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Ele foi nosso companheiro na pandemia, mas chegou a hora de dizer adeus

Tivemos muitas horas juntos. Aliás, às vezes enlouquecidamente juntos. Mas o fim desse relacionamento é para o nosso próprio bem

A pandemia da Covid-19 matou mais de 700 mil brasileiros. Em seu auge, os hospitais estavam abarrotados, não havia ainda vacina e ninguém foi mais companheiro nessas horas contra o coronavírus do que ele.

Ninguém saía de casa sem ele.  

— Tá maluco?!

Aliás, praticamente não fazíamos nada sem ele. Se apertávamos o botão do elevador — ele. No supermercado para pegar o carrinho ou as cestas — ele. E na volta do supermercado, em todas as compras, enlouquecidamente — ele, o álcool 70.

Havia quem tomasse banho dele, se alguém espirrasse ou tossisse, mesmo que do outro lado da rua, tal era a paranoia.

A pandemia deixou as ruas das cidades desertas. E qualquer um que ainda ousasse sair de casa, sempre andava com um frasco pequeno dele, nossa arma contra o inimigo.

Mas, agora, chegou a hora de darmos adeus a ele. A venda do álcool líquido volta a ser proibida em todo o Brasil a partir do dia 29 de abril.

Porque nosso grande companheiro também tem um lado B: por ser altamente inflamável, ele provoca graves queimaduras e pode até causar a morte.

Dessa vez, para nos proteger, temos de nos desapegar dele e abandonar de vez o álcool líquido. Mas só ele.

O prazo final previsto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para a comercialização de álcool líquido é o dia 29 de abril. “A partir daí, a disponibilidade será apenas em outras formas físicas, como gel, lenço impregnado, aerossol”, explica a Anvisa.

Felizmente, para os que desenvolveram TOC, ou simplesmente — como gostam de dizer — os que são mais prevenidos, podemos fazer uso dele sempre que precisarmos nas outras versões.

Proibido está apenas o álcool líquido. Para ele fica o nosso adeus agradecido, torcendo que ele nunca mais seja necessário.




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Alerta Covid: 'É um avião por semana caindo'

A atenção da saúde pública e do Ministério da Saúde no momento é a dengue. São 555 mil casos de dengue, com 94 mortes confirmadas, segundo o Ministério da Saúde. Alguns estados decretaram calamidade pública.

Todos sabemos o que devemos fazer para combatê-la: evitar água parada em casa e nos nossos condomínios e cobrar da prefeitura o mesmo nos espaços públicos e casas e áreas desocupadas.

Mas a Covid ainda está atuante e fazendo vítimas. 

O que é mais preocupante é que há governadores querendo dispensar a exigência de vacinação, o que é um crime contra a saúde pública. A imunização é inimiga do coronavírus e quem é contra as vacinas joga no time do vírus.

Somente neste ano de 2024 morreram 1127 brasileiros vitimados pela Covid. Compare com as 94 mortes por dengue e veja o tamanho do problema.

O negacionismo de alguns governadores é apenas uma das pontas — e grave — do problema. O comportamento da população é outro.

Embora tenhamos adquirido o hábito de usar máscaras no auge do pandemia, rapidamente esquecemos do motivo que nos leva a utilizá-la.

Se estamos gripados, por que não mais saímos às ruas de máscara para evitar que contaminemos os outros, sendo Covid ou não?

É raro ver alguém na rua com máscara e relativamente comum ver gente espirrando e/ou tossindo sem proteção nos espaços públicos, inclusive bancos, supermercados e até bares e restaurantes.

A pandemia não nos ensinou nada?

Com o fim da semana de Carnaval, os casos de Covid devem aumentar, segundo os especialistas, pela aglomeração das pessoas em blocos e bailes Brasil afora.

Muita gente parou de tomar vacina com a sensação errada de que a Covid acabou, o que está longe de ser verdade. A vacinação, além de prevenir e amenizar os sintomas da Covid ajuda a evitar a propagação do coronavírus que a causa.

Máscara quando estiver com sintomas de gripe e esquema de vacinação completo são fundamentais. E uma forma de respeito aos outros, especialmente aos mais vulneráveis: idosos, crianças e pessoas com comorbidades.

Logo teremos a volta às aulas, o que preocupa especialistas.

