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Secretário-Geral da ONU: 'Estamos assistindo a um assassinato de civis sem paralelo'

Num comunicado à imprensa, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, criticou o assassinato de civis em Gaza, que ele qualificou de sem paralelo, desde que assumiu o cargo.

Guterres fez uma comparação com conflitos anteriores na Síria, no Afeganistão, a guerra Rússia-Ucrânia, e a disparidade dos números é sem precedentes.

Somadas todas as mortes de crianças nesses conflitos não se chega à metade das crianças assassinadas por Israel em Gaza, em apenas um mês e meio de conflito, numa verdadeira ação de extermínio.

Os clamores do mundo por um cessar-fogo são respondidos por Israel com críticas ao Secretário-Geral. Mas Guterres não tem se calado e segue pressionando por um cessar-fogo imediato em Gaza.


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Homem morto 'pelo Talibã' no Afeganistão ano passado morre novamente ao pisar em 'mina russa', agora na Ucrânia

Com o intuito de fazer valer a narrativa a que serve os interesses, a mídia corporativa não mede esforços para manipular os sentimentos dos incautos leitores, ouvintes, telespectadores. 

No caso da imagem reproduzida aqui, trata-se da CNN, que pegou a mesmíssima imagem de um cidadão, a quem deu o nome de Bernie Gores, e o matou duas vezes: uma, no ano passado no Afeganistão, o "jornalista" Gores foi executado por soldados do Talibã; agora, o mesmo Gores, transformado em ativista, pisou numa mina dos malvados russos na Ucrânia e morreu novamente. Não se sabe se definitivamente, ou se vai ficar à espera de mais uma guerra que a mídia corporativa manipule para mais uma vez Bernie Gores ser morto, em seu dia da Marmota (ou do Maismorto) particular.

A mídia não mede esforços e não tem escrúpulos. Outro dia, na semana passada, o Jornal Nacional abriu com texto indignado em que se afirmava com imagens que um tanque russo desviou do caminho intencionalmente para passar por cima do carro de um cidadão ucraniano que vinha na outra pista, em sentido contrário.

Só que o tanque não era russo, mas ucraniano, o atropelamento não foi intencional, mas uma derrapada sobre uma poça de óleo na estrada, como outros ângulos da cena mostraram, mas o Jornal Nacional não se desculpou pelo vexame.

De todo modo, o motorista do carro atropelado pelo tanque sobreviveu. Fico pensando se não seria Bernie Gores, que dessa vez teve sorte e escapou de sua terceira morte...


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Bolsonaro e seus generais ameaçam transformar o Brasil num Afeganistão, com a cumplicidade de Lira e Aras

Todos os dias o Brasil é bombardeado por ameaças de golpe vindas de Bolsonaro ou de um de seus generais. Ora Braga Neto, até o reaparecido Heleno, que parece ter novo ânimo após o terremoto no Haiti, que deve lembrá-lo de sua passagem devastadora por lá, de funesta lembrança para o povo haitiano. 
 
Quando não são os generais, são apoiadores, como o cantor Sergio Reis, pseudo líder de uma mobilização que acabaria com o STF na semana do 7 de setembro.

O que pretendem não é nada diferente do Afeganistão dos talibãs: uma ditadura religiosa, miliciana, misógina e violenta. 
 
Tudo isso com o beneplácito do PGR Aras e do presidente da Câmara Arthur Lira. O primeiro por não ver crime algum nas palavras e atitudes de Bolsonaro e de seus generais. O segundo por não admitir e colocar em votação um dos mais de 130 pedidos de impeachment de Bolsonaro.
 
Ah, mas Mello, não tem voto na Câmara pro impeachment. Pois quero ver o Lira aceitar um pedido que seja. Vamos ver se o Brasil não vai em peso para as ruas, porque o país não aguenta mais as quase 600 mil mortes, o desemprego, a miséria, e isso seria uma saída. 
 
Quero ver os deputados não atenderem à "pressão das bases"... Ano que vem tem eleição.

Parafraseando o Haiti de Caetano. "O Afeganistão é aqui / O Afeganistão não é aqui". Ou não?






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Era tudo mentira e hipocrisia no Afeganistão, denuncia jornalista afegã


A jornalista afegã Waslat Hasrat-Nazimi [imagem] escreveu emocionado artigo sobre a situação de seu país natal. 
 
Com a saída dos EUA, os talibãs já tomaram até a capital, Cabul, e as imagens de pessoas desesperadas no aeroporto tentando fugir do país estão nas TVs do mundo.

Waslat Hasrat-Nazimi fugiu do Afeganistão para a Alemanha com a família quando criança e hoje é chefe da redação afegã da Deutsche Welle.

Chega de hipocrisia em relação ao Afeganistão 

 Mal as tropas americanas tinham se retirado, e as coisas se desenrolaram muito rapidamente. Em poucos dias, o Talibã invadiu uma província após a outra. Como dominós, as capitais provinciais caíram. Milhares de afegãs e afegãos fugiram na esperança de encontrar abrigo seguro na capital, Cabul, - em vão. Agora também Cabul está nas mãos do Talibã.

