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Madonna no Brasil. Será que ela vai finalmente falar ou está proibida?

O Rio está vivendo a expectativa do mega show de Madonna na praia de Copacabana, no próximo sábado, dia 4.

O show é a cereja do bolo da festa pelo centenário de um banco, que lucrou no ano passado R$ 35,6 bilhões, mas mesmo assim passou o chapéu para um rachuncho de R$ 10 milhões da prefeitura do Rio, para ele usar a beleza do Rio e as marcas Rio e Copacabana de graça para se divulgar.

São esperadas 1,5 milhão de pessoas no show.

Será que o homem da foto, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, virá ao Rio, deixando de lado o genocídio em Gaza, para acompanhar o último show da turnê da rainha do pop e ganhar novo abraço dela?

A foto de Madonna com Netanyahu foi feita em setembro de 2009, há longos 15 anos. Foi uma visita que ela fez à residência do primeiro-ministro, e foi editada desta outra foto aqui, que dá o contexto:

Madonna juntou-se ao primeiro-ministro israelense e sua família na sexta-feira no tradicional ritual de boas-vindas ao sábado judaico.
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro diz que o cantor passou duas horas com Benjamin Netanyahu e sua esposa Sara em sua casa, acendendo velas e recitando uma bênção juntos.
Madonna, vista na foto abaixo divulgada pela assessoria de imprensa do governo israelense, usava um vestido preto de mangas curtas ao deixar a casa fortemente vigiada de Netanyahu na sexta-feira. Ela estava acompanhada de seu empresário Guy Oseary, retratado à direita na imagem abaixo.

Tiraria outra foto dessas com ele hoje? Não sabemos. Mas se naquela época ele não tinha a fama tão terrível que adquiriu hoje, após a criminosa investida contra os palestinos em Gaza, já se sabia quem era Netanyahu e o desprezo que tinha pelos palestinos.

Nesta conversa gravada em 2001 (oito anos antes da foto com Madonna), ele afirma que os acordos firmados com os palestinos não deram em nada principalmente porque ele não os cumpria conforme o combinado. Ele confessa cinicamente que dava sua interpretação ao que fora assinado, de acordo com as conveniências de Israel.

Mostra que o que ele diz não se escreve e a palavra dele só pode ser encarada como verdadeira quando se refere a seu ódio aos palestinos, que ele no fundo gostaria de ver exterminados ou pelo menos expulsos de vez do que ele considera como suas terras — toda a área da antiga Palestina.

E diz que a estratégia a ser usada contra os palestinos é simples:

"É preciso atacá-los de forma dolorosa para que o preço que eles paguem seja insuportável."

Quando houve o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro do ano passado, Madonna se pronunciou indignada em meio a seu show (o mesmo que vai exibir no Brasil agora).

"Todos nós estamos sofrendo, observando o que está acontecendo em Israel e na Palestina. Parte-me o coração ver crianças sofrendo, adolescentes sofrendo, idosos sofrendo. Tudo isso é de partir o coração, ok? Tenho certeza que você concorda. Mas mesmo que nossos corações estejam partidos, nossos espíritos não podem ser quebrados. Você está comigo? Muitas pessoas dizem, bem, o que posso fazer? Eu sou apenas uma pessoa. Você se sente desesperado. Você se sente impotente, certo? O que podemos fazer? Há muito que podemos fazer. Em primeiro lugar, podemos dizer, posso fazer a diferença porque eu, individualmente, posso trazer luz ao mundo com as minhas ações, com as minhas palavras. Todos os dias, sinto muito que não se trata de dar um sermão em você, mas todos juntos somos pessoas muito poderosas. Podemos nos unir de uma forma sombria e maligna, ou podemos nos unir a partir de um lugar de luz e amor. E se todos tivermos essa consciência coletiva, podemos mudar o mundo e trazer a paz. Não apenas para o Oriente Médio, mas em todo o mundo."

 


Embora tenha mostrado sua indignação no show e nele tenha citado também a Palestina, Madonna  postou em seu perfil no Instagram um vídeo e um texto sobre o 7 de outubro, com crítica apenas ao que aconteceu em 7 de outubro [o genocídio ainda não havia começado, diga-se em nome da verdade].

