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Secretário de Estado dos EUA desrespeita Brasil ao fazer ameaça a país vizinho em nosso território



O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, mostrou o nível de desprezo que os EUA têm por Bolsonaro e por nosso país, ao usar nosso território para fazer ameaças a um país vizinho e amigo do Brasil, a Venezuela.

Pompeo foi a Roraima com intuito de dar uma coletiva para ser usada na campanha da reeleição de Trump, onde ele afirmou que os EUA vão botar mais US$ 30 milhões aqui para apoiar um golpe na Venezuela e, de quebra, ameaçou o presidente eleito daquele país, Nicolás Maduro:
"Vamos tirá-lo de lá".
É o cúmulo da subserviência o Estado brasleiro se sujeitar a servir de palco para uma agressão a um país amigo e vizinho.

Se Pompeo e Trump querem ameaçar Maduro que o façam em seu próprio país.

Mas esperar o que de Bolsonaro, que já chegou a confessar que seu sonho é rachar a exploração econômica da Amazônia com os Estados Unidos? [veja no vídeo abaixo]

Pensar que pagamos salários e pensões a centenas de milhares de militares para teoricamente defenderem nosso país...

Todos de cócoras, prestando como Bolsonaro continência à bandeira dos Estados Unidos.




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Reino Unido confisca 31 toneladas de ouro da Venezuela porque não reconhece Maduro como presidente, mas Guaidó

Ouro da Venezuela na Inglaterra

Na mão grande, e seguindo determinação dos Estados Unidos, o Reino Unido simplesmente se apossou de 31 toneladas em lingotes de ouro pertencentes à Venezuela, com a alegação de que faz parte da comunidade mundial que não reconhece Maduro como o representante legal da Venezuela, mas o golpista Guaidó.

Maduro foi eleito em sucessivas eleições diretas pelo voto popular na Venezuela. No entanto, seguindo orientação dos Estados Unidos, vários países passaram a reconhecer como legítimo presidente da Venezuela o autoproclamado Guaidó, que se autointitulou assim e recebeu o endosso dos EUA e seus parceiros, que estão de olho nos dois ouros da Venezuela o amarelo e o negro, petróleo, de que a Venezuela detém a maior reserva do cru da melhor qualidade do mundo.

Enquanto isso, o povo da Venezuela sofre com o boicote internacional, que os proíbe de receber medicamentos inclusive insulina) e alimentos de vários países e de poder usar o ouro depositado no Banco da Inglaterra e pertencente ao povo venezuelano.
As barras de ouro, avaliadas em US$ 1 bilhão, estão nos cofres da instituição inglesa e pertencem à Venezuela, que agora quer vendê-las e usar os recursos para combater a disseminação do coronavírus no país, segundo o governo de Nicolás Maduro.

No entanto, o Banco da Inglaterra rejeitou o pedido venezuelano.

A razão? A atual diretiva do BCV responde ao governo de Maduro, e a instituição britânica expressou dúvidas sobre a autoridade dessa diretiva, argumentando que o Reino Unido reconhece como governo legítimo o do líder da oposição Juan Guaidó.

A disputa começou no início de 2019, quando mais de 50 países reconheceram Guaidó como presidente legítimo. [Fonte:BBC]
Como Maduro ainda é o presidente de fato da Venezuela e Guaidó caiu em desgraça quando tentou um golpe militar fracassado com mercenários estadunidenses em maio, a situação permanece em suspenso, enquanto o povo venezuelano sofre com a falta de verbas do país.






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Moro mandou Dallagnol exportar métodos ilegais da Lava Jato para a Venezuela, mostra Vaza Jato

