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Milei usa imagem inacreditável para definir como vai crescer economia argentina

No jantar anual de gala na Fundacion Libertad, o presidente argentino Javier Milei se comportou mais como um comediante de stand up comedy do que como um presidente da República diante de convidados, empresários e políticos, como o presidente do Uruguai Luis Lacalle Pou.

Assim como outro dia comemorou um superávit de 0,2% depois de jogar 57% dos argentinos na linha da pobreza, Milei deu seu show, que foi criticado pelo comediante de stand up argentino Diego Wainstein, em seu perfil no Twitter.

Wainstein fez um clip do discurso "presidemencial" (como chamou) de Milei, de que teceu o seguinte comentário:

Como comediante de stand up, sugiro que o presidente experimente testar o material em um bar, antes de passar na frente das câmeras. Não sou de dizer que suas imitações são medíocres e suas piadas são fracas. Mas fazer um show sem testar um pouco antes não é o ideal.

O inacreditável discurso de Milei foi coroado com a imagem que criou para explicar como se daria o crescimento da economia argentina.

"Va a subir como pedo de buzo" [Vai subir como peido de mergulhador]




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Sem dinheiro, Milei compra 24 caças banguelas e procura guerra para usá-los

Sem dinheiro, com uma das maiores inflações do mundo, o povo na fila da indigência, aconselhado por seus cachorros o presidente da Argentina Javier Milei decidiu comprar 24 aviões de combate F16, fabricados nos Estados Unidos, mas que estavam encostados num hangar das Forças Aéreas da Dinamarca.

São 24 caças F-16 que não estavam sendo mais usados em operações militares e serão entregues banguelas, sem equipamentos ou armas. A promessa é que serão reequipados pelos Estados Unidos.

Dentro da cabeça de Milei a compra tem lógica: aeronaves de combate banguelas para um país sem guerra. Mas, então, para que comprá-las, já que a Argentina está sem dinheiro, a ponto de o governo estudar medidas para permitir o repatriamento de dólares que argentinos possuem no exterior, sem impostos?

O caso é que Milei está louco por uma guerra para se por em pé de igualdade com Estados Unidos e Israel. Já falou que vai levar a embaixada da Argentina em Israel para Jerusalém, quando as embaixadas ficam em Tel-Aviv.

Com o recente ataque do Irã a Israel, em resposta ao ataque de Israel à embaixada iraniana na Síria, o presidente dos EUA Joe Biden convocou um Comitê de Crise no sábado. Milei então tratou de convocar uma reunião do Comitê de Segurança da Argentina no domingo para tratar das posições do país, da qual participou o embaixador de Israel, Eyal Sela. Talvez seja a primeira vez no mundo que um representante de país estrangeiro participa da reunião do Comitê de Segurança de um país.

Segundo Milei, a Argentina vai atuar em “solidariedade com o Estado de Israel”, na “defesa dos valores ocidentais” e até na “defesa da propriedade privada”.

Para Milei, a Argentina tem que estar preparada, pois já seria alvo do terrorismo internacional.

Esse"já" de Milei se refere a acontecimentos de há mais de 30 anos: os ataques à Embaixada de Israel (1992) e a AMIA (1994), que ocorreram exatamente quando o presidente da época, Carlos Menem, agiu como age Milei agora comprando briga dos outros.

Um país pacífico pode acabar vítima do terror exatamente pelo comportamento de seu presidente.

A compra dos F16 banguelas foi festejada por Milei na rede X, do bilionário Elon Musk, queridinho de Milei, que finalizou com seu bordão:

— "Viva la libertad carajo".





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Milei: 'Tengo una buena noticia'. E ela é péssima. Imagine as más

Enquanto boa parte do país se manifesta nas ruas contra medidas de seu governo, que ainda nem foram aprovadas no Congresso argentino, Milei parece tranquilo com a orientação de seus gurus caninos, que analistas políticos argentinos identificam como Macri, o ex-presidente que em seu governo pegou um empréstimo de US$ 44 bilhões com o FMI e literalmente quebrou a Argentina.

