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Petrobras tem valor recorde com Lula. Por que a mídia fala em crise?

A mídia corporativa, porta-voz dos interesses do mercado financeiro, vem tentando colar a palavra "crise" na Petrobras e no governo, mesmo após a empresa alcançar um recorde de seu valor histórico no governo do presidente Lula, em 19 de fevereiro de 2024: R$ 567 bilhões.

Quando Lula assumiu, em janeiro de 2023, a Petrobras era avaliada em R$ 345,9 bilhões. Ou seja, o governo Lula aumentou o valor da Petrobras em um ano em R$ 221,1 bilhões.

Foi quando saiu a decisão da Petrobras que contrariou o mercado financeiro: a empresa decidiu não distribuir dividendos extraordinários referentes ao lucro, optando pelo pagamento mínimo.

O objetivo da Petrobras era usar o lucro para reinvestir na empresa, mas o mercado financeiro não gostou, porque isso mexia no seu bolso. E ocorreram dois movimentos de queda nas ações:

  • 28 de fevereiro – queda de R$ 30 bilhões em valor de mercado depois do presidente da companhia, Jean Paul Prates, pregar “cautela” na distribuição de dividendos;
  • 8 de marçoqueda de R$ 55,3 bilhões depois de o Conselho de Administração da Petrobras decidir não distribuir dividendos extraordinários referentes ao lucro de 2024, optando pelo pagamento mínimo. [Poder 360]

Começou então o ataque da mídia à decisão da Petrobras e por extensão ao governo Lula, de que eles estariam prejudicando a empresa. 

Mentira. Na verdade, a Petrobras vai muito bem, obrigado. Os acionistas é que estavam chiando porque queriam botar a mão no dinheiro e não que ele fosse investido na empresa.

 


De lá para cá, foram ataques diários, com um show de "informações em off" falando na crise da Petrobras, na troca do presidente da empresa, no bate cabeça entre ministros.

Hoje, o presidente Lula tem uma reunião com o ministro Haddad para tratar, entre outros assuntos, do caso Petrobras. Um caso de sucesso transformado em crise porque acionistas tiveram seus desejos contrariados.

Qualquer que seja o resultado da reunião, a mídia comemora ter conseguido mais um desgaste do governo.

Detalhe: a Petrobras tem no dia de hoje o valor de mercado de R$ 504,94 bilhões. R$ 159,04 bilhões a mais do que valia quando Bolsonaro saiu do governo.

E vai continuar a crescer porque a "crise" é artificial, criada por acionistas contrariados e pela mídia que os vocaliza.

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Juiz acata ação e Moro vira réu em pedido de indenização ao país por prejuízos causados por ações ilegais da Lava Jato: 'Cite-se o réu!'

Deputados do PT e advogados do grupo Prerrogativas entraram com ação na Justiça pedindo que o ex-juiz Sergio Moro seja condenado a ressarcir a nação por prejuízos causados por suas ações ilegais à frente da Operação Lava Jato. O juiz federal Charles Renaud Frazão de Morais  determinou: "Cite-se o réu".

Na ação, assinada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho, Fabiano Silva dos Santos e Marco Antônio Riechel Mann Jr., do grupo Prerrogativas, os deputados petistas Rui Falcão (SP), Erika Kokay (DF), Natália Bonavides (RN), José Guimarães (CE) e Paulo Pimenta (RS) afirmam que "o ex-juiz Sergio Moro manipulou a maior empresa brasileira, a Petrobras, como mero instrumento útil ao acobertamento dos seus interesses pessoais".

O advogado Marco Aurélio de Carvalho sustenta que não há revanchismo [na ação] e que "corrupção praticou Moro, ao violar regras do direito".

"Nós, do Prerrogativas, defendemos que a ele sejam assegurados a presunção de inocência, o devido processo legal e o pleno exercício de defesa, princípios vilipendiados pela Lava Jato."

"Moro é um dos grandes responsáveis pelo rastro luminoso de destruição e de miséria que o lavajatismo deixou no país. Foram quase 5 milhões de desempregos e aproximadamente 200 bilhões de reais de prejuízos à nossa economia. Precisa, pois, responder pelos atos que praticou na condução da Força tarefa de Curitiba.Terá direito à presunção de inocência e ao livre e sagrado exercício do direito de defesa, princípios que nunca respeitou na sua vida profissional. Agora como réu, terá a oportunidade de refletir sobre o mal que provocou ao país", segue o defensor. [Folha. Mônica Bergamo com Bianka Vieira, Karina Matias e Manoella Smith]

O ex-juiz deve pagar pelo que fez, embora seja impossível que ele consiga restituir ao país o prejuízo financeiro que causou e, ainda mais, o prejuízo político, pois foi sua ação ilegal (segundo o STF) que tirou Lula da disputa, incendiou o país contra o PT e acabou levando à presidência o infame Bolsonaro, que não deveria ser nem deputado, quanto mais presidente da República.

Além da ação cível, Moro deveria responder também a uma ação criminal para mofar na cadeia. Com amplo direito a defesa e um julgamento justo, coisas que ele enquanto juiz não praticou nem permitiu.

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Auxílio de R$400 de Bolsonaro fulmina Terceira Via e bota esquerda numa sinuca de bico


Por que o auxílio emergencial de R$400 do governo fulmina a Terceira Via eu já comentei aqui ontem. Se ele já está disparado na frente dos terceiraviistas, com o aumento de sua aprovação popular com o auxílio a Terceira Via é enterrada de vez, morre sem desabrochar.
 
