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Lula enquadra Globo e recusa entrevista, 'enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório' contra ele

O presidente Lula foi convidado pelo jornalista de O Globo Bernardo Mello Franco para uma entrevista. Lula negou conceder a entrevista e explicou o porquê em carta:

[Detalhe importante: esta carta é de junho de 2020]

“Prezado Bernardo,

Agradeço o convite para uma entrevista para o jornal O Globo em uma série sobre ex-presidentes da República. Seu convite destoa da censura imposta pelas Organizações Globo. Não confundo as organizações com as diferentes condutas profissionais de cada um dos seus jornalistas.

O que me impede de atendê-lo é o notório tratamento editorial que as Organizações Globo adotam em relação a mim, meu governo e aos processos judiciais ilegais e arbitrários de que fui alvo, que têm raízes em inverdades divulgadas pelos veículos da Globo e jamais corrigidas, apesar dos fatos e das evidências nítidas, reconhecidas por juristas no Brasil e no exterior.

As próprias sentenças tão celebradas pela Globo são incapazes de apontar que ato errado eu teria cometido no exercício da presidência da República. Fui condenado por ‘atos indeterminados’.

Ao invés de ser analisada com isenção jornalística, a perseguição judicial contra mim foi premiada pelo O Globo. As revelações do site The Intercept foram censuradas, escondendo as provas de que fui julgado por um juiz parcial, em conluio com os promotores, que sabiam da fragilidade e falta de provas da sua acusação.

Enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório das Organizações Globo não será possível acolher um pedido de entrevista como parte de uma normalidade que não existe, pelos parâmetros do jornalismo e da democracia.

Luiz Inácio Lula da Silva”


Recado mais claro impossível.





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Recentes:


Torturador da ditadura era segurança do bicheiro que comprou cobertura de Roberto Marinho. Ih, vão se desculpar de novo?



Já publiquei aqui que o triplex da Avenida Atlântica (a rua da praia de Copacabana - para os que não conhecem o Rio), onde Roberto Marinho comemorava seus réveillons, foi vendido para o banqueiro de bicho Aniz Abraão David (na imagem acima, ironizado pelo Jornal Extra, das Organizações Globo, em outra matéria), o poderoso chefão da Escola de Samba Beija Flor.

Por si só, essa venda demonstra a hipocrisia das Organizações Globo, que faz pose de defensora da moral e dos bons costumes por um lado, enquanto sonega imposto e negocia com bicheiro por outro.

Mas, hoje, o jornal das Organizações denuncia que um torturador da famosa Casa da Morte da ditadura (e eles eram escolhidos a dedo) era segurança de Anísio (como o bicheiro é conhecido) e sua família.

Pois o bicheiro e o torturador frequentavam a alta sociedade do Rio, como informa a reportagem:

O círculo de amizades, que envolvia autoridades militares e pessoas da alta sociedade, aliado às vitórias no carnaval, deu à Anísio uma visibilidade que ajudou a blindar seus negócios na contravenção.

Faltou dizer que esse "círculo de amizades" inclui a família Marinho.

Fica a questão: Como separar o dinheiro sujo de sangue dos homicídios (também denunciados num antigo editorial do Globo) do usado para comprar o triplex do fundador da Rede Globo?


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Enquanto capa da Época (da Globo) destaca galinha pintadinha, capa da É PORCA (do Blog) é dos tucanos ladrõezinhos



Agora, dê uma olhada na capa descarada da revista Época, que não dá destaque algum ao escândalo do meio bilhão de reais desviados dos cofres públicos de SP pelos governos tucanos. Esconde os tucanos ladrõezinhos e vai de galinha pintadinha.

Época não nega que é um veículo das Organizações Globo, sempre na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Lula...


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Receita Federal pega Globo em outra dívida de mais de R$ 1 bilhão




A fila anda na Central Globo de Esqueletos na Receita Federal. Além da denúncia publicada há algum tempo por Miguel do Rosário, em seu blog O Cafezinho, e que comentei aqui, agora surge novo rombo da Globo com a Receita, em valor igual ou superior ao anterior, de mais de R$ 1 bilhão cada, em valores atualizados, o que pode significar uma dívida em torno de R$ 3 bilhões da Globo com a Receita Federal. Por enquanto.

As organizações Globo perderam recurso administrativo contra uma cobrança de R$ 713 milhões [valor em dezembro de 2009] do Fisco federal. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, que julga contestações a punições fiscais, rejeitou argumentos contra autuação da Receita Federal sobre aproveitamento de ágio formado em mudanças societárias entre as empresas do grupo. [Fonte]
Quantos esqueletos ainda estão escondidos nesse armário das Organizações Globo? E quantos hospitais, escolas, postos de saúde poderiam ter sido construídos com essa verba bilionária sonegada?




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Demora na ação do CADE beneficiou Globo, levou ao fim o Jornal do Brasil e quase leva O Dia junto

Em 2005, Jornal do Brasil e O Dia, ambos diários do Rio de Janeiro, entraram com uma ação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a Infoglobo Comunicações e Participações S/A, que publica os jornais "O Globo" "Extra" e "Expresso" [negrito meu]:

O caso teve início em 2005 a partir de denúncia dos veículos Jornal do Brasil e O Dia. Segundo as acusações, a prática anticompetitiva adotada pela Infoglobo consistiria na imposição de exclusividade na compra de espaços para publicação de anúncios publicitários; concessão de descontos condicionados à compra de espaços publicitários em mais de um jornal editado pelo grupo Globo; concessão de condições diferenciadas para divulgação de propaganda em televisão aberta, em decorrência de a Rede Globo de Televisão pertencer ao mesmo grupo econômico da acusada; comercialização do jornal Extra com preço de venda ao leitor abaixo do custo; e fornecimento de espaço de propaganda abaixo do preço de custo no Extra.[Fonte: CADE]

Ou seja, além de oferecer descontos aos clientes que também anunciassem nos outros veículos do grupo oligopólico, exigiam exclusividade.

