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Como voo de brasileiro aos EUA está proibido, Bolsonaro deu cobertura à fuga de Weintraub e só o exonerou quando ele avisou: 'Xeguei'

Bolsonaro, Weintraub


A que ponto chegamos: a exoneração de Abraham Weintraub como ministro da Educação só foi promulgada hoje, quando ele desembarcou nos Estados Unidos.

Para fugir do Brasil Weintraub usou passaporte de ministro, embora tenha renunciado ao cargo em cerimônia pública ontem.

Mas o presidente Bolsonaro deu cobertura a Weintraub e assim ele pôde viajar aos Estados Unidos, o que não é permitido para o brasileiro comum desde 24 de maio, quando Trump mandou fechar a porta na nossa cara com medo de coronavírus, mesmo os EUA sendo o campeão disparado do corona com mais de dois milhões de infectados.

Embora tenha avisado ontem pelo Twitter que estava saindo do país o mais rápido possível, o ex-ministro colocou entre parênteses que isso se daria em poucos dias.
"Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias)."
Mas foi só para despistar. Dado o sinal azul de Bolsonaro, embarcou no primeiro voo para os EUA como ministro e só foi exonerado ao pisar no solo estadunidense.

Weintraub está sob investigação em alguns processos por ofensas a ministros do STF e racismo contra a China. Fugiu com medo de ser preso.

É o primeiro do governo a inaugurar uma série dos que podem fugir do Brasil para escaparem da prisão, o que incluiu os filhos do presidente, e até o próprio Jair este por genocídio.






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Bolsonaro atropela Moro e demite diretor da PF para melar investigações sobre seus filhos que podem atingi-lo

Publicação da demissão de diretor da PF no Diário Oficial

Demissão de diretor da PF é publicada no Diário Oficial


Embora durante toda a tarde de ontem a especulação era sobre o pedido de demissão ou não do ministro Moro, a causa era certa: a demissão do diretor da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, por Jair Mentira Bolsonaro.

A causa da demissão também é sabida por todos: as investigações da Polícia Federal chegaram a dois dos filhos de Bolsonaro, Carlos e Eduardo. Um, seria o mentor do chamado Gabinete de Ódio, que dispara robôs para destruir moralmente adversários; o outro, teria cedido instalações de seu gabinete em São Paulo para difusão de fake news em ataques a autoridades, inclusive ministros do STF.

Há ainda a investigação sobre outro filho de Jair Mentira, Flávio Bolsonaro, enrolado com o caso das rachadinhas de seu gabinete, em parceria com o amigo do peito do presidente Fabrício Queiroz.

Para tentar livrar a cara do filho e também para impedir que as investigações o atinjam, Bolsonaro age rapidamente lançando Moro ao mar. Já o utilizou o quanto quis e sabe que Moro não tem muito o que fazer fora do governo.

A expectativa agora é pela reação de Moro, que considera Valeixo um homem de sua confiança e já teria ameaçado se demitir em outra ocasião pelo mesmo motivo.

Mas, qualquer que seja ela, Moro sai derrotado e Bolsonaro dobra a aposta contra os que o investigam e aos filhos. PF e STF vão se acovardar?






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Ao contrário daqui, presidente da Argentina manda aviso a empresários na crise: 'Serei duro com os que despedem pessoas'


Em discurso ao povo argentino, Fernández pôs as cartas na mesa



Enquanto no Brasil, o discurso do presidente Bolsonaro era acompanhado por panelaços de protestos, na Argentina o presidente Alberto Fernández foi aplaudido pelo povo das janelas, após seu discurso à nação.

Lá, as medidas de ampara aos mais pobres e de cobrança firme da quarentena estão em pleno vigor. Fernández fez um apanhado das lutas dos últimos dias e reafirmou sua vontade de jogar duro contra empresários que se aproveitarem da crise para demitir.
Estamos fazendo muitas coisas pela economia. Não somente garantindo o dinheiro para os setores mais empobrecidos, o que efetivamente o fazemos, e estamos orgulhosos de fazê-lo, porque eles precisam, mas também ajudando as pequenas e médias empresas. Nós tomamos uma série de medidas nesse sentido. Criamos a renda familiar de emergência, isentamos muitas atividades de pagamento de impostos, criamos créditos de emergência para as pequenas e médias empresas. Nós garantimos, para todas as empresas, uma folha salaria inteira como crédito. E as empresas podem dispor desses recursos com uma taxa de 24%. Na verdade, esse é um esforço enorme do Estado nacional, e que acreditamos que é absolutamente necessário. Na reunião, os governadores me pediram mais flexibilidade com alguns créditos, e eu vou falar amanhã com o presidente do Banco Central (Miguel Ángel Pesce) para ver o que podemos fazer.