Mas não é só o pessoal da Terceira Via que é atingido pelo auxílio. A esquerda também fica numa sinuca de bico.
 
Embora tenha sido a esquerda quem defendeu o auxílio ao longo do tempo, e, frise-se, contra o desejo de Bolsonaro e Guedes (que odeiam pobre e agora só se curvam porque a reeleição está indo para o beleléu), o auxílio agora coloca dois cenários à sua frente.
 
Não pode ser contra o auxílio, porque sempre o defendeu. Só resta reclamar que é pouco e voltar a clamar pelos R$600.
 
De uma forma ou de outra, quem fatura é Bolsonaro. Se muito com R$400, imagine com R$600. Imagine ainda se o auxílio for estendido a mais gente, como no ano passado.
 
Tudo isso vai ser ótimo para Bolsonaro. Ainda mais se o auxílio for pra mais gente e com valor maior. Isso aumenta seu poder de voto. Com dois gols a mais: Se perder a eleição (o que deve acontecer mesmo com o auxílio, mas a eleição de Lula fica mais difícil), o problema do rombo do teto vai explodir no colo de Lula, presidente a partir de 2023.
 
Se o pior acontecer e Bolsonaro, apesar de todos os seus crimes, for reeleito, ele vai à TV e diz que o país está ingovernável com o rombo causado pela "esquerda irresponsável" (que defendeu o auxílio) e que a única saída para o Brasil é privatizar tudo, a começar pela Caixa, Banco do Brasil e Petrobras. 
 
Essa a sinuca de bico.





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Informação importante sobre a Greve dos Petroleiros

Petroleiros em greve em frente à Petrobras no centro do Rio

Sindicatos se reuniram neste sábado, 22, na Federação Única dos Petroleiros



A mídia corporativa fingiu que não viu a greve dos petroleiros e só informou à população que ela existia para dizer que havia acabado.

É mentira. A greve está apenas suspensa, já que a Petrobras resolveu sentar-se à mesa com os trabalhadores.

A luta continua.



A Federação Única dos Petroleiros esteve reunida neste sábado (22) com representantes dos 13 sindicatos filiados a fim de avaliar a negociação com a Petrobrás, que ocorreu ontem (21), em Brasília, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho, além de definir um calendário com os próximos passos.
Ao contrário do que é dito na televisão, a luta dos petroleiros não acabou. A greve está suspensa enquanto durar a negociação, e não cancelada. Ainda há muito o que ser feito pela garantia dos empregos dos petroleiros da Araucária Nitrogenados (FAFEN-PR), que estão com as demissões suspensas até 6 de março. Uma proposta levada pela Federação é a transferência ou cessão dos trabalhadores dentro de outras empresas do Sistema Petrobrás. Além disso, nada justifica as demissões de empregados de uma empresa 100% Petrobrás quando a falta de efetivo, muitas vezes denunciada pela FUP nas reuniões das comissões, tem colocado vidas em risco nas unidades operacionais diariamente.
Na reunião de hoje ficou definido que os sindicatos voltam a se reunir na próxima quarta-feira de cinzas (26) para definir detalhes da continuidade da rodada de negociação, que acontecerá no dia 27, em Brasília. A direção da FUP juntamente com sua assessoria jurídica está levantando maiores informações sobre tabela de turno 3x2, interstício total e mudança de local do relógio de ponto, temas que serão cobrados nesta segunda mesa de negociação no TST. Além disso, apesar de não constar em ata, o Ministro Ives Gandra colocou-se a disposição para também mediar a discussão sobre a PLR 2019. No mesmo dia os sindicatos realizarão setoriais com a categoria. Na sexta-feira (28), a FUP e seus sindicatos voltam a se reunir para realizar nova avaliação de conjuntura.
“O mais importante neste momento é que todos os petroleiros mantenham a cabeça erguida para o enfrentamento
aos ataques da gestão Castello Branco, que não serão poucos”, ressaltou Deyvid Bacelar, diretor da FUP.

A greve nacional de 20 dias suspendeu as demissões dos trabalhadores da FAFEN-PR e obrigou a Petrobrás a negociar com os representantes dos trabalhadores. A primeira negociação, além de garantir os principais pontos da pauta de reivindicações dos petroleiros, que levou a categoria à greve, fez a gestão da Petrobrás negociar os dias parados e cancelar as mais de mil advertências aplicadas contra os grevistas. Esta é uma importante vitória contra a gestão autoritária de Castello Branco, que anunciou diversas retaliações contra os trabalhadores que aderiram ao movimento. A mediação com o TST também reduziu em 95% o valor das multas de mais de R$ 50 milhões impostas às organizações sindicais.
Federação Única dos Petroleiros


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Greve dos Petroleiros não está sendo televisionada, e aumenta a cada dia

Greve dos Petroleiros

Mídia corporativa faz que não vê greve dos petroleiros que aumenta dia a dia

Quadro nacional da greve – 17/02

21 mil petroleiros mobilizados em 121 unidades do Sistema Petrobrás
58 plataformas
11 refinarias
24 terminais
8 campos terrestres
8 termelétricas
3 UTGs  
1 usina de biocombustível
1 fábrica de fertilizantes
1 fábrica de lubrificantes
1 usina de processamento de xisto
2 unidades industriais
3 bases administrativas

