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Militares não querem o poder; querem é poder manter seus privilégios

Toda a recente onda golpista de Bolsonaro, endossada pelo ministro da Defesa, tem o objetivo de manter os privilégios que os militares conquistaram no poder. 

Mas é engano achar que querem o poder. Para isso teriam que trabalhar, administrar nosso gigantesco país totalmente arrasado pela criminosa condução de Bolsonaro, de que eles são alegres beneficiários.

O objetivo á manter o espantalho Bolsonaro como único culpado de tudo, enquanto eles desfrutam das benesses. Vários ganham mais de R$ 100 mil por mês, beirando ou ultrapassando os R$200 mil, fora as mordomias, sem entregar nada em troca. E ainda nos ameaçam com golpe.

Se não puder ser com Bolsonaro, querem implantar o medo do golpe na cabeça dos brasileiros para que o futuro governo Lula troque só a merda presidencial com a famiglia mas mantenha os militares com as mordomias adquiridas.

Como acontece nos pesadelos, o medo é o combustível. Quanto mais medo sentimos num pesadelo, pior ele se torna.

Temos que enfrentá-los e exigir que se comportem dentro do marco constitucional e que respeitem o resultado das urnas e as decisões que vierem a ser tomadas pelo presidente eleito.

Não há mais lugar para golpes militares por aqui. Na Bolívia tentaram. Estão todos presos. O comando a que verdadeiramente estão submetidos (o dos EUA) já mandou recado: não são a favor de golpe.

O ministro Facchin deu uma resposta precisa ontem ao afirmar que as eleições serão regidas e comandadas pelo TSE e não pelos militares. 

As eleições estão chegando e o Brasil tem um encontro marcado com o seu futuro e não pode permitir ser refém de quem quer mantê-lo no presente desespero ou levá-lo ao passado ditatorial.

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Comitê da ONU conclui o que todos já sabíamos: julgamento e prisão de Lula foram ilegais. Mas Moro não é o único juiz ladrão. Tem mais


Após seis anos de análise, o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu que foram ilegais o julgamento de Lula pelo juiz Serio Moro (como já o fizera há pouco tempo o STF), sua prisão e a proibição de que concorresse ao cargo de presidente em 2018. 

O prejuízo ao país já foi causado, com milhões de empregos fechados, milhares de obras paralisadas. E, no meio, a eleição ilegal de Jair Bolsonaro, já que o líder de todas as pesquisas na época (como hoje), Lula, não pôde concorrer, também em decisão ilegal.

Há notícia hoje de que o PT vai entrar na Justiça contra o ex-juiz Sergio Moro, que deve perder todo o dinheiro que ganhou com a Lava Jato (assim como o procurador de deus Dallagnol) e muito mais.

Moro foi peça fundamental no golpe que nos trouxe à tragédia de Bolsonaro. Mas ele não está sozinho nisso.

Tem Gilmar Mendes, que proibiu Lula de ser ministro de Dilma, em insólita decisão, porque é prerrogativa do presidente eleito nomear o ministro que quiser, e Lula foi proibido (ilegalmente, repito) de ser ministro, porque supostamente usaria o cargo para se blindar das ações de Moro contra ele. Anos depois, o próprio Gilmar reconheceu que errou, ao saber que a Lava Jato era um jogo de cartas marcadas, mas nunca assumiu que sua decisão foi ilegal.

Também errou o STF quando permitiu a prisão de Lula sem que todas as instâncias tivessem se esgotado, conforme determina a Constituição, ainda vigente.

Facchin sentou em cima do processo em que a defesa de Lula questionava a jurisdição do caso, em 2016, e só deu sua decisão no ano passado, como todas as outras, tarde demais.

Barroso e Fux proibiram Lula de dar entrevistas e o proibiram de pedir votos para Haddad em 2018, violando direitos constitucionais de Lula.

Lula também foi proibido de concorrer à presidência, quando não havia lei que o impedisse, mas apenas a vontade de uma maioria do STF.

Agora, com o caos formado, o país na lata de lixo e fedendo, ameaçados pela famiglia, milicianos e militares com milhares de cargos no governo, as Excelências veem o jogo virar contra o Supremo e a ameaça de um novo golpe dentro do golpe de 2016 ser anunciada diariamente pelo presidente e seus acólitos.

Sem falar na mídia corporativa, Rede Globo e seu Jornal Nacional à frente, responsáveis diretos pelo caos de hoje no país.

Como ironia, ontem, após nova condenação de Moro na Justiça, Bonner disse no Jornal Nacional que tentaram falar com o ex-juiz, mas não conseguiram. Logo ele, que vazava documentos e até o grampo ilegal de Dilma para o JN...

Com Rede Globo, Sergio Moro, o Supremo, com tudo, chegamos até aqui. Só a eleição de Lula no primeiro turno e uma grande bancada de esquerda e democrática, que permita a Lula uma maioria para governar, podem nos tirar da situação de anomia em que nos encontramos, com o presidente refém do Centrão, com medo da prisão —que certamente virá por todos os seus crimes e dos filhos— e refém dos militares, que agora não querem largar o osso.

ONU, STF, todos agora atestam o que sempre se soube: a inocência de Lula e o golpe. Pena que com muito atraso. 

"A justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta.", Rui Barbosa.

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