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Paris 2024. Argentina começa luta pelo terceiro ouro no futebol masculino

Começa nesta tarde parisiense, às 15h (10h no Brasil), em jogo contra os Marrocos, a campanha da seleção olímpica masculina de futebol da Argentina rumo à cobiçada medalha de ouro, que pode dar aos hermanos o tricampeonato olímpico, já que foram campeões em 2004, Atenas, e 2008, Pequim.

Para chegarem às Olimpíadas os argentinos venceram o Brasil por 1 a 0 nas eliminatórias na Venezuela e tiraram o Brasil das Olimpíadas de Paris 2024, onde disputaríamos o tricampeonato olímpico seguido, já que fomos medalha de ouro no Rio 2016, e em Tóquio 2020 (disputado em 2021, graças à pandemia do coronavírus).

A Argentina busca repetir o sucesso da seleção principal, que conquistou uma Copa do Mundo e dois títulos da Copa América nos últimos quatro anos.

O time é comandado por Javier Mascherano, ex-meio-campista do Liverpool e Barcelona, que conquistou ouro nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008 como jogador, e está à frente da seleção juvenil da Argentina desde 2021.

A convocação da Argentina conta com quatro campeões da Copa do Mundo de 2022: Julián Álvarez, Nicolás Otamendi, Gerónimo Rulli e Thiago Almada, além disso, os três primeiros também fizeram parte da equipe principal que triunfou na Copa América de 2024 no início deste mês. [Trivela]
A Argentina estreia como favorita no jogo e também como uma das favoritas no torneio olímpico, mas a seleção de Marrocos pode surpreender, como fez sua seleção principal no Qatar na Copa do Mundo de 2022.

Marrocos

A seleção de Marrocos não pode ser desprezada. Quem não se lembra da última Copa do Mundo no Qatar, quando a seleção marroquina chegou às semifinais, sendo derrotada apenas pela vice-campeã, França, por 2 a 0?

Para chegar até lá a seleção de Marrocos passou simplesmente por Croácia (de Modric, Kovacic) Bélgica (de De Bruyne, Hazard e Courtois), Espanha e Portugal, só pedreira.

O excelente lateral Hakimi, jogador do Paris Saint-Germain e grande amigo de Mbappé, é o destaque mais evidente do time. Foi um dos melhores jogadores da Copa do Qatar e torna forte a seleção marroquina.

O ouro

Argentina e Marrocos estão no Grupo B, a lado de Iraque e Ucrânia. São quatro grupos com 16 seleções no total. Os dois primeiros de cada grupo seguem em frente em jogos de mata-mata até a final, na disputa pelo ouro, em 9 de agosto.

O jogo será transmitido ao vivo pelo SporTV 2 e pelo Canal Olímpico oficial, a partir das 10h, horário de Brasília.


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Milei. Jornalista que defendeu que argentino coma apenas uma vez por dia vira ministro. Faz sentido

É dada como certa na Argentina a nomeação do jornalista Eduardo Serenellini como novo Secretário de Comunicação de Javier Milei. Será o terceiro, em menos de um mês de governo. Mas agora parece que é o homem certo no lugar certo.

Há pouco tempo, em um programa de TV, Serenellini se mostrou o mais "mileísta" dos jornalistas, vestiu a camisa do governo sem vergonha e defendeu que os argentinos deixassem de consumir streaming, abrisse mão do automóvel, e adotasse o hábito de comer apenas uma vez ao dia.

Segundo o El Cronista, Serenellini será o novo secretário de comunicação de Javier Milei.

Ele virá em substituição a Belén Stettler, funcionário muito próximo de Santiago Caputo que deixaria o poder Executivo Nacional.

“Estamos fazendo mudanças na Secretaria de Comunicação. Anunciamos na terça-feira”, disseram fontes do governo ao El Cronista, portanto a chegada do novo funcionário só ocorreria na próxima semana. 

Aqui o vídeo que provavelmente selou a convocação de Serenellini para o cargo. Repare o trabalho "jornalístico" quando se vende à agenda de um governo.

Chegam a explicar a uma mãe como ela deve fazer: de preferência dar comida a toda a família à noite, para que as crianças durmam com a barriga cheia. Durante o resto do dia "vamos vendo"...

