Mostrando postagens com marcador 2002. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2002. Mostrar todas as postagens

Bolsonaro consegue jogar o Real a um patamar pior do que no período da grande especulação sobre eleição de Lula em 2002


Jair Bolsonaro é um destruidor, que está transformando nosso país num lixo mundial, dilapidando nossas riquezas, nossas florestas, nossos indígenas, nossa população e até nossa moeda.
 
A situação do Real hoje está pior do que na época da grande especulação de 2002, quando o Mercado fez terrorismo cambial para tentar conter a possibilidade da vitória de Lula, felizmente sem sucesso. 
 
O Real chegou a se depreciar em 30% frente ao dólar à toa, apenas por especulação e terrorismo, com "medo" de Lula, e nossa moeda só voltou ao padrão em 2005.
 
Agora a mesma situação se repete com Bolsonaro, só que em ponto maior: a depreciação é de 40%, mesmo sendo ministro da Economia um homem do Mercado, um especulador nato e conhecido, um neoliberal raiz.
 
No entanto, o Mercado já descolou Guedes de Bolsonaro, percebeu que ele já não apita nada, e trata de jogar o Real lá embaixo, com fuga recorde de capitais, numa aposta de que com Bolsonaro as coisas que estão mal só tendem a piorar.
 
De acordo com cálculos do pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) Livio Ribeiro a moeda brasileira entrou em uma trajetória de desalinhamento em relação aos fundamentos econômicos de longo prazo. 
Segundo Livio Ribeiro, esse descasamento representa uma depreciação de quase 40%. Ou seja, para um câmbio médio em torno de R$ 5,40, o valor sugerido pelos fundamentos estaria próximo de R$ 3,90. Em 2002, esse desalinhamento foi de cerca de 30%.
“Essa incapacidade do Brasil de absorver uma melhora no mundo ou, colocando de outra forma, a nossa capacidade de nos atrapalharmos não é uma propriedade dos últimos dias, tem acontecido há bastante tempo. Qualquer corte que você queira usar na avaliação dos fatores domésticos e externos, consistentemente, com pouquíssimas exceções, os fatores domésticos operam na direção de depreciar a moeda”, afirmou. [Folha]
Ou seja, o Mercado nem olha para o Real real, mas para a realidade do governo Bolsonaro, que destrói o país, não tem política alguma a não ser tentar livrar os filhos, a mulher e ele mesmo da cadeia, proteger milicianos e militares que o mantêm no poder e, agora, dar guarita ao Centrão, pelo mesmo motivo dos militares.




Para receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp clique aqui

Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos




Recentes:


Assine a newsletter do Blog do Mello.
É grátis.

'A Revolução não será Televisionada'. Mas o golpe foi


Em 2002, a RCTV, equivalente à Rede Globo na Venezuela, semeou o golpe diariamente contra o governo do presidente Chávez, a ponto de incentivar uma greve geral no país.

Conseguiu seu intento.  Mas o golpe durou pouco e a resistência popular trouxe Chávez de volta ao poder.

Toda essa história é contada no documentário A Revolução não será televisionada, que você pode assistir na íntegra aqui a seguir, com legendas em português.

Aqui, o golpe está durando mais tempo. Eles aprenderam com aquele. E nós não. Tanto que o golpe aqui foi televisionado e endossado pelo Legislativo e Judiciário.

Mas, como lá, a reviravolta aqui virá. Será uma espécie de pentimento, mas aqui o arrependimento virá daqueles que apoiaram a destituição do PT (foi Dilma, como antes foi Lula) pela mudança social que representou para o país. Mas exatamente por isso, o arrependimento virá à tona, mostrando não os caminhos errados que levaram à nova pintura, mas os caminhos certos que foram abandonados pela mentira golpista fartamente alimentada pela Rede Globo.



Vídeo do golpe contra Chávez. Na íntegra, 'A Revolução não será televisionada'



"O documentário "The revolution will not be televised" (A revolução não será televisionada), filmado e dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O'Briain, apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002, na Venezuela.

Os dois cineastas estavam no país, desde setembro de 2001, realizando um documentário sobre Chávez e o governo bolivariano quando, surpreendidos pelos momentos de preparação e desencadeamento do golpe, puderam registrar, inclusive no interior do Palácio Miraflores, seus instantes decisivos, respondido e esmagado pela espetacular reação do povo. Vídeo com legendas em português". (texto da página do Google vídeo)

Comentário do Mello: Não deixem de assistir. É a versão completa, com 75 minutos, contando os bastidores do golpe que derrubou Chávez por dois dias, e sua volta. Por que foi derrubado? Por quem? Por que voltou? Como? Assista e forme sua opinião.

Download de "A Revolução não será televisionada"

Clique aqui para baixar "A Revolução não será televisionada" para seu computador. É um arquivo de 177 MB.

Leia também:

» Bono, do U2, financiou game contra Chávez

» Mercenaires 2: Game simula invasão da Venezuela para derrubar Chávez

» Em Miami, apresentador de TV prega o assassinato de Chávez

» Ex-agente da CIA confirma que EUA podem assassinar Chávez

» Hugo Chávez: O que nunca lhe informaram sobre ele

imagem RSSimagem e-mail

Azeredo, Aécio, Serra e as listas do Mourão e de Furnas

O governador de Minas, Aécio Neves, continua defendendo seu colega de partido, o ex-governador Eduardo Azeredo, das acusações feitas pelo procurador-geral Antonio Fernando de Souza:

“É um percalço da vida. Ele vai ter que enfrentar isso com serenidade, e acho que vai enfrentar com serenidade, adequadamente. Tenho plena confiança na honorabilidade do senador Eduardo Azeredo. Agora, numa nova etapa, ele sai da esfera política e entra na jurídica, e, se a denúncia for acatada, ele vai se defender com tranqüilidade.”