A greve em cada estado:

Amazonas
Campo de Produção de Urucu
Termelétrica de Jaraqui
Termelétrica de Tambaqui
Terminal de Coari (TACoari)
Refinaria de Manaus (Reman)
Ceará
Plataformas - 09 
Terminal de Mucuripe
Temelétrica TermoCeará
Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)
Rio Grande do Norte
Plataformas – PUB-2 e PUB-3
Ativo Industrial de Guamaré (AIG)
Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais
Pernambuco
Refinaria Abreu e Lima (Rnest)
Terminal Aquaviário de Suape
Bahia
Terminal de Camaçari
Terminal de Candeias
Terminal de Catu
UO-BA – 07 áreas de produção terrestre
Refinaria Landulpho Alves (Rlam)
Terminal Madre de Deus
Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)
Espírito Santo
Plataformas: FPSO-57 e FPSO-58
Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)
Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)
Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)
Sede administrativa da Base 61
Minas Gerais
Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)
Refinaria Gabriel Passos (Regap)
Rio de Janeiro
Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P08, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 
Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)
Terminal de Campos Elíseos (Tecam)
Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)
Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)
Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)
São Paulo
Termelétrica Nova Piratininga
Terminal de São Caetano do Sul
Terminal de Guararema
Terminal de Barueri
Refinaria de Paulínia (Replan)
Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)
Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)
Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)
Plataformas – PMXL1, P66, P67, P68 e P69
Terminal de Alemoa
Terminal de São Sebastiao 
Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)
Termelétrica Cubatão (UTE Euzébio Rocha)
Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos
Terminal de Pilões
Mato Grosso do Sul
Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)
Paraná
Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)
Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)
Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)
Terminal de Paranaguá (Tepar)
Santa Catarina
Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)
Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)
Terminal de Guaramirim (Temirim)
Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)
Base administrativa de Joinville (Ediville)
Rio Grande do Sul
Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)
[FUP]




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Tigre da Esso (Exxon) avança sobre nossa Petrobras (Petrobrax?)

Tigre da Esso


Mais uma multinacional a vir abocanhar nossa Petrobras, a Exxon


A Exxon (ex-Esso) havia desistido do Brasil em 2010, após procurar e não encontrar petróleo em águas profundas.

Mas agora resolveu voltar, porque a Petrobras achou o que eles não encontraram, para abocanhar nosso petróleo, que vem sendo fatiado desde o governo Temer e agora liberou geral com a dupla Guedes-Bolsonaro.
"O Brasil é basicamente a peça principal do petróleo fora dos EUA", diz Cleveland Jones, consultor e pesquisador do Instituto Nacional de Petróleo e Gás no Rio de Janeiro. “Se você tem US $ 5 bilhões, onde vai investir? Nigéria? Senegal? Você precisa alocar investimentos de acordo com o potencial. ”
Existem mais de 100 bilhões de barris de petróleo na camada de pré-sal, com alguns dos principais poços de petróleo do mundo, jorrando mais de 60.000 barris por dia. Isso supera a produção no Mar do Norte e no Golfo do México e rivaliza com os poços mais produtivos da Arábia Saudita e do Mar Cáspio.

O tigre está super feliz com o governo Bolsonaro, que está abrindo o petróleo brasileiro para suas garras, vendendo a Petrobras em fatias, como salaminho.
Outras partes do mundo com reservas gigantes de petróleo nem sempre são tão acolhedoras. Na Arábia Saudita, onde os ataques com drones atingiram as principais instalações de petróleo em 14 de setembro, o setor é dominado pela companhia nacional de petróleo e é uma imagem semelhante em grande parte do Oriente Médio. A Rússia e a Venezuela são cercadas por sanções estritas dos EUA, e a exploração na costa oeste da África é dificultada por corrupção, roubo e duros termos fiscais por parte dos governos.
Talvez as outras partes do mundo não sejam "tão acolhedoras" exatamente porque têm governos nacionalistas.
A Guiana, um dos vizinhos do norte do Brasil, prova o quão lucrativa essa exploração pode ser. A Exxon descobriu mais de 6 bilhões de barris de petróleo de baixo custo lá desde 2015 e está construindo plataformas de produção estimadas pelo consultor de energia Wood Mackenzie Ltd. como o mais rentável de todos os projetos de águas profundas das principais empresas de petróleo. Guiana e Brasil estão agora entre os cinco principais destinos para exploração de petróleo em todo o mundo, de acordo com Wood Mackenzie. [Fonte: Bloomberg, em inglês]
Depois de fatiarem a Petrobras, o plano deve ser privatizá-la, talvez, como na modernização da Esso por Exxon, acrescentando um X ao final, como queriam ter feito no governo de outro vendilhão, FHC, Petrobrax.


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Dilma: 7 de setembro em defesa da Petrobras, da Amazônia, do Ensino Superior, das Pesquisa e contra os traidores


Dilma

A presidenta Dilma Rousseff denuncia traição à pátria em artigo publicado no dia 7 de setembro


Artigo da presidenta Dilma Rousseff, afastada por um golpe de Estado, publicado na CartaCapital, em defesa da Frente da Soberania, mostra a verdade sobre a Petrobras, a redução das queimadas na Amazônia durante os governos petistas e denuncia os traidores da pátria que querem privatizar tudo.
A Frente em Defesa da Soberania Nacional, lançada na quarta-feira, 4 de setembro, é o caminho para reunir as forças democráticas em defesa da Nação e do povo brasileiro, dos nossos direitos e riquezas. Isto significa defender o Brasil.