Com a mortalidade se concentrando mais entre os idosos e pessoas com comorbidades, é entre as crianças não vacinadas que se encontra uma das maiores taxas de hospitalização, aponta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Renato Kfouri.

"(A Covid) Continua sendo um problema de saúde pública, mil mortes por mês, 800 mortes por mês. Nenhuma doença infecciosa faz tantas vítimas como a covid-19. É um avião por semana caindo", diz Kfouri. [Correio Braziliense]


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Duas notícias para Bolsonaro: uma é má; a outra, péssima

O ano começa com duas notícias que vão tirar o sono tranquilo do inelegível, que, apesar de todos os crimes cometidos ao longo dos anos, continua solto.

A primeira: O ministro do STF Gilmar Mendes mandou o Procurador Geral da República analisar as omissões de Bolsonaro durante a pandemia, a partir das revelações da CPI da COVID. Esta é a má notícia.

Agora, a péssima: o PGR não é mais Augusto Aras, o homem que fez vista grossa a todos os incontáveis pedidos de investigação contra Bolsonaro. E o novo PGR é Paulo Gonet, que foi sócio de Gilmar no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e foi apadrinhado por Mendes junto a Lula.

Para refrescar a memória, a CPI da COVID apontou o envolvimento de Bolsonaro nos seguintes crimes:

  • epidemia com resultado morte;
  • infração de medida sanitária preventiva;
  • charlatanismo;
  • incitação ao crime;
  • falsificação de documento particular;
  • emprego irregular de verbas públicas;
  • prevaricação;
  • crimes contra a humanidade;
  • crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo)

E esta é só a primeira semana de um ano que promete ser o último em que Jair Bolsonaro passeia livremente pelo país. Além dos casos relacionados à COVID, em que ele vai tentar tirar o corpo fora lançando os auxiliares na fogueira, há os mais poderosos, vindos da delação premiada do ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid.

A delação de Mauro Cid tem 50 páginas e está dividida em temas: plano de golpe, 8 de janeiro, joias sauditas, gabinete do ódio e falsificação de carteiras de vacinação. Em todos eles Mauro Cid cita Jair Bolsonaro como articulador ou responsável pelos fatos investigados.

O ano promete.

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Estudo científico mostra que pelo menos 50 mil brasileiros morreram na pandemia por culpa da política de Bolsonaro

Estudo publicado na revista científica The Lancet, patrocinado pela Fundação Bill e Melinda Gates, e outras, mostra que ao menos 50 mil brasileiros morreram (e continuam morrendo) na pandemia de COVID-19 como efeito das ações ou omissões do governo Bolsonaro. Ações e omissões essas apontadas na CPI da COVID, que, infelizmente não deu em nada, graças ao PGR Aras.

O professor e pesquisador brasileiro Fernando de Castro Reinach publicou em sua coluna do Estadão um artigo comentando alguns dados do estudo, que mostram o efeito nefasto da política de Bolsonaro, capaz de levar à sua condenação mundial por genocídio no Tribunal Penal Internacional de Haia. Os estudos são mais uma prova desse crime.

O estudo acompanhou o tratamento da pandemia pelo mundo e os efeitos das políticas de cada país nos números de infecção e mortes.

Foi publicado o resultado parcial de um estudo planejado para acompanhar a pandemia. Além de produzir um quadro global, permite comparar os resultados obtidos em cada país. Sabemos que o governo Bolsonaro desprezou o vírus, recomendou tratamentos sem base científica, desautorizou e demitiu ministros, prorrogou o quanto pôde o uso de vacinas e por aí vai. Esse estudo quantifica a tragédia causada por Bolsonaro. E, ao comparar o que ocorreu no Brasil com as médias mundiais, fica claro que muitos brasileiros morreram por causa das medidas adotadas pelo atual governo. Isso vem sendo dito por muita gente, mas agora temos os números.

O estudo coletou dados de infectados, internados e mortos. E foi adiante, e aí sua importância. Foi capaz de corrigir os problemas de coleta de dados de diferentes países e casos de subnotificação. Dessa maneira foi possível estimar o número real de mortes e infecções em cada lugar. Aqui, vou comparar o que aconteceu no Brasil com o que aconteceu no mundo como um todo, incluindo países ricos e pobres.