Milei sofreu dois reveses recentes na Justiça, que suspendeu a validade de medidas contra os direitos dos trabalhadores.

E mais: a última pesquisa de opinião divulgada do instituto Zurban Cordoba mostra queda recorde de sua aprovação:

Milei perdeu mais de um ponto de imagem positiva por dia e hoje tem 55% de rejeição entre os argentinos, índice raro um mês de governo. "É a perda de diferencial positivo mais acelerada do que temos registro. Nos atrevemos até a dizer que provavelmente será mais acelerado em toda a história da região", afirmou o instituto de pesquisa.
No entanto, Javier Milei pede paciência aos argentinos, diz que seu projeto é de longo prazo, como afirmou em sua mensagem de final de ano:

Em essência, nossas reformas implicariam em níveis de liberdade econômica que em um período de 45 anos nos permitiriam multiplicar por dez o nosso PIB per capita, alcançando nível similar ao da Irlanda, que hoje se encontra 50% acima do dos Estados Unidos.

Só daqui a quase meio século a Argentina estará bem. É nisso que ele quer que o argentino acredite e espere. 

Questionado por um jornalista na última terça, 2, sobre um prazo tão dilatado de 45 anos, quando muitos dos argentinos de hoje já terão morrido, Milei se mostrou imperturbável e disse que tinha uma boa notícia:

“Mas tenho uma boa notícia para vocês: nos processos de convergência, dois terços das melhorias são observadas nos primeiros 15 anos ”, respondeu Milei. 

Se uma espera de 15 anos é uma boa notícia, imagine as más...

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Milei. Jornalista que defendeu que argentino coma apenas uma vez por dia vira ministro. Faz sentido

É dada como certa na Argentina a nomeação do jornalista Eduardo Serenellini como novo Secretário de Comunicação de Javier Milei. Será o terceiro, em menos de um mês de governo. Mas agora parece que é o homem certo no lugar certo.

Há pouco tempo, em um programa de TV, Serenellini se mostrou o mais "mileísta" dos jornalistas, vestiu a camisa do governo sem vergonha e defendeu que os argentinos deixassem de consumir streaming, abrisse mão do automóvel, e adotasse o hábito de comer apenas uma vez ao dia.

Segundo o El Cronista, Serenellini será o novo secretário de comunicação de Javier Milei.

Ele virá em substituição a Belén Stettler, funcionário muito próximo de Santiago Caputo que deixaria o poder Executivo Nacional.

“Estamos fazendo mudanças na Secretaria de Comunicação. Anunciamos na terça-feira”, disseram fontes do governo ao El Cronista, portanto a chegada do novo funcionário só ocorreria na próxima semana. 

Aqui o vídeo que provavelmente selou a convocação de Serenellini para o cargo. Repare o trabalho "jornalístico" quando se vende à agenda de um governo.

Chegam a explicar a uma mãe como ela deve fazer: de preferência dar comida a toda a família à noite, para que as crianças durmam com a barriga cheia. Durante o resto do dia "vamos vendo"...

Não se questionam se Milei cortará na ração de seus cachorros conselheiros. Milei, que teve como primeira medida chutar a lei do nepotismo para o espaço e arrumar uma boquinha no governo para a irmã.

Fica clara a frase lapidar de Joseph Pulitzer sobre esse tipo de jornalismo e jornalistas:

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma"





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Elon Musk e o lítio. Na Bolívia, ele teve que patrocinar um golpe; com Milei bastou um RT

Em 2020, o homem mais rico do mundo, o bilionário Elon Musk, confessou de modo arrogante que patrocinou o golpe de Estado na Bolívia, que derrubou um governo eleito e colocou no poder Jeanine Añez. Jeanine está presa e foi condenada a 10 anos de cadeia pelo golpe. Musk está mais bilionário hoje do que era há três anos.

Na época, ele não só confessou o apoio ao golpe como afirmou que "Vamos golpear quem quisermos". 