Dallagnol e Moro com manchete da Folha sobre Venezuela

Nova reportagem sobre os vazamentos de fonte anônima para o site The Intercept Brasil, dessa vez em parceria com a Folha, mostra que o ex-juiz Moro queria que Dallagnol tornasse pública parte da delação de dirigentes da Odebrecht sobre a Venezuela, que atingiriam o governo Maduro.
"Talvez seja o caso de tornar pública a delação da Odebrecht sobre propinas na Venezuela", disse o juiz. "Isso está aqui ou na PGR?"
Ocorre que a divulgação de uma delação premiada tem que obedecer a certas regras, que seriam burladas pelo grupo com o objetivo de atingir o governo venezuelano e prejudicar ainda mais a Odebrecht.
O acordo fechado pela Odebrecht, assinado com autoridades brasileiras, dos Estados Unidos e da Suíça, estabelece que as informações só podem ser compartilhadas com investigadores de outros países se eles garantirem que não tomarão medidas contra a empresa e os executivos que se tornaram delatores.
Em resposta a Moro em 2017, Deltan indicou que os procuradores buscariam uma maneira de contornar os limites do acordo e comunicou a intenção de mover uma ação pelo crime de lavagem de dinheiro internacional. "Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos", acrescentou o procurador.
Moro retrucou demonstrando que estava mais preocupado com a divulgação das informações da Odebrecht do que com a possibilidade de uma ação judicial. "Tinha pensado inicialmente em tornar público", escreveu a Deltan. "Acusação daí vcs tem que estudar viabilidade."
Ou seja: se virem.

O pedido de Moro foi bastante discutido entre os procuradores, que sabiam dos riscos e desdobramentos que a divulgação ilegal poderia causar.
Membros do grupo expressaram preocupação com os riscos. "Vejam que uma guerra civil lá é possível e qq ação nossa pode levar a mais convulsão social e mais mortes", escreveu Paulo Galvão. "Imagina se ajuizamos e o maluco manda prender todos os brasileiros no território venezuelano", disse Athayde Ribeiro Costa.
Mas o objetivo político de Moro, Dallagnol e da Lava Jato são expostos em trecho de Dallagnol na reportagem da Folha, em resposta ao procurador Galvão:
"PG, quanto ao risco, é algo que cabe aos cidadãos venezuelanos ponderarem", escreveu em resposta à mensagem de Galvão. "Eles [venezuelanos] têm o direito de se insurgir."
Para Deltan, objetivos políticos justificavam a iniciativa. "Não vejo como uma questão de efetividade, mas simbólica", afirmou aos colegas. "O propósito de priorizar [a ação] seria contribuir com a luta de um povo contra a injustiça, revelando fatos e mostrando que se não há responsabilização lá é pq lá há repressão."
Os objetivos políticos da Lava Jato ficam claros nesta reportagem: destruir a Odebrecht, que disputava e vencia concorrências de grandes obras com empreiteiras pelo mundo, e os governos de esquerda com grandes reservas de petróleo, como Brasil e Venezuela.

Estamos pagando o preço dessa aventura, que trouxe ao poder Bolsonaro e Moro, como seu ministro da Justiça.

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'A Revolução não será Televisionada'. Mas o golpe foi


Em 2002, a RCTV, equivalente à Rede Globo na Venezuela, semeou o golpe diariamente contra o governo do presidente Chávez, a ponto de incentivar uma greve geral no país.

Conseguiu seu intento.  Mas o golpe durou pouco e a resistência popular trouxe Chávez de volta ao poder.

Toda essa história é contada no documentário A Revolução não será televisionada, que você pode assistir na íntegra aqui a seguir, com legendas em português.

Aqui, o golpe está durando mais tempo. Eles aprenderam com aquele. E nós não. Tanto que o golpe aqui foi televisionado e endossado pelo Legislativo e Judiciário.

Mas, como lá, a reviravolta aqui virá. Será uma espécie de pentimento, mas aqui o arrependimento virá daqueles que apoiaram a destituição do PT (foi Dilma, como antes foi Lula) pela mudança social que representou para o país. Mas exatamente por isso, o arrependimento virá à tona, mostrando não os caminhos errados que levaram à nova pintura, mas os caminhos certos que foram abandonados pela mentira golpista fartamente alimentada pela Rede Globo.



Uma foto mostra os milhões de votos que separam Chávez de seu adversário Capriles Radonski

Capriles (o de boné) em campanha
Henrique Capriles Radonski (ou C.Ratonski, como o chamam os chavistas) resolveu fazer uma visita aos bairros populares, em mais uma etapa de sua campanha para tentar derrotar Chávez e chegar à presidência da Venezuela nas eleições de outubro.

O "sucesso" da empreitada de Capriles está reproduzido na foto acima.

Venezuela e Equador colaboram com as FARC?


