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Cuba sob ataque dos Estados Unidos precisa de nossa solidariedade. Ouça frei Betto

Cuba na mira de Trump

Na última quinta-feira, 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em meio à divulgação de milhões de páginas do "Caso Epstein", desferiu aquilo que muitos veem como a estocada final dos Estados Unidos para tentarem o que ainda não conseguiram nos últimos 64 anos de embargo econômico: mudar o regime de Cuba.

A decisão encerrou o mês de janeiro do homem que se julga imperador do mundo, que começou com a invasão e bombardeio da Venezuela, com mais de 100 mortos, e o sequestro do presidente eleito da República Bolivariana da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.

Assim como fez quando aplicou o tarifaço ao Brasil, em que nos acusou de sermos superavitários em relação aos EUA, quando tínhamos um déficit de quase 300 bilhões de dólares com eles, agora Trump acusa o governo cubano de "desestabilizar a região" e de se aliar a adversários dos EUA, como Rússia, China e Irã, e a "grupos terroristas" como o Hamas e o Hezbollah.

Trump ameaça países que fornecerem petróleo a Cuba com uma tarifa adicional a seus produtos nos Estados Unidos.

Cuba em perigo real

O problema é que, segundo dados da empresa belga Kpler, publicados pelo Financial Times, Cuba tem petróleo suficiente para apenas mais 15 a 20 dias.  

A ilha precisa de 110 mil barris/dia para consumo e produz apenas 40 mil.

No seu ataque a Cuba, Trump é escoltado por uma figura menor, o Secretário de Estado Marco Rubio, um anticomunista ferrenho, que falsificou a própria biografia ao afirmar que seus pais foram para os EUA fugindo da "ditadura comunista" de Cuba, quando não apenas os pais, mas também seus avós, saíram da ilha anos antes da Revolução Cubana.

Agora Rubio, que foi o elo de Eduardo Bolsonaro com Trump e agora já o abandonou, comemorou entre dentes: 

"Gostaríamos muito de ver uma mudança de regime, mas isso não significa que vamos provocá-la".

Solidariedade a Cuba

O escritor e religioso frei Betto faz um apelo à solidariedade ao povo cubano. Betto informa que "a população cubana vem enfrentando nos últimos tempos um agravamento do bloqueio, principalmente pela falta de energia. Isso também afeta o abastecimento de água e essa energia que tem como base o petróleo era favorecida por três países, principalmente por três países que agora se encontram em situação crítica, a Rússia em guerra, o Irã em guerra e a Venezuela em crise e potencialmente em guerra devido aos ataques do governo genocida dos Estados Unidos. Então nós precisamos incrementar a solidariedade ao povo cubano". 

Frei Betto sobre Cuba

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 PT emite nota sobre Cuba

 A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores emitiu uma nota de protesto contra mais uma atitude violenta de Donald Trump em que também defende o fim do bloqueio à ilha.

 

“NOTA PÚBLICA EXECUTIVA NACIONAL DO PT

“O Partido dos Trabalhadores manifesta seu total apoio à República de Cuba ante as ameaças sofridas pela administração de Donald Trump e defende a soberania e a autodeterminação do povo cubano.

“Após invadir a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o governo estadunidense avança ainda mais sobre a América Latina, tendo como alvo agora o povo cubano e sua Revolução. Cuba já sofre um bloqueio unilateral criminoso há mais de 65 anos, que impede o país de se desenvolver livre e plenamente.

“O governo Trump quer agora sufocar totalmente a economia cubana ao impor mais um bloqueio e evitar que combustíveis cheguem à ilha, impedindo a geração de eletricidade e o transporte inviabilizando ainda mais a vida de cubanas e cubanos. Isto equivale a impedir o comércio humanitário com a ilha, que garante as mínimas condições de vida de seu povo.

“Defendemos o fim do bloqueio contra Cuba e sua total reinserção na política e economia mundiais.

“Não podemos aceitar mais um ataque à soberania de um país da América Latina e esta ameaça criminosa contra o povo cubano. Seguiremos defendendo o povo cubano, seu direito à autodeterminação, sua soberania, a Revolução Cubana e seus ideais de justiça social.

“Brasília, 31 de janeiro de 2026.

“Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores”



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Nenhuma criança morre de COVID em Cuba, desde que foram vacinadas todas, a partir dos 2 anos


Sob bloqueio dos Estados Unidos e aliados, Cuba enfrentou a COVID com sua própria ciência e atendimento de saúde. Desenvolveu suas próprias vacinas e, além dos adultos, imunizou todas as crianças, a partir dos dois anos de idade. Nenhuma criança veio a morrer de COVID desde então. A informação é da Agencia Cubana de Noticias
 
Foram aplicadas 3,6 milhões de doses em 1,6 milhão de crianças e jovens.
O Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CECMED) autorizou no ano passado o uso emergencial da vacina Cuban Sovereign 02, na população pediátrica entre dois e 18 anos.

Com isso, Cuba se tornou o primeiro país do mundo a desenvolver uma Campanha Nacional da Criança contra o COVID-19.

Segundo fontes oficiais, até dezembro de 2021, mais de 1.631.000 crianças com mais de dois anos de idade receberam o calendário completo de vacinação contra a doença.
Enquanto isso, no Brasil, Bolsonaro e Queiroga fizeram e fazem de tudo para sabotar a vacinação das crianças talvez a mais abjeta de todas as abjeções deste governo infame.





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Lula agradece a hospitalidade do povo cubano e critica Trump por colocar o país na lista do terrorismo internacional


Nesta terça-feira, o presidente Lula fez uma visita ao atual presidente Miguel Díaz-Canel, que estava acompanhado do ex-presidente e 1º secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro.

Lula foi agradecer a hospitalidade do povo cubano e aproveitou para deixar um documento com dura crítica à decisão de Trump de colocar a ilha como um dos países patrocinadores do terrorismo internacional.

“Estimado presidente Miguel Díaz-Canel,

Foi com profunda indignação que recebi a notícia da inclusão de Cuba na lista dos países patrocinadores do terrorismo.

Donald Trump sai da História pela porta dos fundos e demonstra mais uma vez o homem vil que é, em uma manobra desprezível e oportunista, carregada da principal marca de sua administração: a mentira.

Manifesto minha solidariedade a Cuba, à Revolução e ao povo cubano. E reitero meu repúdio a mais essa sordidez, que tem por único objetivo a tentativa de asfixiar nossa Ilha, reforçando o bloqueio e as agressões a ela impostos há mais de seis décadas.

Mas Cuba está aí, íntegra, decente, exemplo para o mundo daquela que é maior de todas as virtudes, a solidariedade humana.

Quem deixa na História impressões digitas terroristas são eles, Trump e seus asseclas.

Escrevo, companheiro presidente Dias Canel, com a esperança de que esta e outras políticas persecutórias sejam revistas e que Cuba possa encontrar bons ventos para superar, como vem fazendo há sessenta anos, tempestades como a do Covid-19, uma tragédia que castiga o povo pelo mundo inteiro.

Um mês em território cubano só fez crescer minha profunda admiração pelo zelo com que Cuba tem enfrentado esta praga terrível da Covid, protegendo seus cidadãos e ajudando a salvar milhares de vidas com o envio de médicos mundo afora.

Quanto mais conhece Cuba mais o mundo está de mãos dadas a ela, condenando a covarde perseguição tirana do Império.

Receba em meu nome e no de milhões de brasileiros o fraterno abraço, na esperança de dias melhores. Do amigo de sempre,

Luiz Inácio Lula da Silva”



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Frei Betto desabafa: 'Não há como conviver mais 2 anos e meio com um governo genocida'


Para falar sobre o lançamento de seu mais recente livro O diabo na corte - Leitura crítica do Brasil atual, Frei Betto deu uma entrevista a Lu Sudré, do Brasil de Fato.

Nela, Betto comenta a crise da pandemia no Brasil e no mundo, agravada pelos governos genocidas como o de Bolsonaro, e de sua preocupação com o futuro do país e do planeta.