Até 14 de novembro de 2021 (data final desses resultados preliminares), morreram no Brasil 720 mil pessoas de COVID (intervalo de confiança entre 634 mil e 907 mil). Mas esse número diz pouco. Mais importante é quantas pessoas morreram por 100 mil habitantes. No planeta, a COVID matou 194 a cada 100 mil. No Brasil, esse número foi de 332. Na Nova Zelândia esse número é 0,8 por 100 mil. No planeta, a taxa de infecção por 100 habitantes foi de 49%; no Brasil, de 66%. No Brasil 0,5% dos infectados morreram, enquanto no mundo esse número é de 0,4%.

Não resta dúvida que, com o sistema de saúde que o Brasil dispunha no início da pandemia, um governo minimamente competente e responsável teria obtido resultados melhores. Bastava não atrapalhar. Calcular exatamente quantas das mortes por COVID podem e devem ser colocadas nas costas do governo Bolsonaro é difícil, mas deve ser maior que 50 mil. É suficiente para condenar os responsáveis por crime de responsabilidade, homicídio ou genocídio.

 

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Pandemia: Enquanto morriam mais de 6 milhões de pessoas —uma por segundo—, a cada 26 horas surgia um novo bilionário no mundo

Os números da pandemia do coronavírus causador da COVID são terríveis. Até o momento desta postagem são 479 milhões de contaminados e 6,12 milhões de mortos pelo mundo —claro, levando-se em conta apenas os notificados. Segundo a OXFAM, Oxford Committe for Famine Relief (Comitê de Oxford para Alívio da Fome), morre um ser humano de COVID a cada segundo. 

Mas se os números são terríveis para a maioria da humanidade, há quem veja a pandemia com bons e lucrativos olhos: neste período da pandemia, surgiu um novo bilionário a cada 26 horas no planeta.

Os 10 homens mais ricos do mundo mais que dobraram suas fortunas, de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão – a uma taxa de US$ 15 mil por segundo, ou US$ 1,3 bilhão por dia – durante os dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. Por outro lado, a renda de 99% da humanidade caiu e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza.

É o que revela o novo relatório da Oxfam, A Desigualdade Mata, lançado neste domingo (16/1).

“Os 10 homens mais ricos do mundo têm hoje seis vezes mais riqueza do que os 3,1 bilhões mais pobres do mundo ”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

No Brasil, são 55 bilionários com riqueza total de US$ 176 bilhões. Desde março de 2020, quando a pandemia foi declarada, o país ganhou 10 novos bilionários. O aumento da riqueza dos bilionários durante a pandemia foi de 30% (US$ 39,6 bilhões), enquanto 90% da população teve uma redução de 0,2% entre 2019 e 2021. Os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza (US$ 121 bilhões) do que 128 milhões de brasileiros (60% da população).

“É inadmissível que alguns poucos brasileiros tenham lucrado tanto durante a pandemia quando a esmagadora maioria da população ficou mais pobre”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil. “Milhões de brasileiros sofreram com a perda de emprego e renda, enfrentando uma grave crise sanitária e econômica.”

 Leia reportagem completa aqui.

[Clique aqui e conheça a página de meu livro ELA, que acabei de criar no Facebook. Trata de uma mulher, com incrível habilidade com armas, e uma Organização disposta a assassinar todos os bilionários do planeta.]


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Oba, a pandemia acabou!

[AVISO: Este post contém ironia]

Pelo menos para os 669 brasileiros que morreram ontem de COVID a pandemia acabou [imagem]. Ah, e também para o prefeito do Rio e outros que defendem o fim do uso de máscaras e do distanciamento, mesmo em locais fechados, como ônibus, trens, metrô, elevadores...

Os mortos eu ainda compreendo, mas os vivos parece que querem se juntar a eles ou não ligam se podem transmitir para alguém que não pôde se vacinar e venha a morrer.

— E daí? Todo mundo vai morrer. Chega de mimimi, porra!

Todos bolsonaros.

Apenas para uma comparação: desde o início da guerra da Ucrânia até 5 de março, morreram 364 civis (dados da ONU), 303 a menos que os 669 que morreram de COVID em apenas um dia no Brasil.

Leia esta postagem que fiz hoje mais cedo:

Em memória dos mais de 650 mil mortos e em respeito aos que não podem se vacinar, continuarei usando máscara até o fim das mortes diárias por COVID


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Em memória dos mais de 650 mil mortos e em respeito aos que não podem se vacinar, continuarei usando máscara até o fim das mortes diárias por COVID

Compreendo a agonia e o cansaço que todos sentimos por esses dois anos de convívio forçado com a pandemia, que nos obriga ao uso de máscaras, distanciamento social e a viver uma vida tão diferente da que levávamos anteriormente.