Os analistas de nossa mídia corporativa vivem falando que Venezuela e Equador colaboram com as FARC, pois deixam que seus guerrilheiros acampem em seus países.

Para não dizer que agem de má-fé, suponho que seja por ignorância. Eles não sabem o tamanho e a geografia das fronteiras entre os três países: Equador, Colômbia e Venezuela. E acreditam que seus leitores são iguais a eles e não terão a mínima curiosidade de pesquisar.

Para esclarecer o assunto, fui ao Google Earth e gravei essas imagens.

Equador, Colômbia, Venezuela.

As fronteiras entre eles.

O quanto há de selva ali.

E, finalmente, o local exato onde estavam os guerrilheiros das FARC, que foram assassinados, enquanto dormiam. É no meio da selva (reparem na linha amarela que marca a fronteira), a ponto de um oficial do exército equatoriano ter declarado que a área, após o bombardeio, era um buraco branco no meio de um prato de brócolis.

Agora, não vai poder alegar ignorância quem continuar a dizer que os governos do Equador e da Venezuela só não repelem as FARC porque não querem.

Leia também:

» A farsa dos US$ 300 mi que Chávez teria dado às FARC

» O terrorismo de Bush, das FARC e da mídia corporativa

» O conflito Colômbia-Equador-Venezuela e a versão da mídia

ATENÇÃO: Se você ler esta postagem em outro local que não este blog, sem o devido link para cá, é ROUBO.

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A farsa dos US$ 300 mi que Chávez teria dado às FARC

Quem desmonta a farsa montada por Álvaro Uribe é um dos maiores jornalisdtas investigativos do mundo, Greg Palast, da BBC e do The Observer.

Em sua página pessoal, Palast mostra o conteúdo do que estaria no computador apreendido de Raúl Reyes, assassinado pelas forças colombianas na selva do Equador.

Veja o trecho de onde Uribe criou os US$ 300 milhões, e também de onde ele disse que o codinome de Chávez na operação seria Ángel.

Camaradas secretariado. Cordial saludo. Por dos días nos reunimos con
Rodríguez. Conclusiones principales:
1- Con relación a 300, que en adelante llamaremos ossierya hay
gestiones adelantadas por instrucciones del jefe del cojo, las cuales
comentaré en nota aparte. Al jefe lo llamaremos Ángel, y al cojo Ernesto.
2- Para recibir a los tres liberados, Chávez plantea tres opciones: Plan A…[O documento está reproduzido aqui, na íntegra.]

Como se vê, o número 300 está relacionado à gestão para liberação de reféns. Provavelmente, segundo Palast, seria o número de reféns a serem libertos. E Chávez é citado como Chávez e não como Ángel.

A reportagem está na página de Palast desde 7 de março. No entanto, nossa grande imprensa não deu uma mísera notinha sobre a farsa.

OBS 1: Quem conseguiu esse furo por aqui foi o Abundacanalha, e em seguida o Argemiro Ferreira, na Tribuna da Imprensa.
OBS 2: Sempre dou os créditos e links de minhas fontes, o que, infelizmente, não tem acontecido com algumas postagens minhas, que são distribuídas sem o devido crédito. Por isso, a partir de agora, todas as minhas postagens terão o antipático aviso abaixo:

ATENÇÃO: Se você ler esta postagem em outro local que não este blog, sem o devido link para cá, é ROUBO.

Leia também:

» O terrorismo de Bush, das FARC e da mídia corporativa

» Primeiras imagens do acampamento dos guerrilheiros mortos

» De Bush para Jornal Nacional, A/C: Homer Simpson

» Colômbia mentiu quando afirmou que guerrilheiros foram mortos em combate

» O conflito Colômbia-Equador-Venezuela e a versão da mídia

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De Bush para Jornal Nacional, A/C: Homer Simpson


Não é de hoje que venho denunciando aqui (veja os links adiante) que o objetivo dos EUA é invadir a Venezuela e matar Chávez – o que acontecer primeiro. Com a invasão do território equatoriano e o assassinato dos guerrilheiros das FARC (enquanto dormiam, sempre é bom destacar isso) a Colômbia jogou seu lance. Em seguida, Uribe mirou Chávez, acusando-o de financiar os guerrilheiros, vender-lhes urânio e comprar cocaína.

