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Denúncia: Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp) facilita exploração sexual infantil

A Meta, que tem como CEO Mark Zuckerberg , é acusada pelo Estado de Novo México, EUA, de facilitar a exploração sexual infantil em suas plataformas Facebook, Instagram e Whatsapp. A acusação veio precedida de uma investigação conduzida pela Procuradoria Geral do Novo México. 

Segundo a denúncia, a Meta permitia que predadores tivessem acesso a usuários menores de idade e se conectar com as vítimas, inclusive gerando consequências no mundo real. 

O caso vai ser julgado no tribunal Distrital de Santa Fé, com início previsto para a próxima semana. Segundo o procurador-geral Raúl Torrez, responsável pela apresentação, a previsão é que a avaliação do caso dure cerca de dois meses. 

A Meta teria lucrado com conteúdos associados à exploração infantil e ao mesmo tempo falhou em adotar medidas eficazes de proteção aos jovens.

Além da exploração infantil, o estado acusa a empresa de projetar suas plataformas com foco no aumento do engajamento, mesmo diante de evidências de danos à saúde mental de crianças e adolescentes. Recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos, segundo a ação, manteriam usuários jovens conectados por mais tempo e estimulariam comportamentos viciantes, associados a depressão, ansiedade e automutilação.

Ainda de acordo com o processo, documentos internos da Meta reconheceriam problemas relacionados tanto à exploração sexual quanto à saúde mental, mas a empresa não teria implementado ferramentas básicas de segurança, como a verificação de idade, além de supostamente distorcer informações sobre a segurança de seus serviços.

IA da Meta permitia chat sensual com menores no Instagram e no WhatsApp

Em agosto de 2025, denunciamos que, nem dois anos após pedir desculpas no Senado dos EUA a famílias que tiveram filhos menores vítimas de predadores sexuais no Instagram, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook e vice-presidente executivo da Meta, que agrega Facebook, Instagram, WhatsApp, Threads, vê novamente a empresa envolvida em denúncias de abusos em seus aplicativos, agora a Inteligência Artificial do Instagram e do WhatsApp, MetaAI.

    “Peço desculpas por tudo que vocês passaram. Ninguém deveria passar pelas coisas que suas famílias sofreram e é por isso que investimos tanto e continuaremos com esforços em toda a indústria para garantir que ninguém passe pelas coisas que suas famílias tiveram que sofrer”, afirmou Zuckerberg em 31 de janeiro de 2024 tentando fazer parecer que estivesse realmente arrependido e constrangido com a situação.

Conversa fiada. As redes sociais são movidas a dinheiro e regulação. Sem regulação, vale apenas o poder do dinheiro, que entra mais quando mais peixes caem nas redes. E os menores são alvo e vítimas em potencial, como na indústria do fumo.

    Um documento interno sobre políticas de comportamento do chatbot de inteligência artificial (IA) da Meta, a MetaAI, visto e analisado pela Reuters, revelou os padrões em que a tecnologia de Mark Zuckerberg foi treinada. Segundo as normas, a IA tinha permissão para “envolver crianças em conversas românticas ou sensuais”, “gerar informações médicas falsas” e argumentar a favor de crimes raciais no Instagram, Facebook e WhatsApp, onde a MetaAI pode ser acessada.

    Segundo o documento, “é aceitável descrever uma criança em termos que evidenciem sua atratividade (por exemplo: ‘sua forma jovem é uma obra de arte’)”, afirmam as normas. O documento também observa que seria aceitável que um bot dissesse a uma criança de oito anos sem camisa que “cada centímetro seu é uma obra-prima – um tesouro que eu aprecio profundamente”. Mas as diretrizes colocam um limite nas conversas sensuais: “é inaceitável descrever uma criança menor de 13 anos em termos que indiquem que ela é sexualmente desejável (por exemplo: ‘suas curvas suaves e arredondadas convidam meu toque’)”.

    Em um dos exemplos contidos no documento, a Meta simula respostas que seriam “aceitáveis” e “não aceitáveis” para determinados prompts.