Este é o texto do vídeo e sua tradução:

"Imagine that you wake up in the morning and you hear this. At 6.30 in the morning Hamas started with a big rocket attack on Israel. And from what seemed like a usual attack from Gaza, became every citizen's worst nightmare. At 7.35, terrorist units invaded the territories of Israel driving cars and motorcycles. They started driving in cities in Israel, shooting and murdering every civilian they passed by. Breaking into civilian homes, taking hostages and murdering families including men, women, babies and elder civilians. While they were taking hostages and killing civilians, some of their units drove to a party, started shooting everyone they saw. Parents are still looking for their missing children, not knowing what happened to them. And unfortunately, it gets worse. The terror units of Hamas controlled the cities for more than 12 hours. Filming and distributing some of their horrible actions when they conquered some of the cities surrounding Gaza. They broke into civilian homes, and those that they couldn't break into were burned, forcing the civilians to get outside and be slaughtered by Hamas' cruel terror units."

"Imagine que você acorda de manhã e ouve isso. Às 6h30 da manhã, o Hamas iniciou um grande ataque com foguetes contra Israel. E o que parecia ser um ataque habitual vindo de Gaza, tornou-se o pior pesadelo de qualquer cidadão. Às 7h35, unidades terroristas invadiram os territórios de Israel dirigindo carros e motocicletas. Eles começaram a dirigir pelas cidades de Israel, atirando e assassinando todos os civis pelos quais passavam. Invadir casas de civis, fazer reféns e assassinar famílias, incluindo homens, mulheres, bebés e civis idosos. Enquanto faziam reféns e matavam civis, algumas de suas unidades foram até uma festa e começaram a atirar em todos os que viam. Os pais ainda procuram os filhos desaparecidos, sem saber o que aconteceu com eles. E, infelizmente, fica pior. As unidades terroristas do Hamas controlaram as cidades durante mais de 12 horas. Filmando e distribuindo algumas de suas ações horríveis quando conquistaram algumas das cidades ao redor de Gaza. Eles invadiram casas de civis, e aquelas que não conseguiram invadir foram queimadas, forçando os civis a sair e serem massacrados pelas cruéis unidades terroristas do Hamas."

 

Esta a tradução do que Madonna escreveu no Instagram junto com o vídeo:

O que está acontecendo em Israel é devastador.. Ver todas essas famílias e principalmente crianças sendo rebanho, agredido e assassinado nas ruas é de partir o coração.
Imagina se isso estivesse acontecendo com você??
É insondável.
Conflitos nunca podem ser resolvidos com violência. Infelizmente a humanidade não entende essa verdade Universal. Nunca entendeu. Vivemos num mundo devastado pelo ódio.
Meu coração está com Israel. Às famílias e lares que foram destruídos. Às crianças que estão perdidas.
Às vítimas inocentes que foram mortas.
A todos que estão sofrendo ou que irão sofrer com este conflito.
Estou orando por você. Estou ciente de que isto é trabalho do Hamas e há muitas pessoas inocentes na Palestina que não apoiam essa organização terrorista. Esse ataque trágico só vai causar mais sofrimento a todos
Vamos todos rezar. Para Israel. 🇮🇱🇮🇱🇮🇱Pela Paz. ♥️ Para o Mundo.

 



O problema é que de lá para cá muita coisa aconteceu. Houve e está havendo um genocídio em Gaza, cometido por Israel, e Madonna não deu uma única declaração sobre isso. Não disse uma palavra sobre Netanyahu e os crimes de Israel.

Os dados do genocídio são aterrorizantes e estão levando milhares e milhares de pessoas em todo o mundo a se pronunciarem. 

Mas Madonna nada disse, a não ser naquele dia em que lamentou o ataque do Hamas.

 

O GENOCÍDIO ISRAELENSE NA FAIXA DE GAZA

7 de outubro - 3 de abril de 2024

Mortos *

  • 41.496
  • 37.676 civis (209,3 por dia; 8,7 por hora)
  • 15.370 crianças (85,3 por dia; 3,5 por hora)
  • 9.671 mulheres (53,7 por dia; 2,2 por hora)

Feridos

  • 77.250 (em média 40% crianças. 20% mulheres — 30 mil crianças, 15 mil mulheres)

Jornalistas mortos

  • 136 (quase 1 por dia)

Desalojados

  •  2.000.000

Casas completamente destruídas

  • 122.500

Casas parcialmente destruídas

  • 269.700

Sedes de imprensa destruída/danificada

  • 177

Escolas danificadas

  • 443

Instalações industriais destruídas

  • 2.217

Mesquitas danificadas

  • 647

Igrejas danificadas

  • 3

Profissionais de saúde atingidos

  • 869 (349 mortos 520 feridos)

Instalações de saúde destruídas

  • 301 (29 Hospitais, 69 Clínicas, 203 Ambulâncias)

Patrimônio

  • 200

Trabalhadores da defesa civil

  • 198 (42 mortos 156 feridos)

Detidos/desaparecidos à força

  • 3.890 (21,6 por dia, quase 1 por hora)

* O número de mortos inclui aqueles presumivelmente mortos sob os escombros

Neste dia 4 em Copacabana, Madonna vai bater o recorde de público numa única apresentação de seus shows, em plena praia de Copacabana, na Cidade Maravilhosa. Vai comemorar o número de 1,5 milhão de pessoas esperado para este sábado de muito sol e calor humano no Rio.