A publicação no Twitter, que ele ainda não havia comprado, foi apagada logo após a repercussão negativa mundial. Mas o print é eterno.

 

O objetivo dele era o lítio, de que a Bolívia possui a maior reserva do planeta. O lítio é usado nas baterias de celulares e de carros elétricos, como o Tesla, de Musk.

Agora na Argentina, Musk não precisou apoiar um golpe. Bastou dar um Retuíte numa postagem do então candidato e atual presidente Javier Milei, que prontamente lhe responde em outro RT: "We need to talk, Elon...[Precisamos conversar, Elon...]".


Além de abrir espaço para a Starlink (serviço de banda larga de Musk), sua desregulamentação total da economia abriu as portas para o bilionário, como o próprio Milei entrega nesta conversa. Aliás, observe sua expressão de encantamento ao falar em Elon Musk.






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Milei curte comentários no X que falam em usar lança chamas e napalm contra manifestantes

Durante a gigantesca manifestação popular ontem à tarde na Argentina, o presidente Javier Milei ficou monitorando os passos do manifestantes diretamente da central de policia [imagem acima], com um olho nos monitores e outro no X, ex-Twitter.

Milei, que governa orientado por conselhos de seus cachorros, que são traduzidos por uma mulher que diz traduzir a linguagem dos cães para os humanos, e por sua irmã, estudante de confeitaria e seu braço direito, acompanhou ao vivo o povo sair às ruas mesmo com as medidas autoritárias que tomou para impedir, como nos tempos da ditadura.

Ao mesmo tempo, Milei acompanhava a "temperatura" das manifestações nas postagens no X, curtindo algumas delas. Entre essas, duas chamam a atenção: uma que defende que se use lança chamas e outra que sugere o uso de napalm contra os manifestantes.


 

Lança chamas todo mundo sabe o que é, mas napalm só os mais antigos, porque foi utilizado pelos Estados Unidos contra o Vietnã. Em resumo, é uma bomba incendiária que adere ao corpo e queima até esgotar sua chama. Provocou uma catástrofe humanitária, com efeito até os dias de hoje, com pessoas totalmente deformadas.

E o Milei curtiu as sugestões. Se os cachorros que o aconselham gostarem das ideias como ele curtiu, os argentinos que se cuidem.


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Milei fala hoje ao povo argentino. Veja o que sua motosserra deve cortar de direitos

O presidente de extrema-direita da Argentina Javier Milei reuniu-se esta manhã com o seu Gabinete na Casa Rosada para finalizar os detalhes do anúncio sobre o decreto de necessidade e urgência (DNU) que assinará no Diário Oficial para revogar várias leis fundamentais, no seu objetivo de desregulamentar diversas áreas da economia.

O documento do decreto de necessidade e urgência terá mais de 500 artigos. Como indicado, a maior parte do texto será ocupada por revogações de leis que regulam a economia (que haviam sido sancionadas para evitar abusos do mercado e proteger o cidadão).

Algumas dessas leis deverão cortadas pela motosserra de Milei, que deve anunciar as medidas em seu pronunciamento de hoje às 21h ao povo argentino:

Lei das Gôndolas: esta lei busca evitar a concentração de mercado e promover a concorrência, limitando o espaço que um mesmo fornecedor pode ter nas gôndolas dos supermercados e estabelecendo um percentual mínimo para produtos de pequenas e médias empresas.

Lei de Terras: regulamenta a propriedade de terras rurais por estrangeiros, estabelecendo um limite ao número de hectares que podem possuir e procurando preservar a soberania nacional sobre os recursos produtivos.

Lei Nacional de Compra: promove a indústria nacional, estabelecendo que o Estado deve dar prioridade à compra de produtos e serviços produzidos na Argentina, com o objetivo de fortalecer o mercado interno e apoiar os produtores locais.

Lei do Abastecimento: esta lei confere ao Estado instrumentos para intervir em casos de abuso de posição dominante ou de práticas que distorçam o normal fornecimento de produtos essenciais, procurando proteger os consumidores.