Uribe é um títere de Bush. Está no seu papel. Assim como nossa mídia – Rede Globo à frente. Também são títeres de Bush, e repetem tudo o que seu mestre mandar. Como mostra o trecho acima, destacado da edição do Jornal Nacional de ontem.

A Colômbia invade o Equador, assassina guerrilheiros da FARC, recolhe corpos, mas – diz Bush – a culpa é da Venezuela, que “agiu de forma provocativa”. E o Jornal Nacional divulga, sem um embora, um entretanto, um contudo, um mísero porém.

É o que dá ter o departamento de jornalismo comandado por uma pessoa que, a essa altura do campeonato, ainda não aprendeu a diferença entre os programas Fome Zero e Bolsa Família.

Leia também:

» O conflito Colômbia-Equador-Venezuela e a versão da mídia

» Pablo Escobar sobre Uribe: 'Se não fosse por esse rapaz bendito, ainda estaria trazendo pasta de cocaína em porta-malas de carros'

» Chávez ou Uribe, quem colabora com os narcotraficantes?

» Por que as FARC não abandonam a luta armada, fundam um partido e disputam eleições democráticas?

» Ex-agente da CIA confirma que EUA podem assassinar Chávez

» Em Miami, apresentador de TV prega o assassinato de Chávez

» Mercenaires 2: Game simula invasão da Venezuela para derrubar Chávez

» Bono, do U2, financiou game contra Chávez

» Aperta o cerco a Chávez: Exxon consegue o bloqueio de US$ 12 bi da Pdvsa

» Hugo Chávez: O que nunca lhe informaram sobre ele

» Vídeo do golpe contra Chávez. Na íntegra, 'A Revolução não será televisionada'

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Vídeo do golpe contra Chávez. Na íntegra, 'A Revolução não será televisionada'



"O documentário "The revolution will not be televised" (A revolução não será televisionada), filmado e dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O'Briain, apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002, na Venezuela.

Os dois cineastas estavam no país, desde setembro de 2001, realizando um documentário sobre Chávez e o governo bolivariano quando, surpreendidos pelos momentos de preparação e desencadeamento do golpe, puderam registrar, inclusive no interior do Palácio Miraflores, seus instantes decisivos, respondido e esmagado pela espetacular reação do povo. Vídeo com legendas em português". (texto da página do Google vídeo)

Comentário do Mello: Não deixem de assistir. É a versão completa, com 75 minutos, contando os bastidores do golpe que derrubou Chávez por dois dias, e sua volta. Por que foi derrubado? Por quem? Por que voltou? Como? Assista e forme sua opinião.

Download de "A Revolução não será televisionada"

Clique aqui para baixar "A Revolução não será televisionada" para seu computador. É um arquivo de 177 MB.

Leia também:

» Bono, do U2, financiou game contra Chávez

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Bono, do U2, financiou game contra Chávez

O cantor Bono, do U2, através da empresa Elevation Partners, é sócio do Pandemic Studios, que produziu o game Mercenaires 2, que incentiva uma invasão de mercenários à Venezuela, para derrubar o governo.

50 líderes religiosos enviaram uma carta ao líder do U2, em protesto contra o apoio da empresa ao estúdio que trabalha em estreita relação com as Forças Armadas americanas e a CIA.

A íntegra da carta, você pode ler aqui, em espanhol. Nela, eles criticam o jogo, que simula uma invasão da Venezuela para derrubar Chávez:

(…)…una de las escenas en el centro de Caracas, uno de los edificios destruidos pertenece a la compañia del estado “Petróleos de Venezuela”. Este edificio es uno de varios que se pueden identificar claramente como conjuntos residenciales en los cuales se puede presumir que miles de personas inocentes son incineradas. También debes observar que esta compañia de petróleos (PDVSA), a la cual pertenece CITGO, es la única compañia petrolera que ha ofrecido combustible para la calefacción (heating oil) a precios de descuento a los residentes de vecindarios pobres en los Estados Unidos.

Mais adiante, eles denunciam a parceria do Pandemic Studios com a CIA e o Pentágono:

Claramente, este tema va más allá de Venezuela. Como tú bien sabes, tu compañia, Pandemic, ha desarrollado juegos de video con aplicaciones militares para el Pentágono y la CIA. “Full Spectrum Warrior” (El Guerrero del Espectro Total) es un ejemplo de esto. “Mercenaries 2” (Mercenarios 2) es obviamente un derivación de este proyecto financiado por la CIA y el Pentágono.