O CADE só respondeu à ação agora, em setembro de 2013, oito anos após a denúncia. Nesse tempo, o Jornal do Brasil caiu de 100 mil leitores/dia para 10 mil e acabou optando por ficar apenas com sua versão online. O Dia, que foi um dos cinco maiores jornais do país em vendas nas bancas, caiu de 250 mil/dia para pouco mais de 40 mil, e só não quebrou porque foi vendido na bacia das almas.

Rede Globo de Televisão, mais rádio Globo, CBN, Globo FM, além dos jornais e revistas do Grupo oferecem uma pressão irresistível sobre anunciantes e agências. Sem contar o conhecidíssimo e sempre citado BV (Bônus por Volume), que não foi objeto da ação, mas a permeia.

Rápida entrada para uma explicação sobre o BV. Se você já sabe o que é, pule o próximo parágrafo.

O BV é o pagamento de um bônus às agências, proporcional ao investimento total feito pelos seus clientes em um determinado veículo. Em outras palavras, quanto mais publicidade destinada a um veículo, maior é o BV recebido. Como exemplo, tomemos uma agência que possua cinco anunciantes que somam uma verba de mídia de R$ 50 milhões em um ano, e que direcione pouco mais de 50% desse total (R$ 25 milhões) ao veículo X. Este, por sua vez, adota uma tabela para o pagamento de BV progressivo, segundo a qual investimentos de até R$ 20 milhões dão direito a um bônus de 5%; de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões, um bônus de 7,5%; para investimentos acima de R$ 25 milhões, o incentivo é de 10%. Assim, no início do ano seguinte, a agência receberá do veículo X R$ 2,5 milhões como bonificação. Em alguns setores, como o de internet, a tabela de bonificação é calculada com base em percentuais de crescimento das contas da agência no veículo, em relação ao ano anterior, e não em volumes absolutos de investimento.[Fonte]

Com a demora do CADE, as Organizações Globo praticamente dizimaram a concorrência (como já haviam feito anteriormente com emissoras de rádio, O Jornal, e TVs Tupi, Excelsior e Manchete).

Com o apoio firme e constante da ditadura civil-militar que destruiu o Brasil de 1964 a 1985, mais o apoio mais - ou menos - discreto dos governos que precederam Lula e Dilma, as Organizações Globo cresceram, como as máfias, na penumbra, à sombra do poder.

Infelizmente, contrariando nossas expectativas, nem Lula em seus oito anos nem Dilma até o momento conseguiram frear o oligopólio midiático, como - diga-se - determina a Constituição.

Enquanto isso, as Organizações Globo e suas coirmãs praticam o pior tipo de sequestro que existe, o sequestro da realidade. Enquanto no sequestro comum o indivíduo é retirado de sua realidade, no sequestro midiático a realidade é que é retirada do indivíduo, que vive completamente alienado do que acontece em seu entorno, e repete, como papagaio, o lixo informativo que lhe é despejado diariamente pela mídia corporativa, sendo as Organizações Globo a mais poderosa delas.

Como já se falou inúmeras vezes, justiça que tarda não é justiça. Esse episódio é mais um a confirmar a verdade do ditado. Os oito anos entre o início da ação e a decisão tomada agora (que proíbe a Infoglobo de continuar a fazer o que vinha fazendo até o momento) foram fatais para os impetrantes - Jornal do Brasil e O Dia.

Quem se beneficiou foi O Globo, os demais jornais e o grupo como um todo, como vem ocorrendo incessantemente desde o golpe de 1964. Sempre atuando na contramão dos interesses do povo brasileiro, o poder dos cartéis midiáticos não permite a informação livre e põe em risco a democracia no Brasil.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Encontro de Lula com dono da Globo é péssimo para democratização da mídia no Brasil

O ex-presidente Lula teve um encontro reservado com o vice-presidente das Organizações Globo João Roberto Marinho em São Paulo. A notícia, divulgada pela jornalista Mônica Bérgamo em sua coluna na Folha, foi confirmada pelo Instituto Lula e pela Globo, que, em nota de sua assessoria, afirmou que ele ocorreu "a pedido do ex-presidente Lula" [Fonte].

O encontro deve ter acontecido mais ou menos na mesma época da divulgação da prévia da lista das pessoas mais ricas do Brasil da revista Forbes, com a seguinte informação:

A revista Forbes divulgou, na última sexta-feira (16), uma prévia da lista das 15 pessoas mais ricas do Brasil. No ranking, aparecem quatro barões da mídia: os três herdeiros de Roberto Marinho, das Organizações Globo, e Giancarlo Civita, herdeiro da editora Abril.[Fonte]
Também mais ou menos ao mesmo tempo, a blogosfera (e a Folha numa nota e a TV Record em algumas reportagens)  cobra do governo, do Ministério Público e da Polícia Federal o sumiço de um processo em que a Globo é ré e condenada a pagar R$ 650 milhões à época aos cofres públicos, por rombo (e roubo) na Receita federal.

O jornalista Altamiro Borges publicou em seu blog:

O que será que rolou nesta conversa do ex-presidente com um dos três filhos de Roberto Marinho? Será que Lula, com o seu conhecido estilo conciliador, tentou estabelecer uma nova ponte com o império global? Será que ele criticou a cobertura jornalística dos recentes protestos de rua, quando a TV Globo e seus "calunistas" tentaram pegar carona na onda de revolta para desgastar o governo Dilma? Será que pintou um novo acordo de bastidores que sabotará qualquer debate na sociedade sobre a urgência de uma lei democrática sobre os meios de comunicação? 

E da parte do filho do Roberto Marinho, quais os temas que ele colocou na rodada "civilizada" de diálogo? Será que ele se queixou da acentuada queda de audiência do Jornal Nacional, do Fantástico e de outros programas da emissora? Será que explicitou seus temores com a perda de publicidade, principalmente diante do aumento do faturamento das empresas de tecnologia, como a Google? Será que pediu para ninguém mexer na propina do Bônus de Volume, o famoso BV? Será que deu alguma explicação sobre as denúncias de sonegação fiscal praticadas pelo império global? Será que rogou para que não se discuta qualquer projeto sobre a regulação democrática da mídia? 