Não se questionam se Milei cortará na ração de seus cachorros conselheiros. Milei, que teve como primeira medida chutar a lei do nepotismo para o espaço e arrumar uma boquinha no governo para a irmã.

Fica clara a frase lapidar de Joseph Pulitzer sobre esse tipo de jornalismo e jornalistas:

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma"





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No Chile, Braga Netto seria enquadrado na nova lei que pune negacionismo dos crimes da ditadura

Ontem, em depoimento na Câmara, o ministro da Defesa Braga Neto minimizou crimes e negou que tenha havido uma ditadura no Brasil. No Chile, seria enquadrado na nova lei que pune os negacionistas.
"Não considero que tenha havido uma ditadura. Houve um regime forte. Eu concordo, cometeram excessos dos dois lados, mas isso tem que ser analisado na época da história, com guerra fria e tudo mais, e não pegar uma coisa do passado e trazer para os dias de hoje. Se houvesse ditadura, talvez muitas pessoas não estariam aqui, (por causa das) execuções", disse Braga Netto.

Já no Chile, a Comissão de Ética da Convenção Constitucional do Chile estabeleceu que serão aplicadas sanções àqueles que negarem a existência de violações de direitos humanos por parte do Estado nos períodos em que for comprovado que foram cometidos crimes contra a humanidade.
A definição adotada pela Comissão sustenta que “negacionismo é entendido como toda ação ou omissão que justifique, negue ou minimize, peça desculpas ou glorifique os crimes contra a humanidade ocorridos no Chile entre 11 de setembro de 1973 e 10 de março de 1990”. [Pagina 12]
Ou seja, se negasse a ditadura no Chile Braga Netto seria enquadrado na lei. Na Argentina e no Uruguai, nenhum militar teria a coragem de negar a ditadura naqueles países, com vários de seus comandantes apodrecendo na cadeia. Na Argentina, o ditador Vilela morreu preso.
 
Aqui no Brasil, generais como Braga Netto desfilam sua arrogância como se não tivessem de prestar contas a nós que lhes pagamos os soldos, as mordomias, as picanhas, os leite Moça, além da farda, casa, comida, pensão para filhas, e ainda se acham no direito de nos ameaçar com as armas que pagamos com nossos impostos. 
 
Por último, e não menos importante, Braga Netto está recebendo, como general e ministro, mais de R$100 mil por mês, enquanto o governo de que faz parte colocou 25 milhões de brasileiros na linha da pobreza, deixou morrer quase 600 mil por COVID e desempregou 15 milhões.
 
De que se jactam?






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Mourão chama Argentina de 'eterno mendigo', o que mostra que não basta impeachment de Bolsonaro. TSE tem que cassar a chapa


É inacreditável o número de besteiras e ofensas que presidente e vice do Brasil lançam sobre píses amigos e principais parceiros comerciais. 
 
Não bastassem os sucessivos ataques à China feitas por Bolsonaro e filhos, na quinta foi a vez de Mourão que numa live se referiu à Argentina como um "eterno mendigo".
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil precisa se manter firme à âncora fiscal para não ficar "igual à Argentina, eterno mendigo".[UOL]
Não fossem apenas pelos laços de amizade, é bom lembrar que, além de vizinho, a Argentina é nosso quarto maior parceiro comercial, atrás apenas da China (alvo dos Bolsonaro), União Europeia e EUA.
 
A declaração de Mourão mostra que ele não se difere muito de Bolsonaro, a não ser na patente militar, o que depois dos generais Heleno e Pazuello é mais negativo que positivo. Trocar um por outro no impeachment é o famoso seis por meia dúzia.
 
Cabe ao TSE tratar de botar para andar o processo e cassar a chapa. As provas são várias. Inclusive, Bolsonaro é réu confesso, como mostrei aqui.
Está aqui abaixo o tuíte do candidato Jair Bolsonaro do dia 28 de agosto de 2018, que mostra que ele sabia que empresários estavam botando dinheiro em sua campanha, o que é ilegal e justifica sua impugnação e inelegibilidade.