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Aperta o cerco a Chávez: Exxon consegue o bloqueio de US$ 12 bi da Pdvsa

Embora o presidente da estatal venezuelana, Rafael Ramírez - que também é ministro do Poder Popular para a Energia e Petróleo - diga que foi apenas uma medida cautelar, a representante da Exxon Móbil Margaret Ross garante que o dinheiro da Petróleos da Venezuela (Pdvsa ) está bloqueado:

Obtivemos da Suprema Corte em Londres uma ordem de congelamento contra a Pdvsa, que proíbe a estatal de dispor de seus ativos até US$ 12 bilhões.

Segundo Ross, o mesmo já fizeram Holanda, Antilhas holandesas e os Estados Unidos.

A medida da Exxon visa garantir o pagamento a que ela julga ter direito como indenização por haver saído da Venezuela, após a nacionalização promovida por Hugo Chávez no ano passado.

A medida não deve durar muito, pois a indenização que a Exxon pretende é de apenas (se é que se pode usar a palavra aqui) US$ 300 milhões – quase nada perto dos US$ 12 bi congelados (brrrrrrr!).

O problema para Chávez é que ela aponta para uma nova estratégia americana, segundo o sociólogo americano James Petras:

A ação da Exxon Mobil será seguida por outras similares que serão introduzidas pelas demais multinacionais que se encontram explorando petróleo na Venezuela, pois tudo faz parte de um plano que tem como objetivo final “renegociar todo o projeto de nacionalização do petróleo”.

A estratégia americana contra Hugo Chávez fica cada vez mais clara e pesada. Acusá-lo de ligação com o narcotráfico e de apoiar os guerrilheiros das Farc. Gerar descontentamento interno, através de sucessivas crises de abastecimento de alimentos básicos e, a partir do exterior, estrangular a economia, com medidas como esse bloqueio ao dinheiro da Pdvsa.

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Chávez perdeu para Chávez

Não se deixe enganar por todo esse lero-lero de que a oposição a Chávez está se articulando e venceu o referendo. Qual a vitória da oposição? Nenhuma. Chávez botou o bode na sala. O bode saiu da sala. Tudo voltou a ficar como antes.

Chávez sim, perdeu. Mas perdeu para ele mesmo. É só comparar os números da última eleição presidencial, no ano passado, com os do referendo agora.

No ano passado, a oposição teve 4,3 milhões de votos. Agora, 4,5 milhões.

Em compensação, Chávez teve 7,3 milhões de votos. E, agora, apenas 4,3 milhões.

Três milhões de eleitores não votaram em Chávez. Apenas 200 mil deles passaram para a oposição. Os demais 2,8 milhões ficaram em casa.

Por isso é que digo que Chávez perdeu para Chávez.

Ele mesmo está reavaliando sua posição e assumindo que pode ter colocado o carro na frente dos bois.

Provavelmente esses eleitores que negaram votos ao “Si” estão gostando da Venezuela do jeito que está e ficaram com medo do que poderia vir por aí.

Em suma, optaram por “Chávez Si, reformas No”.

Na Venezuela, o medo venceu a esperança; a mentira, a verdade

Quem leu o blog na quarta-feira passada soube que corria perigo a vitória do “Si” na Venezuela. Repito a postagem, para quem não leu:

Corre risco o ‘Si’ na Venezuela

Ontem, a ex-mulher de Chávez deu declarações à imprensa, falando mal do ex-marido e ainda pior da reforma constitucional.

Nas ruas, e em pequenos spots de rádio e TV, a oposição lança boatos de que com a reforma acaba a propriedade privada e o governo vai ser dono de todos os lares e negócios na Venezuela. É mentira, mas isso apavora a classe média e os pequenos proprietários.

Tudo isso é muito parecido com a reta final da campanha de Collor contra Lula, em 1989.