A entrevista pode ser lida na íntegra aqui, mas vou publicar alguns trechos a seguir:
Brasil de Fato - Em 2019, 43,1 milhões de pessoas foram afetadas pela insegurança alimentar moderada e severa no Brasil. É um contingente muito grande de pessoas. O que nos levou a chegar a essa marca?
Frei Betto - Isso é mais do que a população da maioria dos países da América Latina. É óbvio que os que no levou a alcançar essa marca foi a falta de uma política de segurança alimentar do governo Bolsonaro, considerando o genocídio que se produz nesse país, especialmente em cima do surto do novo coronavírus. 
Ou seja, no dia em que estamos falando, 73 mil pessoas, desde março, faleceram por descaso do nosso governo. Quando penso que em um país como Cuba, faleceram 86 pessoas, em um país como o Vietnã, nenhuma pessoa, porque os governos tomaram as medidas de precaução... Aqui não. Aqui, realmente, o governo é cúmplice do genocídio e dessa mortandade. 
Há várias políticas para salvar vidas que foram articuladas no Brasil durante os 13 anos do governo do PT e todas elas estão sendo desarticuladas e desmontadas. Isso vale para a questão trabalhista, previdenciária, proteção dos povos indígenas, dos quilombolas. 
Todas as medidas de proteção da vida dos mais pobres estão sendo totalmente desmontadas em uma política intencional de genocídio. Isso exemplificado nessa semana, quando o presidente veta o dispositivo da lei de precauções sanitárias, que previa a doação de máscaras para pessoas presas. 
E já são mais de 700 presos infectados no Brasil, inclusive um deputado que estava preso lá no Paraná, Meurer, primeiro condenado da Lava Jato. Preso, 78 anos, morreu antes de ontem. Já são 72 presos mortos. Quando o presidente assina um decreto vetando que se distribua máscara, uma coisa muito simples, é porque ele quer que os presos morram. Não é que isso representa um gasto, é porque para ele, "bandido bom é bandido morto". Exatamente o lema dos esquadrões da morte, das milícias, dos gabinetes de ódio.
Eu creio que a razão do aumento da insegurança alimentar no país e das pessoas em situação de fome, é em decorrência da falta de uma política de atenção básica da nossa população.
O que é mais grave é que mesmo esse auxílio emergencial não é suficiente. Primeiro, 70 milhões de pessoas se alistaram, muito mais que o previsto, o que revela que existe um contingente de pessoas em extrema pobreza muito maior do que se pensava. Segundo, dessas, os recursos chegaram a apenas 49%. Ou seja, há uma margem de recursos que foi destinado para os mais pobres, teoricamente, no papel, e não chega a eles.
E terceiro, muitos oportunistas, bandidos, corruptos e aproveitadores, inclusive recrutas e oficiais das Forças Armadas. Muita gente que não merece se inscreveu e recebeu. Enquanto inúmeros outros que necessitam, precisam, estão na extrema pobreza, por conta da burocracia, falta de internet, pessoas desprovidas desses recursos tecnológicos, ficam sem receber.
Mapa da Fome, qual o peso de programas como o Bolsa Família, por exemplo? Como o senhor avalia a forma que o governo lida com esse programa?
Ele lida constrangido. Primeiro, ele gostaria que esse programa não existisse. Segundo, ele se sente constrangido por esse programa não ter sido uma criação dele, foi uma criação do PT. Que primeiro criou o Fome Zero onde eu trabalhei. Depois o Fome Zero ganhou o nome de Bolsa Família quando houve uma mudança de sua estrutura.
(...)
Pois bem. Essas políticas de segurança alimentar adotadas no Bolsa Família, um programa que eu aplaudo devido à importância que ele tem.. Mais de 50 milhões de famílias beneficiadas. Mas o governo Bolsonaro não tem interesse em ampliá-lo. Hoje existe uma fila imensa de pessoas, quase 1 milhão, esperando a adesão.
E agora isso vai aumentar. O desemprego oficial já era, no início da pandemia, de 12 milhões de pessoas. Agora, com o início da pandemia, esse número chega a 28 milhões de pessoas. Imagina, 28 milhões de pessoas em uma população com 100 milhões de trabalhadores economicamente ativos. Somos 200 milhões de habitantes e todos somos sustentados por esses 100 milhões que trabalham. 
É muito grave o que vem acontecendo porque a pandemia aumentou o desemprego e aumentou a insegurança trabalhista. As questões trabalhistas já vinham sendo sucateadas desde a reforma trabalhista.
Uma série de medidas foram adotadas para colocar no chão todas as conquistas da classe trabalhadora que estavam consolidadas na CLT. Isso tudo foi desarticulado com as reformas trabalhistas e previdenciárias. E hoje temos uma uberização do trabalho. Cada vez mais o empregado é praticamente um escravo, realmente não tem garantias. 
E ele tem que trabalhar muito e excessivamente para conseguir assegurar o mínimo de sobrevivência. Por isso é muito importante essa reação dos entregadores de encomendas, os motoboys entregadores têm feito ultimamente.
Como o Estado brasileiro deveria estar agindo nesse momento? Qual o papel do Estado em meio à crises como essa?
O que o Estado deveria fazer, nesse governo, seja com Bolsonaro ou com Mourão, não tem nenhuma perspectiva. A pergunta que temos que fazer é o que o povo brasileiro deve fazer. O que os movimentos sociais, as instituições democráticas e os partidos progressistas devem fazer. Temos que agir cada vez mais. É uma atrocidade o que vem acontecendo em nosso país.
É preciso pressionar cada vez mais o Congresso para tomar medidas contrárias a essas que o Bolsonaro tem assinado, medidas provisórias que ele propõe. E no momento que a pandemia cessar, vamos para rua. Não tem outro jeito. Vamos ocupar as ruas como já tinha começado no início da pandemia, para manifestar a nossa insatisfação e tentar mudar esse quadro político. Não dá pra pensar na possibilidade de conviver mais dois anos e meio com um governo genocida. 
Um governo geocida porque a questão do desmatamento da Amazônia, da desproteção ambiental, de deixar passar a boiada, favorecer as mineradoras do garimpo ilegal, permitir invasão das áreas indígenas. Tudo isso é uma desgraça absoluta sobre o Brasil, uma desgraça absoluta sobre o Brasil. E só há uma possibilidade de deter esse processo, que é a mobilização popular.




