No bilhete que foi encontrado junto ao corpo [imagem], o reitor deixou claro o que o levou a tomar a decisão do suicídio.

No requerimento, o irmão do reitor mostra as arbitrariedades cometidas pela Delegada Érika Mialik Marena (delegada que deu nome à Operação Lava Jato e que era da turma de Curitiba e foi transferida para SC), a falta de fundamentação e a espetaculosidade da tal Operação, anunciada como investigando corrupção de R$ 80 milhões, quando o que se tem hoje são possíveis desvios, ocorridos antes da posse do reitor, de aproximadamente R$ 400 mil.

Leia a seguir trechos do requerimento do irmão do reitor e se aprofunde mais no tema indo ao site do Marcelo  Auler.


[Luiz Carlos Cancellier de Olivo era Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC] Era primário, sem registro de nenhum antecedente, nunca foi processado, sequer administrativamente, tendo fixado residência em Florianópolis nas proximidades da UFSC, que era a extensão de sua casa até o dia em que, como relatou em seu bilhete de despedida, foi defenestrado e banido daquele espaço público. 

Não obstante sua relevante trajetória, foi surpreendido no dia 14 de setembro de 2017 com mandado de prisão temporária expedido pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Florianópolis, a requerimento da autoridade policial ora representada, a pretexto de aprofundar as investigações, sob a alegação de supostamente ter tentado, na qualidade de Reitor, atrapalhar investigações realizadas no âmbito administrativo (corregedoria) da UFSC. 
 

Deflagrada a Operação com larga e instantânea cobertura da imprensa local e nacional, que, apesar do sigilo, contou com o fornecimento de informações processuais privilegiadas, a exemplo da exato momento de cumprimento dos mandados de prisão, Luiz Carlos Cancellier de Olivo não resistiu a pressão de ser humilhado publicamente pela injusta acusação por um fato anômalo jamais praticado (tentativa de obstrução administrativa), tendo este fato sido determinante para a prática do ato extremo que culminou em seu falecimento precoce e que tem acarretado danos irremediáveis aos familiares ora signatários. 

Apesar disso, ampla foi a divulgação realizada pela Polícia Federal de detalhes sigilosos da referida investigação.
 

(...) A título de exemplo, na página oficial do Facebook1 da Polícia Federal foi divulgada no dia da deflagração da operação (14/09/2017) a informação equivocada de que teria sido desviado da Universidade Federal de Santa Catarina o valor de R$ 80 milhões de reais, permanecendo publicada até a presente data, com a hashtag "#issoaquiépf", demonstrando nítido propósito promocional da notícia. (Disponível em: https://www.facebook.com/policiafederal/photos/a.465261690168176.116246.223630627664618/1788528881174777)

Além disso, também no dia da deflagração da operação (14/09/2017), a delegada representada, antes mesmo de concluir a oitiva de Luiz, que durou mais de 5 (cinco) torturantes horas, convocou coletiva de imprensa e deu entrevista ao vivo, divulgada pelo canal do Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=n8nIa-NKcVU ) da Polícia Federal para "denunciar" o suposto desvio de mais de 80 milhões de reais na UFSC, informação equivocada, pois o montante se refere ao total de repasses feito pela CAPES a todos os cursos de EAD, e não ao suposto desvio, que, segundo apurado até agora, não ultrapassa, ao que se sabe, 400 (quatrocentos) mil reais. 


A ausência do necessário sigilo, com a divulgação excessiva de informações equivocadas pela PF, estigmatizou todos os investigados, especialmente Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a quem foi atribuída pela autoridade presidente do inquérito e, posteriormente, pela mídia, a participação em desvio milionário, quando, na verdade, a única acusação genérica contra ele, movido por um subordinado e oposicionista político, era de ter tentado "obstruir" investigação no âmbito administrativo da UFSC, o que nem de longe configura crime. 

Não bastasse a completa ausência de elementos na recém nascida Operação, a autoridade representada convocou, segundo nota da própria PF, 105 agentes federais, incluindo delegados lotados em outros estados, como do Maranhão (que interrogou Luiz), tudo para deflagrar um espetáculo midiático e prender "perigosíssimos" 7 professores universitários, dentre eles o Magnífico Reitor da UFSC, possivelmente com custo (diárias, hospedagem, alimentação, transporte, etc) superior ao do suposto desvio.   

A Lei 4.898/1965, que regulamenta a representação nos casos de abuso de autoridade, dispõe, em seu artigo 4º, "b" e "h" que constitui abuso "submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei" e praticar "ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal".
 