No último debate, Collor disse que Lula se fazia de pobre, mas possuía um 3 em 1 de marajá. (Parêntesis: "Marajá" era como Collor chamava funcionários públicos com altos salários. 3 em 1 era um aparelho que reunia rádio – AM e FM – um gravador cassete e um toca-discos. Disco era uma coisa preta com um buraco no meio, que tocava música, como os CDs e MP3 players de hoje. Fecho parêntesis). Collor aproveitou-se também de uma declaração de Lula, para dizer que este tinha preconceito contra os nordestinos, quase como se estivesse dizendo: Vote num nordestino, mas não em Lula. (Parêntesis: Collor governara Alagoas, fingia-se nordestino, embora nascido no Rio. Fecho).

Não é que na Venezuela estão saindo com algo semelhante? Devido à alta popularidade de Chávez, a oposição lançou o slogan:”Chávez si, reforma No”.

No Brasil a farsa deu certo. Pode acontecer o mesmo na Venezuela.

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Acompanhe ao vivo no Blog do Mello a apuração na Venezuela

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Chávez vence mais uma: Vitória do 'Si' na Venezuela

Da Agência EFE, às 21h no Portal Terra:

Três empresas de pesquisa apontam o "sim" como vencedor do referendo

Três empresas de pesquisa venezuelanas apontaram o "sim" como vencedor em suas primeiras projeções de votos após o referendo realizado hoje sobre a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez.

Números da vitória do ‘Si’ na Venezuela, nas pesquisas de boca de urna.

Do Rebelión:

Seijas
53 a 47 a favor do SI
PLM Consultores
54 a 46 a favor do SI
Consultores 3011
53 a 47 a favor do SI

Segundos os institutos, a abstenção teria ficado em torno de 50% (na Venezuela o voto não é obrigatório).

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'Ahora sí', o o reggaeton do Si, no Referendo da Venezuela. Letra e música

Do Blog de Yosmary, o reggaeton do Si, no Referendo da Venezuela. Clique no botão abaixo e siga a letra.

Ahora sí, la vamos a reformar
Ahora sí, la vamos a mejorar
Ahora sí, así se amarguen y chillen
Ahora sí, ¡porque el pueblo es el que decide!

Así sigan intentando detener este proceso
Con mentiras, Con patrañas, Con todo su plan perverso
O Así monten su guarimba utilizando a sus medios
tienen que saber que aquí hay un pueblo, si señor!
que cree que un mundo nuevo es posible,
que cree que las cosas que antes siempre fueron invisibles
En la creación del hombre nuevo...
En la creación del hombre libre
Constructor de sus ideas y del entorno que rodea nuestra sociedad
Por eso pa' que el mundo vea que somos una marea VAMOS A VOTAR!

Ahora sí, la vamos a reformar
Ahora sí, la vamos a mejorar
Ahora sí, así se amarguen y chillen
Ahora sí, ¡porque el pueblo es el que decide!

Nosotros decimos que sí
De aquí, de Venezuela
porque mi país se respeta

Lo haremos por llenar las grietas de la Patria
y darle frutos a nuestra lucha revolucionaria
en contra de un sistema imperial que se pudre
dándole vida al socialismo por el que lucharon Bolívar y Sucre
Y muchos más ilustres
guerrilleros o luchadores sociales en el mundo entero
como el Che Guevara:
El hombre que nos dio el mensaje
pa' que esta generación se alzara

(Coro)

Ahora sí (tu sabes)
Nosotros decimos que Sí
De aquí, de Venezuela
porque mi país se respeta

Vamos a triunfar
vamos, vamos a ganar
todos vamos a votar por el Sí-Sí
Ya tu sabes que Sí-Sí
Todos pa lante diciendo que Sí, las manos arriba por el Sí-Sí
No se caigan a mentiras con políticas sin fines
porque Venezuela es libre
y dice Sí, Sí!!!


Autores: El Jekke y su Banda (Azael Izaguirre, David Main, Alejandro Pulido y Nick Mijares entre otros) interpretan un reggaeton en torno a la aprobación de la Reforma Constitucional: ¡Ahora Sí!.Una fusión muy caribeña recogiendo ritmos jamaiquinos como el reggae y el ska, fusionados con nuestro sabor latino (en este caso la salsa) sin dejar atrás nuestras raíces folklóricas afro venezolanas y la música llanera.

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¿Por qué no te callas, Gustavo Franco?