Daí a endossar a liberação geral do uso de máscaras vai uma distância que pode ser medida, por exemplo, no número de mortos por COVID no dia de ontem, segundo o Conselho Nacional das Secretarias de Saúde dos Estados (CONASS) —488. São três Boeings cheios sem sobreviventes.

No entanto, muitos saem gritando que a pandemia acabou e que o uso de máscaras é como um apêndice, algo obsoleto e sem função. Só que, é bom lembrar, apêndice supura, e mata, se não operado a tempo.

As máscaras são barreiras de proteção contra o coronavírus, e quanto mais fecharmos as portas para ele mais rapidamente a pandemia vai embora, para alívio dos que ainda não se vacinaram, como crianças e pessoas com comorbidades que impedem a vacinação.

O que deveria estar acontecendo era uma intensa campanha que mostrasse o que aprendemos com a pandemia, e hábitos que devemos levar para a vida, como, por exemplo, usar máscara quando estiver gripado para não contaminar os outros.

Vou seguir usando máscaras até não haver mortes diárias por COVID, até porque me sentiria péssimo ao estar na rua sem máscara, comemorando que a pandemia acabou e encontrar um conhecido indo ao enterro de um parente por COVID.

Máscaras incomodam, mas a COVID incomoda muito mais. E mata. E segue matando.

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799 mortes e recorde de média e de novos casos. Ômicron mostra sua força


A variante ômicron do coronavírus causador da COVID-19 mostra sua força esta semana de maneira cruel. A cada dia novo numero de recorde de casos e de média de casos.
 
No pico de mortes da variável delta (a que mais matou) no ano passado, o recorde de casos foi de 150.106, em 18 de setembro de 2021. Hoje, tivemos 269.968, um aumento de 80%. Novo recorde. E o recorde de média também: 183.289.
 
Na semana epidemiológica tivemos mais de um milhão de novos casos de COVID.
 
O número de mortes também aumentou, e hoje foram 799. 
 
O que as pessoas não entendem é que não é a variante ômicron que é fraca; é que quase 70% das pessoas estão vacinadas. Por isso menos mortes.
 
Morrem mais os que não têm o ciclo de vacinação completo ou não se vacinaram, numa proporção em torno de 80%.
 
Ou seja, se você não se vacinou, por qualquer motivo (e pense que todas as crianças estão com a vacinação atrasada ou incompleta, graças à ação criminosa dos agentes da COVID Bolsonaro e Queiroga e Damares), cuidado, que a UTI pode estar lotada quando você precisar. Ou seu filho, neto.
 
Os hospitais nos estados já estão chegando ao limite, tanto de espaço e vagas como em profissionais, por estarem m casa com COVID.
 
Nunca é mais repetir: vacina, máscara, álcool em gel, lavar as mãos, distanciamento, evite aglomerações.
 
Porque um sujeito que sai do enterro da mãe para jogar na loteria, como fez Bolsonaro... bom, você deve imaginar a preocupação que ele tem com a sua vida e a da sua mãe. E de suas crianças.





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Nenhuma criança morre de COVID em Cuba, desde que foram vacinadas todas, a partir dos 2 anos


Sob bloqueio dos Estados Unidos e aliados, Cuba enfrentou a COVID com sua própria ciência e atendimento de saúde. Desenvolveu suas próprias vacinas e, além dos adultos, imunizou todas as crianças, a partir dos dois anos de idade. Nenhuma criança veio a morrer de COVID desde então. A informação é da Agencia Cubana de Noticias
 
Foram aplicadas 3,6 milhões de doses em 1,6 milhão de crianças e jovens.
O Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CECMED) autorizou no ano passado o uso emergencial da vacina Cuban Sovereign 02, na população pediátrica entre dois e 18 anos.

Com isso, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a desenvolver uma Campanha Nacional da Criança contra o COVID-19.

Segundo fontes oficiais, até dezembro de 2021, mais de 1.631.000 crianças com mais de dois anos de idade receberam o calendário completo de vacinação contra a doença.
Enquanto isso, no Brasil, Bolsonaro e Queiroga fizeram e fazem de tudo para sabotar a vacinação das crianças talvez a mais abjeta de todas as abjeções deste governo infame.