Hoje, a soberania brasileira está sendo atacada em várias frentes. As mais visíveis são: 1) a venda das grandes empresas estatais brasileiras, que são estratégicas, como a Embraer, a Caixa, o Banco do Brasil, os Correios, a Eletrobrás e a Petrobrás; 2) o desmonte do ensino superior público, do sistema de pesquisa e geração de ciência e tecnologia, assim como da cultura, com o bloqueio do sistema de incentivos; e 3) a destruição da proteção e conservação da Amazônia e do meio ambiente, além do desprezo pelos povos indígenas.

A privatização da Petrobras, a maior empresa pública brasileira e uma das dez maiores petroleiras do mundo, é traição ao Brasil e ao nosso povo. O ataque à companhia foi iniciado com a entrega de algumas de suas subsidiárias, por meio da oferta de leilão de ações, numa estratégia adotada pelo governo para esconder a venda da empresa a estrangeiros, sem cobrar pela alienação do bloco de controle. A mídia relata que, além da BR Distribuidora e da TAG, a venda será acelerada até o final do ano com o leilão de metade das refinarias.

O governo Bolsonaro anunciou a venda da Petrobras até 2022. É um escândalo. A Petrobras tem dono. E não são apenas os acionistas minoritários. O principal acionista da empresa é o povo brasileiro, representado por seu acionista controlador, o Estado brasileiro. O governo promove um assalto duplo. Não apenas privatiza. Na verdade, esconde a DESNACIONALIZAÇÃO DA PETROBRAS. Nenhuma empresa ou consórcio de empresas brasileiras têm hoje recursos suficientes para comprá-la. Foi assim que o governo investiu contra a Embraer, vendendo-a para sua concorrente, a norte-americana Boeing.

Trata-se, portanto, não apenas de vender a Petrobras. O governo Bolsonaro quer ir além. Pretende entregar uma das maiores reservas de petróleo do mundo a grupos estrangeiros. Não é possível aceitar a desnacionalização da maior riqueza do Brasil, do ponto de vista econômico ou geopolítico. Desnacionalizar a Petrobras é quebrar a independência do povo brasileiro sobre seu futuro. Isso porque, sem uma empresa pública para explorar o petróleo e o gás, as reservas brasileiras do pré-sal cairão no colo de grandes petrolíferas internacionais.

Para esquartejar a Petrobras e transferir ao capital estrangeiro mais de US$ 1 trilhão em reservas do pré-sal, o governo forja uma situação de penúria da empresa. A Petrobras não está quebrada. É uma mentira. A maior empresa do Brasil não sofre nem nunca sofreu tal situação. Essa manobra vem sendo patrocinada desde o Golpe de 2016. A Petrobras nunca manteve um saldo de caixa menor que US$ 13 bilhões, mais que o dobro da Exxon, nesta última década. E sempre teve geração operacional mínima de caixa de US$ 26 bilhões.

A trama urdida para a entrega da Petrobras conta com o apoio de parte da mídia nacional. A mentira é repetida por facções da imprensa antinacional e domesticada. Isso vem de longe. Antes do impeachment golpista, a Globo disse: “A exploração das reservas do pré-sal pela Petrobras é um delírio estatista do PT”. Em editorial de 20 de dezembro de 2015, o jornal O Globo repetiu a ladainha e chamou o pré-sal de “patrimônio inútil”. Segundo a visão da família Marinho, o patrimônio do povo só seria útil para ser vendido às grandes petrolíferas internacionais. Só em setembro do ano passado, a Globo reconheceu que o pré-sal é a maior fronteira petrolífera do mundo e vai atrair a atenção das principais petroleiras do planeta.

Os governos Temer e Bolsonaro, incensados pela mídia, inventaram que a Petrobras não tem condições de pagar suas dívidas, a não ser que venda seu patrimônio, ou que reajuste seus preços pelo mercado internacional. Disseram, ainda, que a empresa não tem recursos para explorar o pré-sal. É um engodo!

Setores da grande mídia atribuem o bom resultado obtido pela Petrobras no segundo trimestre deste ano à venda de seus ativos. É outra mentira deslavada. A análise dos resultados mostra exatamente o oposto. A Petrobras está pagando suas dívidas, sem qualquer sacrifício extremo, quitando seus débitos, APESAR das privatizações de seus ativos. E não por causa disso. Os últimos resultados mostram situação operacional saudável e lucrativa.

Em 2019, o pré-sal completou dez anos de produção contínua. Em julho, a Petrobras alcançou extração média de 2,184 milhões de barris de petróleo equivalente por dia. Isso representa nada menos que 57% da produção nacional. A tendência é que aumente sua participação para 60% e, logo, 70%.

A direção da Petrobras informa – e a mídia celebra – a mentira segundo a qual o lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre se deve à venda de ativos, como a BR Distribuidora e a TAG. É fake news. Do fim de 2014 até 2018, a Petrobras reduziu sua dívida de US$ 115,4 bilhões para US$ 69,4 bilhões. Neste período, vendeu ativos por US$ 18,7 bilhões, dos quais apenas US$ 11,8 bilhões entraram de fato nos cofres da empresa. Portanto, a venda de ativos representou meros de 25% da redução da dívida, enquanto 74% da redução dos débitos saíram do caixa operacional da companhia – vale dizer, da produção e venda de petróleo e derivados.