No tuíte, ele apresenta os empresários e diz que estão juntos com ele. No vídeo, Gazin fala que estão botando dinheiro na campanha e a eleição tem que terminar no primeiro turno para que eles não tenham que gastar mais.
Confira o vídeo postado pelo próprio Bolsonaro:





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Argentina cobra novos impostos sobre grandes fortunas e espera arrecadar até R$16 bi para ajudar no combate à pandemia. Bolívia também


Começou na sexta passada a cobrança de nova alíquota sobre as grandes fortunas na Argentina. A medida é excepcional para ajudar no combate à pandemia.
A lei, aprovada em dezembro passado, estabelece uma contribuição única que será tributada progressivamente sobre as pessoas cujo patrimônio supera 200 milhões de pesos (aproximadamente R$ 11 milhões). 

Estima-se que a lei atingirá cerca de 12 mil dos 44 milhões de habitantes do país.  Cerca de 40,9% da população vive abaixo da linha da pobreza. 

Pela norma, o imposto incidirá sobre uma alíquota progressiva de até 3,5% sobre os bens declarados na Argentina e de até 5,25% sobre os que estiverem fora do país.

A arrecadação extraordinária será aplicada para fins específicos, segundo a lei.

Um total de 20% da receita irá para insumos médicos para a pandemia, outros 20% para pequenas e médias empresas (PMEs), 15% para desenvolvimentos sociais, 20% para bolsas de estudo e 25% para empresas de gás natural. 

A estimativa é que a lei arrecade cerca de US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 16 bilhões).[Estadão]

A Bolívia vai pelo mesmo caminho.

Na Bolívia, o imposto de natureza “permanente” vai alcançar as pessoas com patrimônio superior a US$ 4,3 milhões. A estimativa do presidente Luis Arce é que a tributação arrecade cerca de US$ 15,1 milhões por ano.
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Aqui no Brasil, sob o genocida, busca-se eliminar a pobreza matando os pobres.



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Maradona, 60 anos. Assista à sua atuação contra a Inglaterra na Copa de 86, que lavou a alma argentina


Copa do Mundo de Futebol no México, em 1986. Há quatro anos, a Argentina havia sido humilhada pela Inglaterra na Guerra das Malvinas. A superioridade bélica dos ingleses era tal que só o desespero da ditadura militar argentina para lançar seus soldados numa aventura que sabiam de antemão que seria desastrosa.
 
A guerra durou de abril a junho de 1982, e morreram mais de 600 argentinos em combate, quase dois mil ficaram feridos e 11 mil feitos prisioneiros.
 
Como efeito colateral benéfico da derrota, a ditadura militar acabou junto com ela.
 
Mas a alma argentina só se veria vingada quatro anos depois no México, quando se enfrentaram as seleções da Argentina e da Inglaterra.
 
Talvez tenha sido a maior atuação individual de Maradona. Se não foi, certamente foi a que lhe deu o maior gosto, pois pôde com seu futebol humilhar os ingleses em campo, com jogadas espetaculares e os dois gols da vitória, que desclassificaram a Inglaterra e levaram a Argentina adiante para finalmente vencer a Copa.
 
Maradona fez de tudo, e só era parado pelos ingleses com faltas. Seus dois gols na partida são comentados até hoje.
 
Assistam ao vídeo com os melhores momentos de Maradona no jogo e entendam o porquê.
 
Hoje Maradona completa 60 anos. Viva Maradona, gênio do futebol!




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Presidente da Argentina declara telefonia celular, internet e TV paga serviços essenciais


Em anúncio em seu perfil no Twitter, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou que a Argentina voltou a tomar para as mãos do Estado a governança de serviços essenciais, como a telefonia celular, o acesso à internet e às TVs pagas.

Fernández afirmou que aumentos só poderão ser concedidos, se aprovados pelo governo. E que as operadoras têm que oferecer planos compatíveis a todos os cidadãos.
"Decidimos declarar que são serviços públicos os de telefonia celular, os serviços de internet e televisão por assinatura. Desta forma, garantimos o acesso a eles para todos.
Também congelamos as tarifas de telefone, internet e TV paga até 31 de dezembro. "Dadas as restrições que a pandemia nos impõe, ninguém deve abrir mão de parte de sua renda para fazer frente aos aumentos dos preços desses serviços.
"Dessa forma, estamos recuperando instrumentos regulatórios que o governo anterior tirou do Estado. O direito dos usuários e consumidores é um direito reconhecido constitucionalmente. Doravante, não poderá haver aumento sem a aprovação prévia do Estado.
"Educação, acesso ao conhecimento, cultura e comunicação são direitos básicos que devemos preservar. Por isso, ordenamos que a partir de agora haja planos inclusivos de prestação básica, universal e obrigatória aos que menos têm."
Nos anos 80, uma propaganda da vodka Orloff viralizou (para usar uma expressão de hoje), com a expressão "Eu sou você amanhã".

