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Biden e Bolsonaro: dois mentirosos e alguns mais - por Janio de Freitas

O grande jornalista Janio de Freitas, que completou 90 anos esta semana, em seu artigo dominical na Folha: 

Dois mentirosos e alguns mais

A indignada expectativa do mundo com o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista Dom Phillips ficou à margem do breve encontro de Joe Biden e Bolsonaro, mas, ainda assim, teve a presença mais forte no falso diálogo dos dois mentirosos.

Isso se deu sob a forma de um insulto dúplice de Biden e Bolsonaro, cada qual à sua maneira, e do cinismo como sua linguagem presidencial. Se os viu por TV, por certo Putin sentiu-se abonado.

Bolsonaro, sempre o mesmo dizendo ou desdizendo-se, foi o que é: "O Brasil preserva muito bem o seu território. Nossa legislação ambiental é bem rígida, fazemos o possível para cumpri-la, pelo bem de nosso país".

Biden, o rosto sempre contido em indefinição putiniana, conseguiu encaixar na brevidade toda a impostura: "O Brasil é um país maravilhoso, com instituições fortes. Vocês procuram proteger a Amazônia".

Essas frases insultam, debocham dos que denunciam, perdem empregos, se arriscam em luta na defesa da Amazônia. Dessa obra-prima da natureza, entregue por Bolsonaro e pelos militares bolsonaristas à sanha das milícias de garimpeiros e madeireiros ilegais, saqueando e contrabandeando riquezas em reservas indígenas e em terras da União.

Livres e impuníveis para matar, para estuprar e escravizar mulheres indígenas, para sequestrar e eliminar curumins.

Biden sabe disso mais do que a maioria dos informados: o Sivam-Sistema de Vigilância da Amazônia está entregue à Raytheon, empresa estratégica com fortes ligações ao Pentágono. Jornais e TV americanos, universidades, ONGs e variados movimentos americanos fazem mais denúncias e defesa da Amazônia do que os brasileiros.

De olho em interesses dos Estados Unidos, Biden se pôs no lado de Bolsonaro. Demonstrou-se capaz até de absorver a desaforada acusação de Bolsonaro, repetida a 24 horas do encontro, de fraudulências eleitorais na derrota de Trump.

Diferenciou-se de Bolsonaro por um pormenor: pôde olhá-lo quando falava e quando o ouvia, ao passo que Bolsonaro não pôde olhá-lo quando falava nem quando ouvia — tinha que ler, na sua leitura sofrida, o papel mal escondido entre as pernas, sobre o assento, com o que devia dizer.

Seria mais um ridículo risível, não houvesse tanto a deplorar desse encontro de mentiras, cinismo e rebaixamento moral e político do Brasil por Bolsonaro. Só Biden pôde ter um ar de riso interior.

Aqui também os seguidores de Bolsonaro cercaram de mentiras o desaparecimento de Dom e Bruno. Daí a importância da exigência, feita no Supremo pelo ministro Luís Roberto Barroso, de informações das "forças de segurança" sobre sua "ação" no caso.

Isso, depois da exigência, 24 horas antes da primeira notícia do desaparecimento, de que Polícia Federal cumpra em dez dias as medidas contra os denunciados estupros e assassinatos de yanomamis.

Natuza Nery, revelação do jornalismo político em TV, e os excelentes André Trigueiro e Marcelo Lins, desmontaram várias mentiras de militares e policiais. Como a ilegalidade dos desaparecidos ao estar sem autorização em reserva indígena.

O presidente da Funai, Marcelo Xavier, mentiu: navegavam e sumiram fora de reserva. A "ação imediata", assegurada por generais, não foi imediata e é duvidoso que se chame de ação. Nem os desaparecidos faziam "uma aventura", como dizem Bolsonaro e seguidores seus, mas trabalho de jornalista e indigenista, ambos com alta qualificação.

O polêmico jornalismo brasileiro de TV fez um avanço importante com a ênfase lúcida que os três repórteres/comentaristas ousaram. E também a GloboNews, claro.

Bruno Araújo Pereira fez entrega à Polícia Federal e ao Ministério Público de informações sobre comprometidos com assassinatos e explorações ilegais, entre eles Amarildo Oliveira e um tio seu.

Tudo sugere que a denúncia e seu autor foram informados aos denunciados. Daí surgiria um encontro deles com Dom e Phillips, ao qual o tio faltou. Uma cilada, então. Da qual Amarildo saiu em perseguição de lancha ao indigenista e ao jornalista, logo depois desaparecidos.

Vazamentos desse tipo não ocorrem sem motivação interessada. Como e quem passou a informação deveria ser investigado. É sugestivo que não o seja.



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Não há golpe militar no Brasil sem o apoio dos EUA. E hoje eles não apoiam. Pelo contrário


Bolsonaro apostou suas fichas no cavalo errado - mais uma vez. Torceu e fez campanha escancarada para Trump, sob comando de seu filho Eduardo, que é quem faz a cabeça do pai, que não vai além do leite Moça no pão no café da manhã.
 
Pior ainda. Biden já eleito, Bolsonaro foi dos últimos a reconhecer sua vitória, endossou suspeita de roubo nas eleições, e só enviou fria nota de reconhecimento da vitória de Biden quando praticamente o mundo tudo já o havia feito.