Mesmo que nenhum ativo tivesse sido vendido, a dívida líquida da Petrobras teria caído significativamente. A atual direção da empresa e o governo escondem a informação importante de que a diminuição da dívida seria maior se a Petrobras não tivesse vendido ativos altamente rentáveis, como a distribuição de combustíveis e o transporte de gás.

Vem de muito tempo o processo de destruição da imagem da empresa, no esforço de enfraquecê-la e, assim, desnacionalizá-la, junto com as reservas brasileiras de petróleo e a tecnologia criada para sua exploração. É a cobiça por nossas maiores riquezas que tem movido os muitos ataques à soberania nacional. É essa cobiça dos nossos vizinhos do Norte e a submissão dos procuradores de Curitiba que explicam as estranhas relações entre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos EUA no caso dos R$ 2,5 bilhões para a Fundação Lava Jato em troca de informações privilegiadas sobre a Petrobras.

Os meios empregados para produzir o ataque à nossa soberania e o esquartejamento da Petrobras são as ações clandestinas da Lava Jato, a criminalização do PT e da política, além da realização do ato inaugural contra a democracia que foi o impeachment inconstitucional que me derrubou ilegalmente em 2016. Culmina o processo na prisão de Lula, sem provas, impedindo-o de voltar à Presidência. Sabiam que nossos governos jamais permitiriam tamanho golpe na Petrobras e em nossas reservas. Por fim, abriu-se o caminho para a eleição de um neofascista que torna viável a adoção da política neoliberal desnacionalizante, derrotada quatro vezes nas urnas. Mas resistiremos e lutaremos.

Amazônia em chamas


O símbolo mais vergonhoso da destruição da soberania nacional pelo governo Bolsonaro se expressa nas queimadas na Amazônia. E também nas promessas de liberação da exploração mineral da região a empresas americanas. Sempre a desnacionalização.

Depois de mais de 30 anos de política ambiental consequente, o atual governo não protege o meio ambiente. Pelo contrário. Incentiva a destruição das florestas, ao ponto de enfraquecer e desmobilizar órgãos reguladores e de fiscalização.

O Fundo da Amazônia sempre foi uma contrapartida dos países europeus comprometidos com o meio ambiente à política brasileira de proteção à floresta. Nasceu ainda no governo Lula e cresceu em meu governo. Adotamos como meta a redução do desmatamento de forma expressiva. Caiu 79%, desde 2004 até 2013, e assumimos o compromisso de reduzi-lo em 80% até 2020. Meta cada vez mais distante, diante da montanha de dinheiro que o meio ambiente vem perdendo no orçamento, devido à política de austeridade, somando-se agora os R$ 283 milhões suspensos pelos países europeus.

Pior. Perdemos grande parte de nossa riqueza ambiental, perdemos credibilidade perante o povo e o mundo, além de mercado para nossos produtos de exportação. Bolsonaro colocou a floresta amazônica no rumo da devastação, com explícito desprezo pela integridade das etnias indígenas, perseguindo ambientalistas e desprezando a fantástica biodiversidade existente na região.

Quando fala barbaridades sobre meio ambiente, autoriza e incentiva a destruição da floresta por grileiros, garimpeiros, invasores e contrabandistas. Todos se beneficiam com a impunidade. Seu comportamento e manifestações públicas sustentam a agressão ambiental e a violência.

Bolsonaro representa o desprezo pelas riquezas nacionais e pelo futuro do país. É a ponta de lança da implantação de um neoliberalismo perverso e devastador. A agressão à Amazônia é a face assustadora da destruição da soberania nacional. Um crime de lesa-pátria cometido pelo governo.

A derrubada de árvores e queimadas, sob a inoperância tolerante do governo, representa grave investida contra a soberania. Bolsonaro conduz uma política de terra arrasada, na destruição das nossas florestas e no absoluto desrespeito ao meio ambiente.

Ensino Superior sob ataque


Outro ataque à soberania está explicitado na ofensiva do governo contra o ensino superior público. O acesso massivo ao ensino superior de qualidade no Brasil tem três objetivos que só um sistema público pode cumprir.

Em primeiro lugar, garantir à maioria da população um caminho de saída da pobreza ao acessar o ensino superior. Em segundo, as universidades e os institutos devem abrir caminho à economia do conhecimento, ao desenvolvimento da riqueza do país e do povo, pela produção de ciência básica, geração de tecnologia e difusão de inovação. Por fim, é fundamental para dar sustentação e força à nossa cidadania, garantindo suporte à expressão da diversidade cultural e da identidade brasileira.

O programa Future-se representa o contrário de tudo isso. É a privatização disfarçada dos institutos e universidades públicas. O projeto desloca a gestão das universidades e institutos federais para o controle das grandes corporações privadas, muitas delas com forte presença de capital estrangeiro. Para abrir caminho a isso, o governo promoveu corte de 30% no orçamento das universidades. Na prática, estrangulou as instituições federais de ensino superior, para então submetê-las e privatizá-las.

O Future-se é um programa que privatiza a essência da universidade pública. Desobriga o estado de sustentá-la, de dar educação de qualidade, de criar laboratórios de ciência e tecnologia, transferindo a gestão para corporações, cujo objetivo não é o desenvolvimento do país e de nossa gente, mas o lucro. É, portanto, um grave ataque à soberania nacional e à geração de ciência e tecnologia. E, sobretudo, no Brasil da desigualdade, torna-se a barreira intransponível para o acesso dos filhos do povo trabalhador às universidades.