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Brasil de Bolsonaro tem 'epidemia dramática' de dengue, diz Sociedade Brasileira de Infectologia

Cartaz onde se lê que Bolsonaro, zika, dengue e chikungunya matam

Nada no governo Bolsonaro funciona, a não ser sua fábrica de memes e fake news na internet, especialmente nas redes sociais.

O governo é uma catástrofe total e a população já percebeu ou está percebendo isso, como mostra recente pesquisa Ibope, que comentei aqui.

A área de saúde está sendo uma das mais afetadas. Desgraça que começou antes de Bolsonaro assumir a presidência, quando deu  suas declarações ofensivas aos médicos cubanos, o que fez com que o Cuba chamasse seus médicos de volta. Até hoje, mais de mil municípios, dos mais pobres, estão sem médicos.

O caos reina na saúde pública. No Brasil sob Bolsonaro houve um aumento de 560% nos casos de dengue no país, em relação ao ano passado. E um aumento de 166% no número de mortos. Ou seja: está pior ainda do que com Temer.
Números divulgados pelo Ministério da Saúde nesta semana acenderam o alerta para os riscos oferecidos neste ano pelo mosquito Aedes aegypti, responsável também pela transmissão do vírus da zika e chikungunya.
De janeiro a 9 de junho deste ano, já foram registrados mais de 1,127 milhão de casos prováveis de dengue no País. Foi um aumento 560,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 170.628 casos.
Além do aumento de casos confirmados, que chega a 596,38 mil entre os brasileiros, preocupa a quantidade de mortes em decorrência da doença que mais que dobraram. Houve um aumento de 163% em relação a 2018, passando de 139 para 366 mortes.
De acordo com o infectologista Kléber Luz, diretor da SBI, essa epidemia se deve, sobretudo, à falta de controle e combate ao mosquito.
“A gente acompanha o aumento de casos da dengue em toda a América Latina, mas os números do Brasil estão acima do esperado. Vivemos uma epidemia dramática no País, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste”, explicou o especialista em entrevista ao HuffPost . [Fonte: HuffPost]


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Ex-embaixador diz que Estados Unidos têm que espionar Brasil porque não seríamos mais 'amiguinhos deles'


Dilma afirmando nossa soberania na ONU


O amor é lindo... Mas também faz sofrer e merece que seja espionado, como um inimigo. Pelo menos é isso o que um suposto (e você vai ver, ao final da postagem, por que eu digo suposto) ex-embaixador dos EUA confidencia ao jornalista e escritor Carlos Alberto Montaner, ou, pelo menos, o que ele insinua explicitamente (se não é um oximoro...haha) em seu blog.

O texto de Montaner seria reprodução de uma conversa com esse ex-embaixador dos EUA (Somos viejos conocidos. ¿Puedo dar tu nombre, le pregunto? “No –me dice–. Me crearía un inmenso problema, pero transcribe la conversación”. ).