(...) No presente caso, a autoridade policial não só submeteu o falecido reitor a imensurável vexame ao conduzir sua prisão, em local inadequado (penitenciária), como causou mácula irreparável à sua honra, ao divulgar a informação de que ele estaria envolvido em suposto desvio milionário, quando o próprio caderno investigativa afirma que seu envolvimento estaria restrito a alegada interferência administrativa.
 

Dessa forma, por tudo que foi exposto, resta evidente que a Delegada Érika Mialik Marena extrapolou suas funções institucionais, devendo ser apurados com rigor os abusos praticados na "Operação Ouvidos Moucos", a fim de responsabilizar os envolvidos no trágico desfecho e prevenir a ocorrências de novos episódios deste jaez.
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Lula: 'A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais'

Página do jornal francês Le MOnde com entrevista de Lula

Numa entrevista à edição de domingo do jornal francês Le Monde, o ex-presidente Lula conseguiu sintetizar na frase que dá título a esta postagem a insólita perseguição que lhe vem sendo feita pela Lava Jato, como braço jurídico-policial do golpe.

"A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais".
A seguir, trechos da entrevista publicados na RFI, onde Lula se diz disposto a, se eleito, convocar um referendo para o povo julgar as reformas impostas goela abaixo pelo governo golpista.



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz em entrevista publicada na edição deste domingo (19) do jornal francês Le Monde que está pronto para reassumir o poder na eleição presidencial de 2018. "Ainda posso ajudar os pobres", afirma o petista, acrescentando que, se for eleito, irá organizar um referendo para "consultar o povo" sobre as reformas econômicas. 
Lula reafirma que "a destituição de Dilma foi um golpe de Estado". "Contra Dilma, contra o PT e contra a ideia que eu me reapresente na eleição", ressalta.
Processos judiciais
Na entrevista, Lula se defende das acusações de corrupção e aproveita para criticar o juiz Sérgio Moro, que em julho deste ano o condenou a quase 10 anos de prisão. "Fui condenado em um processo em que o mesmo juiz reconhece que o apartamento não era meu e que não houve desvio de recursos da Petrobras", denunciou.
"O juiz Sérgio Moro, refém da mídia, estava condenado a me condenar. Os procuradores, tomados pela megalomania, garantem que o Partido dos Trabalhadores queria o poder para roubar. Eles têm um comportamento de analfabetos políticos", critica. "A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais", diz o ex-presidente de 72 anos. "A hora da verdade chegará e o PT decidirá", acrescenta.


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Declínio do império. 6 indicadores em que os Estados Unidos estão piores até do que países em desenvolvimento

Imagem de uma jovem homeless nos EUA

Se você acha que o maior problema dos Estados Unidos é o Trump, errou. Se acha que é o gordinho presidente da Coreia do Norte, também.

O problema dos EUA é seu declínio, o declínio natural de todo império, após seu apogeu. Aconteceu com o Egito, com a Itália, com a Inglaterra e agora chegou a vez deles.

A crise atingiu em cheio o país e em alguns lugares o número de famintos, homeless, pedintes, fodidos de todos os tipos, drogados vagando a esmo, é igual ao de qualquer país subdesenvolvido.

Em seis itens importantíssimos, o declínio do império pode ser medido em números:

  1. Expectativa de vida
  2. Mortalidade Infantil
  3. Mortalidade materna
  4. Taxa de homicídios
  5. Gravidez na adolescência
  6. Educação


1. Expectativa de Vida


Os EUA estão em 40º lugar, atrás de nações ditas desenvolvidas, mas também atrás de Chile, Costa Rica e Cuba.

2. Mortalidade Infantil


De acordo com o relatório mais recente do PNUD, que utiliza dados de 2015, nos Estados Unidos esse valor é de 5,6. Isso o coloca no 44º lugar do mundo, novamente superado pelos países ricos como um todo, bem como por Cuba (de novo!), Bósnia Herzegovina e Croácia.

3. Mortalidade materna


Desde o início deste século, os Estados Unidos registaram um aumento nos índices de mortalidade materna, cuja taxa passou de 17,5 mortes por 1.000 nascimentos em 2000 para 26,5 em 2015, de acordo com pesquisas publicadas. pela revista The Lancet em janeiro de 2017.

É um fenômeno que vai contra as tendências no resto do mundo industrializado, onde houve um declínio no mesmo período.

Além disso, o número registrado nos Estados Unidos é superior ao da Costa Rica (24.3), da China (17.7), do Vietnã (15.6) ou do Líbano (15.3).

Neste caso, há também uma clara divergência nos Estados Unidos, porque a mortalidade materna entre mulheres brancas é 13, mas entre as mulheres afro-americanas é 44.