A frase vem sendo usada desde aquela época, especialmente em relação à Argentina. O que acontece lá primeiro, depois acontece aqui. E vice-versa.

Nesse caso, aguardo ansiosamente que o "efeito Orloff" chegue logo ao Brasil. Não apenas nos serviços de comunicação.




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Ao contrário daqui, presidente da Argentina manda aviso a empresários na crise: 'Serei duro com os que despedem pessoas'


Em discurso ao povo argentino, Fernández pôs as cartas na mesa



Enquanto no Brasil, o discurso do presidente Bolsonaro era acompanhado por panelaços de protestos, na Argentina o presidente Alberto Fernández foi aplaudido pelo povo das janelas, após seu discurso à nação.

Lá, as medidas de ampara aos mais pobres e de cobrança firme da quarentena estão em pleno vigor. Fernández fez um apanhado das lutas dos últimos dias e reafirmou sua vontade de jogar duro contra empresários que se aproveitarem da crise para demitir.
Estamos fazendo muitas coisas pela economia. Não somente garantindo o dinheiro para os setores mais empobrecidos, o que efetivamente o fazemos, e estamos orgulhosos de fazê-lo, porque eles precisam, mas também ajudando as pequenas e médias empresas. Nós tomamos uma série de medidas nesse sentido. Criamos a renda familiar de emergência, isentamos muitas atividades de pagamento de impostos, criamos créditos de emergência para as pequenas e médias empresas. Nós garantimos, para todas as empresas, uma folha salaria inteira como crédito. E as empresas podem dispor desses recursos com uma taxa de 24%. Na verdade, esse é um esforço enorme do Estado nacional, e que acreditamos que é absolutamente necessário. Na reunião, os governadores me pediram mais flexibilidade com alguns créditos, e eu vou falar amanhã com o presidente do Banco Central (Miguel Ángel Pesce) para ver o que podemos fazer.

A verdade é que fizemos tudo o que era necessário para enfrentar também este momento econômico. Por isso, como fizemos um esforço muito grande, não é gratificante ver que alguém despede um empregado. Por isso, assim como serei muito duro com que rompe o acordo de preços, e os preços máximos, ou especula em qualquer armazém perdido da Argentina, tentando subir os preços e conseguir um lucro maior em um momento de extrema necessidade da sociedade argentina, serei duro com eles, e serei duro também com os que despedem pessoas. Por que se essa pandemia pode nos ensinar algo é a regra da solidariedade. Aqui, ninguém se salva sozinho. Disse isso outro dia no G20 e repito agora, e também repito com alegria porque é o pensamento do Papa (Francisco). Mas, na verdade, não é só o pensamento do Papa, ou o pensamento do Alberto Fernández, é uma regra moral que nós temos como sociedade.

Não podemos, em semelhante crise, desamparar alguém, deixando-o sem trabalho. E volto a repetir: o que se trata aqui, para muitos empresários, é de ganhar menos. Não de perder. Então, rapazes, chegou a hora de vocês ganharem menos. E isso eu vou fazer respeitar.

Assim, continuamos pensando em todos os argentinos. Congelamos aluguéis, suspendemos execuções hipotecárias e desocupações, congelamos as prestações de créditos hipotecários, colocamos um teto aos preços de produtos de primeira necessidade… estamos fazendo tudo o que temos que fazer. Não o governo, a sociedade argentina. [leia a íntegra aqui]


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No aniversário de Lula, esquerda vence na Argentina e no Uruguai. Parabéns, presidentes!


No aniversário de Lula, Argentina volta à esquerda e Uruguai vai pelo mesmo caminho


Não poderia haver melhor presente de aniversário (74 anos) para nosso presidente Lula do que os resultados das urnas em alguns de nossos vizinhos na América do Sul — além das mudanças exigidas nas ruas do Chile e do Equador, em protesto contra governos neoliberais.