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COVID hoje: 6 vezes mais casos, 7 vezes mais mortes do que há duas semanas

A imagem mostra dois gráficos superpostos. Os dados do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) de hoje e o de dois domingos atrás, dia 9 de janeiro (em amarelo). Como diz o título: são seis vezes mais casos e 7 vezes mais mortes hoje do que há duas semanas.
Número de casos hoje: 135.080
Número de casos dia 9: 24.382
Número de mortes hoje: 296
Número de mortes dia 9: 44
A nova onda pegou de vez e quem não se cuidar vai engrossar as estatísticas. Se der sorte, já que os hospitais estão começando a ficar superlotados, apenas a dos casos confirmados.
 
Se não der, vai fazer a família chorar. 
 
Se for bolsomínion, não conte nem com a solidariedade do Jair, que não lamentou a morte da genial Elza Soares (que não morreu de COVID), e saiu do enterro da mãe direto para fazer sua fezinha na Mega-Sena...
 
Cuidem-se. Vacinem-se. Usem máscara e distanciamento social. Não é uma gripezinha.





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Brasil passa de 110 mil novos casos de COVID; mortes aumentam 50% de um dia pro outro


De ontem para hoje foram quase 30 mil novos casos: 122.286. As mortes aumentaram 50%. Dos 174 de ontem para 251 hoje.
 
Ainda há quem tenha comportamento semelhante ao de Bolsonaro e trate a variante ômicron como uma gripezinha. Esquecendo-se de que seus efeitos são mais brandos em quem está com o esquema vacinal completo. Crianças, por exemplo, não estão. Nem pessoas que por problemas de saúde não podem se vacinar.
 
É por essas pessoas que temos de continuar a respeitar o coronavírus, buscar vacinação, usar máscaras efetivas e manter distanciamento social.
 
Nos Estados Unidos são mais de duas mil mortes por dia. Os números por lá sempre estiveram à frente dos nossos, mas acabamos por alcançá-los.
 
Não é uma gripezinha.





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Solução não é isolar a África; é acolhê-la e vaciná-la


Quase dois anos de pandemia e não aprendemos nada. Com o surgimento de uma nova cepa do coronavírus na África do Sul, ômicron, o mundo reage como reagimos com os moradores de rua, os loucos, os deserdados — a solução é tirá-los de perto.
 
Até o Brasil bolsonaro, que aceita visitantes sem vacina de qualquer parte do mundo, declarou que vai fechar fronteiras para visitantes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.
 
Não vai resolver o problema, vai só adiá-lo, é claro. Porque o coronavírus que causa a COVID é um problema mundial. Enquanto o mundo não estiver pelo menos 80% vacinado, a ameaça de novas cepas, que podem tornar as vacinas atuais inúteis, vai prosseguir.
 
Números recentes, de há dois meses, indicam que apenas 3,5% da população do continente africano está com a vacinação completa [G1].
 
A solução, óbvia, é vaciná-los. Ou então seguir alimentando a corrupção de respiradores superfaturados, hospitais de emergência sem concorrência, ao redor do mundo.
 
E mortes. Centenas. Milhares. Centenas de milhares.
 
A solução é mundial ou não é solução.





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Ao contribuir para o morticínio na pandemia, o Exército escreveu algumas das piores páginas de sua história


Do jornalista Bernardo Mello Franco, no Globo.
Todos os crimes do presidente

A CPI da Covid deve pedir o indiciamento de Jair Bolsonaro pela prática de 11 crimes. O presidente é o protagonista do relatório que será apresentado na terça-feira. Ele será apontado como responsável pelo agravamento da pandemia que já matou mais de 600 mil brasileiros.

Bolsonaro não inventou o coronavírus, mas se aliou a ele contra a população que deveria proteger. Ajudou a espalhar a doença, sabotou as medidas sanitárias, pregou o uso de remédios ineficazes e atrasou intencionalmente a compra de vacinas.

Enquanto o capitão negava a ciência, picaretas tentavam faturar com a tragédia. Eles atuaram no Ministério da Saúde, transformado num antro de negociatas, e no setor privado, onde operadoras de saúde fraudaram até atestados de óbito.