4. Taxa de Homicídios


Este número contrasta com os países europeus, como a Áustria (0,51) ou a Holanda (0,61), mas também com o Canadá (1,68) e até a Albânia (2,28), Bangladesh (2,51) e Chile (3.59, de acordo com os dados de 2014, o mais recente).

5. Gravidez na adolescência


Segundo dados do Banco Mundial para 2015, os EUA registram uma taxa de 21 nascimentos desse tipo para cada 1.000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade, o que coloca esse país no 68º lugar do mundo, ao mesmo nível que Djibouti e Aruba, e bem acima da média em países de alta renda que é de 13 nascimentos por mil.

6. Educação


De acordo com um estudo realizado no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Competências (PIAAC, ena sigla em inglês), entre os países membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), EUA teve uma performance que, no melhor dos casos, foi medíocre.

A pesquisa mediu três níveis educacionais diferentes em termos de capacidade de leitura e capacidade numérica: pessoas que não completaram o ensino médio, indivíduos com educação secundária e outros com pelo menos dois anos de ensino universitário.

23 países participaram da análise: Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Países Baixos, Noruega, Polônia, Coréia do Sul, Eslováquia, Espanha, Suécia, EE. .U., Bélgica e Reino Unido.

No teste sobre capacidade de leitura, entre aqueles que não haviam terminado o ensino médio, os americanos estavam entre os cinco países com os piores resultados; enquanto que entre aqueles que completaram esses estudos estavam abaixo da média de todos.

No caso de pessoas que tinham pelo menos dois anos de estudos universitários, os americanos estavam acima de oito países, empatados com outros seis, mas foram ultrapassados ​​por sete nações.

Além disso, os Estados Unidos foram o país que registrou a maior diferença entre os resultados obtidos por aqueles que não terminaram o ensino médio e aqueles que têm pelo menos dois anos de cursos universitários.

Na avaliação das habilidades numéricas, os americanos estavam consistentemente abaixo da média da OCDE nos três níveis educacionais estudados. Além disso, o país foi o último tanto entre os que não terminaram o ensino médio como entre aqueles que acabaram.

Para aqueles que completaram pelo menos dois anos de ensino superior, EUA superou a Espanha e a Itália e igualou outros cinco países, ficando para trás de 15 outras nações.

[Fonte: BBC, onde você pode consultar mais dados e gráficos, em espanhol]


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'O governo Temer não segue somente sem apoio do povo, mas sim contra o povo', diz artigo no jornal francês Liberation



Um artigo publicado nesta terça-feira (21), intitulado, “Brasil, o novo laboratório neoliberal”, escrito pelo filósofo Dany-Robert Dufour e os sociólogos Frédéric Vandenberghe e Carlos Gutierrez, faz uma análise ácida sobre a situação atual do Brasil.

Confira trecho a seguir. Íntegra aqui.



“O povo sofre”
Depois do fim dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro se transformou em uma zona de violência e insegurança, diz o artigo. Os autores descrevem que com “5% de aprovação, o governo Temer não segue somente sem o apoio do povo, mas sim contra o povo, que perdeu a voz, os direitos e a esperança”. Para conseguir seu “golpe de Estado”, Temer se apoiou nos grandes proprietários rurais, setor mais retrógrado do país, e nos grandes empresários, afirmam os autores. O resultado é uma política social, cultural e ecológica desastrosa.
País em pleno retrocesso
Nas áreas rurais, há o retorno de políticas que visam restaurar um regime de trabalho do século 19 - a decisão de relaxar a definição de trabalho escravo e a redução de seus meios de controle é sintomática de relações de poder que ligam as facções do "gado" a Brasília, descreve o artigo de Libération.
Na cidade, ocorre a revogação definitiva dos direitos trabalhistas adquiridos. O texto afirma que a nova lei do trabalho, que entrou em vigor em 11 de novembro, transformará o Brasil em um laboratório de neoliberalismo. “O que aconteceu quando o Chile estava sob o comando de Pinochet, depois que os Estados Unidos apoiaram o golpe, acontecerá no Brasil na era Temer. Não sendo eleito ou candidato nas eleições de 2018, ele não tem nada a perder e já não precisa do povo para governar”, enfatizam os autores.
O apoio dos "partidos fisiológicos", sua base parlamentar e os eleitos corruptos é suficiente para que ele permaneça no poder, e escape do impeachment e, eventualmente, também da prisão, evidenciam os especialistas.
A antidemocrática lei do trabalho
“A partir da próxima semana, a terceirização de todas as atividades de uma empresa se tornará possível...”.
“O artigo mais chocante da nova lei permite que as mulheres grávidas trabalhem em condições insalubres”. Os autores criticam a defesa do governo Temer e da elite econômica, que argumentam que esse conjunto de medidas deve permitir a recuperação econômica do país, proporcionando segurança jurídica aos empreendedores. “No entanto, sabemos que a relação de trabalho é assimétrica e que o "equilíbrio de poder", para usar um vocabulário marxista da década de 1950, ainda em voga no Brasil, é tal que os trabalhadores têm tudo a perder e provavelmente perderão tudo”.
O texto corrobora com vários economistas brasileiros que dizem que a reforma causará uma crise social e econômica sem precedentes. “Em um país onde a concentração da riqueza já é considerável, a nova lei trabalhista reduzirá ainda mais o poder de compra dos mais pobres e reduzirá a já fraca capacidade de investimento do Estado brasileiro, o que será forçado a aumentar a dívida pública”. “A situação é tensa. O Brasil está avançando perigosamente para o precipício. Qualquer coisa pode acontecer - incluindo o pior”, finalizam os intelectuais.