Além disso, para se destacar sobre Trump, um dos fatores que mais atraiu apoiadores para Biden foi a questão ambiental. Em relação ao Brasil, especialmente a Amazônia.

A política de Bolsonaro bate de frente com a de Biden. Entre seus apoiadores, Bolsonaro conta com madeireiros e garimpeiros ilegais - sendo ele mesmo, Bolsonaro, um garimpeiro frustrado na época do Exército.

Numa comparação histórica, Biden está para Bolsonaro como Jimmy Carter, com sua política de direitos humanos,  esteve para a ditadura brasileira. Sem apoio direto dos EUA, a ditadura naquela época começou a ruir

E se os Estados Unidos não apoiam, nossos militares também não o farão, pois são absolutamente dependentes, para não dizer submissos, ao gigante do Norte. 




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Projeto de destruição da Amazônia por Bolsonaro vem da ditadura militar: 'Chega de lendas, vamos faturar!'


Na época da ditadura que Bolsonaro revive, a floresta Amazônica era chamada por eles de "inferno verde".

A ideia era ocupá-la, retalhá-la, abrir estradas (a partir da Transamazônica), pasto, mineração, exploração humana. Exatamente como hoje.

É o que mostra artigo de Ricardo Cotrim na Quatro Cinco Um.

A partir de uma edição especial da revista Manchete dos anos 1970, imagens traduzem o pensamento da milicada sobre qual deve ser o destino da floresta Amazônica.

Veja este anúncio de página inteira da  Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). O texto não deixa dúvidas sobre o que pretendiam fazer da floresta [grifo meu]:
Siga a Transamazônica. Essa estrada abre caminho para a exploração da região mais rica do mundo.
O Brasil está investindo na Amazônia e oferecendo lucros para quem quiser participar desse empreendimento.
Comece agora. Faça sua opção pela SUDAM. Aplique a dedução do seu imposto de renda num dos 464 projetos econômicos já aprovados pela SUDAM. Ou então apresente à SUDAM seu próprio projeto. Seja industrial. Ou agropecuário. Ou de serviços. Você terá todo o apoio do governo federal e dos governadores dos estados que compõem a Amazônia
A Amazônia é uma mina de ouro.
Transfira boa parte desse ouro para o seu bolso.

Em forma esse nos escritórios da SUDAM e nas agências do banco da Amazônia


Leia na íntegra o texto de Ricardo Cotrim e veja mais imagens daquela época, clicando aqui.

A destruição não é fruto do acaso nem projeto de agora, é coisa dos tempos da ditadura.

E nós brasileiros temos "asco, nojo da ditadura" (Ulisses Guimarães). Ou não?



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No Dia da Independência, nada como assistir ao vídeo em que Bolsonaro diz que quer dividir Amazônia com EUA


Ele se diz patriota. Brasil acima de tudo, abaixo apenas de Deus. Mas o deus dele é o da morte dos adversários, que diz querer dizimar, um deus que aceita e elogia torturadores covardes, que se utilizaram do poder do Estado (que lhes pagou salários, lhes deu uniforme e armas) para submeter e torturar outros brasileiros.

Mas é na hora do vamos ver que a gente vê quem é patriota ou não. Ou é patriota quem entrega a exploração de nosso pré-sal, que garantiria saúde e educação para os futuros brasileiros, à exploração estrangeira, especialmente estadunidense?

É patriota quem quer privatizar tudo, entregar de mão beijada a Petrobras, como antes outro "patriota", FHC, fez com a Vale?

Bolsonaro já bateu continência para a bandeira dos Estados Unidos, diz que ama aquele país, puxa abjetamente o saco de Donald Trump, que o trata com a condescendência que dedica aos animais banguelas.

Mas, neste Dia da Independência, nada como ver a sabujice, o acocoramento presidencial, exposto de forma nua e crua num trecho do documentário alemão "O Fórum", sobre o Fórum Econômico de Davos de 2019.

No trecho, Jair Bolsonaro conversa com o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, e confessa a ele que seu sonho é dividir a exploração da Amazônia com os Estados Unidos. Nossa Amazônia, um rachuncho, como na história da galinha e do porco num negócio de ovos com bacon.

O despropósito da afirmação foi tão grande que Al Gore se espantou e chegou a comentar que achava que não estava entendendo direito o que ele dizia.

Esse é o retrato do que se diz patriota e que nos desgoverna.

Assista ao vídeo.




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'Jamais um governo ousou propor um projeto tão obstinado e minucioso contra o meio ambiente', por Janio de Freitas

bolsonaro ameaça meio ambiente

Mais um artigo essencial para entender o desgoverno bolsonaro


Em sua coluna resistente de domingo na Folha, o jornalista Janio de Freitas denuncia mais uma das muitas destruições do Brasil por Bolsonaro.