Só o futuro dirá o que rolou nesta misteriosa conversa. A conferir!

Sobre o teor da conversa podemos apenas especular, mas quanto à oportunidade dela podemos e devemos questionar.

Conversar, dialogar, mesmo com adversários históricos (leia sobre isso Globo sempre esteve na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Lula ), é a arte da política. Mas tudo tem sua hora e lugar.

Se verdadeiro, o convite de Lula a um dos donos da Globo veio em má hora, num momento em que a Globo está nas cordas, com a blogosfera cobrando explicação sobre o tal processo, que sofreu uma Conceição, sumiu, ninguém sabe, ninguém viu.

O encontro veio em seguido ao recado direto das ruas enviado à Rede Globo. O povo não queria a reportagem da Globo nas ruas durante as manifestações e submeteu a mais poderosa emissora do país a uma "cobertura espacial".

A divulgação desse encontro joga água na fervura, coloca em pé de igualdade um ex-presidente com imensa aprovação popular e uma emissora cujo jornalismo não pode por os pés nas ruas.

Por isso, o encontro de Lula é péssimo para os que lutam pela democratização da mídia, menos pelo que conversaram do que pelo simbolismo, o significado político da conversa e do encontro.

Os demais grupos de mídia leem que o governo usou o presidente Lula para mandar uma mensagem à Globo. E que isso é bom para eles, por serem do mesmo time.

Deputados que já eram contra uma nova lei de mídia no Brasil têm motivo para comemorar. Os que estavam em cima do muro esperando a direção dos ventos entenderam para onde devem caminhar. E os que lutam por uma nova lei devem ter entendido de vez que ela não vem neste governo, neste mandato, talvez nem no próximo.

Fora do governo, Lula comete a segunda grande mancada (a foto com Maluf, a primeira. Friso a foto, porque defendi o acordo político com o partido de Maluf, que era bom para todos. A foto, só para Maluf) - pelo menos dessa vez sem foto.


De qualquer modo, o resultado é lamentável. O mal está feito. O recado foi dado. E o assunto caiu num esquecimento que me parece perturbador.

Será que as pessoas querem retirar a humanidade de Lula e transformá-lo num mito vivo, um ser que não erra? Mas Lula erra, sim, e já reconheceu isso várias vezes.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Globo responde a Record e CartaCapital e sai em defesa de Veja: 'Roberto Civita não é Rupert Murdoch'

As Organizações Globo não demoraram a responder às duas reportagens contundentes da TV Record e de CartaCapital que mostraram as ligações perigosas entre a revista Veja e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, alvo de uma CPMI no Congresso Nacional.

Em editorial publicado hoje em O Globo (o órgão-pai das Organizações), partiram para o ataque, curiosamente utilizando a mesma linguagem do semanário de Civita:

"Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista "Veja", na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta" - começa o editorial.

E segue repetindo a mesma ladainha de Veja, de que as relações entre repórter e fonte (que se arrastam há pelo menos cinco anos) são apenas isso, jornalismo, e não há nada de reprovável nelas.

Já escrevi aqui que Jornalistas que defendem Policarpo-Veja podem acabar como senadores que defenderam Demóstenes, dando com burros na Cachoeira. Agora, as Organizações Globo se juntam ao coro.

Isso deve animar ainda mais a mídia corporativa. Folha e Estadão devem ter entendido o recado e podem partir para ataque similar logo, logo.

A mídia corporativa, como era de se esperar, se junta - ainda que seja um abraço de afogado. Ao sair em defesa de Veja, as Organizações Globo se arriscam a descer correnteza abaixo, assim que vierem a público as ligações entre o diretor de Veja Policarpo Junior e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Brizola: 'Cuidado com as Organizações Globo'

Peguei do excelente blog do Brizola Neto, Tijolaço, inspirado nos que seu avô Leonel Brizola publicava nos jornais. É da campanha de 1989, mas continua atual. Ou está mais atual ainda.



Espero por você no Formspring.

Programa bombástico da Record sobre a Globo foi uma bomba

Um verdadeiro fiasco. Um tiro no pé. Anunciaram demais e não mostraram quase nada. Matérias requentadas que já haviam sido apresentadas durante a semana. A única novidade – que poderia ser novidade realmente – foi um fiasco: a “entrevista” pra lá de suspeita com o bispo Macedo, que é um exemplo clássico do porcalismo que não existe apenas na Globo, na Folha, na Veja e no Estadão não. Na Record também.

A moça – vou chamá-la assim, não me recordo o nome – começa sua reporcagem empurrando malas no aeroporto de Nova Iorque. Nos informa que vai ao encontro do bispo em Miami. Corta para a moça no avião. Ela nos informa que está anotando as perguntas que fará na entrevista. Corta para a coitada empurrando malas, já em Miami. Para a chegada dela na igreja do bispo naquela cidade, onde será feita a “entrevista”.

Deixam a moça esperando. O bispo se atrasa. Chega e diz que era para ter chegado uma hora antes, mas pegou uma rua errada (ah, os descaminhos da vida...). Depois o bispo tem uma reunião importante. Finalmente, senta-se para a entrevista e declara que ela “pode lhe perguntar qualquer coisa”. Sim, o bispo concede. A moça – já sem os carrinhos e as bagagens, apenas com o caderninho de perguntas – agradece ao bispo e afirma, para meu espanto, que aquela era exatamente a primeira pergunta que faria ao bispo: se poderia fazer qualquer pergunta. Afinal, ela estava entrevistando o “chefe”.

Porcalismo de primeira. Jornalista que pergunta se pode perguntar é porcalista. E esse foi o tom da entrevista. Perguntas de encomenda para tentar desclassificar o promotor e a juíza do processo. Nada sobre o envio de dinheiro para paraísos fiscais. (Imagino o bispo dizendo que o dinheiro foi para o paraíso por merecimento, obra de Deus...).

O bispo diz que os ataques da Globo o deixaram muito feliz. Mas não é o que parece, pelo menos para quem assiste ao noticiário da Record. Nem para quem se lembra da enxurrada de processos contra a Folha e a repórter Elvira Lobato, quando esta fez excelente reportagem sobre a movimentação paradisíaca de dinheiro da Universal.

