No Programa do Bial, Moro defendeu a divulgação de conteúdo de interesse público
Nessa questão eu fecho com o Moro e concordo inteiramente com o que ele disse no Bial. Quando é do interesse público, o que interessa é o conteúdo.
Então vamos parar de discutir hacker, pavão, e vamos focar no que importa: as revelações dos bastidores imundos da Lava Jato, com juiz trabalhando ao lado da acusação, procuradores usando o prestígio da Operação para encher os bolsos de dinheiro etc.
Fala aí, Moro, o que é realmente importante nos diálogos:
Há 2 meses, no Conversa com Bial, Moro dizia isso sobre a divulgação dos áudios de Dilma e Lula: pic.twitter.com/7Em6i9pCaI
A uma semana da eleição, Moro jogou para ajudar oposição e prejudicar PT
Nova reportagem do Intercept, desta vez em parceria com a Folha, sobre as mensagens dos bastidores da Lava Jato mostra que o ex-juiz (e, breve, ex-ministro) Sergio Moro usou a Lava Jato para prejudicar a campanha do PT, divulgando um depoimento do ex-ministro Palocci, que considerava (e os procuradores da Lava Jato também) fraco.
No depoimento, Palocci acusava Lula, Dilma e o PT de receberem dinheiro por fora da Odebrecht, tudo sem uma única prova, ou, como chegou a dizer o procurador de deus Dallagnol, numa das mensagens reveladas, "Deve ter mta notícia do goolge (sic) lá rs".
Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil e analisados pela Folha junto com o site, indicam que Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas por Palocci. "Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que
quebrou a omerta petista", disse o procurador Paulo Roberto Galvão a
seus colegas num grupo de mensagens do aplicativo Telegram em 25 de
setembro, tratando Moro pelo apelido que eles usavam e associando os
petistas à Omertà, o código de honra dos mafiosos italianos. Outros membros do grupo também expressaram ceticismo. "Não só é
difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele", afirmou
a procuradora Laura Tessler. "O melhor é que [Palocci] fala até daquilo que ele acha que pode ser que talvez seja", acrescentou Antônio Carlos Welter. [Folha]
A influência sobre as eleições foi reforçada por intensa canpanha da mídia corporativa, como também destaca a reportagem.
No dia 1º, o assunto ocupou quase nove minutos do Jornal Nacional, da
TV Globo. A reportagem citou duas vezes a ligação do ex-presidente da
Petrobras José Sérgio Gabrielli com a campanha do então candidato
presidencial do PT, Fernando Haddad, que aparecia em segundo lugar na corrida eleitoral, bem atrás do favorito, Jair Bolsonaro (PSL). Nos dias seguintes, a delação de Palocci foi noticiada com destaque pela Folha e por outros jornais e ganhou visibilidade na propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Os dois últimos programas da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB)
mencionaram as acusações do ex-ministro, dizendo que ele havia mostrado
por que era preciso impedir a volta do PT ao poder.
Um mês depois do uso político da delação, Moro foi anunciado como novo
ministro da Justiça de Bolsonaro, com a primeira vaga no STF prometida,
conforme confessou Bolsonaro descaradamente.
Não foi só para uma empresa denunciada na Lava Jato que o procurador de deus Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato, deu palestra recebendo um bom dinheiro - R$ 33 mil.
As palestras foram muitas, e uma das reportagens do Intercept mostrou Dallagnol confessando ter recebido R$ 400 mil só em 2018.
Não se sabe se foi tudo declarado ao Leão, assim como ele continua afirmando que não nega nem afirma o conteúdo das matérias, como o gato de Schrödinger, que está morto e vivo ao mesmo tempo.
Dallagnol também deu uma palestra para a XP Investimentos no ano passado para falar com grandes banqueiros convidados da empresa, sobre a Lava Jato e as eleições.
Nova reportagem do Intercept denunciou a jogada. Dallagnol falou com outros procuradores sobre o assunto, e disse que pelo dinheiro "valia o risco". O encontro foi secreto.
Mas há uma imagem do encontro, que mostra que Dallagnol não era apenas palestrante, mas garoto propaganda da XP.
Deltan Dinheirol agradecendo à XP investimentos seu dinheirinho ganho com "palestras":
"Eu me tornei cliente da XP, ... clientes altamente satisfeitos com a empresa". pic.twitter.com/gvJcBmMPZe
Ou seja, usava o prestígio adquirido na Lava Jato para faturar, além do que recebia em extraordinários com a Operação.
Como já há pedido de investigações sobre Dallagnol, vamos ver se pelo menos a declaração de renda dele bate com as palestras ou se em mais esse aspecto ele é apenas mais um moralista sem moral.
Neste sábado, o presidente (eleito mediante fraude)
Jair Bolsonaro, bem a seu estilo, mordeu e soprou o ainda ministro da Justiça Sergio Moro.
Perguntado por repórteres sobre a declaração de Moro de que iria destruir os diálogos em poder do hacker, Bolsonaro tripudiou sobre o ex-justiceiro de Curitiba:
"A decisão de possível destruição não é dele. Cada um de nós pode pensar
e até torcer por alguma coisa. O Moro não fala nada que a lei não
permita fazer”, disse Bolsonaro.
Para não parecer que já estava jogando Moro às feras, Bolsonaro assoprou em seguida:
Tenho total confiança nele. Parabéns ao Sergio Moro, mostrou as
entranhas da corrupção no Brasil. Aquele cara que está preso em
Brasília alguém acha que não sabia o que estava acontecendo? Delatores
já devolveram mais de R$ 1 bilhão. A Petrobras foi à lona, fundo de
pensão também." [Folha]
De modo nada disfarçado, Bolsonaro está "se sentindo". Curte a desgraça de Moro e só o mantém ao lado, enquanto os bolsomínions ainda estiverem com ele.