A barbárie teve o apoio de uma rede de desinformação. O bolsonarismo usou sua máquina do ódio para torpedear o distanciamento social, o uso de máscaras e a confiança nas vacinas. O objetivo era claro: desviar a responsabilidade pelas mortes e desgastar gestores que acreditaram na ciência.

O desgoverno não é produto só de negacionismo e irresponsabilidade. O presidente acelerou a circulação do vírus para tentar alcançar a imunidade de rebanho por contágio. Ele imaginou que isso apressaria a recuperação econômica e favoreceria sua reeleição em 2022. A estratégia provocou milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas.

Os crimes de Bolsonaro são muitos e serão detalhados no relatório da CPI. A lista irá da prevaricação no escândalo da Covaxin ao homicídio por omissão deliberada, passando por infrações sanitárias, uso irregular de verba pública e charlatanismo.

O relatório também apontará uma teia de cúmplices. Alguns deles ainda estão pendurados no primeiro escalão do governo, como os ministros Marcelo Queiroga e Braga Netto.

Embora a CPI tenha evitado confrontar as Forças Armadas, as investigações expuseram o resultado da militarização do Ministério da Saúde. Sob o comando de um general de divisão, a pasta maquiou dados oficiais, deixou testes apodrecerem e ofereceu cloroquina a doentes que precisavam de oxigênio.

Ao contribuir para o morticínio, o Exército escreveu algumas das piores páginas de sua história, ao lado do massacre de Canudos e dos horrores da ditadura militar.

Antes de chegar ao poder, Bolsonaro sonhava com uma guerra civil que matasse 30 mil brasileiros. A pandemia já multiplicou essa cifra por 20. Pesquisadores afirmaram à CPI que o governo poderia ter salvado cerca de 400 mil vidas. Bastava adotar políticas que o capitão insistiu em ignorar.

O presidente respondeu à tragédia com indiferença e deboche. Disse que não era coveiro, ironizou o sofrimento dos doentes e chamou de idiota quem clamava pela compra de vacinas. Em um ano e sete meses, foi incapaz de visitar um hospital para se solidarizar com as vítimas da pandemia. A perversidade não estará entre os crimes listados pela CPI, mas será lembrada por quem revisitar, no futuro, este momento sombrio do país.






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'Governo fez de pacientes e da sociedade em geral cobaias de um experimento humano de morte em massa'


Do professor de direito constitucional da USP Conrado Hübner Mendes, na Folha:
Doutores do inferno fazem sociedade brasileira de cobaia

"Que tipo de médico pode estar envolvido nisso? Que motivos têm os 'doutores do inferno'? Alguns médicos alemães buscaram glória contribuindo para o bem-estar da humanidade —humanidade apenas como abstração. Estavam comprometidos com uma ciência que lhes permitisse a experimentação humana. Outros alegaram apenas continuar com a prática da cura. Para sua ideologia, a doença era do corpo do Estado. A doença era uma invasão de pessoas de sangue inferior que enfraqueceria a 'pureza' do Estado. (...) A maldade deles é evidente?"

Vivien Spitz relatou no livro "Doctors from Hell" (médicos do inferno) o julgamento de médicos nazistas em Nuremberg. Além de detalhar a exploração de vidas e corpos humanos no período, discutiu como a profissão médica pode perpetrar crimes em nome da ciência.

Daquele episódio histórico surgiu o Código de Nuremberg, declaração de princípios de bioética que condicionam experimentos médicos (ver "The Nazi Doctors and the Nuremberg Code", os médicos nazistas e o Código de Nuremberg, de Annas e Grodin). Visto de início como um "bom código para os bárbaros", uma aberração alemã que não afetava a profissão médica ocidental, foi sucedido pela Declaração de Helsinki, de 1975, como referência mais universal (ver "Justice at Nuremberg", justiça em Nuremberg, de Ulf Schmidt).

O dever de consentimento voluntário e informado de seres humanos para se submeterem a testes ou tratamentos é o ponto de partida dessas declarações.

Usurpação médica da dignidade não começa nem se encerra com o nazismo. Exemplo mais recente foi a prática do governo norte-americano na "guerra ao terror". A técnica do "waterboarding" teve eficácia e intensidade "aperfeiçoadas" por médicos para escapar do limiar técnico-jurídico da tortura (ver relatório "Experiments in Torture", experimentos em tortura). Calibraram dor e sofrimento para garantir mãos limpas.