O programa vai permitir a cobrança de mensalidades para os alunos, excluindo a grande maioria dos jovens brasileiros que não têm renda para custear seus estudos, já que muitos precisam da assistência social para estudar. Foi assim que aconteceu no Chile de Pinochet. O ditador do país vizinho jamais privatizou as universidades chilenas. Apenas obrigou-as a funcionar sob a ótica da gestão empresarial, estabelecendo mensalidades e impondo resultados financeiros.

Tal modelo existe em outros países menos desiguais que o Brasil e sem a carga de exclusão legada pela escravidão e pelas décadas de concentração de renda e riqueza. Com o Future-se, as universidades e os institutos serão aparentemente públicos, mas permitirão a cobrança de mensalidades, estando submetidos à logica empresarial. Funcionarão com base em pactos estratégicos estabelecidos pelas corporações privadas.

O ensino superior terá uma face pública, mas a alma será privada, pois não se integrará a um plano de desenvolvimento nacional. Na prática, funcionará como uma empresa. SERÁ O FATURE-SE! Este é o objetivo final do programa: faturar, abrindo caminho para a privatização dos institutos e da universidade pública, chegando até à sua desnacionalização. Jamais na história do país o ensino superior público esteve tão ameaçado como agora.

É preciso que estejamos atentos e mobilizados contra o Future-se. O programa não promove o desenvolvimento nacional, não fortalece a democracia e nem permite tornar o país mais justo, menos desigual e mais desenvolvido. É uma agressão a tudo o que o Brasil construiu em décadas em termos de ensino público. Um golpe duro contra o povo e a nação.

A Frente em Defesa da Soberania Nacional é nossa trincheira de resistência, que transformaremos em uma ofensiva que contenha, barre e derrote aqueles que encaminham a destruição de nossa Nação. Por isso, desejamos que seja ampla, ecumênica, e reúna, todos os que acreditam num Brasil soberano, senhor de seu destino e de suas riquezas.

SETE DE SETEMBRO É DIA DE LUTA!

EM DEFESA DO BRASIL, DA PÁTRIA E DA NOSSA SOBERANIA!

VIVA O POVO BRASILEIRO!


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STF anula primeira sentença de Moro por desrespeitar direito da defesa

MORO COM CARIMBO NULO em vermelho

Moro não respeitou direito da defesa de falar por último


Esta é só a primeira. Outras virão. Todas são e serão efeito da série de reportagens conhecida como Vaza Jato, um trabalho coordenado pelo jornalista Glenn Greenwald, realizado pelo The Intercept Brasil em cooperação com vários veículos da mídia tradicional, que aderiram à série, que é baseada em documentos vazados por fonte preservada.

A Vaza Jato revela os bastidores da Lava Jato, como agiam Moro e os procurador na surdina e em conluio, com o objetivo de condenar Lula e de lucrarem com palestras e até na criação de uma Fundação bilionária com os fundos da Petrobras, que pretendiam montar.

A primeira sentença de Moro a ser totalmente anulada foi a que condenou o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine. A sentença havia subido para a segunda instância, o TRF-4, que havia concordado com a sentença tendo apenas reduzido a pena de Bendine.

Agora volta tudo à primeira instância, porque Moro não respeitou direito da defesa (nenhuma novidade para quem acompanhou os interrogatórios do justiceiro de Curitiba e de sua substituta Gabriela Hardt).


Por 3 a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (27) derrubar uma decisão do ex-juiz federal Sergio Moro que, em março de 2018, condenou o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine a 11 anos de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É a primeira vez que o Supremo anula uma condenação de Moro.

A pena de Bendine chegou a ser confirmada, e reduzida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, para 7 anos e 9 meses.

Nesta terça-feira, a maioria dos ministros acolheu a argumentação da defesa, que criticou o fato de Bendine ter sido obrigado por Moro a entregar seus memoriais (uma peça de defesa) ao mesmo tempo que delatores da Odebrecht apresentaram acusações contra a sua pessoa.

Para a defesa de Bendine, isso representava um cerceamento de defesa por impedir que o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil rebatesse na etapa final do processo as acusações feitas por delatores na entrega do seu memorial.

O julgamento desta terça-feira marca uma das maiores derrotas impostas pelo STF à Lava Jato e abre brecha para que outros condenados no âmbito da operação acionem o STF para rever suas condenações com base no mesmo argumento.


“O direito de a defesa falar por último decorre do direito normativo. Réus delatores não podem se manifestar por último em razão da carga acusatória que permeia suas acusações. Ferem garantias de defesa instrumentos que impeçam acusado de dar a palavra por último”, disse o ministro Ricardo Lewandowski. [Estadão]


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Bolsonaro calunia pai de presidente da OAB e manda Petrobras cancelar contrato com seu escritório de advocacia

Felipe Santa Cruz

Embora tenha vencido uma causa de R$ 5 bi para a Petrobras, escritório de Felipe Santa Cruz teve contrato encerrado


O estilo Bolsonaro é o de sempre: passa pano para amigos pra lá de suspeitos e ataca duramente aqueles a quem julga inimigos.

Foi assim com o fiscal do Ibama José Olímpio Augusto Morelli, que o multou em 2012, ainda como deputado. Ao assumir a presidência, uma das primeiras iniciativas de Bolsonaro foi mandar demiti-lo.