Em um só documento, Jair Bolsonaro confirmou as acusações estrangeiras e brasileiras aos seus propósitos destrutivos para a Amazônia, atestou serem mentirosas afirmações suas na Mensagem ao Congresso sobre 2019-2020, e expôs o país a graves reações internacionais.
Tudo isso em uma sentença de morte da Amazônia sob a forma de projeto mandado ao Congresso: a abertura da região, inclusive das reservas indígenas e dos parques nacionais, a toda exploração empresarial.
O desmatamento amazônico, preocupação de numerosos países e de cientistas das alterações climáticas, é incentivado sob disfarce no projeto. A oferta da área florestal à pecuária, explicitada no texto, pressupõe o desmatamento preliminar para a formação de pastos.
E em imensas extensões, porque a criação de gado com lucratividade em escala empresarial, ali, recomenda grandes rebanhos, dado o oneroso transporte aos distantes centros de distribuição e exportação.
A abertura das reservas indígenas à exploração empresarial, por sua vez, encobre o transtorno total das relações do Estado com a população indígena. E das políticas indigenistas mais ou menos equivalentes em todos os governos pós-ditadura militar, exceto o atual.
Os indígenas perdem o domínio das terras que lhes são reconhecidas, e do próprio ambiente: seu único direito de contestar a exploração, diz o projeto, incide sobre o garimpo primitivo. Para o mais, devem satisfazer-se com a retribuição financeira admitida pelo empreendimento.
Isso é de uma radicalidade feroz como poucas vezes terá sido, se alguma vez o foi, em disposição de governo. Daí não se pode esperar senão um processo ainda mais celerado e acelerado de extirpação da cultura indígena. E de vidas que a têm sustentado, apesar da pressão de convívios forçados e dissolutos.
Esse projeto pode explicar uma das motivações básicas da ligação de velhos militares a Bolsonaro, exibida desde a campanha eleitoral pelo general ​Villas Bôas, então comandante do Exército e hoje conselheiro do governo.
Na primeira década da ditadura, anos 1970, a questão indígena recebeu relevância nas Forças Armadas e, por indução delas, na imprensa. De elaborações simplistas, surgira o delírio de que estrangeiros —sobretudo os Estados Unidos— ambicionavam apossar-se da Amazônia, e a maneira de evitá-lo seria difundir a ocupação econômica da região.
Uma fantasia precursora da ministra Damares Alves, pois: acaba-se com a riqueza florestal da Amazônia e sua importância para o mundo, e ninguém mais desejará possuí-la. A teoria ainda prevalece. E cumpre mais um papel.
Por décadas, a obsessão foi a guerra com a Argentina. Uma das promoções do general Amaury Kruel, contei aqui há muitos anos, foi pelo plano de Estado-Maior por ele feito para o caso dessa guerra. O Rio Grande do Sul tornou-se uma concentração de recursos do Exército e da FAB por causa da obsessão.
O primeiro porta-aviões, Minas Gerais, ruína inglesa que acabou custando uma loucura monetária, foi comprado porque a Argentina tinha o seu. Com o presente, Juscelino apagou a ira golpista na Marinha. Com as crises econômicas, a Argentina perdeu a posição onírica para a Amazônia.
Outro indicador da origem e da impulsão atual do projeto anti-Amazônia: é claro que não foi ocasional a simultaneidade entre a proposta mandada ao Congresso e o vazamento de um alegado estudo contra intenções hostis da França para a Amazônia.
Estão vendo? Precisamos ocupar a nossa Amazônia —e, quem sabe, talvez também a de vizinhos— antes que algum aventureiro o faça, como já disse nossa pobre história. Mas não se pode dizer que o “estudo militar” seja medíocre: não passa de idiota.
Também dos últimos dias, a Mensagem ao Congresso é uma combinação de mentiras e cinismo. Entre elas, a dedicação do governo à sustentabilidade ambiental. Ao que me consta, jamais um governo ousou propor um projeto tão obstinado e minucioso contra o meio ambiente, a vida como criação da natureza e o conjunto do país. Nenhuma reação internacional, seja onde e qual for, será desproporcional ou surpreendente.


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Após discurso de Bolsonaro na ONU, deputados dos EUA querem impedir apoio militar e financeiro ao Brasil

Bolsonaro

Discurso de Bolsonaro assustou deputados democratas dos EUA, que temem escalada de violência e destruição da Amazônia


A reação ao discurso sem noção de Bolsonaro na abertura da Assembleia da ONU não se fez esperar. Ontem, um dia após o discurso, deputados democratas dos Estados Unidos se uniram em movimento e apresentaram uma resolução na Câmara dos Representantes para impedir ajuda do governo daquele país ao brasileiro (eleito mediante fraude) .
No texto, apresentado nesta quarta-feira (25/09) com a assinatura de 16 deputados do Partido Democrata, que atualmente tem maioria na Câmara, os legisladores dizem que os Estados Unidos devem cancelar a designação do Brasil como aliado preferencial extra-Otan e suspender todo o apoio militar e policial americano ao governo brasileiro, "a não ser que o Departamento de Estado se certifique formalmente que medidas efetivas estejam sendo tomadas para evitar mortes injustificadas promovidas por agentes de segurança brasileiros, para investigar e judicializar mortes de ativistas e para cumprir com normas internacionais de direitos humanos".
Os congressistas também pedem que o governo dos EUA se oponha a financiamentos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento a "projetos que possam contribuir com o desmatamento ou incêndios em florestas tropicais da região amazônica". [BBC]