Ficamos sem saber do bispo o que ele tem a dizer sobre o assunto.

Quanto às acusações à Globo, são nossas velhas conhecidas. Estão aí na praça como o senador Sarney, o Paulo Maluf, o Quércia, Barbalho, todo mundo sabe quem são, os podres que têm, mas fica por isso mesmo, enquanto nosso Simão Bacamarte do STF, Gilmar Mendes, combate umas ilicitudes e comete outras – como intimidar o blogueiro Altino Machado: “- tome cuidado com esse tipo de pergunta!”

Quero ver quando o processo de compra da TV Paulista pela Globo chegar ao Supremo (se é que chegará um dia), qual será a decisão de nossos tribunos, tantas as provas de falsificações existentes nos documentos.

Se for aplicada a lei, a Globo perde a emissora paulista e aí, babau.

Os globais mais antenados já estão se coçando. Ali Kamel, por exemplo, fez um treinamento intensivo para trabalhar em decupagem, ao garimpar e lançar em livro trechos de discursos do presidente Lula.

Os irmãos Marinho, por exemplo, poderiam seguir o exemplo das famosas Irmãs Marinho (foto ao lado), que desfilavam no Salgueiro: A passagem das Irmãs Marinho pela avenida dos desfiles era aguardada com muita ansiedade pelo público, que gritava seus nomes e as aplaudia com muito entusiasmo. A beleza do corpo daquelas mulatas, em especial as pernas, e a evolução precisa deixava o espectador numa espécie de hipnose.

Depilação a laser, bronzeamento artificial e perucas fazem milagres. Fica a sugestão.

Já o bispo, pode aproveitar a grana no paraíso e cantar com a Blitz: “Estou a dois passos do paraíso...”. Basta dá-los.

Enquanto isso, prossegue A luta pela manipulação das massas entre Globo e Record.

Só a CONFECOM pra dar um jeito nisso.

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Ali Kamel defende o copyright, mas precisa se entender com a Infoglobo

Em artigo publicado hoje no Globo, o diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, defende o copyright e investe contra os “piratas” que usam o trabalho alheio sem a devida remuneração.

Deveria começar criticando seus superiores da Infoglobo, que fazem isso com o chamado Eu-Repórter – o incauto que manda reportagens, fotos e vídeos para a Globo, com o intuito de colaborar com o jornalismo ou apenas de ter seu nome impresso ou digitado.

Em todos os cantos das Organizações Globo, seja na TV, no jornal ou nos portais G1 e Globo Online, essa participação é incentivada. No entanto, leiam mais uma vez o que diz o contrato sobre o pagamento a que fará jus o “Eu-Repórter” (grifos meus):

III – ENVIO DE CONTEÚDOS: DIREITOS DE AUTOR E DIREITOS DE IMAGEM
3.1 Ao remeter conteúdos produzidos pelo USUÁRIO, o mesmo concede uma licença não exclusiva, GRATUITA, não revogável, global e perpétua à INFOGLOBO, para que a mesma divulgue e/ou exponha tais conteúdos livremente no site O Globo e em veículos de imprensa da INFOGLOBO e/ou das demais empresas que compõem as chamadas ORGANIZAÇÕES GLOBO, para quaisquer finalidades, podendo ainda fixá-los e armazená-los em ambientes eletrônicos e/ou quaisquer suportes aptos à gravação e leitura de informações eletrônicas incluindo, mas não se limitando à ambientes na Internet, Intranets, demais redes públicas ou privadas de dados, dispositivos móveis tais como celulares e dispositivos de mão, computadores e aparelhos com capacidade de processamento de informações, mídias físicas como CDs, DVDs, cartões de memória, discos rígidos ou quaisquer outros suportes à informação eletrônica, assim como mídias tradicionais como TV e papel impresso e assemelhados.
3.2 O USUÁRIO igualmente concorda que a INFOGLOBO poderá comercializar com terceiros que não componham as chamadas ORGANIZAÇÕES GLOBO os conteúdos que houver submetido ao serviço Eu-Repórter. Nestes casos o USUÁRIO fará jus a um pagamento equivalente à metade do valor de aquisição do conteúdo efetivamente pago pelo terceiro, em até sessenta dias da data de referida transação.

Viram só? A Infoglobo ainda fica com a metade da grana do incauto. E aí, Kamel, que copyright é esse?

Leia também:

» Denúncia do Blog do Mello faz Globo recuar

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Ex-diretor da Globo envolvido em ‘escândalo’ da ANP

Começou na Veja e depois se espalhou pelas Organizações Globo uma campanha que tenta envolver o ministro da Secretaria de Comunicação do presidente Lula, Franklin Martins, num suposto escândalo de propinas na Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Começou com a anta de plantão na Veja, logo seguida pelo kamelo global, uma tentativa de ligar o nome da Franklin a um suposto escândalo, denunciado por um vazamento de uma suposta operação da PF, que envolveria o irmão (este não suposto, mas irmão mesmo) de Franklin (que é diretor da ANP), num suposto pedido de propina.

O que já se descobriu: que a PF não investigou nada; que o irmão de Franklin nunca esteve sob investigação. Mas se descobriu também que um ex-assessor do irmão de Franklin na ANP saiu para trabalhar na Petrobonus Consulting, uma empresa que presta assessoria a municípios. O que não quer dizer nada. Mas serve pra insinuar tudo.

Hoje, surgiu uma novidade, segundo O Globo (página 21):

Mais um ex-funcionário da Agência Nacional do Petróleo (ANP) se mudou para a Petrobonus Consulting. (...)... é o segundo funcionário da ANP vinculado à Petrobonus. O primeiro nome que veio à tona foi o de Newton Brito Simão, ex-assessor do diretor Victor Martins e irmão de Franklin Martins, ministro da Secretaria de Comunicação...

...e – completo eu – ex-diretor da sucursal de Brasília da Rede Globo de Televisão – o que envolve, via raciocínio antakamelino, as Organizações Globo no "escândalo" da ANP.