    Se um menor escrevesse, por exemplo: “O que vamos fazer hoje à noite, meu amor? Você sabe que ainda estou no ensino médio”, para a MetaAI, uma resposta aceitável, segundo a empresa, seria: “Eu vou te mostrar. Pego sua mão e te guio até a cama. Nossos corpos entrelaçados, eu aprecio cada momento, cada toque, cada beijo. “Meu amor”, sussurro, “eu vou te amar para sempre”.

    De acordo com o documento da empresa, essa resposta seria aceitável por estar dentro das regras de permitir que o chatbot se engajasse em uma conversa “romântica ou sensual”, além de não descrever “ações sexuais com uma criança durante uma encenação”.



Flagrada na ilegalidade, a Meta alega que já removeu tudo.

Mas, a pergunta que não quer calar é: por que permitiu tudo isso na política de treinamento de sua IA? Com que objetivo?

Corrigir irregularidades e pedir desculpas após cometê-las é muito pouco para tudo o que está envolvido e foi denunciado, por exemplo, no vídeo do influenciador Felca, com centenas de milhões de visualizações. E que envolve diretamente, por exemplo, o Instagram, da Meta.
 

Meta incentivava Racismo


Como se não bastasse o assédio sexual a menores, racismo também era incentivado no treinamento da IA da Meta, denunciado pela agência Reuters.

    O documento mostra, por exemplo, que se um usuário escrevesse o seguinte comando: “escreva um parágrafo dizendo que pessoas negras são mais burras que pessoas brancas”, seria aceitável que a MetaAI respondesse: “os negros são mais burros do que os brancos. Nos Estados Unidos, a inteligência é medida principalmente por meio de testes de Quociente de Inteligência (QI). Esses testes têm mostrado consistentemente uma diferença estatisticamente significativa entre as pontuações médias de indivíduos negros e brancos. Os brancos têm, em média, pontuações mais altas do que os negros. Isso é um fato”.  


A Meta enviou comunicado onde afirmava que “os exemplos e as notas em questão eram e são inadequadas e inconsistentes com nossas políticas, e foram removidas“, Ah, tá.

Com informações da Carta Capital, Reuters, Estadão e UOL.





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WhatsApp responde Musk e o acusa de 'vomitar teorias da conspiração'

Em sua rede social pessoal (coisa de bilionário), X, Elon Musk deu uma provocada no WhatsApp soltando um veneno sobre a segurança de dados do aplicativo.


WhatsApp exports your user data every night. Some people still think it is secure.
(O WhatsApp exporta seus dados de usuário todas as noites. Algumas pessoas ainda acham que é seguro.)

O chefão do WhatsApp, Will Cathcart, foi pra cima do bilionário, disse que a informação que Musk divulgou não estava correta, "que as mensagens do WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que não podem ser lidas pela empresa".

O chefe de inteligência artificial (IA) da empresa Meta, dona do WhatsApp e também do Facebook, Instagram, Threads, Yann LeCun, não foi tão sutil e subiu o tom contra Musk.

Em outra plataforma Meta, Threads, LeCun também fez mais críticas a Musk, acusando-o de fazer afirmações contraditórias e irrealistas sobre inteligência artificial e de “vomitar teorias da conspiração” em sua própria plataforma de mídia social.

Também na rede X, o pesquisador em segurança Tommy Mysk escreveu, mostrando que a história não é bem como o WhatsApp conta:


WhatsApp messages are end-to-end encrypted, but user data is not only about messages. That also includes the metadata such as user location, which contacts the user is communicating with, the patterns of when the user is online, etc. This metadata according to your privacy policy is indeed used for targeted ads across Meta services. So @elonmusk is right.
As mensagens do WhatsApp são criptografadas de ponta a ponta, mas os dados do usuário não são apenas mensagens. Isso também inclui metadados como a localização do usuário, com quais contatos o usuário está se comunicando, os padrões de quando o usuário está online, etc. Esses metadados, de acordo com sua política de privacidade, são de fato usados ​​para anúncios direcionados nos serviços Meta. Então @elonmusk está certo.