Segundo a fonte, os Estados Unidos têm mesmo que espionar o Brasil, porque, se já fomos amigos confiáveis, íntimos a ponto de eles patrocinarem um golpe de Estado em nosso país (nada disso é dito pelo ex-embaixador, of course), agora... bem, ao artigo de Montaner que cita o tal ex-embaixador:

“Sólo hay que leer los papeles del Foro de Sao Paulo y observar la conducta del gobierno brasilero. Los amigos de Luis Ignacio Lula da Silva, de Dilma Rousseff y del Partido de los Trabajadores son los enemigos de Estados Unidos: la Venezuela chavista, primero con Chávez y ahora con Maduro, la Cuba de Raúl Castro, Irán, la Bolivia de Evo Morales, Libia en época de Gadafi, la Siria de Bashar el-Asad”.

“En casi todos los conflictos, el gobierno de Brasil coincide con la línea política de Rusia y China frente a la perspectiva del Departamento de Estado y la Casa Blanca. Su familia ideológica más afín es la de los BRICS, con los que intenta conciliar su política exterior”. (Los BRICS son Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica).

“La enorme nación sudamericana ni tiene ni manifiesta el menor interés en defender los principios democráticos sistemáticamente violados en Cuba. Por el contrario, el expresidente Lula da Silva suele llevar inversionistas a la Isla para fortalecer la dictadura de los Castro. Se calcula en mil millones de dólares la cifra enterrada por los brasileros en el desarrollo del super puerto de Mariel, cerca de La Habana”. 

“La influencia cubana en Brasil es solapada, pero muy intensa. José Dirceu, el exjefe de despacho de Lula da Silva, su más influyente ministro, había sido un agente de los servicios cubanos de inteligencia. Exiliado en Cuba, le cambiaron el rostro por medio de cirugía y lo devolvieron a Brasil con una nueva identidad (Carlos Henrique Gouveia de Mello, comerciante judío) y así funcionó hasta que se restauró la democracia. De la mano de Lula colocó a Brasil entre los grandes colaboradores de la dictadura cubana. Cayó en desgracia por corrupto, pero sin ceder un ápice en sus preferencias ideológicas y sus complicidades con La Habana” [Fonte]

Bueno, por supuesto, o ex-embaixador é leitor da Veja...

Mas, fica uma primeira, de inúmeras perguntas: - Ainda que isso fosse verdade, por que os EUA teriam direito de espionar nosso país, grampear telefonemas de nossa presidenta?

Agora, a explicação do suposto, que citei no início: o autor do artigo nasceu na Cuba pré-revolucionária, em 1943. Com a revolução, procurou "outros ares" para destilar seu ódio ao regime cubano. Ele é um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino-americano. 





Madame Flaubert, de Antonio Mello

Por que prefiro ser tratado por médicos brasileiros. Ou não




Eu prefiro ser tratado por médicos brasileiros, embora 54,5%  dos 2400 formandos que fizeram a prova do Conselho Regional de Medicina de SP não atingiram a nota mínima. O pior é que os erros se concentraram em áreas básicas. Mesmo assim vão poder exercer a profissão e atender aos infelizes que caírem em suas reprovadas mãos. Mas eu não moro em São Paulo.

Prefiro médicos brasileiros, porque eles são coisa nossa. Por exemplo, a gente liga pra marcar consulta e a telefonista do doutor pergunta: - é particular ou plano? Se for plano, empurram sua consulta lá pra frente. Particular, eles dão um jeitinho. Coisa nossa.

Prefiro médicos brasileiros, porque quando chego ao consultório, fico esperando mais de uma hora pra ser atendido. É porque eles são bonzinhos, gostam de atender a todo mundo, e sabem que ali, no calor apertado da sala de espera, sempre pode rolar uma conversa agradável sobre sintomas e padecimentos com outros médicos. E a socialização é muito importante. Sem contar que podemos adquirir informação, com a leitura daquela Veja em que Airton Senna e Adriane Galisteu ainda estão namorando. Ah, tempo bom! É coisa nossa.

Belinha dos Jardins e a ditabranda

Belinha dos Jardins

Há um tempo apresentei a vocês Belinha dos Jardins. Ela enviava comentários aqui para o blog, sempre por e-mail e pedindo para que nada fosse publicado. Uma figuraça, do tipo da Velhinha de Taubaté, do Veríssimo, e da Salomé, de Chico Anísio.

A diferença entre as três é que, enquanto as outras acreditavam nos governos, Belinha acredita em tudo o que é publicado na mídia corporativa. Talvez seja a última. Ou uma das últimas.