No Ocidente, as pessoas observam, em parte espantadas e em parte estupefatas, como, dentro de poucos dias, a República Islâmica do Afeganistão é transformada num emirado islâmico. Recebo repetidamente mensagens e telefonemas de conhecidos e colegas expressando sua solidariedade. Um colega da redação árabe da DW diz não saber exatamente por que, mas o que está acontecendo o afeta incrivelmente.

A grande mentira da missão no Afeganistão

A razão pela qual muitos estão chocados é que estão começando a perceber que seus governos não invadiram o Afeganistão 20 anos atrás para defender os direitos humanos, mas somente por interesses políticos.

Como os interesses políticos mudaram, uma vez que o cálculo do custo-benefício não funciona mais, eles querem sair do país - e o mais rápido possível. Era tudo uma grande mentira. Direitos humanos? Direitos da mulher? Democracia? Deixe os afegãos resolverem isso por si mesmos, disse recentemente o presidente americano Joe Biden. Ele disse que não passaria a missão, que foi liderada por quatro presidentes sucessivos dos EUA, a um quinto.

O que ele deixa de mencionar é que os EUA invadiram o Afeganistão em outubro de 2001 não apenas para combater o Talibã e a Al Qaeda. Eles prometeram ao povo afegão que iriam democratizar o país. Um dos principais argumentos para a ocupação era a proteção dos direitos das mulheres afegãs. Agora, quase 20 anos depois, fica claro que nunca se tratou das mulheres ou de democracia. Era tudo uma retórica vazia.

As mesmas mulheres que foram aplacadas quando alegadamente se levantaram com demasiada veemência por seus direitos e a quem foi prometido que a democracia e o Estado de direito sempre venceriam no final são agora jogadas de volta à escuridão de 20 anos atrás. Elas foram traídas e vendidas. Muitas ativistas dos direitos das mulheres temem por suas vidas.

A mesma hipocrisia pode ser vista na política de refúgio da União Europeia (UE) e da Alemanha. Afegãs e afegãos estão fugindo de seu país de origem há muitos anos. Não é fácil para ninguém deixar sua terra natal. Eles fogem porque a situação de segurança no Afeganistão foi se deteriorando cada vez mais.

Refugiados precisam ser acolhidos

Tudo isso foi ignorado. O Afeganistão foi classificado como "seguro". Muitos refugiados foram deportados, outros apenas tolerados. Milhares de afegãos vivem sob condições desumanas na Grécia, Turquia ou nos Bálcãs. Os políticos da UE se recusaram a reconhecer que a situação de segurança no Afeganistão era desoladora, que a intervenção havia falhado.

Agora, quando é tarde demais, eles se mostram chocados – os políticos, a mídia e os acadêmicos. No entanto, países como a Alemanha têm uma responsabilidade. Em vez de apoiar senhores da guerra e políticos corruptos durante anos, eles deveriam ter se dedicado seriamente ao povo afegão e à sua cultura. Deveriam ter escutado as mulheres em vez de apaziguá-las. Em vez de construir um exército, deveriam ter trabalhado com o povo para criar uma perspectiva para o país.

E agora? Os Estados ocidentais da comunidade internacional devem acolher os refugiados afegãos o mais rápido e sem burocracia possível. E eles deveriam finalmente reconhecer aqueles que esperam por uma decisão nos países da UE, às vezes sob condições deploráveis. O mesmo vale para os que virão nos próximos meses e anos do país destruído que o Ocidente deixou para trás. Isso é o mínimo que a Europa pode fazer pelo povo do Afeganistão.






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‘EUA financiaram Bin Laden e a criação da Al Qaeda’

Esta frase é de Len Downie, editor executivo do Washington Post. Está neste vídeo, de menos de dois minutos, que retirei do documentário de longa-metragem “9-11 Press for Truth”, com imagens de Bin Laden na campanha do Afeganistão, e no Paquistão.

“9-11 Press for Truth” mostra as dificuldades enfrentadas pelas famílias das vítimas do 11 de setembro para saberem a verdade sobre o que realmente aconteceu. O silêncio do governo Bush, com a cumplicidade da mídia.

(Nesse momento em que se inicia a implantação de uma Rede Pública de Televisão aqui no Brasil; nesse momento em que a “grande imprensa” se posiciona de modo francamente hostil ao governo democraticamente eleito (mais ainda, eleito apesar dela), é importante destacarmos que esse não é um comportamento exótico da imprensa brasileira, mas, ao contrário, ele se encaixa num movimento maior, a partir dos EUA, e que se irradia e reflete não apenas aqui, mas, em maior ou menor grau, pela imprensa de todo o mundo, e tem um de seus casos mais grotescos na imprensa venezuelana.
Por isso estou realizando esta série de postagens mostrando pontos de vista diferentes sobre o atentado de 11/9 nos Estados Unidos. Esta foi mais uma. Outras virão)

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