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Todas as pesquisas indicam a vitória de Lula. A última chance de Bolsonaro, segundo os especialistas, seria um atropelamento de Lula no debate de ontem na Globo. O que se viu foi próximo do avesso: um tresloucado Bolsonaro procurando pelas câmeras, que pareciam fugir dele, até o patético apelo para que Lula ficasse junto a ele, que o ex e futuro presidente rechaçou de bate-pronto: "Não quero ficar junto de você".
Hoje saem as últimas pesquisas de todos os institutos e elas devem repetir as anteriores ou talvez até mostrem um aumento da distância entre os dois candidatos.
Mas o que interessa é o dia de amanhã e seus subsequentes. As urnas consagrando Lula, qual será a opção do lado vitorioso, o nosso lado? Uma anistia geral, como a covarde da ditadura? Ou lutaremos por Justiça?
Não é vingança nem ódio (ok, um pouco de ódio tempera tudo, pelos quatro criminosos anos que vivemos), é Justiça. Não quero Bolsonaro e seu bando pendurados em postes como Mussolini, mas que todos sejam julgados pelos crimes cometidos e, condenados, que paguem as penas determinadas em lei.
A CPI da Covid poderia ser uma boa entrada. Levar para o banco dos réus toda a conclusão de seu relatório e punir exemplarmente todos os criminosos cujos crimes sejam provados.
Damares, Weintraub, Salles, Pazzuelo, todos devem enfrentar os processos que lhes cabem e pagar pelo que fizeram.
Em memória dos 690 mil brasileiros vítimas da Covid que aqui não estão, não podemos anistiar os que os assassinaram direta ou indiretamente.
Vitória de Lula e Justiça. São os primeiros passos para o Brasil voltar a ser feliz de novo.
O primeiríssimo é amanhã com o voto no 13, Lula, presidente. E depois Justiça, para que um governo criminoso como o de Bolsonaro não aconteça NUNCA MAIS.
Segunda-feira, o ministro das Comunicações de Bolsonaro Fábio Faria reuniu uma coletiva para anunciar que o TSE estava prejudicando a campanha de Bolsonaro e que Lula teria mais de 150 mil inserções comerciais em rádio que Bolsonaro. Algo completamente sem pé nem cabeça, porque somadas todas as inserções dos dois candidatos não chegam nem perto desse número. O objetivo claro era acrescentar combustível à tese que Bolsonaro alimenta desde 2018 quando foi eleito de que vem sendo roubado pelo TSE.
Só que a campanha e Faria não contavam com a pronta resposta do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que deu 24 horas para que fossem apresentadas provas da denúncia sob pena de enquadrar os denunciantes em crime eleitoral.
Como não têm prova alguma, com medo da Papuda, Fábio Faria tratou de se desvencilhar da batata quente com uma confissão que chega ao cúmulo do cinismo:
"A falha era do partido [e não do TSE, como acusava], que percebeu o problema tardiamente, e não do tribunal. Como havia pouco tempo para o TSE fazer uma investigação mais aprofundada, eu iniciei um diálogo com o tribunal em torno do assunto", diz ele.
"Me arrependi profundamente de ter participado daquela entrevista coletiva. Se eu soubesse que [a crise] iria escalar [tão inocente, tadinho...], eu não teria entrado no assunto".
As declarações estão na coluna da Mônica Bergamo, na Folha, onde há também a informação de que Fábio Faria teria pedido desculpas pessoalmente aos ministros do TSE.
Provavelmente, o pedido de desculpas que faz agora é parte de um acordo para não ser preso, já que o ministro Alexandre de Moraes não o elencou entre as pessoas da campanha de Bolsonaro que poderiam ser presas pelo cometimento de crime eleitoral. Logo ele, que foi quem convocou a coletiva e deu a informação do falso prejuízo à campanha de Bolsonaro.
São covardes todos eles. A começar pelo chefe, Jair Bolsonaro. Quando veem reação dura do outro lado, voltam atrás e trocam o dito pelo não dito. Malditos. Dia 30 é Lula presidente 13 neles!
Já falei sobre Argentina, 1985 aqui, seu sucesso na Argentina que tem levado centenas de milhares de espectadores aos cinemas. O filme é o representante ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro daquele país.
Mas hoje eu quero falar sobre a importância de assistir ao filme, especialmente os mais jovens, que não viveram a ditadura lá ou aqui. Os que já tiveram a sorte de nascer na democracia precisam entender o que é viver sob uma ditadura e como é fundamental que ela não se repita.
Neste próximo domingo o Brasil vai às urnas. Segundo todas as pesquisas, Lula deve reafirmar vitória no primeiro turno e se eleger pela terceira vez presidente do Brasil. Mas ainda há muitos que pensam em anular o voto, não comparecer ou votar em branco.
A esses eu aconselho que assistam a Argentina, 1985. O filme está no serviço de streaming da Amazon, mas também nos principais serviços de distribuição alternativa.
Assistindo ao filme, é possível perceber a realidade cruel de uma ditadura e porque devemos usar de qualquer meio a nosso dispor para que elas não aconteçam "nunca mais", como frisa o promotor interpretado pelo genial Ricardo Darín no filme.
Assista Argentina, 1985, se emocione e dê seu voto na democracia domingo. Ditadura nunca mais. Lula 13.
A seguir, o trailer de Argentina, 1985.
Neste 27 de outubro, o filho de dona Lindu Luís Inácio Lula da Silva
completa 77 anos, a três dias das eleições presidenciais que, segundo
todas as pesquisas, devem conduzi-lo pela terceira vez ao cargo máximo
do país, repetindo o acontecimento de há 20 anos, quando Lula comemorou o
aniversário no dia em que foi eleito presidente pela primeira vez.