No entanto, após a apresentação dela aqui, Belinha sumiu. Só voltou a me escrever agora e, por isso, só hoje divido a divertida opinião dela com você.

Mello,

Já havia desistido de enviar algum comentário a seu blog, porque a apresentação que você fez de mim e da coluna que me prometera – francamente – foi uma decepção. Esperava, ao menos, um pouco de independência de um jovem (todos somos jovens de espírito) que diz que rema contra a maré e cita Bernard Shaw.

Na ocasião, fiquei aborrecida e resolvi que não mais escreveria a você. Mas a manifestação contra a chamada ditabranda e a vitória (suposta vitória) que você comemorou no blog contra a Folha de S.Paulo me fizeram mudar de opinião.

Há um preconceito contra a chamada ditadura, até quando a chamam de ditadura militar. Ora, os militares recebem ordens, e a derrubada da bagunça do governo João Goulart foi planejada e financiada por nós, civis. Inclusive pelo Roberto Marinho, pelos Mesquita e pelo Frias.

Mas não apenas por eles. Quem não se recorda da gloriosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade? E da campanha “Doe ouro pelo bem do Brasil”? Eu mesma doei meu anel a um jovem militar muito ativo. E você não imagina o quanto me doeu aquela doação.

A verdade é que esses pseudointelectuais adoram uma ditadura, por isso não gostaram do neologismo - muito bem criado, aliás - ditabranda. Defendem o falecido Fidel Castro (falecido, sim, porque, cá entre nós, a múmia de Tutankamon está com melhor aspecto do que ele) e criticam a Cuba de Fulgencio Batista, que era uma coisa maaaaravilhosa.

Isso é uma ignorância completa, que posso perdoar nos jovens inundados por teorias marxistas (dos irmãos Marx) e que não viveram aquele glorioso período. Mas é ridículo que professores doutores não vejam que a pobre Cuba, que era – repito – maaaaravilhosa, está um horror, como a figura de Fidel hoje.

E essa opinião, Mello, não é apenas minha. O próprio Fidel gosta tanto da Cuba dos anos 1950 que a congelou no tempo. A maioria dos carros e prédios da ilha são daquela época, numa preservação daqueles anos dourados – o que demonstra que nem Castro é castrista.

Quanto aos tais professores que escreveram cartas malcriadas para a Folha (um chegou a dizer que Otavinho deveria se ajoelhar em praça pública), o que pensam da vida? Sabem o que é a responsabilidade de ser um Filho, como o Otavinho, quando o pai foi um grande homem? Um pai jamais deveria dar seu nome a um filho.

Enfim, espero que você suplante seu preconceito de classe, honre o convite que me fez e aceite esta colaboração que lhe envio, para o bem da Verdade.

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Taxa de mortalidade infantil em Cuba é menor do que nos EUA

Em 2007, a taxa de mortalidade infantil em Cuba ficou em 5,3 para cada mil nascimentos. Nos EUA a taxa é de seis. Em 21 municípios de Cuba, a mortalidade infantil foi... zero.

Em Cuba, morreram apenas 21 mães, a cada 100 mil nascimentos. A taxa mundial é de 400 mortes por 100 mil.

Os baixos índices de mortalidade infantil e materna se sustentam graças a um sistema de saúde acessível e gratuito para toda a população, sem exceções, desde o início da Revolução, a 1° de janeiro de 1959.

Em Cuba, de forma programada as crianças sãs são consultadas por um profissional de Puericultura 12 vezes ao ano, contam com os exames de um geneticista e recebem imunização contra 12 doenças preveníveis.

Para mais comparações entre os sistemas de saúde cubano e americano, assista a este trecho de Sicko, último filme de Michael Moore, ainda inédito no Brasil.

Nele, o polêmico diretor americano mostra como os planos de saúde tratam os cidadãos americanos e como são tratados os pacientes em Cuba. Este vídeo é exclusivo do blog.



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Michael Moore ataca emissoras de TV e sistema de saúde dos EUA


Divulgando seu último filme, Sicko, em Sarajevo, o cineasta americano Michael Moore disse que as emissoras de TV de seu país “de certo modo” são mais responsáveis pela guerra do Iraque do que o presidente Bush. Ou seja, não é só no Brasil que elas manipulam, omitem ou aumentam.

Segundo Moore, elas não fizeram as perguntas nem as investigações que deveriam ser feitas.

"Elas ajudaram o presidente Bush a mentir para o povo americano, não fizeram perguntas difíceis, são cúmplices de Bush."