A verdade é que fizemos tudo o que era necessário para enfrentar também este momento econômico. Por isso, como fizemos um esforço muito grande, não é gratificante ver que alguém despede um empregado. Por isso, assim como serei muito duro com que rompe o acordo de preços, e os preços máximos, ou especula em qualquer armazém perdido da Argentina, tentando subir os preços e conseguir um lucro maior em um momento de extrema necessidade da sociedade argentina, serei duro com eles, e serei duro também com os que despedem pessoas. Por que se essa pandemia pode nos ensinar algo é a regra da solidariedade. Aqui, ninguém se salva sozinho. Disse isso outro dia no G20 e repito agora, e também repito com alegria porque é o pensamento do Papa (Francisco). Mas, na verdade, não é só o pensamento do Papa, ou o pensamento do Alberto Fernández, é uma regra moral que nós temos como sociedade.

Não podemos, em semelhante crise, desamparar alguém, deixando-o sem trabalho. E volto a repetir: o que se trata aqui, para muitos empresários, é de ganhar menos. Não de perder. Então, rapazes, chegou a hora de vocês ganharem menos. E isso eu vou fazer respeitar.

Assim, continuamos pensando em todos os argentinos. Congelamos aluguéis, suspendemos execuções hipotecárias e desocupações, congelamos as prestações de créditos hipotecários, colocamos um teto aos preços de produtos de primeira necessidade… estamos fazendo tudo o que temos que fazer. Não o governo, a sociedade argentina. [leia a íntegra aqui]


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10 medidas reais de Bolsonaro contra a corrupção incluem demissão do fiscal do Ibama e do superintendente da PF que investigou relação com milícias

Medidas de Bolsonaro contra a corrupção - humor

Demissão de superintendente da PF no Rio é interferência nunca feita antes por um presidente


O anúncio da demissão do superintendente da PF no Rio Ricardo Saadi (é anúncio porque a pressão é tanta que Bolsonaro pode voltar atrás - o que não será a primeira vez) mostra mais uma vez o estilo Bolsonaro de combate à corrupção, para quem ainda não havia entendido.

Uma das primeiras medidas do presidente foi mandar demitir o fiscal do IBAMA que o multou em 2012 por pesca ilegal em área de proteção ambiental onde não apenas a pesca mas a presença de humanos é proibida.

Mandou trocar diretoria e depois de ministério o Coaf, que saiu de Moro para Guedes, porque investigou dados de sua família. Fez o mesmo com a Receita Federal.

Fez acordo com Toffoli (confirmado por este em entrevista à Veja) para barrar investigação contra o filho Flávio no caso Queiroz.

Agora pede a cabeça do superintendente da PF no Rio pelo mesmo motivo, além da investigação sobre as mortes de Marielle e Anderson por milicianos.
A investigação sobre a natureza dos supostos elos entre milícias do Rio de Janeiro e a família do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o chamado caso Queiroz, teve papel de destaque no surpreendente anúncio de demissão do superintendente da Polícia Federal no estado, delegado Ricardo Saadi.
Bolsonaro vinha se queixando a interlocutores havia meses de que não confiava na atuação de Saadi, que não tinha ingerência direta sobre nenhuma investigação envolvendo o clã Bolsonaro, mas que agia em sintonia com quem lida com o assunto.
A Folha ouviu de um governista que o presidente considera o tratamento dado às investigações envolvendo seu filho Flávio, senador pelo PSL-RJ, direcionado para atingir sua imagem. Daí a buscar responsáveis, foi um pulo: nunca antes um diretor regional da PF havia sido afastado por uma declaração presidencial.[Folha]





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Assessora de imprensa de Moro se demite, logo após ele pedir licença. Será que Moro não volta?