Na Argentina, a chapa Alberto Fernández-Cristina Kirchner venceu em primeiro turno. No Uruguai, as pesquisas de boca de urna indicam um segundo turno, mas com grande vantagem para o candidato do atual governo de esquerda, que vem de Mujica e passa por Tabaré Vásquez, Daniel Martínez.

Na Colômbia, onde não houve eleições presidenciais mas municipais, Bogotá e as principais cidades do país elegeram candidatos de centro-esquerda, em oposição ao governo direitista.


Em sua vitória na Argentina, o presidente eleito Alberto Fernández, enviou sua mensagem de aniversário ao presidente Lula, via Twitter [imagem acima]:
Também hoje faz aniversário meu amigo Lula, um homem extraordinário que está preso injustamente há um ano e meio.
Parabéns pra você, querido Lula. Espero vê-lo em breve.
Mas o grande presente para Lula está guardado para o dia de sua liberdade, quando cairá nos braços do povo, como na foto que ilustra e encabeça esta postagem.


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Votos de bolivianos no Brasil e na Argentina deram vitória a Evo no 1º turno na Bolívia

Evo Morales

Evo vence com ajuda de votos de bolivianos que vivem no exterior



Se dependesse apenas dos votos dos bolivianos que votaram no país, Evo Morales iria ao segundo turno contra Carlos Mesa. A diferença entre os dois, como apontei aqui, era pouco menor que os 10% necessários para a vitória em primeiro turno  —  9,81%.
Mas bolivianos que vivem no exterior, principalmente no Brasil e na Argentina, deram a Evo os votos necessários para sua vitória já no primeiro turno.
Considerando todas as urnas apuradas fora da Bolívia, o candidato do MAS obteve 120,647 mil votos contra 54,568 mil de Mesa.
Nos colégios brasileiros, os eleitores que experimentam desde 1º de janeiro de 2019 as políticas do governo Bolsonaro (PSL) deram 22,21 mil votos a Morales e 3,03 mil a Mesa. Na Argentina, sob o governo neoliberal de Mauricio Macri desde 2016, foram 80,42 mil votos para o atual presidente boliviano e 8,38 mil para o segundo colocado. [Brasil de Fato]
Vivendo em países que experimentaram o neoliberalismo de Macri e Bolsonaro, os bolivianos trataram de reeleger Evo Morales e não permitir que a direita chegasse ao poder na Bolívia.

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Ataques de Bolsonaro a candidato da oposição na Argentina vão ajudar a elegê-lo no 1º turno

Bolsonaro fazendo arminha com Macri

Péssima imagem de Bolsonaro no exterior já fez aumentar a diferença entre oposicionista e Macri


O presidente da Argentina Mauricio Macri deve rezar a Deus várias vezes ao dia para Bolsonaro esquecê-lo e às eleições argentinas. O apoio de Bolsonaro está ajudando sua candidatura a despencar nas pesquisas e nas urnas. A diferença que era de 15 pontos nas primárias aumentou para 21.

A informação está no Poder360:
Pesquisa mostra que o peronista Alberto Fernández lidera com 53,8% as intenções de voto para a Presidência da Argentina. O atual presidente, Mauricio Macri, aparece em 2º lugar, com 32,9%, uma desvantagem de 20,9 pontos percentuais.
A pesquisa é da consultoria Federico González y Asociados. O estudo foi feito de 14 a 16 de agosto. Foram entrevistadas 1.400 pessoas. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95,5%.
Os indecisos representam 6,8% dos entrevistados.
Em junho, eu já havia publicado aqui que Visita de Bolsonaro à Argentina pode ser o peso que falta para afundar candidatura de Macri de vez.

Dito e feito. Como Bolsonaro continua se intrometendo, e até subindo o grau de suas críticas ao adversário de Macri, a situação piora a cada dia.

Se as eleições fossem hoje, Fernández estaria eleito em primeiro turno.




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Guedes, o mais bolsonaro dos ministros. Ignorante, arrogante e mortal como o chefe

Guedes Posto Ipiranga


Sei que é páreo difícil apostar quem é o pior no ministério de energúmenos do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro.

Mas pelos efeitos danosos que causa e ainda está por causar ao Brasil, o ministro da Economia Paulo Guedes é o mais bolsonaro dos ministros.

Em que país do mundo um sujeito seria escolhido para gerar a Economia do país sem saber que o orçamento de um ano é fechado no ano anterior?