O Brasil marcou seu lugar em mais esse capítulo da história universal da infâmia.

Na pandemia, Bolsonaro optou pelo acirramento. O negacionismo não se traduziu em simples inação, mas em gestão sanitária diversionista. Combateu soluções construídas pela comunidade científica global e as substituiu por política paralela. Seu carro-chefe foi o "tratamento precoce".

Estimulou "vida normal", sem máscara e isolamento. Qualquer coisa, cura e prevenção estavam na mão. Não eram placebo, pois nada inofensivos. Eram ansiolíticos sociais ao custo de milhares de mortes individuais.

Governo fez de pacientes e da sociedade em geral cobaias de um experimento humano de morte em massa. A estratégia foi propagar o vírus (ver boletim "Direitos na Pandemia n. 10", Cepedisa-USP e Conectas). Enquanto isso, fomos distraídos por comprimidos e nebulizações. Tinham ciência da multiplicação exponencial da letalidade, mas vai que a imunidade coletiva brotasse mais rápido?

Nossos "doutores do inferno" apareceram. O respaldo jurídico-corporativo veio do Conselho Federal de Medicina, cujo parecer liberou erro médico sob o invólucro de "autonomia médica". Como se autonomia protegesse erro crasso. Na ONU, Bolsonaro fez menção honrosa ao CFM. Representação ao Ministério Público do médico e cientista Bruno Caramelli, oriunda de abaixo-assinado de 60 mil médicos, esclarece as ilegalidades do parecer ainda vigente.

O respaldo científico tabajara, ao que parece, veio também da empresa Prevent Senior, suspeita de ter ministrado kit Covid sem consentimento, omitido mortes por Covid e feito recomendações com base em estudos espúrios. Consentimento desinformado e induzido por autoridade médica não é consentimento.

Ainda menos quando corroborado por agressiva pressão governamental e pessoal de presidente. Muito menos quando já demonstrada ineficácia do tratamento.

A liberdade para exercer a medicina não inclui a liberdade para charlatanear e deixar morrer. O contrato com a morte apareceu nessa variante da liberdade bolsonarista. Outra vez.

Reconstruir a teia de responsabilidades civis e criminais por 600 mil mortes e por colapso socioeconômico exige apontar cúmplices e partícipes, públicos e privados, individuais e corporativos. Do relatório da CPI do Senado se espera o começo desse processo de reparação.

Robert Jackson, juiz em Nuremberg, alertou: "Os erros que buscamos punir foram tão calculados, tão malignos e tão devastadores que a civilização não pode ignorá-los, porque não pode sobreviver à sua repetição".




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Hildegard Angel, filha e irmã de assassinados pela ditadura: 'Não quero deixar nada por dizer'. E diz

Internada com COVID, a jornalista e atriz Hildegard Angel, filha de Zuzu e irmã de Stuart ambos assassinados covardemente pela ditadura ressuscitada neste governo genocida —, escreveu em seu perfil do Twitter:
1. A carta dessa segunda-feira (30/08) das entidades brasileiras do Agro negócio deve ter sido parto difícil, arrancado a fórceps. Demorou demais, fez-se de distraída, ficou contando estrelas no horizonte, enquanto Bolsonaro arrotava empáfia, como se estivesse com todos eles nas mãos.

2. O AGRO no Brasil tem histórico de invasões, grilagem, roubo de terras públicas na cara dura, escrituras nebulosas, cartórios de faroeste, jagunços armados matando agricultores, famílias, padres, ambientalistas, indígenas. O AGRO não produz alimentos para a mesa do brasileiro.

3. O AGRO Produz exportação, commodities, dólar em Wall Street e, quanto pior pra nós, melhor pra eles. Temos fama de ser a grande horta que alimenta o mundo, mas tudo campanha fajuta de TV. Quem leva comida pra mesa brasileira é o pequeno agricultor, são as cooperativas, é o MST.

4. Porém isso não se divulga porque os pequenos não tem grana pra campanha. O AGRO é MORTE, despejo de toneladas de agrotóxicos em plantações, águas, solo, proibidos no 1o. mundo, que a política maligna dessa ministra de Agricultura chiquezinha, de fala fácil, conseguiu liberar.

5. A verdade é dura, a verdade dói, mas assim é se lhes parece. Abram os olhos, brasileiros! Já notaram o aumento impressionante do câncer no Brasil? O AGRO é morte, AGRO é câncer, AGRO são bilionários brasileiros luxando no exterior, nas penthouses mais opulentas do Planeta.