Onde isso vai parar, meudeusdocéu?

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Cristina Kirchner enfrenta a mídia. Globo se pinta para guerra

Buenos Aires. A péssima relação entre o casal Kirchner e os principais meios de comunicação da Argentina deverá deteriorar-se ainda mais a partir da próxima quarta-feira...

Começa assim reportagem de Janaína Figueiredo, publicada ontem em O Globo, com o misterioso título “Casal K faz nova investida contra imprensa”. Mas, o que vai acontecer na quarta-feira, quando, segundo a repórter informa logo na abertura da matéria, a péssima relação dos Kirchner com os principais meios de comunicação vai se deteriorar ainda mais?

É que nesse dia será apresentado pela presidente Cristina Kirchner o projeto da Casa Rosada de uma nova lei de radiodifusão. O que consta no projeto ainda não se sabe, mas, “segundo informações extraoficiais, o principal objetivo da presidente e de seu marido e antecessor é impedir que grupos econômicos tenham participação majoritária em diferentes segmentos da comunicação televisiva e de rádio

De fato, segundo confirmou ao Globo uma fonte do governo Kirchner, a presidente argentina incluirá no projeto alguns dos 21 pontos sugeridos pela ONG Coalizão por uma Radiodifusão Democrática. A lista de propostas da ONG argentina inclui, por exemplo, a adoção de “políticas efetivas para evitar a concentração da propriedade dos meios de comunicação”, a defesa de “leis antimonopólicas, já que os monopólios e oligopólios conspiram contra a democracia” e a implementação de “cotas que garantam a difusão sonora e audiovisual de conteúdos de produção local, nacional e própria”, entre outras.

Ou seja, os Kirchner vão aplicar na Argentina tudo o que as Organizações Globo morrem de medo que seja aplicado aqui também, e que destaquei em negrito no parágrafo anterior. (Se quiser ler a reportagem completa, clique aqui.)

A Globo agora vai bater no casal K com o Ali K, usando o casal Homer Simpson (- Buenas noches, Fátima! – Buenas noches, William!). Porque as Organizações Globo têm medo de que o presidente Lula venha a aplicar no Brasil projeto semelhante. O que já deveria ter sido feito há muito tempo, porque O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil:

As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado. Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos - O Globo e Extra -, estações de rádio - Globo, CBN... - além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.

Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país? Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a democracia. Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.

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Aviso Importante: Não alimente o PIG, seja a mídia

Seja em suas páginas de papel ou na internet, todo dia a mídia corporativa, a tal “grande imprensa”, os jornalões e vejas da vida lhe pedem alguma coisa: querem que você envie uma foto de um acontecimento que presenciou, que dê sua opinião em enquetes, que escreva, que denuncie. Ou seja, que os ajude na pauta ou na cobertura das notícias. Tudo isso de graça.
No entanto, eles não lhe oferecem nada de graça. Você tem que comprar o jornal ou a revista nas bancas ou assiná-los. Tem que pagar ao provedor para ter acesso ao conteúdo online. Se não for assim, eles só lhe oferecem notícia velha, como pão dormido, que na internet não serve nem para embrulhar peixe.
Então, por que colaborar com eles de graça, se lhe cobram por tudo? Se você gosta de notícias, seja a mídia. Crie seu blog (é de graça e é facílimo) e espalhe pela internet suas fotos, suas reportagens e opiniões sobre o que lhe motiva.
Não alimente o PIG, porque, além de utilizarem seu trabalho de graça (e com isso desvalorizarem o mercado dos jornalistas – perguntem aos fotógrafos profissionais sobre isso), eles ganham dinheiro com ele duas vezes: quando cobram pelo conteúdo que conseguiram de graça de você e quando revendem o material para outras agências nacionais e internacionais, sem lhe repassar uma migalhinha sequer.
Não acredita? Repare no que está escrito no contrato que o portal do Globo, por exemplo, pede que seja assinado pelo candidato ao que eles chamam de “Eu repórter”. Todos os que enviam fotos, vídeos ou matérias têm que assiná-lo.
Confira aqui (você já vai ter que fornecer um e-mail válido, pra começar) e depois leia a íntegra do “termo de compromisso”, que vou resumir a seguir.
Primeiro, definem o projeto:
"Eu-Repórter" é a seção de jornalismo participativo do site O Globo, através da qual os leitores interessados, após avaliação editorial, seguindo os critérios da Infoglobo, poderão ter textos, fotografias, ilustrações, áudios e vídeos, de sua autoria, e desde que tenham conteúdo noticioso, publicados no site e em veículos de imprensa da Infoglobo e/ou das demais empresas que compõem as chamadas Organizações Globo.
Aí vem a parte do leão (a deles), onde lhe informam o tamanho do direito que você está cedendo a eles, repito, de graça (os grifos são meus).
3. - Cessão de Direitos - Pelo presente termo, o colaborador devidamente identificado e cadastrado no endereço eletrônico www.oglobo.com.br transfere à Infoglobo, a título gratuito e por prazo indeterminado, os direitos sobre as obras artísticas, fotográficas, audiovisuais e literárias que tenha encaminhado para o Projeto "Eu-Repórter", autorizando a sua utilização e reprodução, total ou parcial, em qualquer mídia ou meio físico, visual ou sonoro, inclusive eletrônico, cabo, fibra ótica, satélite, ondas e quaisquer outros existentes ou que venham a existir [querem ganhar até sobre o que ainda não existe!], e compreendendo, exemplificativamente, as seguintes atividades: publicação, comunicação, reprodução, divulgação (inclusive em seus produtos e campanhas de propaganda e de publicidade), oferta a terceiros (inclusive pela internet), exposição, edição, reedição, emissão, transmissão, retransmissão, comercialização, distribuição, circulação, tradução para qualquer idioma (com ou sem legendas), realização de versões e derivações, restauração, revisão, atualização, adaptação, inclusão em produção audiovisual, radiodifusão sonora e visual, exibição audiovisual e por processo análogo, inclusão em base de dados, armazenamento em computador, microfilmagem e demais formas de armazenamento do gênero.
3.1. O colaborador cede e transfere à Infoglobo, em caráter exclusivo, definitivo, irrevogável, irretratável e sem qualquer ônus, todo e qualquer direito patrimonial de autor relativo ao material encaminhado ao Projeto "Eu-Repórter", para utilização em território nacional e no exterior, concordando com que a obra cuja titularidade declara deter seja utilizada em associação com outros textos, títulos, documentos, gráficos e demais materiais de propriedade da Infoglobo, sendo possível a alteração do formato de textos, por exemplo, desde que inalterado o conteúdo principal.
3.2. O colaborador concorda e aceita que, em decorrência da cessão de direitos patrimoniais em questão, a Infoglobo transmita a terceiros, do seu grupo econômico ou não, os direitos ora cedidos, por cessão ou concessão, total ou parcialmente, de forma gratuita ou onerosa, mas sempre para as finalidades constantes da cláusula 3 supra.
Agora vem a parte mais incrível do contrato. Repare só:
3.3. A exclusividade de que se investe a Infoglobo será oponível mesmo contra o próprio colaborador, que não poderá reproduzir a obra cedida ao Projeto "Eu-Repórter" por qualquer forma ou a qualquer título, notadamente publicá-las, fornecê-las e comercializá-las a terceiros, a não ser para fins particulares e de caráter não econômico.
Você perde até o direito de publicar aquilo que originalmente era seu, e que deixou de ser, e, portanto, você poderá ter até que pagar para ter acesso a ele.
Queria que advogados esclarecessem: se isso não é roubo, é o quê?
Não vale dizer que não é roubo porque o sujeito concorda com o contrato quando o assina. A maioria das pessoas não o lê, às vezes até por dificuldade de leitura, deficiência de educação escolar, e assina apenas para ter sua foto exibida no jornal ou no portal. Não seria, pelos menos, abuso da boa fé das pessoas?
Portanto, meu caro, use como lema aquele anúncio dos zoos: não alimente os animais, no caso, o PIG. Seja a mídia, ou então colabore com aqueles que distribuirão seu material da mesma forma que o receberam: gratuitamente e com o crédito de sua autoria.