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Dilma: 7 de setembro em defesa da Petrobras, da Amazônia, do Ensino Superior, das Pesquisa e contra os traidores


Dilma

A presidenta Dilma Rousseff denuncia traição à pátria em artigo publicado no dia 7 de setembro


Artigo da presidenta Dilma Rousseff, afastada por um golpe de Estado, publicado na CartaCapital, em defesa da Frente da Soberania, mostra a verdade sobre a Petrobras, a redução das queimadas na Amazônia durante os governos petistas e denuncia os traidores da pátria que querem privatizar tudo.
A Frente em Defesa da Soberania Nacional, lançada na quarta-feira, 4 de setembro, é o caminho para reunir as forças democráticas em defesa da Nação e do povo brasileiro, dos nossos direitos e riquezas. Isto significa defender o Brasil.

Hoje, a soberania brasileira está sendo atacada em várias frentes. As mais visíveis são: 1) a venda das grandes empresas estatais brasileiras, que são estratégicas, como a Embraer, a Caixa, o Banco do Brasil, os Correios, a Eletrobrás e a Petrobrás; 2) o desmonte do ensino superior público, do sistema de pesquisa e geração de ciência e tecnologia, assim como da cultura, com o bloqueio do sistema de incentivos; e 3) a destruição da proteção e conservação da Amazônia e do meio ambiente, além do desprezo pelos povos indígenas.

A privatização da Petrobras, a maior empresa pública brasileira e uma das dez maiores petroleiras do mundo, é traição ao Brasil e ao nosso povo. O ataque à companhia foi iniciado com a entrega de algumas de suas subsidiárias, por meio da oferta de leilão de ações, numa estratégia adotada pelo governo para esconder a venda da empresa a estrangeiros, sem cobrar pela alienação do bloco de controle. A mídia relata que, além da BR Distribuidora e da TAG, a venda será acelerada até o final do ano com o leilão de metade das refinarias.

O governo Bolsonaro anunciou a venda da Petrobras até 2022. É um escândalo. A Petrobras tem dono. E não são apenas os acionistas minoritários. O principal acionista da empresa é o povo brasileiro, representado por seu acionista controlador, o Estado brasileiro. O governo promove um assalto duplo. Não apenas privatiza. Na verdade, esconde a DESNACIONALIZAÇÃO DA PETROBRAS. Nenhuma empresa ou consórcio de empresas brasileiras têm hoje recursos suficientes para comprá-la. Foi assim que o governo investiu contra a Embraer, vendendo-a para sua concorrente, a norte-americana Boeing.

Trata-se, portanto, não apenas de vender a Petrobras. O governo Bolsonaro quer ir além. Pretende entregar uma das maiores reservas de petróleo do mundo a grupos estrangeiros. Não é possível aceitar a desnacionalização da maior riqueza do Brasil, do ponto de vista econômico ou geopolítico. Desnacionalizar a Petrobras é quebrar a independência do povo brasileiro sobre seu futuro. Isso porque, sem uma empresa pública para explorar o petróleo e o gás, as reservas brasileiras do pré-sal cairão no colo de grandes petrolíferas internacionais.

Para esquartejar a Petrobras e transferir ao capital estrangeiro mais de US$ 1 trilhão em reservas do pré-sal, o governo forja uma situação de penúria da empresa. A Petrobras não está quebrada. É uma mentira. A maior empresa do Brasil não sofre nem nunca sofreu tal situação. Essa manobra vem sendo patrocinada desde o Golpe de 2016. A Petrobras nunca manteve um saldo de caixa menor que US$ 13 bilhões, mais que o dobro da Exxon, nesta última década. E sempre teve geração operacional mínima de caixa de US$ 26 bilhões.

A trama urdida para a entrega da Petrobras conta com o apoio de parte da mídia nacional. A mentira é repetida por facções da imprensa antinacional e domesticada. Isso vem de longe. Antes do impeachment golpista, a Globo disse: “A exploração das reservas do pré-sal pela Petrobras é um delírio estatista do PT”. Em editorial de 20 de dezembro de 2015, o jornal O Globo repetiu a ladainha e chamou o pré-sal de “patrimônio inútil”. Segundo a visão da família Marinho, o patrimônio do povo só seria útil para ser vendido às grandes petrolíferas internacionais. Só em setembro do ano passado, a Globo reconheceu que o pré-sal é a maior fronteira petrolífera do mundo e vai atrair a atenção das principais petroleiras do planeta.

Os governos Temer e Bolsonaro, incensados pela mídia, inventaram que a Petrobras não tem condições de pagar suas dívidas, a não ser que venda seu patrimônio, ou que reajuste seus preços pelo mercado internacional. Disseram, ainda, que a empresa não tem recursos para explorar o pré-sal. É um engodo!

Setores da grande mídia atribuem o bom resultado obtido pela Petrobras no segundo trimestre deste ano à venda de seus ativos. É outra mentira deslavada. A análise dos resultados mostra exatamente o oposto. A Petrobras está pagando suas dívidas, sem qualquer sacrifício extremo, quitando seus débitos, APESAR das privatizações de seus ativos. E não por causa disso. Os últimos resultados mostram situação operacional saudável e lucrativa.