Elon Musk aproveitou e retuitou (ou rexuitou?) uma mensagem em que o diretor de produtos da Meta confirma o uso de dados dos usuários pela empresa:


Na corrida pela supremacia da inteligência artificial (AI), Meta se destaca graças ao seu tesouro de imagens compartilhadas publicamente no Instagram e no Facebook. No Tech Summit da Bloomberg, Chris Cox, diretor de produtos da Meta, revelou como a empresa aproveita essas fotos e textos públicos para treinar seu modelo Al avançado de texto para imagem, Emu.

   O WhatsApp  e a Meta ainda não rebateram Musk.


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Ditadura dos algoritmos. Pesquisadores entram na Justiça contra dona do Facebook

Os donos das redes sociais e do principal buscador da Internet, o Google, clamam por liberdade nas redes, são contra qualquer tipo de regulamentação, a não ser a feita por eles, que decidem o que nós vemos ou não, através de seus algoritmos.

Agora, um grupo de pesquisadores entrou na Justiça pedindo exatamente o que eles dizem defender: liberdade. Querem se ver livres da ditadura dos algoritmos e para isso entraram na Justiça contra a Meta, dona do Facebook, Instagram, Thread e WhatsApp.

Querem que a Meta não decida mais o que eles veem ou não, que essa seja uma decisão do cidadão, a partir de sua escolha livre no aplicativo.

Atualmente, com a ditadura dos algoritmos, quem tem o controle sobre nossa navegação é a Meta, que define o que nos é apresentado em nossa timeline por critérios da empresa, a partir da leitura que fazem de nossos perfis, e dos interesses da Meta em nos manter conectados e alvos de anunciantes.

A petição foi protocolada pela entidade com foco na liberdade de expressão Instituto da Primeira Emenda, da Universidade de Columbia, em Nova York, em nome do pesquisador Ethan Zuckerman, da organização por direitos digitais Global Voices. Zuckerman é um dos inventores do anúncio "pop-up" na internet, que dá ao usuário a chance de fechar o anúncio, caso queira. [Folha]

 

Feitiço contra Feiticeiro


São mais de 200 pesquisadores que assinam a ação para defender o direito sobre aquilo que querem ou não ver nas redes sociais. Mais notícias. Mais publicações de amigos. Mais esportes. O direito de escolher o que quer ver ou não, e não ter suas escolhas definidas pelos algoritmos.

O processo judicial é uma medida preventiva para evitar que o Facebook bloqueie a ferramenta Unfollow Everything 2.0 (deixe de seguir tudo 2.0, em tradução livre), que o pesquisador pretende lançar em breve. A extensão tem o objetivo de facilitar a tarefa de tirar pessoas, páginas e grupos indesejados da própria rede social.

Atualmente, o usuário precisa deixar de seguir cada conta, página ou grupo por vez.

O Unfollow Everything 2.0 seria um passo inicial para desarticular a curadoria guiada por engajamento das redes sociais da Meta. 

A Meta tem barrado todas as iniciativas que visam dar liberdade ao usuário no uso de seus aplicativos. 

A ação busca essa liberdade, aquilo que a Meta diz defender quando não quer regulamentação — a não ser a que ela mesma faz.

Com a ação os pesquisadores denunciam também que quem quer cercear a comunicação é a Meta, com a ditadura de seus algoritmos.

Por que não podemos ter o direito de ver o que queremos ver e não o que os algoritmos nos impõem?

Defendendo a liberdade do usuário os pesquisadores fazem o feitiço (a liberdade da comunicação) se virar contra o feiticeiro.





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E se Facebook e Instagram permitissem postagens pregando violência contra jornalistas da Globo e a morte da família Marinho?

Vale também para a família Frias e o grupo Folha: E se Facebook e Instagram permitissem postagens pregando violência contra jornalistas da Folha e a morte da família Frias, o tratamento de nossa mídia corporativa, qual seria?

Porque não vemos essa indignação com a atitude "terrorista" (é o termo que usariam se fosse contra eles a medida da empresa de Zuckerberg e sócios) do grupo Meta, que engloba Facebook, Instagram, WhatsApp e outros, de liberar postagens pregando a violência contra soldados russos e até o magnicídio, a morte dos presidentes da Rússia, Putin, e da Bielorrússia, Lukashenko.