O jornal O Globo está fazendo uma série de reportagens sobre a Reforma Constitucional na Venezuela. O tema hoje é a nova redação para o artigo 318, que cuida do Banco Central.

Para comentá-lo, o jornal convidou dois economistas, ex-presidentes do BC brasileiro: Carlos Langoni e Gustavo Franco.

É como se perguntassem a duas zebras o que elas pensam do leão. O resultado não foi outro: pau no artigo.

Em certo trecho de seu depoimento, Gustavo Franco diz que “isso cai no ridículo. Não há nada parecido no mundo”.

Eu já acho que outras coisas parecem ridículas e que não existe no mundo nada parecido a elas. Por exemplo: Em que outro país, que tenha uma mídia decente (o que não é o caso do nosso), Franco estaria dando entrevista sobre o BC alheio? Num país desses, ele estaria virado para a parede, com um chapéu cônico sobre a cabeça, onde estaria escrito “BC donkey”.

Quando esteve à frente do BC no governo FHC, Franco quase quebrou o país, teimando no real supervalorizado, dando uma de Napoleão de hospício, bancando o valente com o exército (o dinheiro) dos outros (no caso, o nosso, do Brasil).

Mais adiante, Gustavo Franco afirma que o fato de o BC venezuelano ficar subordinado ao presidente pode provocar o enriquecimento ilícito de Chávez e de pessoas ligadas a ele.

Mas, o que ele tem a dizer sobre acusações feitas por Luis Nassif em seu livro Cabeças de Planilha? Nassif afirma categoricamente que André Lara Rezende, da mesma equipe de que Gustavo fazia parte – operava com o dólar nas duas pontas: dentro do governo, estabelecendo a política econômica, e no mercado, ganhando rios de dinheiro com o dólar.

Até hoje não há notícia de que ele tenha processado Nassif. Ou que alguém da equipe – Franco, por exemplo - o tenha defendido.

Quem fez o papel de bode na sala, como Franco quando esteve à frente do BC, segurando a desvalorização do real para garantir a reeleição de FHC, deveria ao menos tomar cuidado ao usar a palavra ridículo.

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Conheça a Reforma Constitucional na Venezuela, passo a passo

Dois slideshows bem didáticos sobre a Reforma Constitucional que será votada no próximo dia 2 de dezembro na Venezuela. Entenda o que está acontecendo – e por acontecer - e julgue por você mesmo.

O trabalho é da blogueira venezuelana Yosmary de Rausseo.





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Não perca esta do Globo. É de matar de rir

É uma obra-prima do humor involuntário. Mas está aí ao lado, documentada, para que ninguém diga que estou inventando.

Na tentativa de, mais uma vez, colocar a pecha de antidemocrata em Chávez, o Globo enviou os repórteres Eliane Oliveira e Evandro Éboli para cobrir uma discussão na Câmara sobre se o Brasil deve ou não apoiar a entrada da Venezuela no Mercosul.

Os repórteres fizeram o trabalho e colheram dois depoimentos. Um, do deputado baiano ACM Neto, que num ato falho incrível declarou o seguinte:

- Eu não entregaria minha mãe aos cuidados de Hugo Chávez, ditador de quinta categoria.

O nobre deputado não explicou a quem entregaria a mãe. Se a um homem que não fosse ditador (no seu modo de ver) ou a um ditador de melhor categoria.

Os repórteres também conseguiram um depoimento do deputado Moreira Mendes, do PPS de Rondônia. Também contrário à entrada da Venezuela no Mercosul.

- Seria como colocar uma maçã podre dentro do cesto.

Entende-se com isso que o deputado acha que a Venezuela (por causa de Chávez) é uma maçã podre que poderia estragar o cesto (Mercosul).

Ocorre que, na hora em que foram produzir o texto final da reportagem, os repórteres aproximaram as duas declarações, como se lê na reprodução ao lado. Com isso, a mãe do neto de ACM virou uma maçã podre no cesto de Chávez...

- Eu não entregaria minha mãe aos cuidados de Hugo Chávez, ditador de quinta categoria.
O deputado Moreira Mendes (PPS-RO) reforçou:
- Seria como colocar uma maçã podre dentro do cesto.

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Slideshow: Conheça a proposta de Reforma Constitucional na Venezuela


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