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Bolsonaro e seus generais ameaçam transformar o Brasil num Afeganistão, com a cumplicidade de Lira e Aras

Todos os dias o Brasil é bombardeado por ameaças de golpe vindas de Bolsonaro ou de um de seus generais. Ora Braga Neto, até o reaparecido Heleno, que parece ter novo ânimo após o terremoto no Haiti, que deve lembrá-lo de sua passagem devastadora por lá, de funesta lembrança para o povo haitiano. 
 
Quando não são os generais, são apoiadores, como o cantor Sergio Reis, pseudo líder de uma mobilização que acabaria com o STF na semana do 7 de setembro.

O que pretendem não é nada diferente do Afeganistão dos talibãs: uma ditadura religiosa, miliciana, misógina e violenta. 
 
Tudo isso com o beneplácito do PGR Aras e do presidente da Câmara Arthur Lira. O primeiro por não ver crime algum nas palavras e atitudes de Bolsonaro e de seus generais. O segundo por não admitir e colocar em votação um dos mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro.
 
Ah, mas Mello, não tem voto na Câmara pro impeachment. Pois quero ver o Lira aceitar um pedido que seja. Vamos ver se o Brasil não vai em peso para as ruas, porque o país não aguenta mais as quase 600 mil mortes, o desemprego, a miséria, e isso seria uma saída. 
 
Quero ver os deputados não atenderem à "pressão das bases"... Ano que vem tem eleição.

Parafraseando o Haiti de Caetano. "O Afeganistão é aqui / O Afeganistão não é aqui". Ou não?






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'Alternativa Mourão é catastrófica para o Brasil', afirma especialista na questão militar

Manuel Domingos Neto e Altamiro Borges (Blog do Miro)

Professor de História, com doutorado na Universidade de Paris, ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa, Manuel Domingos Neto é um estudioso da presença militar na História do Brasil.

Em uma série de entrevistas ao jornalista Altamiro Borges, Manuel Domingos Neto comenta o papel dos militares no governo Bolsonaro.

Numa delas, o professor faz uma análise do que seria a alternativa Mourão, em caso de um impeachment de Bolsonaro.

No trecho que selecionei, o professor historia o papel dos generais Heleno e Mourão como participantes da ala mais reacionária da ditadura militar, que se opôs à abertura política até usando de terrorismo, como as bombas em bancas de jornal e na OAB e o atentado frustrado ao Riocentro.
 "Mourão é um sólido reacionário...(...) O governo Mourão pra mim será uma tragédia. Mourão é herdeiro do colonialismo. O colonialismo se expressa através da obediência à metrópole e através da discriminação dos elementos autóctenes e dos debaixo da Colônia. O Mourão menospreza o negro e não vê sentido na preservação do índio, é misógino e não tem nada da construção da nacionalidade. (...) Mourão é um neocolonial empedernido... (...) A alternativa Mourão é catastrófica para o Brasil"
Portanto, não basta apenas retirar Bolsonaro. Mourão tem que ir junto. A alternativa é a cassação da chapa, via TSE, pois as irregularidades foram tantas e com tão fartas provas, que o TSE só não anula se não quiser.

Assista no vídeo abaixo, que já linkei no ponto da entrevista em que fala do assunto Mourão. Mas recomendo que assista a todo o vídeo e também aos outros dois, da série de entrevistas feitas lá no Blog do Miro, para que tenha subsídios para analisar a presença militar no governo Bolsonaro.

Links dos vídeos (aproveite e assine o canal do Blog do Miro):





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Depoimento de general Heleno desmonta defesa de Bolsonaro no caso da PF

general Heleno e Bolsonaro

Durante a famosa reunião ministerial do dia 22 de abril, em que em vez da descoberta do Brasil tivemos o descobrimento pelo Brasil do baixíssimo nível das discussões e do palavreado da cúpula que nos desgoverna, o presidente Bolsonaro disse que não iria mais admitir sofrer contestações pela "segurança" do Rio, que, segundo ele, não atendia a seus pedidos.
“Eu não vou esperar foder minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura”, em bolsonarês.
Moro disse que Bolsonaro se referia à PF, que o presidente exigia a troca do superintendente do Rio e do diretor da Polícia Federal.

A defesa do presidente foi dizer que "segurança" a que se referia Jair era a segurança pessoal, que fica a cargo do GSI, comandado pelo general Heleno.

Tudo isso está em jogo no inquérito que investiga se Bolsonaro queria intervir na operação geral da PF.

Em depoimento divulgado ontem,o general Heleno disse que Bolsonaro nunca teve qualquer solicitação negada pelo GSI.
Em manifestação encaminhada à Polícia Federal no último dia 27, o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, assegura que o presidente Jair Bolsonaro não teve “óbices ou embaraços” em 2019 e em 2020 para mexer na equipe que faz sua segurança pessoal.
À PF, Heleno destacou que trocas foram realizadas sem problemas.
O ministro citou as substituições que já ocorreram na segurança de Bolsonaro e respondeu pedido da polícia sobre "detalhamento de eventuais óbices ou embaraços a nomes escolhidos para atuação na segurança pessoal do presidente da República ou de seus familiares nos anos de 2019 e 2020".
Segundo ele, por se tratar de militares da ativa, as substituições nas equipes de segurança de Bolsonaro em Brasília e no Rio “foram decorrentes de processos administrativos internos do Exército Brasileiro". [Folha]







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