Em 2019, o pré-sal completou dez anos de produção contínua. Em julho, a Petrobras alcançou extração média de 2,184 milhões de barris de petróleo equivalente por dia. Isso representa nada menos que 57% da produção nacional. A tendência é que aumente sua participação para 60% e, logo, 70%.

A direção da Petrobras informa – e a mídia celebra – a mentira segundo a qual o lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre se deve à venda de ativos, como a BR Distribuidora e a TAG. É fake news. Do fim de 2014 até 2018, a Petrobras reduziu sua dívida de US$ 115,4 bilhões para US$ 69,4 bilhões. Neste período, vendeu ativos por US$ 18,7 bilhões, dos quais apenas US$ 11,8 bilhões entraram de fato nos cofres da empresa. Portanto, a venda de ativos representou meros de 25% da redução da dívida, enquanto 74% da redução dos débitos saíram do caixa operacional da companhia – vale dizer, da produção e venda de petróleo e derivados.

Mesmo que nenhum ativo tivesse sido vendido, a dívida líquida da Petrobras teria caído significativamente. A atual direção da empresa e o governo escondem a informação importante de que a diminuição da dívida seria maior se a Petrobras não tivesse vendido ativos altamente rentáveis, como a distribuição de combustíveis e o transporte de gás.

Vem de muito tempo o processo de destruição da imagem da empresa, no esforço de enfraquecê-la e, assim, desnacionalizá-la, junto com as reservas brasileiras de petróleo e a tecnologia criada para sua exploração. É a cobiça por nossas maiores riquezas que tem movido os muitos ataques à soberania nacional. É essa cobiça dos nossos vizinhos do Norte e a submissão dos procuradores de Curitiba que explicam as estranhas relações entre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos EUA no caso dos R$ 2,5 bilhões para a Fundação Lava Jato em troca de informações privilegiadas sobre a Petrobras.

Os meios empregados para produzir o ataque à nossa soberania e o esquartejamento da Petrobras são as ações clandestinas da Lava Jato, a criminalização do PT e da política, além da realização do ato inaugural contra a democracia que foi o impeachment inconstitucional que me derrubou ilegalmente em 2016. Culmina o processo na prisão de Lula, sem provas, impedindo-o de voltar à Presidência. Sabiam que nossos governos jamais permitiriam tamanho golpe na Petrobras e em nossas reservas. Por fim, abriu-se o caminho para a eleição de um neofascista que torna viável a adoção da política neoliberal desnacionalizante, derrotada quatro vezes nas urnas. Mas resistiremos e lutaremos.

Amazônia em chamas


O símbolo mais vergonhoso da destruição da soberania nacional pelo governo Bolsonaro se expressa nas queimadas na Amazônia. E também nas promessas de liberação da exploração mineral da região a empresas americanas. Sempre a desnacionalização.

Depois de mais de 30 anos de política ambiental consequente, o atual governo não protege o meio ambiente. Pelo contrário. Incentiva a destruição das florestas, ao ponto de enfraquecer e desmobilizar órgãos reguladores e de fiscalização.

O Fundo da Amazônia sempre foi uma contrapartida dos países europeus comprometidos com o meio ambiente à política brasileira de proteção à floresta. Nasceu ainda no governo Lula e cresceu em meu governo. Adotamos como meta a redução do desmatamento de forma expressiva. Caiu 79%, desde 2004 até 2013, e assumimos o compromisso de reduzi-lo em 80% até 2020. Meta cada vez mais distante, diante da montanha de dinheiro que o meio ambiente vem perdendo no orçamento, devido à política de austeridade, somando-se agora os R$ 283 milhões suspensos pelos países europeus.

Pior. Perdemos grande parte de nossa riqueza ambiental, perdemos credibilidade perante o povo e o mundo, além de mercado para nossos produtos de exportação. Bolsonaro colocou a floresta amazônica no rumo da devastação, com explícito desprezo pela integridade das etnias indígenas, perseguindo ambientalistas e desprezando a fantástica biodiversidade existente na região.

Quando fala barbaridades sobre meio ambiente, autoriza e incentiva a destruição da floresta por grileiros, garimpeiros, invasores e contrabandistas. Todos se beneficiam com a impunidade. Seu comportamento e manifestações públicas sustentam a agressão ambiental e a violência.

Bolsonaro representa o desprezo pelas riquezas nacionais e pelo futuro do país. É a ponta de lança da implantação de um neoliberalismo perverso e devastador. A agressão à Amazônia é a face assustadora da destruição da soberania nacional. Um crime de lesa-pátria cometido pelo governo.

A derrubada de árvores e queimadas, sob a inoperância tolerante do governo, representa grave investida contra a soberania. Bolsonaro conduz uma política de terra arrasada, na destruição das nossas florestas e no absoluto desrespeito ao meio ambiente.

Ensino Superior sob ataque


Outro ataque à soberania está explicitado na ofensiva do governo contra o ensino superior público. O acesso massivo ao ensino superior de qualidade no Brasil tem três objetivos que só um sistema público pode cumprir.