O mesmo acontece com as áreas que sempre protestaram contra sua candidatura: Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia, Direitos Humanos, que têm suas pastas esvaziadas;

O mesmo com a região Nordeste, onde foi amplamente derrotado nas eleições, que recebeu apenas 2% das verbas de investimentos da Caixa que costumavam irrigar a região.

Agora, aconteceu com o presidente da OAB. Desgostoso com a entidade, que proibira o acesso da polícia federal ao conteúdo de conversas grampeadas dos advogados de Adélio (como manda a Constituição), Bolsonaro criticou a OAB e mandou recado sinistro a seu presidente, dizendo que sabia como seu pai (mais uma fake new), desaparecidono caso, assassinado pela ditadura em 1974, havia morrido.

Não satisfeito com sua atitude nojenta, Bolsonaro mandou a Petrobras cortar contrato com o escritório de advocacia de Felipe Santa Cruz.
O escritório atuava em causas trabalhistas. No ano passado, venceu uma causa estimada em R$ 5 bilhões que seriam pagos como horas extras atrasadas a funcionários embarcados nas plataformas de petróleo da estatal.
O julgamento, no TST (Tribunal Superior do Trabalho) foi apertado: 6 votos a favor e 5 contrários.
"Era uma ação rescisória, algo como ressuscitar alguém que morreu. Eu salvei a empresa na causa trabalhista mais grave que ela já enfrentou", afirma Santa Cruz.
Ele afirma que entrará na Justiça com uma ação para reparação de danos. "Há claramente uma perseguição política em curso", diz. [Folha]





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Denúncia: Multada em US$ 19 bi, Chevron-Texaco contra-ataca e acusa indígenas do Equador de formação de quadrilha


A Texaco explorou petróleo na Amazônia Equatoriana de 1964 a 1990. Durante esse período, lançou cerca de 18 bilhões de galões de resíduos da extração de petróleo nas terras do Equador, destruindo vastas áreas de floresta e espalhando doença e morte entre plantas, animais e humanos. Mais de mil habitantes da área foram vítimas de câncer de estômago.

Foi constatado que a Texaco não fazia o trabalho de impermeabilização das piscinas onde eram despejados os resíduos, o que os fez espalharem-se pelo subsolo atingindo as águas dos rios. E foram quase mil piscinas dessas construídas pela Texaco. Na saída, fizeram como gato, jogaram terra em cima e deram o trabalho por terminado.

Sucessivos governos não tomaram medida alguma para proteger o país e seus cidadãos. Com a chegada ao poder do presidente Rafael Correa, a situação mudou, habitantes da região buscaram seus direitos na Justiça e a multinacional, agora adquirida pela Chevron, foi condenada ao pagamento de uma indenização de US$ 19 bilhões.

Como não tem defesa local, já que não pode ocultar a sujeira que deixou (é possível encontrar resíduos de petróleo por toda a área), a Chevron-Texaco partiu para o ataque nos EUA acusando indígenas e seus advogados de formação de quadrilha.

A Chevron nós conhecemos pelo que andou fazendo por aqui.

Veja no vídeo a seguir a sujeira que fizeram no Equador e que tentam esconder, não mais jogando terra por cima, mas a lei dos EUA.




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Pelados, pelados, nuzinhos, nuzinhos, em frente à Petrobras


Aposentados e pensionistas da Petrobras ficaram nus, em protesto em frente à sede da empresa no Rio. De quebra, fizeram um enterro simbólico do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e do gerente de RH, Diego Hernandes.

- Aprovamos este protesto em assembléia para mostrar o estado de penúria em que os aposentados da Petrobras se encontram, ficando pelados na frente da empresa - diz o secretário-geral do Sindipetro, Emanuel Cancella. (leia mais)

Clique aqui se tiver dificuldades para assistir ao vídeo

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I Concurso Interplanetário da Melhor Interpretação para o Tico-tico no fubá da mídia golpista

Seguindo sugestão de uma leitora do blog – e já que não consegui colocar no ar minha versão cantada (minha voz é quase tão boa quanto as explicações do ex-senador Roriz) do “Tico-tico no fubá da mídia golpista” – o Blog do Mello mui orgulhosamente anuncia o lançamento do I Concurso Interplanetário da Melhor Interpretação para o Tico-tico no fubá da mídia golpista.

Podem participar do concurso brasileiros, estrangeiros e até alienígenas. O concurso é tão democrático e plural que está aberto inclusive a argentinos e indignados úteis.

Participar é muito fácil. Basta baixar o arquivo mp3 do link a seguir, cantá-lo com a letra abaixo e enviar a gravação para o Blog do Mello (o endereço está à direita).

O vencedor poderá escolher entre os prêmios a seguir:

. Viagem a Cuba para assistir ao discurso de oito horas em que Fidel Castro dirá como se recuperou e atacará a CIA e o imperialismo americano, com direito a grandes risadas sobre as tentativas frustradas de matá-lo.

. Viagem à Venezuela para assistir “ao vivo” ao programa dominical Aló Presidente, diretamente do estúdio em que ele é gravado pelo presidente Hugo Chávez. Serão pelo menos seis horas de discurso do líder venezuelano, que atacará a CIA, o imperialismo americano e, de quebra, o Congresso brasileiro.

. Uma partida de futebol com o presidente boliviano Evo Morales a seis mil metros de altitude, com direito a discurso do líder indígena contra a CIA, o imperialismo americano, a Petrobras e a Fifa, que proibiu jogos a essa altitude.