Moro

A notícia foi divulgada agora à tarde pela jornalista Sonia Ray no Estadão.
A jornalista Giselly Siqueira acaba de pedir demissão do cargo de assessora especial de comunicação do Ministério da Justiça, de Sérgio Moro.
Para complicar ainda mais a análise da demissão, Giselly é casada com o filho de Mirian Leitão Vladimir Netto, autor do livro Lava Jato – O juiz Sérgio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil.

Ou seja, gente muito ligada ao atual ministro e bem informada sobre ele.

Fica a pergunta: Moro volta da licença ou a divulgação do áudio bomba de Dallagnol hoje e o que ele sabe que pode vir por aí são a kriptonita que acabaram com o super herói?

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Bancos demitem funcionários endividados, que ainda perdem direitos trabalhistas

Os grandes bancos caminham a passos largos para se tornarem as instituições mais odiadas do país. Se não bastassem as filas, os juros escorchantes, o atendimento distante - quando não ausente ou mal educado - as portas giratórias com seus vigias especialmente treinados para não saber como tratar o cliente (eles são tão incapazes e de tal forma a incapacidade é padronizada, que só pode ser fruto de muito treinamento)... Se já não bastassem esses atributos, uma reportagem publicada em O Globo mostra que os bancos demitem funcionários inadimplentes, baseados numa lei antiga ainda em vigor.

O artigo 508 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite que os bancos demitam seus funcionários endividados, sem poder sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e sem direito aos 40% de indenização ou ao décimo terceiro salário.

Ou seja, lucram de todas as formas: em cima do trabalho dos funcionários, nas dívidas contraídas por eles e na hora da demissão, pois se livram de pagar o que seriam direitos.

Não é à toa que pesquisa do Instituto Datafolha sobre imagem das empresas colocou um dos grandes bancos (o Unibanco) ao lado das empresas de telefonia, como aquelas que as pessoas não só não indicam como fazem campanha contra.

Mas, enquanto o Banco Central continuar a tomar suas decisões tendo-os como conselheiros, a situação continuará tranqüila para eles e absolutamente intranqüila para os bancários e clientes.

Só que a situação está mudando. Novos ares estão soprando, e eles parecem irreversíveis. Bem ao seu modo, o presidente Lula vai esticando a corda e Henrique Meireles vai assistindo à queda de seus dominós, um após outro. Logo, o presidente do Banco Central será como uma daquelas bóias no meio do mar, flutuando, sem nada que o sustente. Então, ele pedirá o boné e voltará a trabalhar para os patrões, agora de forma declarada.

Quando os bancos, para manter lucro e competitividade necessitarem de funcionários e de boa imagem junto aos clientes, vai ser um Deus nos acuda, em busca de consultorias, treinamentos.

Por enquanto, eles continuam agindo como o Unibanco, que, segundo a reportagem, distribuiu aos funcionários um comunicado no qual informa que, "depois de três cheques devolvidos no período de um ano e meio, o bancário será demitido por justa causa, depois de duas advertências".

Não importa o tempo de casa. Não importa o que ele já rendeu para o banco. Endividado, ele será jogado na rua, sem FGTS, sem a indenização ou o décimo terceiro. Como sucata.

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Elio Gaspari e o 'Risco Bevilaqua'

Da coluna de Elio Gaspari hoje:
Ao tempo em que os tucanos cantavam, espalhou-se a crença segundo a qual uma interferência do governo na ortodoxia do Banco Central dispararia uma sucessão de renúncias na sua diretoria, espalhando descrédito no
mercado.
Algo como os Mosqueteiros: Um por todos, todos por um.
Foram-se embora do BC dois legionários dos juros altos (Afonso Bevilaqua e Rodrigo Azevedo, ex-diretor do Credit Suisse First Boston) e não aconteceu nada.
Se o comportamento do mercado reflete juízos políticos, a saída de Bevilaqua e Azevedo foi bem recebida. Quando Bevilaqua deixou o BC, o Risco Brasil estava em 196. No dia seguinte, caiu para 191. Na semana passada, depois da saída de Azevedo, foi a 156.
Essa fidelidade é uma fantasia do terrorismo financeiro. O mercado gosta de dinheiro, não de diretores do BC.
Na verdade, o tal comportamento do mercado, quando colocado para quarar ao sol da realidade, revela-se um fantasminha de lençol, feito menos para assustar do que para lucrar em cima dos temores que provoca.

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