Em primeiro lugar, garantir à maioria da população um caminho de saída da pobreza ao acessar o ensino superior. Em segundo, as universidades e os institutos devem abrir caminho à economia do conhecimento, ao desenvolvimento da riqueza do país e do povo, pela produção de ciência básica, geração de tecnologia e difusão de inovação. Por fim, é fundamental para dar sustentação e força à nossa cidadania, garantindo suporte à expressão da diversidade cultural e da identidade brasileira.

O programa Future-se representa o contrário de tudo isso. É a privatização disfarçada dos institutos e universidades públicas. O projeto desloca a gestão das universidades e institutos federais para o controle das grandes corporações privadas, muitas delas com forte presença de capital estrangeiro. Para abrir caminho a isso, o governo promoveu corte de 30% no orçamento das universidades. Na prática, estrangulou as instituições federais de ensino superior, para então submetê-las e privatizá-las.

O Future-se é um programa que privatiza a essência da universidade pública. Desobriga o estado de sustentá-la, de dar educação de qualidade, de criar laboratórios de ciência e tecnologia, transferindo a gestão para corporações, cujo objetivo não é o desenvolvimento do país e de nossa gente, mas o lucro. É, portanto, um grave ataque à soberania nacional e à geração de ciência e tecnologia. E, sobretudo, no Brasil da desigualdade, torna-se a barreira intransponível para o acesso dos filhos do povo trabalhador às universidades.

O programa vai permitir a cobrança de mensalidades para os alunos, excluindo a grande maioria dos jovens brasileiros que não têm renda para custear seus estudos, já que muitos precisam da assistência social para estudar. Foi assim que aconteceu no Chile de Pinochet. O ditador do país vizinho jamais privatizou as universidades chilenas. Apenas obrigou-as a funcionar sob a ótica da gestão empresarial, estabelecendo mensalidades e impondo resultados financeiros.

Tal modelo existe em outros países menos desiguais que o Brasil e sem a carga de exclusão legada pela escravidão e pelas décadas de concentração de renda e riqueza. Com o Future-se, as universidades e os institutos serão aparentemente públicos, mas permitirão a cobrança de mensalidades, estando submetidos à logica empresarial. Funcionarão com base em pactos estratégicos estabelecidos pelas corporações privadas.

O ensino superior terá uma face pública, mas a alma será privada, pois não se integrará a um plano de desenvolvimento nacional. Na prática, funcionará como uma empresa. SERÁ O FATURE-SE! Este é o objetivo final do programa: faturar, abrindo caminho para a privatização dos institutos e da universidade pública, chegando até à sua desnacionalização. Jamais na história do país o ensino superior público esteve tão ameaçado como agora.

É preciso que estejamos atentos e mobilizados contra o Future-se. O programa não promove o desenvolvimento nacional, não fortalece a democracia e nem permite tornar o país mais justo, menos desigual e mais desenvolvido. É uma agressão a tudo o que o Brasil construiu em décadas em termos de ensino público. Um golpe duro contra o povo e a nação.

A Frente em Defesa da Soberania Nacional é nossa trincheira de resistência, que transformaremos em uma ofensiva que contenha, barre e derrote aqueles que encaminham a destruição de nossa Nação. Por isso, desejamos que seja ampla, ecumênica, e reúna, todos os que acreditam num Brasil soberano, senhor de seu destino e de suas riquezas.

SETE DE SETEMBRO É DIA DE LUTA!

EM DEFESA DO BRASIL, DA PÁTRIA E DA NOSSA SOBERANIA!

VIVA O POVO BRASILEIRO!


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Neste 7 de setembro, patriota veste preto em protesto contra governo que queima nossa mata (verde) e entrega nosso ouro (amarelo)

Camiseta preta com escrita Luto Pelo Brasil sobre queimada na Amazônia

O brasileiro que ama o país não está de acordo com um governo que incentiva as queimadas, a devastação da Amazônia e a abertura de áreas de mineração a empresas dos EUA


O presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro bate continência para a bandeira dos Estados Unidos, importa milhões de dólares de etanol dos EUA livres de impostos para os produtores daquele país; concede a eles a base de Alcântara e novas áreas de mineração da Amazônia e depois quer convocar a população a vestir verde e amarelo e comemorar o Dia de Independência neste sábado, 7 de setembro.

Os verdadeiros brasileiros, que amam nosso país, já decidiram usar preto em protesto contra este governo entreguista
Um governo que quer entregar todas as nossas estatais, nosso petróleo, um presidente que disse no exterior que quer "desconstruir tudo antes de construir alguma coisa", acabar com as reservas ambientais, indígenas, quilombolas, com nossa cultura... Cujo ministro Paulo Guedes, seu posto Ipiranga, declarou lá nos EUA, que quer vender tudo, "até o Palácio do Planalto"...

Aprendemos na escola que o verde simboliza nossas matas e o amarelo, o ouro. Exatamente o que o governo Bolsonaro está destruindo ou entregando.

Contra um governo que quer aplicar no Brasil o slogan do presidente dos Estados Unidos (Make America great again), vamos protestar de preto para podermos usar o verde e o amarelo novamente com um governo que respeite nossas cores.