Mais adiante, Moore afirmou que 80% dos americanos não sabem sequer localizar o Iraque no mapa.

“Deveria existir uma lei que obrigasse alguém a saber onde um país está [no mapa] antes de lançar uma invasão contra ele".

Segundo o Vermelho Online, “em Sicko, Michael Moore pretende mostrar as deficiências do sistema de saúde americano. O filme foi recebido com fortes aplausos na capital da Bósnia-Herzegovina. O cineasta qualificou de ‘fato lamentável’ que, nos Estados Unidos, 18 mil pessoas morram todos os anos porque não possuem proteção médica. ‘Neste filme, a verdadeira questão não é nosso sistema de saúde, mas quem somos nós, os americanos, e por que nos comportamos como nos comportamos’.

No vídeo acima, exclusivo do Blog do Mello, você assiste a um trecho de Sicko, de Michael Moore, ainda inédito no Brasil. Nele, há uma comparação entre as medicinas americana e cubana. Vale a pena assistir, enquanto o link não cai.Ele vive sendo retirado dos provedores. Se não puder assisti-lo agora, clique aqui, baixe-o para seu computador e assista-o mais tarde.

É um arquivo flv. Se você não tem um flv player, aconselho este aqui, que eu uso, o BitComet FLV Player. É pequeno, eficiente e gratuito.

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Blog do Mello apresenta: 'Momentos com Fidel'

Hoje, 13 de agosto, é aniversário de Fidel Castro (1926). Vejam este documentário de 10 de dezembro de 2006, realizado pelo Instituto Cubano Del Arte e Industria Cinematográficos, que conta, em pouco mais de 54 minutos, grande parte da vida de um dos mais importantes líderes do século XX.




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Presidente da OAB/RJ afirma que boxeadores cubanos queriam regressar a Cuba

Continuam as especulações sobre o que teria ocorrido, desde o momento da prisão até o instante da deportação dos boxeadores cubanos. Hoje, o jornal O Globo publicou duas páginas sobre o assunto. Numa delas, reportagem de Gustavo Goulart bate de frente com outra publicada ontem pela Folha de S. Paulo. O repórter de O Globo afirma que os cubanos estavam na maior farra com garotas de programa, quando foram presos. Já na reportagem da Folha, Reinaldo Sá Forte, dono da Estalagem Pirata, onde estavam os atletas afirmou:

“A impressão que tive era que os dois queriam voltar para casa. Até as malas deles já estavam prontas. Na verdade, eles se entregaram."

Curiosamente, como a “grande imprensa” (na definição de Kamel) suspeita de que o governo não teria agido de acordo com tratados internacionais, a reportagem não foi ouvir a OAB-RJ. Ou melhor, a reportagem não divulgou a nota da OAB/RJ sobre o assunto, que pode ser encontrada facilmente em outra seção do mesmo O Globo, a Carta dos Leitores. Ei-la, na íntegra:

OAB esclarece

Diante das notícias desencontradas sobre os dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os Jogos PanAmericanos, esclareço:

a) na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer-lhes assistência jurídica, caso a desejassem; b) quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; c) na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba.

WADIH DAMOUS, presidente da seção Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (por e-mail, 8/8), Rio

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'Grande imprensa independente' ataca novamente. Agora é o caso dos lutadores cubanos deportados

Depois de tentarem atingir o governo com a exploração sensacionalista da tragédia com o Airbus da TAM, agora a “grande imprensa” com seu “jornalismo independente” volta suas baterias para o caso dos lutadores cubanos deportados.

Nas primeiras páginas de todos os jornais, merecendo até editorial da Folha hoje, o caso dos cubanos é tratado como uma subserviência do governo brasileiro ao regime cubano.

No entanto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, liberou até os depoimentos dos lutadores à Polícia Federal:

“Foi oferecido ao depoente se desejava solicitar refúgio, o qual foi negado, pois o depoente diz amar o seu país, seus familiares, não ter problemas políticos ou religiosos” (O Globo, página 9).

Que se lancem suspeitas sobre a rapidez da deportação, tudo bem. Deve-se desconfiar sempre e apurar realmente o que aconteceu. Mas, e se foi isso mesmo? E se, simplesmente, os cubanos caíram num conto-do-vigário alemão?

Segundo se noticiou, os dois boxeadores cubanos haviam sido contratados a peso de ouro por uma empresa alemã, especialista em lutadores cubanos fugitivos.