Pois é, Guedes não sabia. Na cabeça dele, a gestão do país deveria ser semelhante à de um botequim da esquina, quando se discute o abrir e fechar "o caixa" no dia a dia.

Nos Estados Unidos, Guedes deu uma declaração de que o Brasil estava à venda e até o Palácio do Planalto poderia ser vendido...

Sei que esse trecho foi uma brincadeiraSerá mesmo?, mas que mostra bem o espírito leviano de Guedes ao fazer uma afirmação que, no instante em que foi feita, reduziu o valor dos bens brasileiros, pois quem anuncia do jeito que o fez, está chamando para uma liquidação de mercado popular e não dos ativos de um país, como a Petrobras, a Eletrobras e o BB.

Agora, ele soltou mais esta:
“Não tenho receio nem do balancê da Argentina, nem dessa briga comercial. Não tenho receio de ser engolido pela dinâmica internacional”, afirmou. “O mundo estava acelerado, e a gente estava descendo. Se o mundo desacelerar, tudo bem.” [Folha]
Como assim?! Se com o mundo acelerado estávamos descendo, com o mundo desacelerando a tendência é de afundarmos de vez.

Mas o raciocínio bolsonaro só vê o que quer, e em sua lógica deve construir a frase: Se com o mundo acelerado a gente descia, com o mundo desacelerado a gente sobe... Não é um típico raciocínio bolsonaro?

Mas Guedes não ficou só aí. Disse que não estava preocupado com a crise na Argentina:
“Desde quando o Brasil, para crescer, precisou da Argentina?”. [Folha]
Ele não deve saber que a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos...

O pior é que ele, como o chefe, estão levando com suas ignorâncias e arrogâncias o país ao recorde de desemprego e desalento, com aumento da violência, da desesperança e de pessoas vagando pelas ruas como zumbis, a que a dupla os reduziu.

O que Guedes deveria fazer e ainda não fez é explicar irregularidades de mais de R$ 1 bilhão em fundos de estatais administrados por ele.





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Cristina Kirchner enfrenta a mídia. Globo se pinta para guerra

Buenos Aires. A péssima relação entre o casal Kirchner e os principais meios de comunicação da Argentina deverá deteriorar-se ainda mais a partir da próxima quarta-feira...

Começa assim reportagem de Janaína Figueiredo, publicada ontem em O Globo, com o misterioso título “Casal K faz nova investida contra imprensa”. Mas, o que vai acontecer na quarta-feira, quando, segundo a repórter informa logo na abertura da matéria, a péssima relação dos Kirchner com os principais meios de comunicação vai se deteriorar ainda mais?

É que nesse dia será apresentado pela presidente Cristina Kirchner o projeto da Casa Rosada de uma nova lei de radiodifusão. O que consta no projeto ainda não se sabe, mas, “segundo informações extraoficiais, o principal objetivo da presidente e de seu marido e antecessor é impedir que grupos econômicos tenham participação majoritária em diferentes segmentos da comunicação televisiva e de rádio

De fato, segundo confirmou ao Globo uma fonte do governo Kirchner, a presidente argentina incluirá no projeto alguns dos 21 pontos sugeridos pela ONG Coalizão por uma Radiodifusão Democrática. A lista de propostas da ONG argentina inclui, por exemplo, a adoção de “políticas efetivas para evitar a concentração da propriedade dos meios de comunicação”, a defesa de “leis antimonopólicas, já que os monopólios e oligopólios conspiram contra a democracia” e a implementação de “cotas que garantam a difusão sonora e audiovisual de conteúdos de produção local, nacional e própria”, entre outras.

Ou seja, os Kirchner vão aplicar na Argentina tudo o que as Organizações Globo morrem de medo que seja aplicado aqui também, e que destaquei em negrito no parágrafo anterior. (Se quiser ler a reportagem completa, clique aqui.)

A Globo agora vai bater no casal K com o Ali K, usando o casal Homer Simpson (- Buenas noches, Fátima! – Buenas noches, William!). Porque as Organizações Globo têm medo de que o presidente Lula venha a aplicar no Brasil projeto semelhante. O que já deveria ter sido feito há muito tempo, porque O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil:

As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado. Aqui no Rio, por exemplo, as Organizações Globo têm a TV Globo (RGTV), os jornais mais vendidos - O Globo e Extra -, estações de rádio - Globo, CBN... - além da revista Época, do portal de notícias etc., etc.