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Com incentivo de Bolsonaro e braços cruzados de Moro queimadas na Amazônia têm aumento de 200% em agosto

Homem Tocha 17

Dados do Inpe mostram 30.194 focos de incêndio em agosto de 2019 contra 10.421 em agosto do ano passado


Não foi à toa que o presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro avisou que não sobraria 1 cm de terra indígena demarcada. Nem que o Ministério do Meio Ambiente ficaria nas mãos de um condenado por ações contra o meio ambiente.

O resultado dessa política é o aumento de 196% nas queimadas na Amazônia [UOL]. Que poderiam ter sido bem menores se não houvesse outro membro do governo se omitido: o ministro da Justiça Sergio Moro.

O ministério de Moro foi informado de que havia sido programado por fazendeiros de Novo Progresso, no Pará, um "Dia do Fogo", em que seriam criados focos de incêndio em protesto.

Foi enviado um comunicado oficial ao Ibama e um pedido às Forças de Segurança para que tomassem uma providência. Nada foi feito.

Depois do fogo, Moro mandou investigar o que houve...
Moro tem que tomar providência agora, antes que seja tarde, a respeito das ameaças que está sofrendo o jornalista Adecio Piran, que denunciou a ação dos fazendeiros incendiários.
O jornalista Adecio Piran, de 56 anos, proprietário do jornal Folha do Progresso, que denunciou o protesto de produtores rurais, denominado de “dia do fogo”, foi atacado nesta quarta-feira (28), por meio de grupos da rede social Whastsapp, com um panfleto apócrifo, que também foi distribuído em versão impressa à população de Novo Progresso, no sudoeste do Pará. O jornalista registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. O panfleto traz uma foto montada de Adecio, na qual ele aparece de chapéu, com o símbolo da cifra do dólar no óculos preto, uma imagem de incêndio ao fundo e a frase: “Mentiroso, Estelionatário e Trambiqueiro”. [Brasil de Fato]
É melhor que Moro corra, antes que venha a agir como no caso das queimadas, apenas após o fato consumado.

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Estados Unidos e Europa financiam queimadas no Brasil

Fornos de carvão

O ciclo das queimadas e a denúncia da hipocrisia



Reportagem de Marques Casara, com edição de Daniela Stefano, no Brasil de Fato mostra que, por trás de justa indignação e das mais justas ainda críticas às queimadas na Amazônia, que resceram assustadoramente no governo do presidente Bolsonaro, existe muita hipocrisia e mesmo financiamento dos governos dos EUA e Europa.


O inferno, caso exista, está repleto de presidentes e primeiros-ministros bem-intencionados, mas que, em algum momento da vida, defenderam, com sincera emoção, a existência de unicórnios, fadas e duendes. É mais ou menos o que acontece atualmente quando o assunto é o comportamento de países europeus em relação ao desmatamento e as queimadas em território brasileiro.

Bolsonaro fez de tudo para que isso acontecesse. A nomeação de Ricardo Salles para o Meio Ambiente e o desmonte das estruturas de fiscalização já vinham sinalizando que os desmatamentos e as queimadas sairiam do controle.

Nos últimos dias, após atacar violentamente líderes europeus que reclamavam da política ambiental brasileira, Bolsonaro deixou a bola quicando para o presidente da França. Cheio de problemas internos, um enfraquecido Emmanuel Macron percebeu a oportunidade e bateu para o gol com precisão. Levantou arquibancadas nos quatro cantos do globo e se tornou, em 15 minutos, a mais nova celebridade ambiental do planeta. Bolsonaro está até agora zonzo pela rapidez dos acontecimentos.

Tudo seria lindo e maravilhoso se fosse assim tão simples: países estrangeiros nos ajudando a desmascarar Bolsonaro, o novo malvado favorito do planeta, com seu séquito de minions a destruir o “pulmão do mundo”. Mas essa história, infelizmente, é mais complexa. A Comunidade Europeia e os Estados Unidos também têm as mãos sujas de sangue e de fuligem.

Alimentos e siderurgia

Grandes empresas europeias e norte-americanas são financiadoras do desmatamento. O Fundo Amazônia é troco de pinga perto do que essas corporações lucram com a devastação das florestas brasileiras. E não apenas na Amazônia. Hoje, o cerrado é bioma que mais perde cobertura florestal. Dois setores estão à frente dessa tragédia: alimentos e siderurgia. As maiores empresas globais de alimentos financiam fazendeiros brasileiros que efetuam desmatamentos para criar gado e plantar soja.

Boa parte da madeira retirada vira carvão e vai parar em siderúrgicas no Centro-Oeste, Sudeste e Norte do país. Com esse carvão, as siderúrgicas fazem ferro gusa, usado na fabricação de aço mundo afora. Esse produto tem, em sua composição, carvão vegetal retirado ilegalmente de matas nativas.

Automóveis, aviões, computadores e celulares contém, em seus componentes, as marcas do desmatamento da Amazônia e do Cerrado. No setor de alimentos, a soja e a carne brasileira são vendidas em centenas de países, muitas vezes graças às operações de trades europeias e norte-americanas, que financiam os fazendeiros brasileiros que realizam o desmatamento.

Recentemente, uma dessas companhias, a Cargill, maior empresa do mundo de capital fechado, anunciou que não tem como cumprir a promessa de conter o desmatamento provocado pelos seus negócios no Brasil.