Então, por que eles não foram imediatamente embarcados para a Alemanha, mas, em vez disso, permaneceram no Brasil, numa lua de mel com garotas de programa, em Araruama, uma pequena cidade litorânea do Rio?

E se eles, após a fuga da delegação, perceberam que haviam entrado numa fria e resolveram relaxar e gozar, enquanto não eram descobertos e deportados?

Em Cuba eles têm família. Provavelmente por causa dela, para lhes oferecer uma vida melhor, pensaram em abandonar o país – como milhões de jovens de todo o mundo – e tentar a vida no exterior. Levaram um calote. Por que não voltar para a família?

Isso tudo está muito parecido com a tal “fuga em massa” da delegação cubana no PAN, lembram-se? Jornais e telejornais mostraram imagens daquilo que seria uma retirada às pressas de toda a delegação cubana, por ordens do “ditador Fidel Castro”, para evitar a tal fuga em massa.

Depois se descobriu (mas só foi relatado em pequenas notas em cantos de página) que nunca houve a tal debandada. Como aconteceu com todas as outras delegações, a cubana seguiu à risca o que informara anteriormente ao Comitê Organizador do PAN, à ODEPA e ao COI.

A notícia de que não haveria atletas cubanos na cerimônia de encerramento do PAN foi desmentida pela presença de quase 200 (nem dois, nem 10, nem 20) cubanos à festa.

Quem não compareceu foi a Rede Globo, pois teria que mostrar ao vivo para todo o Brasil a delegação cubana – a mesma que eles disseram que havia embarcado no dia anterior. Como é que o Galvão ia narrar essa, né?

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Exclusivo: 30 minutos de ‘Sicko’, último documentário de Michael Moore. Mal estreou nos EUA e você já vê aqui no Blog do Mello




Assista ao trecho final do último documentário de Michael Moore, Sicko, ainda inédito no Brasil, e que estreou muito recentemente nos EUA.

Com aproximadamente 30 minutos, o trecho conta a história de quatro voluntários, que ajudaram nos resgates de 11 de setembro de 2001, quando dos ataques às Torres Gêmeas.

Hoje, por causa da poeira e das condições de trabalho no local, todos desenvolveram doenças graves. Como eram voluntários – e não bombeiros oficiais – têm que pagar pelos tratamentos. Mas não têm dinheiro. Moore os leva à base americana de Guantánamo. Em Cuba, eles recebem atendimento médico. Absolutamente gratuito.

A diferença entre os dois sistemas. Mais do que isso: os diferentes modos de ver o mundo são mostrados no documentário. Vale a pena assistir. E refletir.

Especialmente indicado para os que só abrem a boca para criticar Cuba e louvar o livre mercado.

Atualização (09/07): Como era esperado, não durou muito a possibilidade de assistir ao trecho de Sicko. Ele foi postado seguidamente em vários distribuidores de conteúdo, inclusive o Google vídeo. Mas foi retirado de todos, com a alegação de violação de copyright, embora Moore e sua produtora tenham declarado que não se importavam com sua distribuição via internet.

Mas se você quiser assistir a este trecho que recomendei, baixe-o para seu computador. Clique aqui e, na página que vai abrir, escolha a opção Free, lá embaixo. Isto abre uma nova página com o arquivo http://rapidshare.com/files/41838413/saude.flv (93630 KB) para o download. Vale a pena.

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Bolívia vai acabar com o analfabetismo até o final do ano que vem

Li no Blog do Emir a notícia de que até o final do ano que vem não haverá mais analfabetos na Bolívia.

Utilizando-se do método cubano de alfabetização (em Cuba, é bom lembrar, não há analfabetos), chamado “Yo, si Puedo” (Eu, sim, Posso) o governo de Evo Morales está conseguindo cumprir a meta de acabar com o analfabetismo em 30 meses, lançada em março de 2006.

Além da ajuda de Cuba, Evo conta com a da Venezuela (onde, também é bom lembrar, não há analfabetos). O governo de Chávez colaborou com quase dez mil geradores a energia solar e 200 mil livros.

O fato é tão espetacular que mesmo o principal jornal de oposição a Evo Morales (La Razón) o elogia em editorial.

Por que o presidente Lula não lança algo semelhante no Brasil? Acabar com o analfabetismo no país até o final de seu governo seria uma bela conquista.

Se “eles, sim, podem”, por que nós não podemos?

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