Até quando se vai permitir a concentração de poder que as Organizações Globo têm no país? Isso não faz bem para a informação livre, muito menos para a democracia. Ao contrário: não permite uma e ameaça a outra.

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Diminuem pobreza e indigência na América Latina e Caribe

Números do "Panorama Social da América Latina-2007", publicado pela Cepal - Comissão Econômica para América Latina e Caribe - mostram que caiu substancialmente a pobreza e a indigência na região. Brasil, Argentina e Venezuela estão entre os países que mais registraram avanços.

Por isso a mídia é tão agressiva e oposicionista nesses países. A “grande imprensa” não se conforma com essa transferência de renda. Não é que não estejam ganhando dinheiro (com aplicações, porque seus jornais, revistas e TVs estão descendo ladeira abaixo, à medida em que se afastam cada vez mais da nova realidade da região). Os banqueiros estão lucrando como nunca. Todos estão ganhando como nunca. Mas eles não se conformam que parte desses ganhos vá para os mais pobres, em programas de transferência de renda, que eles chamam de populistas.

Foi o que eu disse aqui mesmo, em outubro do ano passado, quando citei trecho de artigo do dono da Folha de S.Paulo, declarei meu voto em Lula e expliquei o porquê:

Por que voto em Lula de novo

"Goste-se ou não, o liberalismo é a ideologia dominante na nossa época.
(...) Cabe ao Estado assegurar condições propícias ao mercado, tornando estimulante empreender.
(...) Mas ainda não surgiu um candidato que pregue o liberalismo sem meias medidas. Alckmin poderia ter sido esse candidato (não será outro o vetor de seu governo, em caso remoto de vitória), mas que marqueteiro o deixaria correr tamanho risco?"

- trechos de um artigo de Otavio Frias Filho, diretor de Redação da Folha


Os liberais estão inconformados, revoltados mesmo, com a possibilidade de mais quatro anos de um governo que acham "populista", por medidas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, o aumento do salário-mínimo, a redução de impostos na cesta básica alimentar e na de material de construção para a casa própria, do crédito facilitado para aposentados, pensionistas e pequenos investidores...

Por isso, voto em Lula. São necessários mais quatro anos de Lula para que se pare com essa conversa fiada de que Bolsa Família é esmola, que o Brasil necessita é de mercado liberado (menos na hora do prejuízo, porque aí a Viúva "auxilia")... O Bolsa Família é um programa com regras - como, por exemplo, a que obriga a criança a comparecer à escola, ao médico, a tomar as vacinas - que contribuirão para um futuro melhor para o país, onde o Bolsa Família - aí sim - se tornará supérfluo. Mas isso não acontece de hoje para amanhã.

E enquanto o médio e o longo prazo não chegam, o que fazer com a legião de miseráveis que cerca as grandes cidades, com os mendigos - adultos e, tragicamente, crianças - alcoólicos, viciados em cola, benzina, thinner, esmalte, crack - muitos deles já completamente irrecuperáveis; o que fazer com os camponeses sem terra atropelados pelo agrobusiness; o que fazer com os que trabalham para os traficantes, para o crime em geral, se não há mercado de trabalho legal para eles; o que fazer com aqueles para quem o futuro já passou, que não se alimentaram a tempo, não estudaram direito, não têm o mínimo preparo para enfrentar esse mundo altamente competitivo do mercado liberado; aproveitarmos nossa imensa fronteira marítima e lançá-los ao mar, sem bote ou salva-vidas?

Se foram necessários oito anos de governo FHC para que o brasileiro se visse livre da dependência da correção monetária, que o fazia viciado em inflação, precisamos agora de mais quatro anos de Lula no governo para que o país entenda de uma vez por todas que se acabou o tempo de planejar o Brasil sem levar em conta os mais pobres. Por isso, sou Lula de novo.

Notícias Desaparecidas: Pelo menos GM, Chrysler, Scania, Firestone, Philips e Volks ajudaram a ditadura no Brasil

Como todos sabemos, houve uma ditadura no Brasil. O golpe que veio a originá-la aconteceu num 1° de abril como hoje, há 43 anos, mas foi oficializado como se tivesse acontecido um dia antes, no dia 31 de março, para fugir do estigma do Dia da Mentira, numa das primeiras falsificações (não a última, nem a mais importante) da História que se iria praticar naqueles tempos.