Outra gigante do setor de alimentos, a empresa suíça Nestlé, é bem conhecida pelos vínculos com atividades predatórias, inclusive a exploração de crianças e adolescentes na cadeia produtiva do chocolate.

Coca-Cola, Pepsico, Bunge e uma interminável lista de multinacionais com sedes no Hemisfério Norte já tiveram suas cadeias produtivas mapeadas. Foram estabelecidos elos concretos com práticas danosas ao meio ambiente.

A falácia da “soberania”

É ótimo que os países europeus ajudem o Brasil a desmascarar o protoditador Bolsonaro. Farão um imenso favor à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente. Mas esses países também precisam parar de financiar o desmatamento da Amazônia e do Cerrado, que acontece, em grande medida, porque as multinacionais não monitoram com eficiência as suas cadeias produtivas. 

Da parte do governo brasileiro, tudo está para ser feito ou refeito, dado o estrago que fizeram desde a posse do atual presidente da república. Não é o troco de pinga do Fundo Amazônia que vai resolver a questão. Assim como também não será o falacioso discurso da “soberania nacional”, que Bolsonaro desenterrou da ideologia militar dos anos 1970. O que Bolsonaro quer é entregar a Amazônia. Ele é o maior inimigo da soberania nacional.

Esse cenário de terra arrasada só mudará com processo de gestão participativa nas regiões amazônicas e no Cerrado, com o cumprimento da legislação ambiental, a participação das comunidades locais nos processos decisórios e sem a influência desmedida do agronegócio e dos seus financiadores, as multinacionais sediadas na Europa e nos Estados Unidos.

As queimadas e o desmatamento da Amazônia e no Cerrado têm, há décadas, as digitais de grandes corporações multinacionais com sede nos países que estão agora chocados com o avanço da depredação.

Nesse contexto, causa espanto o comportamento dos meios de comunicação de massa, que seguem a lógica do século passado: proteção total ao anunciante. Não fazem a principal pergunta: quem se beneficia com o desmatamento?

Não fazem porque sabem quem mexe as cordinhas no mercado publicitário. Multinacionais do setor de alimentos (anunciantes), siderúrgicas vinculadas a montadoras de veículos e equipamentos eletroeletrônicos (anunciantes) injetam bilhões nas contas correntes dos fazendeiros que derrubam a mata e tocam fogo no cerrado e na Amazônia. 

fonte original: Brasil de Fato



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Destruição do Brasil por Bolsonaro não é loucura ou incompetência, é projeto político. Vídeo de Antonio Mello

Manchete de O Globo com declaração de Bolsonaro

Vídeo mostrando a doutrina de Steve Bannon e da direita mundial emulada (com duplo sentido) por Bolsonaro






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Depois de queimar a Amazônia, Bolsonaro começa a torrar reserva bilionária deixada pelos governos Lula e Dilma

dinheiro queimando

Sem saída, já que não produz nada, apenas destruição, o governo Bolsonaro começa a torrar, junto com a Amazônia, as reservas cambiais bilionárias deixadas pelos governos do PT, de Lula e de Dilma: US$ 388 bilhões.

O Banco Central vai ampliar a venda de dólar à vista no mês de setembro, “tendo em conta as condições vigentes atualmente no mercado local de câmbio”.
De acordo com a instituição, a rolagem dos contratos de câmbio que vencem em 1º de novembro, no valor de US$ 11,6 bilhões, será feita por meio de leilões diários de 2 a 27 de setembro.
O BC irá oferece dólares à vista e, se não houver demanda por todo o lote ofertado, serão leiloados contratos de swap cambial para complementar a rolagem.
As reservas do BC somam hoje US$ 388 bilhões. O valor ofertado em agosto e setembro representa quase 5% das reservas.
“Objetiva-se que todo o estoque vincendo em 1/11/2019 seja rolado ou trocado por dólares à vista, portanto sem afetar a posição cambial líquida do BC. A troca de instrumentos ocorrerá conforme a demanda dos agentes pelos diferentes instrumentos, por meio de leilões competitivos”, diz a instituição em nota. [Folha]
Falta explicar como Bolsonaro vai utilizar o fundo deixado pelo PT e ao mesmo tempo seguir dizendo que o PT quebrou o Brasil e a crise de seu governo é culpa do PT, que não é mais governo há quatro anos.

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Naomi Klein: 'Antes do Brasil queimar, foi roubado'

Incêndio na Amazônia com Tweet de Naomi Klein


Naomi Klein é uma jornalista e escritora, autora de livros e documentários importantíssimos, em especial A Doutrina do Choque, que explica como os golpes são enfiados goela abaixo das sociedades.

Em seu perfil no Twitter, Naomi reagiu ao incêndio que está devastando a Amazônia e publicou a mensagem que está na imagem e traduzida a seguir.
Ao observar a Amazônia em chamas, lembre-se: a presidência de Jair Bolsonaro é em si um cenário de crime. Ele só está no poder por causa de uma série de golpes ilegais - primeiro contra Dilma, depois Lula, que teria facilmente derrotado Bolsonaro nas urnas. Antes do Brasil queimar, foi roubado.
O mundo está de olho no Brasil de Bolsonaro e não está gostando do que vê. Ao contrário, está, como a grande maioria de nós, horrorizado





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