Os fãs querem apenas assistir ao show. Mas o mundo espera de Madonna umas palavras de solidariedade aos palestinos, como as que disse em solidariedade aos israelenses. 

Porque Madonna não é só uma cantora. Sempre foi uma ativista, uma definidora de pensamentos e comportamento. Não pode se calar diante de um genocídio, para ser coerente com ela mesma.

 



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Malafaia sobe o tom e parece querer ser preso junto com Bolsonaro

Na linha do ex-presidente Collor, que apelou ao povo que comparecesse a uma manifestação em sua defesa no caso de seu impeachment ("Não me deixem só!"), o pastor Silas Malafaia, dia a dia, sobe o tom contra o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

Percebendo que todos os caminhos dos processos na Justiça levam Bolsonaro para a cadeia, Malafaia parece querer fazer companhia ao ex-presidente e provoca Alexandre de Moraes para ir para a Papuda também.

Como o ministro tem mais o que fazer e o ignora solenemente, o pastor sobe o tom, ficando cada vez mais agressivo, sentindo falta talvez da enquadrada que lhe deu o jornalista Ricardo Boechat.

No dia da manifestação em favor de Bolsonaro na Avenida Paulista em fevereiro, Malafaia já havia feito críticas ao Judiciário.

Agora, segundo a Folha, Malafaia afirma que o discurso em São Paulo com críticas ao tribunal foi "água com açúcar" perto do que fará no próximo domingo, no evento marcado estrategicamente na praia de Copacabana.

"Em São Paulo meu discurso foi água com açúcar", diz o religioso. Na ocasião, ele criticou Alexandre de Moraes e disse que era "uma vergonha" e "uma afronta" declarações do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmando que "nós derrotamos o bolsonarismo".

 

Bolsofaia ou Malanaro

 

Na mesma linha vai o ex-presidente Jair Bolsonaro, que convoca seus apoiadores para uma manifestação em defesa da democracia e do estado democrático de Direito e da liberdade de expressão. Tudo o que seria abolido no Brasil, caso o golpe que ele tentou dar tivesse êxito.

Se não vivêssemos num estado democrático de Direito, Bolsonaro já estaria preso há muito tempo e não respondendo em liberdade aos inúmeros processos em que é investigado.

Se não tivéssemos liberdade de expressão, Bolsonaro e Malafaia não estariam criticando a "falta de liberdade de expressão", porque seriam censurados — e presos, torturados e até mortos, como na ditadura militar 1964-1985 de que são saudosos.

O que pretendem é pegar carona no foguete de Elon Musk, que teve interesses contrariados no Brasil, e na extrema direita mundial para convulsionar o mundo e oferecerem um governo ditatorial, policialesco e miliciano como alternativa. Exatamente como agem os grupos milicianos.

Pelos BOs colados em Bolsonaro — organização, planejamento e execução de golpe de Estado frustrado, falsificação de vacinas, roubo de joias, divulgação de medicamentos ineficazes contra a Covid, etc —, só pelo fato de ainda estar em liberdade é prova de que vivemos numa democracia plena, com todos tendo seus direitos respeitados, até aqueles que queriam nos tirar esses direitos, através de um golpe de Estado.

Bolsonaro e Malafaia contam com o jornalismo declaratório da mídia comercial, house organ do Mercado, para continuarem mentindo sem contestação e alimentando seus fanáticos seguidores, muitos deles hoje na Papuda, enquanto a dupla segue dizendo que não têm liberdade de expressão.

O melhor comentário sobre os dois foi feito pelo próprio Malafaia, quando consagrou Bolsonaro candidato. 

 

 

Se o mito e seu pastor querem ir para a Papuda juntos, chegará o tempo dos dois, se for feita Justiça.




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Bolsonaro desafia Alexandre de Moraes e chama seu processo de 'maior fake news da história'

 À medida que se aproxima o momento de sua prisão, Bolsonaro radicaliza para tentar incendiar o país

Bolsonaro lança mais um desafio à Justiça brasileira com a convocação de um ato público na praia de Copacabana, no Rio, no feriado de 21 de abril, Dia de Tiradentes.

Outra vez o rabo quer balançar o cachorro e inverter a ordem da Justiça: Bolsonaro é o investigado por crimes, no entanto, segundo declarou, sua manifestação tem o intuito de divulgar que seu processo é "a maior fake news da história do Brasil".

Com isso, busca transformar o ministro Alexandre de Moraes, relator de seus casos, de acusador em acusado por perseguição política, já que o golpe não se consumou e a minuta golpista não foi posta em prática.

Não foi, não porque Bolsonaro não o desejasse, mas porque ele não conseguiu o apoio que buscava nas Forças Armadas, que recuaram quando houve a decisão dos Estados Unidos de não apoiarem um possível golpe no Brasil.

Quem afirma que Bolsonaro queria o golpe são seu ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid e os comandantes do Exército e da Aeronáutica na época.

Sem contar o vídeo da reunião com seus ministros, em que ele mesmo falava abertamente que precisavam fazer algo porque Lula iria vencer as eleições.


 
Bolsonaro quer aproveitar o feriado, dia em que Copacabana fica lotada de gente, não apenas na areia e no mar, mas passeando por suas calçadas e pela rua na margem da praia (que fica interditada ao trânsito para uso dos pedestres), para dizer que todos estão ali por ele, para apoiá-lo, num desagravo ao que ele considera uma perseguição.

Como já fez algo semelhante na Avenida Paulista, em São Paulo, em 25 de fevereiro, impunemente, quer repetir a dose e agora de modo mais ousado. Em São Paulo, houve apelo para que manifestantes não levassem bandeiras ou faixas com ofensas ao STF, seus ministros e à Justiça. Agora, nem isso.

Como se aproxima o dia de sua prisão pelos inúmeros crimes de que é acusado, com fartas provas, Bolsonaro sobe o tom, na linha do pastor Malafaia, que já disse que se for preso vai mandar soltar um vídeo que diz ter que "abalaria a República".

A Justiça vai permitir?

Imagina se a moda pega. Antes de se entregar, como o fez no Natal passado, o miliciano Zinho, chefe das milícias na Zona Oeste do Rio, convocaria uma manifestação na região para denunciar que estava sendo perseguido pela Justiça... Ou Fernandinho Beira-Mar uma na favela que lhe deu o nome...

O que Bolsonaro quer é insuflar seus seguidores contra a Justiça e as leis do país, aproveitando-se da indecisão dos poderes, que deveriam mandá-lo para a cadeia em prisão preventiva para não prejudicar o processo. 

Ou então mantê-lo em prisão domiciliar até o final do processo, com tornozeleira para não tentar fugir, como já ensaiou com a ida à embaixada da Hungria.

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O Globo anuncia Namoradinhas a R$ 50, com direito a ar condicionado e sinuca

Da coluna Gente Boa, em O Globo:

Vai pra casa, Bebel
A operação Bebel, que anteontem autuou 20 travestis e prostitutas que colavam propaganda de seus serviços nos orelhões de Copacabana, não vai parar por aí. A 12ª DP, da delegada Monique Vidal, planeja blitz nas boates do bairro. Muitas já foram indiciadas por favorecimento à prostituição.

Não entendi nada. Travestis e prostitutas foram autuados por quê? A prática da prostituição não é crime.

Será que foram presos porque estavam colando propaganda de seus serviços nos orelhões e assim danificando patrimônio público? Custa crer que a polícia não tenha missões mais importantes a cumprir.

Ou será que foram presos por fazerem propaganda de seus serviços, e isto, sim, é crime? Mas, se é assim, por que o jornal O Globo pode publicar diariamente anúncios de prostitutas e travestis em seus cadernos de Classificados?

Ontem, por exemplo, um anúncio chamado Namoradinhas estava oferecendo o programa a R$ 50, com direito a ar condicionado no quarto e sinuca (?!?!)...

Sei que dessa forma O Globo ajuda a manter sua “liberdade”, seguindo o axioma de Kamel - quanto mais anunciantes, mais independente é a empresa de comunicação – mas por que prender os que anunciam e deixar livres os que faturam com isso?

O Art 230 não diz que é crime "Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente dos seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça"?

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30/07: Bergman morreu. Viva Bergman


Trecho de Gritos e Sussurros. Para vocês terem uma idéia, esse filme estreou no Brasil há mais de 30 anos. Porque concorreu ao Oscar havia uma fila quilométrica, se não me engano no Art-Copacabana, para uma pré-estréia à meia-noite. Eu estava lá. (alguém que me lê também? Comente).

O trecho do filme dá uma boa idéia do clima de Bergman, e a beleza da fotografia de Sven Nykvist acabou premiada com a estatueta.

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