Na verdade, Aécio respira aliviado por não ter sido indiciado também, já que seu nome consta na lista do Mourão, como beneficiário de R$ 110 mil do esquema, que, segundo a denúncia do procurador-geral, desviou verbas públicas do estado de Minas Gerais para campanhas tucanas em 1998.

Quem deve estar se divertindo com isso é o governador de São Paulo, José Serra. Mas isso pode ser só por enquanto. A Polícia Federal está terminando as investigações sobre a lista de Furnas, relativa à campanha de 2002. Se for confirmada sua veracidade, Aécio e Serra vão dançar a noite dos desesperados. Aécio teria recebido R$ 5,5 milhões do esquema montado por Dimas Toledo. E Serra, à época candidato a presidente, R$ 7 milhões, R$ 3,5 mi por turno.

Sobre as listas de Mourão e de Furnas, leia mais aqui.

Clique aqui para ir ao Player de Vídeos do Blog do Mello

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

Mídia e sem votos querem sangue na Venezuela

Mais uma vez a oposição a Chávez arma o cenário para um golpe de Estado. Mais uma vez essa mesma oposição abdica do direito de derrotar o presidente venezuelano nas urnas e tenta derrubá-lo no tapetão do golpe.

Saem às ruas para protestar contra a reforma Constitucional aprovada pelo Congresso venezuelano, que vai à votação popular no próximo dia 2 de dezembro. E a reforma foi aprovada quase que por unanimidade, simplesmente porque nas últimas eleições a oposição abdicou do direito de lançar candidatos na disputa, o que fez, obviamente, com que só candidatos afinados com o presidente Chávez fossem eleitos. Alegaram os fujões que a disputa não seria democrática, embora observadores internacionais (inclusive a Fundação do ex-presidente americano Jimmy Carter) tenham confirmado a lisura de todo o processo.

Agora, mais uma vez, partem para as ruas com o único objetivo de conseguir fabricar vítimas, para poder usar o sangue de inocentes úteis e tentar o golpe, exatamente como em 2002.

Aparentemente, agora têm a seu lado o ex-ministro Raúl Baduel, o homem que ajudou Chávez naquele ano, dando o contragolpe, que restituiu o poder ao presidente um dia após o golpe. Em declaração recente e surpreendente, Baduel disse que a aprovação da reforma Constitucional será um golpe de Estado. Como se dá um golpe de Estado dentro das regras, através do voto, ele não explicou. Também não disse o que devem fazer os venezuelanos, caso haja a vitória do sim, no dia 2.

Baduel era amigo de Chávez - é inclusive seu compadre - e suas declarações colocaram ainda mais fogo na situação.

Mas, vejam só, o cenário é tão cercado de suspeitas na Venezuela, que há quem veja o dedo de Chávez nas declarações de Baduel . Para esses, ao pedir o voto no não – e não pregar a abstenção, como faz a oposição – Baduel está ajudando o presidente, ao incentivar a presença maciça da população no referendo, o que aumentaria a legitimidade da aprovação da reforma.

O caso é que os sinais emitidos da Venezuela são recebidos no Brasil pela “grande imprensa” com os “chavõez” (com z mesmo, de Chávez) de sempre. De sua parte, Chávez parece tranqüilo e disposto a não permitir que 2002 se repita em 2007. Estruturou-se nesses anos todos para isso. E tem a grande maioria da população a seu lado, como provaram todas as últimas eleições. Agora não deverá ser diferente.

A oposição esperneia. Sem voto, tenta ganhar no grito. Exatamente como ensaiam fazer aqui no Brasil.

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

Caixa 2 do PSDB: a lista do Mourão e a de Furnas

Depois do vazamento do relatório da Polícia Federal que acusa o PSDB de movimentar R$ 100 milhões (em valores da época) no caixa 2 da campanha de 98, tem muita gente confundindo a lista do Mourão (que está no relatório) com a famosa lista de Furnas (ou lista do Dimas), que anda sumida do noticiário, mas continua sendo investigada pela Polícia Federal e, mais dia menos dia, terá seu relatório concluído.

Existem muitas semelhanças entre as listas, daí provavelmente a confusão entre elas. A mais notável é a presença de grandes nomes no PSDB como principais beneficiados. A outra grande semelhança é que ambas as listas falam de desvios de verbas que teriam ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso. A de Mourão, em 1998, a de Furnas, em 2002.

Mas quatro anos as separam. E muitos milhões a mais. Se na lista de Mourão, o atual governador de Minas, Aécio Neves, aparece como tendo recebido R$ 110 mil, na lista de Furnas o valor salta para R$ 5,5 milhões. José Serra, que não estava na primeira, aparece na de lista de Furnas com se beneficiado com o recebimento de R$ 7 milhões na campanha de 2002.

Quando surgiu a lista do Mourão, muitos contestaram sua veracidade. Agora, esta foi atestada pela PF. O documento é verdadeiro, embora possa ser mentiroso seu conteúdo – é o que diz o relatório da PF.

A lista de Furnas vai pelo mesmo caminho. Pelo menos um dos citados, o ex-deputado Roberto Jefferson, confirmou que recebeu o valor anotado na lista. As primeiras investigações da PF concluíram pela veracidade do documento. Vamos ver se isso será comprovado no relatório final.

As semelhanças e diferenças entre as duas listas você poderá constatar clicando nas imagens abaixo para ampliá-las. As duas primeiras formam a lista do Mourão, página 1 e página 2, respectivamente. As demais são as cinco páginas da lista de Furnas, apresentadas em ordem crescente.

Lista do Mourão:

lista do Mourão. página 1lista do Mourão. página 2

Lista de Furnas:







Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail