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Lula, Chávez, Evo, Corrêa. A ação dos EUA na América Latina



Quando presidente da Venezuela, Hugo Chávez sofreu bloqueio e intensa perseguição dos Estados Unidos. Morreu de um câncer misterioso que atingiu quase ao mesmo tempo várias lideranças da América Latina: Lugo, Evo, Cristina Kirchner, Lula e Dilma, no Brasil.

Quando tem muita coincidência assim em favor dos Estados Unidos, geralmente não é coincidência.

Na Venezuela, as pressões migraram de Chávez para Maduro, e os EUA querem matar o país de fome ou tirar Maduro, o que vier primeiro - assim como sempre aconteceu com a brava Cuba,

Em 2018, Lula foi proibido de concorrer numa eleição em que todas as pesquisas o apontavam como favorito destacado, por uma condenação num processo sem provas e objeto determinado.

É o chamado lawfare, uso da Justiça para interferir na política de um país.

O mesmo acontece agora com as outras duas lideranças desta foto: Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Corrêa, do Equador. Ambos condenados recentemente em seus países para impedi-los de participar das eleições.

Repito: muita coincidência assim em favor dos Estados Unidos, geralmente não é coincidência.



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No aniversário de Lula, esquerda vence na Argentina e no Uruguai. Parabéns, presidentes!


No aniversário de Lula, Argentina volta à esquerda e Uruguai vai pelo mesmo caminho


Não poderia haver melhor presente de aniversário (74 anos) para nosso presidente Lula do que os resultados das urnas em alguns de nossos vizinhos na América do Sul — além das mudanças exigidas nas ruas do Chile e do Equador, em protesto contra governos neoliberais.

Na Argentina, a chapa Alberto Fernández-Cristina Kirchner venceu em primeiro turno. No Uruguai, as pesquisas de boca de urna indicam um segundo turno, mas com grande vantagem para o candidato do atual governo de esquerda, que vem de Mujica e passa por Tabaré Vásquez, Daniel Martínez.

Na Colômbia, onde não houve eleições presidenciais mas municipais, Bogotá e as principais cidades do país elegeram candidatos de centro-esquerda, em oposição ao governo direitista.


Em sua vitória na Argentina, o presidente eleito Alberto Fernández, enviou sua mensagem de aniversário ao presidente Lula, via Twitter [imagem acima]:
Também hoje faz aniversário meu amigo Lula, um homem extraordinário que está preso injustamente há um ano e meio.
Parabéns pra você, querido Lula. Espero vê-lo em breve.
Mas o grande presente para Lula está guardado para o dia de sua liberdade, quando cairá nos braços do povo, como na foto que ilustra e encabeça esta postagem.


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Macri dá uma de Bolsonaro e enterra sua candidatura de vez

Macri dá adeus

Declaração machista de presidente argentino cai como bomba no cenário eleitoral


No desespero de quem vê a reeleição cada vez mais distante à medida em que se aproxima a data da eleição presidencial na Argentina, 27 de outubro, o presidente Macri deu uma declaração machista a la Bolsonaro a uma rádio local, tentando atingir a ex-presidente e candidata a vice este ano Cristina Kirchner:
"O populismo é como quando você passa a administração da casa a sua mulher e, em vez de pagar as contas, ela usa o cartão de crédito".
E diz isso o homem que quebrou a Argentina, que vive de joelhos para o FMI, com desemprego e miséria nas ruas do país.

Todas as pesquisas de intenção de voto dão vitória por larga margem ao candidato Alberto Fernandez, companheiro de chapa de Cristina Kirchner, que já venceu as primárias em agosto e deve ser eleito em primeiro turno.

Num país que tem orgulho de suas mulheres, que tem como mito Evita Perón, o país das Mães da Praça de Maio, foi um tiro no pé, o último prego no caixão de sua candidatura.

Confira no vídeo abaixo.




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Terrorismo midiático pode estar com os dias contados

Vem aí a Conferência Nacional de Comunicação. É em dezembro. E os jornalões, a mídia corporativa em geral está assanhadíssima, morrendo de medo do que pode sair dali.

E os ventos não estão realmente nada bons para o lado deles. Os barões da mídia sabem que dessa vez eles correm risco, porque há uma comunicação alternativa na internet bastante ativa e que trabalha para que a comunicação seja cada vez mais democrática e plural.

Agora mesmo, aqui ao lado, na Argentina, a presidenta Cristina Kirchner apresentou a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisuais, que está deixando o grupo Clarin (grosso modo, as Organizações Globo de lá) de cabelo em pé. (Leia excelente postagem do Idelber sobre o assunto).

Por isso, a guerra já começou por aqui, e o alvo é simplesmente o ministro da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, como bem observou Leandro Fortes, em artigo publicado na Carta Capital:

O elevado grau de sabujismo de repórteres brasileiros, hoje, na imprensa brasileira, me preocupa como jornalista e como professor de jornalismo. Não se trata, devo esclarecer, de uma crítica pontual a fulano ou a sicrano, mas de um fenômeno a ser considerado, estudado e definido como objeto de avaliação acadêmica e profissional, aí incluídas as participações dos sindicatos, da Fenaj e da ABI. Escudados pela desculpa da sobrevivência pura e simples, os repórteres estão indo às ruas com pouca ou nenhuma preocupação em relação à verdade factual, adestrados que estão por uma turma barra pesada que tem feito da atividade jornalística um exercício de servilismo muito bem remunerado, é claro.

As precoces reações corporativas, apoiadas incondicionalmente pelos suspeitos de sempre, contra a anunciada Conferência Nacional de Comunicação, são só um prenúncio da guerra que se anuncia toda vez que a sociedade reclama pela democratização da mídia e o pleno acesso à informação no Brasil. O primeiro movimento da reação já foi dado e é bem conhecido: a desqualificação dos protagonistas, como o que começou a ser feito em relação ao jornalista Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O passo seguinte será o de tentar passar para a sociedade a impressão de que os fundamentos da conferência ferem o sagrado direito de liberdade de imprensa e de expressão. E sabem quais são esses fundamentos? O controle social sobre a baixaria da TV, fiscalização severa sobre as concessões de telecomunicações e o fim das propriedades cruzadas no setor, o que irá asfixiar os oligopólios midiáticos que controlam jornais, rádios, portais de internet e emissoras de televisão. Oligopólios econômicos e políticos que estão na origem da degradação política brasileira, da ignorância e da miséria social da maior parte da população. [leia o artigo completo de Leandro Fortes, “Sobre jornalistas e sabujos”, aqui]

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Cristina Kirchner enfrenta a mídia. Globo se pinta para guerra

Buenos Aires. A péssima relação entre o casal Kirchner e os principais meios de comunicação da Argentina deverá deteriorar-se ainda mais a partir da próxima quarta-feira...

Começa assim reportagem de Janaína Figueiredo, publicada ontem em O Globo, com o misterioso título “Casal K faz nova investida contra imprensa”. Mas, o que vai acontecer na quarta-feira, quando, segundo a repórter informa logo na abertura da matéria, a péssima relação dos Kirchner com os principais meios de comunicação vai se deteriorar ainda mais?

É que nesse dia será apresentado pela presidente Cristina Kirchner o projeto da Casa Rosada de uma nova lei de radiodifusão. O que consta no projeto ainda não se sabe, mas, “segundo informações extraoficiais, o principal objetivo da presidente e de seu marido e antecessor é impedir que grupos econômicos tenham participação majoritária em diferentes segmentos da comunicação televisiva e de rádio

De fato, segundo confirmou ao Globo uma fonte do governo Kirchner, a presidente argentina incluirá no projeto alguns dos 21 pontos sugeridos pela ONG Coalizão por uma Radiodifusão Democrática. A lista de propostas da ONG argentina inclui, por exemplo, a adoção de “políticas efetivas para evitar a concentração da propriedade dos meios de comunicação”, a defesa de “leis antimonopólicas, já que os monopólios e oligopólios conspiram contra a democracia” e a implementação de “cotas que garantam a difusão sonora e audiovisual de conteúdos de produção local, nacional e própria”, entre outras.

Ou seja, os Kirchner vão aplicar na Argentina tudo o que as Organizações Globo morrem de medo que seja aplicado aqui também, e que destaquei em negrito no parágrafo anterior. (Se quiser ler a reportagem completa, clique aqui.)

A Globo agora vai bater no casal K com o Ali K, usando o casal Homer Simpson (- Buenas noches, Fátima! – Buenas noches, William!). Porque as Organizações Globo têm medo de que o presidente Lula venha a aplicar no Brasil projeto semelhante. O que já deveria ter sido feito há muito tempo, porque O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil:

As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado. Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos - O Globo e Extra -, estações de rádio - Globo, CBN... - além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.

Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país? Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a democracia. Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.

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Cai a farsa: Empresário da maleta com US$ 800 mil é agente da CIA

Lembram do caso da maleta com US$ 800 mil dólares, que foi flagrada com o empresário Guido Antonini Wilson durante a campanha da então candidata – hoje presidente – da Argentina, Cristina Kirchner?

Desde o início, o caso foi tratado como uma contribuição do governo venezuelano (leia-se Hugo Chávez) para a campanha de Kirchner. Ainda anteontem jornais de todo o mundo divulgavam a informação de que o dinheiro era para o caixa-dois da campanha da atual presidente.

Mas agora a farsa foi desmontada. Era armação do governo Bush. O presidente da Federação Tierra y Vivienda de Argentina, Luis Angel D’elía, acusa o empresário (que tem dupla nacionalidade, venezuelano-norte-americano) de ser agente da CIA.

D’elía afirma que Wilson fazia parte da Operação Golondrina, montada pela CIA, “que tinha como objetivo vingar a derrota política sofrida pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Cúpula Presidencial de Mar del Plata 2005, quando os presidentes da Argentina, Venezuela e Uruguai recusaram a aprovação da Área de Livre Comércio (Alca)”.

Mais uma vez nota-se que o governo Bush continua jogando sujo e pesado contra todo governo que não jogue o jogo de interesses dos EUA. É assim na Venezuela, na Bolívia (onde apóiam os que pregam um golpe contra Evo), na Argentina e também no Brasil, contanto com o apoio alegre e caloroso da “grande imprensa” desses países.

A campanha de Kirchner e a de Lula

Dado interessante nesse caso é a estranha semelhança entre esse caso dos US$ 800 mil com o dos petistas patetas flagrados num hotel com uma montanha de dinheiro para comprar um dossiê fajuto, no final do primeiro turno da eleição presidencial do ano passado. Simples coincidência?

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