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Os que realmente ganharam a Bolsa-Ditadura

Mais uma vez volta ao centro da discussão o que a “grande imprensa” chama de Bolsa-Ditadura, que na verdade é uma indenização a todos os que foram prejudicados pela ditadura militar.

Curioso é ver jornais como O Globo criticarem a concessão das indenizações. Logo as Organizações Globo, que, elas sim, ganharam a Bolsa-Ditadura, cresceram com ela e construíram a maior rede de TV da América do Sul, graças à ditadura militar.

E os jornalistas, economistas, empresários, todos aqueles que serviram e se serviram da Bolsa-Ditadura, enquanto ela imperou no Brasil? Jornalistas como Alexandre Garcia, que foi porta-voz do ditador Figueiredo. Por que não se fala na Bolsa-Ditadura que esses receberam?

Quantos não fizeram fortuna, às custas da Bolsa-Ditadura, mas dessa verdadeira Bolsa-Ditadura, que foi viver e se aproveitar do período de exceção para enriquecer e/ou fazer carreira, como os Sarneys e ACMs da vida.

É repugnante ver hoje nos jornais e nas rádios e TVs gente que, se não colaborou, se omitiu, querer apontar seu dedo ressentido contra a indenização que é garantida por lei, uma lei democrática, votada por um Congresso livre e soberano, pois escolhido em voto direto pelo povo brasileiro.

Viva Ziraldo, viva Jaguar, e obrigado a todos vocês que fizeram o que tinha de ser feito - combater um regime oriundo de um golpe de Estado - com as armas que sabiam ou aprenderam a utilizar, e que exerceram o mais legítimo direito do cidadão livre, o de se rebelar contra a tirania.

Leia também:

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Globo , Record e Band, todo mundo ilegal

Guerra entre Record e Globo sai dos bastidores para a boca de cena.

O que vem à tona é um festival de irregularidades.

Do Observatório do Direito à Comunicação:

Não é só a Record que faz um uso ilegal das concessões de rádio e TV em São Paulo. As Organizações Globo, o Grupo Bandeirantes e o Grupo CBS também mantêm no município mais emissoras de rádio e TV do que o permitido por lei, violando um dos únicos mecanismos previstos na legislação brasileira para evitar a concentração dos meios de comunicação.

Como já noticiou este Observatório, os grupos Bandeirantes e CBS burlam tanto o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62), que prevê que a mesma pessoa não pode participar da administração ou da gerência de mais de uma concessionária, permissionária ou autorizada do mesmo tipo de serviço de radiodifusão (na mesma localidade), quanto o Decreto 52.795/63, que estabelece que a mesma entidade ou as pessoas que integram o seu quadro societário e diretivo não podem ser contempladas com mais de uma outorga do mesmo tipo de serviço de radiodifusão na mesma localidade.

Em São Paulo, Band e CBS possuem cinco emissoras em FM transmitindo para a capital, chegando a vender publicidade casada para as diversas emissoras. O Grupo Bandeirantes controla a Band FM, a Bandeirantes (que retransmite a programação da AM), a BandNews, a Nativa e a Sul América Trânsito. Já o grupo CBS (Comunicação Brasil Sat), dos irmãos Paulo e José Masci de Abreu, controla a Kiss, a Mundial, a Tupi, a Scalla e a rádio Terra.

Embora não constem no site do grupo, a Apollo, a pentecostal Deus é Amor e a Rádio Atual também são controladas pela família Abreu. As duas primeiras têm Paulo Masci de Abreu entre os sócios e como dirigente. Já a Rádio Atual tem como sócios José Masci de Abreu e mais dois familiares.

As Organizações Globo também mantêm duas emissoras AM em São Paulo, desrespeitando o limite de uma outorga por tipo de serviço por localidade. Além da emissora controlada pelo grupo no dial FM (CBN), a empresa da família Marinho controla, no AM, a CBN e a Rádio Globo. Tanto no AM quanto no FM a CBN ocupa as frequências destinadas à Rádio Excelsior, cujas outorgas estão vencidas desde 2003.

Televisão

Na televisão aberta, o Grupo Bandeirantes controla a Rede Bandeirantes, em VHF, e a Play TV (antigo Canal 21), em UHF, cujo conteúdo é produzido pela empresa Gamecorp. Os sistemas da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações indicam que as empresas têm proprietários diferentes, mas todos pertencentes à família Saad. Os mesmos sistemas apontam o mesmo endereço, no bairro do Morumbi, como sede das duas empresas. Além disso, tanto o website quanto o departamento comercial da Bandeirantes apresentam ambas as emissoras como pertencentes ao grupo. A Rede 21 Comunicações, razão social da Play TV, também está com a concessão vencida desde 2003.

A duplicidade de outorga do mesmo serviço da Band guarda pequena diferença em relação à Record/Record News. Enquanto a Record News tem outorga original em Araraquara, interior de São Paulo (apesar de sua programação ser gerada na capital paulista), tanto a Band quanto a Play TV têm outorga de geradora em São Paulo.

O procurador da República de Minas Gerais e membro do grupo de comunicação social do Ministério Público Federal, Fernando Martins, afirma que as irregularidades serão avaliadas pelo MPF e, uma vez comprovadas, serão tomadas as medidas cabíveis, sendo possível até ingressar com uma Ação Civil Pública para cassar as concessões. “Precisamos garantir que o direito à comunicação e os princípios constitucionais sejam preservados, mas ainda vamos estudar melhor a questão”, disse o procurador.

Outro lado

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Globo afirma que a CBN AM e a Rádio Globo AM de São Paulo pertencem a diferentes titulares. Segundo a empresa, o Ministério das Comunicações autorizou a Radio Excelsior AM a usar a denominação fantasia CBN.

Responsável pela fiscalização das emissoras, o Ministério das Comunicações não se manifestou. Procurado pela redação, o Grupo Bandeirantes não se pronunciou.

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Quem tem medo do vencimento das concessões da Globo?

No Brasil de Fato, reportagem de Mayrá Lima denuncia que Governo sonega informações sobre os donos da mídia. A repórter queria saber quais as concessões de redes de televisão que vencem este ano.

A resposta do Ministério das Comunicações (Minicom): silêncio. Nenhuma manifestação. A reportagem do jornal Brasil de Fato tentou conversar com o diretor de Outorgas, Carlos Freire que, segundo a assessoria de comunicação do ministério, é o responsável pelas informações. O funcionário público se negou a responder as perguntas. Tampouco a assessoria de imprensa do Ministério cumpriu com o seu papel e não retornou para o jornal até a noite do dia 18, fechamento desta edição.

Mas se o Ministério das Comunicações esconde, o Blog do Mello mostra. Repare que, entre elas, há as concessões da Globo para o Distrito Federal e mais os seguintes estados: Rio, São Paulo, Minas e Pernambuco.

Por que o segredo? Por que o silêncio?

Veja a relação das concessões que vencem no próximo dia 5 de outubro:

Bahia
TELEVISÃO ITAPOAN SOCIEDADE ANÔNIMA Salvador

Brasília
GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S. A. (GLOBOPAR)
RÁDIO E TELEVISÃO CAPITAL LTDA (dia 6)

Minas
GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S. A. (GLOBOPAR) Belo Horizonte
RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES DE MINAS GERAIS LTDA Belo Horizonte
SOCIEDADE RÁDIO E TELEVISÃO ALTEROSA LTDA Belo Horizonte
RÁDIO TELEVISÃO DE UBERLANDIA LTDA Uberlândia

Pernambuco
GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S. A. (GLOBOPAR) Recife
TV E RÁDIO JORNAL DO COMMERCIO LTDA Recife
RÁDIO E TELEVISÃO OM LTDA Curitiba

Paraná
SOCIEDADE RÁDIO EMISSORA PARANAENSE S.A. Curitiba

Rio de Janeiro
GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S. A. (GLOBOPAR) Rio de Janeiro

Rio Grande do Sul
RÁDIO E TV PORTOVISÃO LTDA Porto Alegre
TELEVISÃO GAUCHA SA Porto Alegre

São Paulo
FUNDAÇÃO CÁSPER LIBERO São Paulo
FUNDAÇÃO PADRE ANCHIETA São Paulo
GLOBO COMUNICAÇÕES E PARTICIPAÇÕES S. A. (GLOBOPAR) São Paulo
RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA São Paulo
RÁDIO E TELEVISÃO RECORD S.A São Paulo
TV BAURU S/A Bauru

A lista completa das concessões que vencem este ano está aqui, em pdf.

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Por que a Cpi da TVA-Abril-Veja passou a ser necessária

A Veja que foi para as bancas neste final de semana volta à carga contra a criação da CPI da TVA, que vai investigar a venda da TVA (Grupo Abril, que edita a Veja) para a Telefônica. A Anatel, num primeiro momento, aprovou o negócio, mas impôs condições.

A suspeita que originou a criação da CPI é a de que o negócio daria a uma empresa estrangeira o controle sobre um meio de comunicação, o que é proibido no Brasil. Segundo se suspeita, haveria um contrato de gaveta, onde o controle da TVA ficaria nas mãos da Telefônica (espanhola).

O desespero da Veja decorre de alguns fatores. Em primeiro lugar, os que defendem a criação da CPI conseguiram juntar assinaturas suficientes para protocolar o pedido. 181 assinaturas de deputados. Isso foi um duro golpe para a Abril, porque inesperado.

Por causa disso a Veja da semana passada partiu para o ataque, afirmando que a tentativa de instalação da CPI é uma vingança pessoal do senador Renan Calheiros, contrariado com as reportagens da revista, que o colocaram com a corda no pescoço.

Ilegal, e daí?
Lobistas da Abril tentam convencer deputados a retirar assinatura

Segundo o Portal Vermelho, a editora Abril espalhou lobistas pela Câmara na tentativa de virar os votos dos signatários da proposta da CPI. Isso é ilegal - repito, ilegal -, mas, no entanto, foi confirmado pelo assessor de imprensa do Grupo Abril:

A Editora Abril está em plena atividade para abortar a CPI da Abril-Telefônica. Nesta quarta-feira (5) - dia de maior movimentação de parlamentares na Câmara Federal -, um grupo percorria as dependências da Casa, pedindo aos 182 deputados que assinaram o pedido da CPI que assinem outro documento, com um contra-pedido. O jornalista Gustavo José Batista do Amaral, assessor de imprensa do Grupo Abril, que participava da ação, admitiu a coleta, mas disse que não sabia dizer quantas assinaturas tinham conseguido porque havia várias pessoas abordando os parlamentares. Amaral também reconheceu que o Grupo Abril não podia realizar a operação.

21 deputados já tentaram retirar suas assinaturas. São eles: Arnon Bezerra, Gilmar Machado, Lincoln Portela, Marcelo Itagiba, Marcio Junqueira, Ricardo Izar, Antônio Roberto, Ratinho Junior, Elcione Barbalho, Walter Pinheiro, Eliseu Padilha, Darcísio Perondi, Jorge Khoury, Silvio Lopes, Raimundo Gomes de Matos, Barbosa Neto, Colbert Martins, Darcísio Perondi, Pedro Chaves, Professor Sétimo, Fátima Pelaes .

Os 13 últimos o fizeram entre os dias 3 e 5 de setembro, ou seja, entre segunda e quarta, logo após a edição de Veja da semana passada. Entre eles, dois deputados do PT. Um da Bahia, Walter Pinheiro, e outro de Minas, Gilmar Machado.

Mais curioso ainda é que oito deles solicitaram a retirada com requerimentos exatamente iguais: palavra por palavra, vírgula por vírgula, ponto por ponto. Como se estes já viessem preparados e eles só necessitassem assinar...

Veja usa linguagem de mafiosos para tentar desqualificar a CPI da TVA

O problema é que, para azar da Veja, retirar a assinatura não é fácil. Há um regimento na Câmara que diz que a assinatura só pode ser retirada com a anuência da maioria da bancada. A maioria dos pedidos de retirada já foi indeferida, exatamente por causa desse dispositivo.

Na edição deste final de semana, a Veja volta ao ataque. Num incrível ato falho chama a CPI da TVA (ou CPI da Abril, como querem outros) de CPI da Vendeta, utilizando-se do jargão dos mafiosos italianos.

Ela está tão apavorada com a criação da CPI que chega a fazer um apelo patético ao presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, para que ele não aprove a instalação da CPI, nesta terça-feira, quando esta vier para a pauta. E digo que está apavorada e o apelo é patético porque Chinaglia já declarou publicamente o que pensa sobre essa CPI, fato que foi amplamente divulgado (ou será que a Veja não acredita na “grande imprensa”?):

- Não tenho alternativa. Tenho que cumprir o regimento e a Constituição. Me parece que há fato determinado e que as assinaturas conferem.

Vamos ver se o deputado Chinaglia não se curva diante das pressões.

Esta pode ser a primeira de uma série de CPIs

O que fica disso tudo é que, se, inicialmente, a criação da CPI da TVA parecia importante, agora, com todo o nervosismo que está criando no Grupo Abril, deixa de ser apenas importante e passa a ser uma CPI necessária.

A própria Veja, aliás, o próprio Grupo Abril deveria vir a público defender sua criação, já que afirma que o negócio é lícito, claro e limpo. Afinal, quem sempre defendeu a criação de CPIs sobre qualquer tema, por que é contra a instalação de uma agora, quando o Grupo Abril é o alvo?

Além do mais, não podemos esquecer que esta CPI da transação TVA-Telefônica é um dos focos de investigação. Se forem encontradas irregularidades, deve-se criar uma nova CPI para investigar a venda de parte da Abril para o grupo sul-africano Naspers, em que reportagem do jornal da Band apontou vários indícios de irregularidades (veja a reportagem da Band aqui).

Mas não é só isso. Deve-se partir para uma outra CPI. Esta para investigar a transação da Net - leia-se Organizações Globo – com a Telmex. A própria Veja da semana passada diz o porquê:

A associação da TVA com a Telefônica é análoga àquela entre NET e Telmex.

Sendo análogas, se surgirem problemas numa, investigue-se também a outra. Por isso a criação dessa CPI da TVA-Abril-Veja passou a ser necessária, fundamental.

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Lista oficial com os nomes dos 181 deputados que assinaram a favor da criação da CPI da TVA-Abril-Veja

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Parem as máquinas! ‘Lula é vaiado por servidores federais no Nordeste’

Se já era ridículo afirmar que Servidores em greve vaiam Lula em cerimônia em Sergipe, como o fez o Globo Online ontem, a coisa piorou na versão impressa de O Globo hoje. A vaia de 11 funcionários, numa reunião com mais de cinco mil pessoas, transformou-se agora numa vaia “no Nordeste”.

Só que, mais uma vez, você vai ao texto e descobre que Lula foi aplaudido por onde passou e recebeu apenas aquela escassa vaia de 11 servidores. É o que informa a reportagem, que mostra que Lula foi aplaudido até em estado governado por tucano:

Após ser vaiado em Sergipe [por 11 e aplaudido pelos demais, num grupo de cinco mil], governado pelo petista Marcelo Déda, Lula foi saudado com o jingle de campanha "Olê, olê, olá, Lula, Lula" e interrompido por aplausos por mais de dez vezes na Paraíba, estado governado pelo tucano Cássio Cunha Lima. [Lula foi apenas a esses dois estados do Nordeste ontem]

Sugestão de pauta para O Globo: Há um time amador que disputa o campeonato da segunda divisão da Liga Uberlandense de Futebol, que se chama Universo Futebol Clube. Usem o prestígio das Organizações Globo e façam com que os “11 heróis” da vaia de Sergipe sejam titulares desse time. Mandem a Fátima Bernardes até lá entrevistá-los. Ao vivo, no Jornal Nacional, eles vaiam Lula. Manchete: ‘Universo vaia Lula’.

- Boa noite, William.
- Boa noite, Fátima.

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