6. Esse AGRO top de linha levou três anos pra escrever e divulgar nessa segunda uma carta "patriótica", porque pra ele está tudo ÓTIMO. O problema é que o "mercado", "Febraban", "Fiesp"e outros resolveram decepar BolsoGuedes porque a política econômica é uma catástrofe.

7. A geopolítica também assusta o AGRO, com o apocalipse do Afeganistão. Os EUA demonstraram que não são rede de segurança pra ninguém. É salve-se quem puder e olhem lá. 

São muitos os paralelos em nossa mídia dos talibãs sanguinários com a milícia bandida bolsonarista.

8. Sem esquecer os filhos ZERO, taxados pelos analistas das redes sociais como psicopatas, gananciosos e desonestos. Não interessa ao AGRO ser identificado com essa corja. E nem estou dizendo que o AGRO também não seja tipo uma variante Corja...

9. Somos um barril de pólvora. Os milicianos amados por esse governo distópico explodem cidades, matam inocentes. O odor fétido da morte intoxica nossos pulmões, cheiro de gente queimada, bicho, matas, índios.

10. Para Bolsonaro, em sua perversão, um odor "paradisíaco", que deve inspirar corpos putrefatos em cova rasa, sangue pisado de torturas nas bases militares, carne queimada em fornos das usinas de açúcar, pus de jovens estupradas na Casa da Morte. Bolsonaro tem o perfume que merece.

UM RECADO AOS AMIGOS

Meus amigos. Ainda não falei sobre isso aqui porque são muitas prioridades. Mas estou há dias hospitalizada, com COVID, muito bem tratada pelo meu médico dr. João Gaspar, porém com um cutelo sobre a cabeça. Como ocorre com todos em mesma condição.

Certamente por isso, tenho sido mais contundente do que sempre em meus escritos.

Não sei o dia de amanhã. Não quero deixar nada por dizer. Vocês não merecem. O Brasil não merece.

Seria tão bom falar só coisas amenas. Lembrar só o mundo maravilhoso que sempre esteve à minha frente. As festas, as viagens, a moda, os amigos, as ótimas amigas, as poesias. Meus projetos de memória da moda, da qual muito me honra ser a pioneira do Brasil. O Museu da Moda. O primeiro curso superior de moda do RJ, concebido por mim, com a tônica da brasilidade, o apego às nossas raízes, delicadezas, fragilidades, que aprendi com a mulher genial que foi minha mãe. O olhar carinhoso não só para o belo e opulento, mas também para o singelo e simples. Esse mix corajoso, impetuoso e surpreendente de nosso país.





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Exercício das Forças Armadas em Formosa pode explodir COVID na região


Após a "tanquiata" bolsonarista em Brasília, militares das Três Forças vão para Formosa, em Goiás, para um exercício militar anual da Marinha, desta vez com a participação do Exxército e da Aeronáutica. 
 
Problema é que em Formosa já os esperam mais de 2500 soldados e um surto de COVID, segundo reportagem de Luis Calcagno no Correio Braziliense:

Além dos blindados da Marinha, que Jair Bolsonaro exibirá nesta terça-feira (10/8), como demonstração de força diante do Congresso, o presidente da República e os militares trarão para o centro de Brasília mais casos de covid-19. A reportagem do Correio apurou que está ocorrendo um surto da doença entre os militares acampados para os exercícios da corporação em Formosa (GO) e, segundo a fonte ouvida, oficiais estariam tentando sufocar a informação. 

“Alguns militares mais velhos não tomaram vacina por negacionismo, porque Bolsonaro não tomou, e outros, mais novos, não estão na faixa etária em suas regiões. Isso está provocando um surto no campo de treino”, revelou o informante ligado a militares presentes no exercício. Um médico oficial que se contaminou atendendo outros militares e, em vez de ser levado para um hospital, estaria isolado em um centro de instrução da Marinha em Santa Maria.

A fonte relatou vários casos de militares mais jovens contaminados e destacou o risco de o número ser maior, se houverem assintomáticos espalhando a doença.

Além do péssimo estado de conservação dos tanques — muitos soltando fumaça, como o da imagem acima — a cortina de fumaça de Bolsonaro pode agravar o número da COVID no país.




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