Um grupo de funcionários de La Libertad Avanza colaborou na elaboração do DNU, incluindo o Ministro da Economia, Luis Caputo, e o ex-chefe do Banco Central, Federico Sturzenegger.

Com o decreto, Milei também vai motosserrar a reforma trabalhista. As mudanças incluirão a eliminação de indexações nas indenizações por demissões e a eliminação de multas por trabalho mal registrado (ou não registrado). Estas medidas, segundo o governo, procuram flexibilizar o mercado de trabalho e promover a criação de emprego.

Da mesma forma, como refere María Cafferata nesta nota, especula-se que o DNU também inclua o primeiro passo para a privatização de algumas das empresas estatais. Ou seja: modificar o seu estatuto para o de sociedade anônima num primeiro momento, para privatizá-las todas.

Por fim, descobriu-se que entre quinta e sexta-feira o Executivo enviará ao Congresso um pacote de medidas econômicas de emergência que terão de somar o apoio da oposição para serem aplicadas. Os dois eixos principais deste pacote serão a reversão da reforma do Imposto de Renda e uma nova lei sobre lavagem de dinheiro.

Informações do Página 12

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Opinião de Milei: Quem vence duelo Brasil e Argentina, Pelé ou Maradona?

O atual presidente eleito da Argentina Javier Milei gosta de entrar em temas polêmicos, como comércio de órgãos humanos, dolarização da economia, e até em bola dividida, como palpitar sobre quem foi melhor jogador entre o craque brasileiro Pelé e o ídolo argentino Maradona.

Pelo jeito que ele trata Maradona é possível adivinhar o que pensa. Milei chama Maradona de Mardedroga, numa crítica ao vício do ex-jogador argentino, que abreviou sua carreira.

Num tweet de 28 de junho de 2016, Milei botou a mão no vespeiro e fez um quadro comparativo entre os dois craques, cheio de ironia e depreciações sobre Maradona.

Isso lhe gerou muitas cobranças nas eleições de agora, especialmente no dia 30 de outubro, aniversário de Maradona, na reta final da campanha, quando o tweet foi intensamente trabalhado pela equipe do rival Sergio Massa.



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Novo presidente da Argentina sobre a venda de órgãos humanos: 'É um mercado a mais'

O novo presidente da Argentina, Javier Milei, eleito no último domingo, chocou o país em junho do ano passado, quando numa entrevista à Rádio Mitre, declarou ser favorável ao mercado de órgãos humanos.

"É só mais um mercado, você poderia pensar nisso como um mercado. Por que tudo tem que ser regulamentado pelo Estado? Há estudos feitos nos Estados Unidos que dizem que se você deixasse esses mercados livres eles funcionariam muito melhor e você teria menos problemas. É uma decisão de cada um. Por que não posso decidir sobre meu corpo? Minha primeira propriedade é meu corpo. Por que não poderei dispor do meu corpo? O Estado não tem meu corpo?"

O comércio de órgãos humanos é ilegal em quase todos os países do mundo. Uma exceção é o Irã, onde a venda de rins é legal.

O apresentador do programa disse a Milei que tinha problema crônico nos rins e que alguém lhe sugeriu que comprasse um na Bolívia [de modo ilegal], o que ele negou fazer, com horror, por não querer explorar a situação difícil na vida de uma pessoa para lhe extrair um órgão.

“Se você não comprar o órgão que ele precisa vender por causa da fome, aí ele acaba morrendo de fome, então ele não vai nem ter vida. É uma questão de decisão do indivíduo . Por que é tão difícil pensar em liberdade? Quem sou eu para entrar no corpo de outra pessoa? Quem decidiu lhe vender o órgão, como isso afetou a vida dos outros? Como afetou a liberdade dos outros? Por que temos que ter tanto amor pela intervenção a ponto de não permitir que as pessoas vivam suas vidas como querem?"

Será que em breve teremos argentinos ofertando órgãos pela internet?

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