É
a volta por cima de um homem que foi considerado morto politicamente há
quatro anos, quando foi preso injustamente, sem provas, por um juiz a
serviço do golpe de Estado, que começou com o impeachment também ilegal
da presidenta Dilma em 2016 e culminou com a prisão de Lula e a
proibição de que concorresse à presidência em 2018, quando liderava
com folga a corrida presidencial.
Contra todas as previsões, Lula
completa 77 anos livre, inocente de todas as acusações, apaixonado,
recém casado e sendo saudado e abraçado diariamente por milhões de
brasileiros que saem às ruas com o desejo de reconduzi-lo ao cargo, de
onde saiu há 12 anos como o melhor presidente da República da
história.
Lula é um predestinado, e seu reencontro com o povo
nas ruas é das coisas mais emocionantes, daquelas de filme épico que
narra a saga de um menino pobre, nascido na miséria, que virou rei de
seu povo.
Viva Lula! Longa vida, muita saúde, paz, prosperidade e amor, porque é disso que Lula e o Brasil precisam.
Domingo é 13 para o Brasil voltar a ter paz e sonhar de novo com o país mais justo e solidário que desejamos.
Hoje completaria 100 anos um dos mais brilhantes, irrequietos e inovadores brasileiros: Darcy Ribeiro.
Apaixonado pelos indígenas, pelo Educação, pelo povo, pelo Brasil. Antropólogo, escritor, político, Darcy foi muitos na unidade da diversidade. Seu livro O Povo Brasileiro - a Formação e o Sentido do Brasil, que ele fugiu do hospital para concluir, é um canto de amor ao Brasil miscigenado.
Darcy foi filiado ao PDT, vice-governador do Rio de Janeiro no governo de Leonel Brizola e senador da República quando criou o projeto de Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
A lei, aprovada em 1996, é chamada de Lei Darcy Ribeiro e estabelece pontos para a formação dos profissionais de educação, para garantir o acesso de toda a população à educação gratuita e de qualidade, para valorizar os profissionais da educação e do dever da União, do Estado e dos municípios com a educação pública. A lei continua em vigor.
Foi já nos anos 1980, no governo Brizola, que concretizou o projeto dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps). Ele acompanhava as obras das escolas, o currículo escolar e defendia a cultura local, recorda Gisele Jacon.
O legado de Darcy Ribeiro também inclui o Parque Nacional do Xingu (hoje Parque Indígena do Xingu), o Museu do Índio, o Memorial da América Latina, a Universidade Nacional de Brasília (que, por ideia dele, tem um "beijódromo"), o Monumento ao Zumbi dos Palmares e o Sambódromo do Rio de Janeiro (que, por ele, seria utilizado como escola nos períodos fora do Carnaval). [BBC]
Darcy até hoje é lembrado por seu confesso fracasso na vida, que ele admitiu com orgulho em discurso na Sorbonne, quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa:
"Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Em 1986, Darcy concorreu ao cargo de governador do Rio de Janeiro, e perdeu para um dos piores e mais nefastos governadores do estado, Moreira Franco. E lamentamos até hoje a oportunidade perdida de ter Darcy Ribeiro como governador do Estado tocando os CIEPS, a cultura, a educação, a diversidade do Rio de Janeiro. Onde poderíamos estar hoje... E o Brasil também, porque Darcy, com seu entusiasmo, iria energizar o país a partir do Rio.
Viva Darcy Ribeiro, no seu centenário, e viva o povo brasileiro!
Ontem, com a posse de uma nova parlamentar, as mulheres passaram a ser maioria no Parlamento da Nova Zelândia, pela primeira vez na História. No Brasil, como publiquei aqui, Participação feminina na Câmara é de apenas 16,67%.
Não é hora de melhorar isso?
A cota que obriga partidos a terem 30% de tempo e verbas partidárias para mulheres candidatas é alguma coisa. Mas foi mais uma jogada para a plateia do que uma atitude para diminuir o verdadeiro abismo que existe entre a população feminina e o número de mulheres na Câmara e no Senado.
Devemos mudar esse quadro, que apenas reflete o machismo estrutural de nossa sociedade. Como fizemos com as cotas nas universidades públicas, temos que ter cotas não para candidaturas, mas cota de parlamentares. Como são 513 deputados, teríamos que obrigatoriamente ter 154 mulheres entre eles. No Senado, como são três vagas por estado, teríamos que obrigatoriamente ter uma dessas vagas preenchida por uma mulher.
Porque a cota para as candidatas serviu para sairmos de 77 mulheres eleitas em 2018 para 86 em 2022. Isso representa apenas 16,67 do total de deputados. E, segundo o Cadastro Eleitoral de 2022, as mulheres são maioria do eleitorado brasileiro, com 52,65%.
Cota para mulheres congressistas já para as próximas eleições nos três níveis — federal, estadual e municipal — pode ser uma boa ideia para diminuir o abismo hoje existente.
Porque o que acontece é que os partidos cumprem a cota de candidatas, mas as verbas são carimbadas para os homens do partido. Muitas candidatas vivem denunciando isso. Muitas até emprestam o nome para o partido cumprir a cota mas não são candidatas de verdade.
Havendo um número obrigatório de congressistas mulheres, os partidos vão tratar de alimentar as campanhas das companheiras para não perderem essas vagas.
É uma ideia que me parece tão evidente, que já deve ter algum projeto de lei sobre o tema. Só que ele, se existe, precisa ser levado à pauta, com a devida cobrança da sociedade.
O que acham?
Abaixo, depoimentos de algumas parlamentares da Nova Zelândia sobre essa nova e histórica configuração.