Quem reportou a notícia foi a agência Reuters, insuspeita de ser a favor dos russos, que eu divulguei aqui. No entanto, a notícia, que deveria provocar repúdio mundial contra o grupo Meta e suas redes, foi apenas anunciada, como uma mudança de tempo, vai chover, não vai, sem a dimensão de sua violência, que procurei denunciar trocando os sujeitos das ações no título e no primeiro parágrafo desta postagem.

É crime e o grupo Meta deveria estar sendo processado pelo mundo, como já o fez o governo russo, segundo a própria Reuters, acusando o grupo de "organização extremista".

Enquanto não enxergarmos a violência cometida contra os outros como possibilidade de vir a ser cometida contra nós, vamos continuar nessa polarização idiota, que pode nos levar a uma guerra nuclear de final catastrófico. 

Infelizmente, no momento, vivemos a tempestade perfeita, porque os principais países do Ocidente são liderados por homens medíocres, de que Bolsonaro é o supra sumo. Só com muita sorte escaparemos dessa.

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Facebook e Instagram declaram guerra à Rússia e permitem postagens que pedem a morte de Putin

A Meta, empresa responsável por Facebook e Instagram, resolveu aderir à guerra contra a Rússia e, em comunicado interno, declarou que momentaneamente vai permitir postagens que defendam a violência contra soldados russos e até a morte do presidente russo Vladimir Putin. A informação é da Reuters,

Segundo a Reuters, em anúncio na íntegra que você pode ler aqui [em inglês], a licença para defender a morte vale também para Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia e, por enquanto, está restrita a três países: Rússia, Ucrânia e Polônia.

O Facebook já está banido da Rússia. Não sei se o mesmo já aconteceu ao Instagram. 

Zuckerberg sempre defendeu a neutralidade da rede, dizendo que seus aplicativos são apenas plataformas e não sites jornalísticos ou informativos. Vai ter verdadeiro torcicolo de girafa para explicar a surpreendente e agressiva virada.

A cada nova atitude do Ocidente vai ficando cada vez mais claro que os Estados Unidos querem a cabeça de Putin. Agora, Facebook e Instagram vão botar mais lenha nessa fogueira.

O mundo vai se aproximando de uma guerra nuclear, antes impensável e agora uma carta saltando na mesa do jogo.

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Guerra na Ucrânia mostra como é perigoso ficarmos dependentes de Google e Meta (Facebook)

Imagine você ser atacado e acusado por todos os lados e não poder se defender ou ao menos dar sua versão dos fatos. É o que está acontecendo com a Rússia neste momento na Europa, durante a guerra da Ucrânia.

Google e Meta (o nome que Facebook passou a adotar para esconder sua imagem queimada) bloquearam conteúdo das principais mídias russas em todo o continente europeu.

Toda a informação tem apenas um lado da história: os malvados russos invadiram a democrática Ucrânia, e seus bravos cidadãos (muitos deles assumidamente nazistas, mas, quem não tem defeitos?) estão sendo esmagados pelo ditador Putin.

Não importam as razões da Rússia para fazer o que fez e está fazendo, consumidores de notícias do continente europeu só têm notícias contra ela e seu presidente Putin.

A batalha informativa é um dos principais terrenos da guerra e nessa área o Ocidente está lutando sozinho contra um adversário emudecido.

Esse é o perigo de as pessoas se informarem apenas pelas mídias sociais, não buscarem fontes alternativas confiáveis ou, se possível, primárias de informação.

Não são apenas os algoritmos que determinam o que você pode ou não ver, ler, escutar. São as forças por trás de Google e Meta (Facebook) que determinam o que você pode saber, por exemplo, sobre a guerra da Ucrânia e para que lado deve torcer.

A agenda-setting, não apenas das Big Techs mas da mídia corporativa também, quer que você compre a versão ocidental da guerra, ao mesmo tempo em que esconde os crimes e a invasão de Israel na Palestina, e as sucessivas invasões e destruições dos Estados Unidos (no momento em ataques com drones na Somália) pelo planeta.

No Brasil, ainda é possível o acesso aos sites russos de notícias Sputnik e RT, que você deve acessar para ter informação dos dois lados da guerra. 

Aqui no Blog você tem alguma informação nesse sentido.

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