. Um seminário de contorcionismo verbal com o presidente Lula, quando ele mostrará suas habilidades em descobrir palavras e modos diferentes para defender a integridade, a ética e o patriotismo de Jader Barbalho, José Sarney, Joaquim Roriz, Newton Cardoso, Severino Cavalcanti, Antonio Carlos Magalhães e outros. É uma oportunidade imperdível, pois o vencedor do Concurso terá direito de escolher um nome de sua preferência (da lista citada ou fora dela) para que o presidente improvise, na hora, elogios a ele.

Então, o que você está esperando? Participe. Não esqueça de divulgar o Concurso e incentivar a participação de todos. Coloque um link do concurso em seu blog.

Clique aqui e baixe o arquivo mp3 do Tico-tico no Fubá da mídia golpista. Importante: não é obrigatório seguir esta base, que serve mais como guia. Você pode criar a sua.

Esta é a letra que você deve cantar:

Tico-tico no fubá da mídia golpista (Zequinha de Abreu/Antonio Mello)

Eu manipulo cá, eu manipulo lá
Eu manipulo pro governo derrubar
O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá
E a minha grana corrigida vai voltar

Aí omito aqui, aí aumento lá
Distorço tudo pra melhor manipular
O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá
E essa raça vai voltar pro seu lugar

Eu manipulo cá, eu manipulo lá
Eu manipulo pro governo derrubar
O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá
E a minha grana corrigida vai voltar

Aí omito aqui, aí aumento lá
Distorço tudo pra melhor manipular
O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá
E essa raça vai voltar pro seu lugar

Deus me defenda dos governos compañeros
Estão querendo dividir o meu dinheiro
Bolsa família virou tudo de pernas pro ar
O pobre já não reconhece o seu lugar

Filho de pobre agora vive na escola
E a polícia federal da minha cola não descola
Sei que esse operário de gravata
Acabou me transformando num burguês de passeata

Deus me defenda dos governos compañeros
Estão querendo dividir o meu dinheiro
Bolsa família virou tudo de pernas pro ar
O pobre já não reconhece o seu lugar

Filho de pobre agora vive na escola
E a polícia federal da minha cola não descola
Sei que esse operário de gravata
Acabou me transformando num burguês de passeata

Eu manipulo cá, eu manipulo lá
Eu manipulo pro governo derrubar
O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá
E a minha grana corrigida vai voltar

Aí omito aqui, aí aumento lá
Distorço tudo pra melhor manipular
O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá
E essa raça vai voltar pro seu lugar

Clique no botão com a seta abaixo e cante a música. Veja se leva jeito para a coisa e participe. Quem sabe se você não será o feliz vencedor?






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O que a chamada 'mídia golpista' quer de Lula

Do ex-deputado José Dirceu, em seu blog:

A imprensa assumiu que é oposição ao governo

Hoje [ontem, dia 18] no "Bom dia Brasil," Alexandre Garcia, para criticar a ministra Marta Suplicy pela sua frase sobre os atrasos nos aeroportos, deu como exemplo e comparou a frase da Ministra com a citação inscrita pelos nazistas nos portões dos centros de extermínio do Terceiro Reich: "o trabalho liberta". Uma prova cabal da irresponsabilidade do jornalista, que ficará impune, e da aberta campanha de oposição das organizações Globo ao governo e ao Presidente Lula.

Tanto o jornal "O Globo", que não revela mais nenhum respeito pelo Presidente ou pela instituição da Presidência, como a rede Globo em seus noticiários, estão abertamente na oposição ao governo. Como se fossem um partido, com um Comitê Central, que, diariamente, pauta o pais contra o governo e o presidente. Só não vê quem não quer, ou quem ainda tem ilusões.

Fica uma pergunta: já que o governo não moveu um dedo contra a mídia e que tem dado todo apoio às empresas de comunicação, a quem interessa essa linha editorial das Organizações Globo? E o que pretendem seus idealizadores e executores? Transformar o Brasil numa Venezuela? Desestabilizar o governo? Destruir a imagem popular do presidente? Organizar o discurso da oposição?

Quaisquer que sejam as respostas, fica a minha indignação e a minha firme decisão de resistir e combater essa ação antidemocrática e violadora da liberdade de imprensa que impera como nunca no Brasil.

Não só nos veículos das Organizações Globo, diga-se de passagem, mas em praticamente todos os grandes jornais da imprensa brasileira.

O que eles querem? Vou dar minha opinião. Eles não querem derrubar o Lula, querem sequestrar o presidente para conseguir:

1. Manter as concessões, inclusive as bandas da TV digital. O assunto da TV digital só saiu da mídia, mas não da cabeça deles. Há a questão das empresas de telefonia, que os ameaça.

2. Querem manter a “liberdade de imprensa” a qualquer custo. Mas “liberdade de imprensa” para eles significa poder descer o pau no governo, destilar seu preconceito, caluniar, mentir, agredir, difamar, sem punições (nem pensar em recorrer à Justiça, pois seria um cerceamento a essa “liberdade de expressão”...), mas, fundamentalmente, e muito pelo contrário, que o governo continue mantendo os patrocínios – Petrobras, BB, Caixa etc. -, as verbas publicitárias divididas como sempre.

3. Encurralar Lula para que ele se veja obrigado a fazer as reformas previdenciária e trabalhista, nos moldes em que eles defendem.

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