Por isso escolhi para inaugurar esta nova seção do Blog – Notícias Desaparecidas – um tema que ainda não foi devidamente esclarecido: a colaboração das grandes corporações com a ditadura.

Em maio de 2005, uma reportagem de José Casado, publicada em O Globo e reproduzida no Blog do Noblat, tratava do assunto.

A cooperação entre empresas e ditadura militar foi permanente, intensa e quase sempre discreta, revelam documentos inéditos guardados nos arquivos do extinto Dops paulista.

Uma parte foi descoberta e entregue ao GLOBO pelo historiador Antonio Luigi Negro, autor de um excelente livro sobre a emergência do sindicalismo brasileiro depois da Segunda Guerra (“Linhas de Montagem”, Editora Boitempo, 2004).

Outros papéis foram localizados em arquivos públicos e particulares de São Paulo, Buenos Aires e Washington.

O conjunto é eloqüente na demonstração de um colaboracionismo muito além dos milionários donativos empresariais recolhidos pelo banqueiro Gastão Vidigal, o industrial Henning Albert Boilesen e o advogado Paulo Sawaia para custear a criação de um corpo de polícia política dentro do Exército (a Operação Bandeirantes).

O intercâmbio entre empresas e órgãos de segurança ultrapassou o fornecimento rotineiro de Fuscas da Volkswagen, de Galaxies blindados da Ford, de caminhões da Ultragás, de refeições congeladas Supergel e de “gratificações” às equipes dos porões do regime.

Grandes empresas recrutaram pessoal nas Forças Armadas e na polícia, mantiveram aparatos de espionagem dos empregados dentro das fábricas e nos sindicatos. A Volks e a Chrysler, por exemplo, repassaram listas de funcionários aos órgãos de segurança, às vezes com as respectivas fichas funcionais. Na semana passada, ambas negaram o envolvimento.

A Volks ressalvou ter sido “sempre apolítica”. A DaimlerChrysler alegou total desconhecimento, “portanto não temos comentários”.

E mais não lhes foi dito. E mais não lhes foi perguntado.

Na Argentina, a história é outra

No outro dia, o jornal voltou ao assunto, com nova reportagem de Casado. Nela, ficamos sabendo que, se no Brasil a história estava abafada, na Argentina a conduta era outra, bem diferente:

Na Argentina, durante a ditadura, essa mesma conduta gerou uma série de processos judiciais contra grandes corporações. Um deles, contra a Ford, tem audiência judicial amanhã. Nos EUA, correm processos contra a Ford e a DaimlerChrysler, movidos por famílias de argentinos desaparecidos depois de presos nas fábricas.

Comandante de campos de extermínio nazista organizou segurança da Volks no Brasil

Outra reportagem de Casado em O Globo informava:

Nos arquivos da polícia política há uma profusão de registros e listas de empregados remetidos por empresas privadas, com dados para identificação individual. As fichas serviam a todos os órgãos de segurança. Com freqüência, davam origem a inquéritos no Departamento de Ordem e Política Social (Dops) — e, claro, a detenções.

Ainda na mesma reportagem, esta informação (o grifo é meu):

Uma das que mais investiram [em departamentos de segurança] foi a Volkswagen, cujos pátios reuniam cerca de 30 mil funcionários. Entre os especialistas que contribuíram na montagem do "serviço" da Volks estava o alemão Franz Paul Stangl. Fugitivo nazista, fora privilegiado por Hitler com o comando de dois dos principais campos de extermínio do III Reich na Polônia, Sobibor e Treblinka. Descoberto e preso, foi extraditado em 1967.

Depois o assunto sumiu, e agora encabeça a nossa seção de Notícias Desaparecidas.

Em países onde a imprensa é verdadeiramente livre, até mesmo as grandes corporações morrem de medo dela, porque sabem que imprensa pode revelar seus intestinos. Aqui no Brasil é a imprensa que morre de medo (tá bom, não é medo, são intere$$e$) das empresas.

Vamos parar com isso?

Ah, e se você tem Notícias Desaparecidas para sugerir, colabore.

(Hoje à noite, "Intervenção kafkiana em Ipanema", no Blog do Mello - crônicas)