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Moro manda prender Jesus e bloquear bens de sua família

Juiz Sergio Moro

Não é piada. Jesus é José Antônio Jesus, ex-gerente da Transpetro.


O juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio no valor de R$ 7,3 milhões, nesta terça-feira, 21, de 3 empresas e 7 investigados – entre eles, o ex-gerente da Transpetro, José Antônio Jesus, principal alvo da Operação Sothis, 47ª fase da Operação Lava Jato.

Os investigadores suspeitam de que valores foram repassados ao agente público, em benefício do PT e que, de forma independente, a mesma empresa fez repasses ao PMDB a pedido da presidência da Transpetro.

O juiz Sérgio Moro determinou a prisão temporária do ex-gerente da Transpetro. O prazo de encarceramento é de cinco dias, período que pode ser prorrogado. O magistrado também pode converter a prisão de Antonio Jesus para preventiva – por tempo indeterminado. Ele foi detido na manhã desta terça-feira, em sua residência, na cidade de Camaçari, na Bahia. [Fonte: Estadão]

Imagem mostra o bloqueio de bens da família.


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Pezão é o Temer do Rio. Multidelatado, com impeachment pedido, continua no poder para servir ao golpe com as privatizações

Pezão e Temer trocando sorrisos, com Temer abrindo o paletó

Está lá manchete da Folha: "Delator afirma que Pezão recebeu R$ 4,8 milhões de propina". Não é a primeira acusação. Nem é possível acreditar (talvez nem o Papa acreditasse) que Pezão, que foi vice-governador e Secretário de Obras (de obras da Delta, Odebrecht!), não soubesse da corrupção que correu frouxa nos dois governos de Cabral e que o colocaram na cadeia.

Se não fosse o bastante, Pezão foi acusado várias vezes por delatores como tendo recebido propina. A última agora, por um funcionário do doleiro Álvaro José Novis, de que teria recebido R$ 4,8 milhões.

Ele, assim como Temer, são do PMDB, e estão no poder para aplicarem no Brasil e no Rio a agenda do mercado financeiro, da mídia corporativa e do golpe: privatizações, quebra de direitos trabalhistas e desmonte de programas sociais.

No Rio, além de todo o descalabro administrativo, com graves problemas de atraso de pagamento (ou mesmo de não pagamento) de funcionários públicos, insegurança, hospitais e UPAs ao deus-dará, o plano é quebrar a UERJ e privatizar a CEDAE, companhia de água e esgoto do estado.

Enquanto isso não acontece, ele se mantém. Como Temer, mesmo com todas as acusações contra ambos.


O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), teria recebido R$ 4,8 milhões de um dos operadores do esquema de propina de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio.
A informação consta da deleção premiada de um funcionário do doleiro Álvaro José Novis.
Segundo o delator Edimar Moreira Dantas, o governador era identificado como "Pé Grande" nas planilhas entregues aos procuradores. 
De acordo com Dantas, ele gerenciava uma conta criada exclusivamente para o pagamento de propinas. Na delação, o funcionário do doleiro informou que o dinheiro era enviado pela Fetranspor, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro.
O governador disse que não conhece e nunca esteve com Dantas e garantiu que jamais tratou de pagamento ou recebimento de recursos ilícitos.
Ao Ministério Público, o funcionário de Novis afirmou que o dinheiro era entregue a um intermediário identificado como Luís.
Para os procuradores, o intermediário seria Luís Carlos Vidal Barroso, assessor do governador ainda contratado do governo do Estado.
Nas planilhas do doleiro aparecem cinco pagamentos a Pé Grande, num total de R$ 4,8 milhões. Os pagamentos foram feitos de 22 de julho de 2014 a 8 de maio de 2015.
Nessas datas, Pezão já tinha assumido o cargo de governador do Rio.[Fonte: Folha]


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