Bolsonaro sabe que agora o super Moro é um cão sem dentes, que abana o rabinho e lambe as botas do presidente para não ser demitido e ficar na mão do primeiro juiz que resolver engaiolá-lo, pois sem o cargo de ministro perde o foro privilegiado.
A ameaça de expulsão de estrangeiros publicada agora é puro terrorismo
O ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro continua usando seus métodos de intimidação para tentar parar a série de reportagens do Intercept que têm mostrado seu comportamento nos bastidores da Lava Jato.
No dia de hoje, sexta, 26, o Diário Oficial publicou portaria baixada ontem pelo ministro dispondo sobre a possibilidade da repatriação de estrangeiros. Muita coincidência, não?
Glenn, que é cidadão dos Estados Unidos, comentou em seu perfil do Twitter agora pela manhã;
A personalidade autoritária de Moro parece que não vê limites. A íntegra da portaria pode ser conferida aqui.
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Mensagens vazadas do Telegram levaram 500 mil às ruas por demissão do governador
O governador de Porto Rico Ricardo Rosselló não resistiu à pressão popular e renunciou ao cargo na quarta-feira.
Mensagens vazadas pelo Centro de Jornalismo Investigativo de Porto Rico, com diálogos comprometedores entre o governador e sua equipe, mais denúncias de corrupção tornaram a renúncia inevitável.
Nas raras ocasiões em que Rosselló falou à população desde a eclosão do
caso Telegram, ele pediu perdão pela linguagem articulada em um chat que
usava para "desestressar". Nas quase 900 páginas vazadas apareciam
diálogos em que insultavam políticos, opositores, jornalistas e artistas
como Ricky Martin. Sobre o cantor escreveram: "É tão machista que trepa
com homens porque as mulheres não dão conta". Outra vítima frequente
dos diálogos era a prefeita de San Juan, Carmen Yulín Cruz, a quem se
referiam como "HP [filha da puta, nas iniciais em espanhol]". Sobre esta
última, Christian Sobrino, ex-chefe de Finanças e representante perante
a Junta de Supervisão Fiscal, escreveu: "Estou salivando para lhe meter
uns tiros". O governador respondeu que lhe fariam "um grande favor". [El País]
Enquanto isso, no Brasil, Moro e seus aliados tentam desviar para os hackers o foco do conteúdo das mensagens vazadas dos grupos do Telegram da Lava Jato. O ministro comanda a investigação em que é um dos envolvidos, afirma que vai apagar as mensagens - embora não seja mais juiz e não tenha competência para isso - e se sustenta no cargo enquanto pode, pois é o que lhe resta. O cargo no Supremo já era e a possível pretensão presidencial depende de Bolsonaro, que deve estar rindo das aflições do antigo justiceiro de Curitiba.
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Dallagnol fez palestra para a Neoway, incluída em chat de procuradores da Lava Jato em delação premiada
Em nova reportagem da Vaza Jato, desta vez em parceria Intercept com a Folha, ficamos sabendo que o procurador de deus Deltan Dallagnol deu palestra remunerada com R$ 33 mil numa empresa citada em delação da Operação Lava Jato.
Dallagnol não fez apenas uma palestra remunerada, foi além, fez lobby
para a empresa, segundo a reportagem da parceria do Intercept com a
Folha:
Além de participar do evento remunerado da companhia, em março de 2018,
Deltan aproximou membros da Procuradoria e representantes da Neoway com o
objetivo de viabilizar o uso de produtos dela em um trabalho da
força-tarefa, da qual é coordenador em Curitiba.
Em sua defesa, Dallagnol alegou que não sabia que a empresa havia sido citada, quando deu a palestra.
Ele é coordenador da força tarefa da Lava Jato, logo, deveria, no mínimo, tomar certas precauções quando fosse convidado para uma palestra.
Por essas e outras, ele defendeu a condenação de Lula, que, em sua opinião, como presidente da República deveria saber do esquema de corrupção na Petrobras.
Mas, como todo hipócrita, o benefício da dúvida em favor da inocência vale apenas para si e não para os outros.
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O ministro Sergio Moro avisou que todas as mensagens que estão em poder da Polícia Federal e que foram encontradas com os hackers serão destruídas.
Por quê? A lógica não seria cotejá-las com as reportagens? Era a prova que Moro queria, caso o conteúdo do Intercept fosse falso ou manipulado.
Aliás, no início das reportagens Moro queria que o Intercept liberasse tudo para que fosse periciado.
"Pega o material e entrega para uma autoridade, sem prejuízo da
publicação das matérias. Aí vai se poder verificar por inteiro esse
material, o contexto no qual ele foi inserido e principalmente verificar
se esse material é autêntico ou não. Porque até agora não temos nenhuma
demonstração da origem desse material", declarou Moro na ocasião. [Folha]
Por que agora que tem as mensagens nas mãos vai mandar apagá-las?
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Em seu perfil no Twitter, o ministro da Justiça de Bolsonaro Sergio Moro voltou a seus tempos de juiz e condenou hackers sem provas e os ligou às reportagens do The Intercept Brasil também sem provas [imagem].
Para Moro, sempre é bom repetir que "sem provas", os hackers são "a fonte", segundo afirma no Twitter:
Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime.
Nem o Jornal Nacional, órgão oficioso do morismo, comprou a versão do ministro. Na reportagem exibida ontem à noite sobre o caso, o JN em momento algum faz a ligação estabelecida por Moro. Ao contrário, são estelionatários.
O
coordenador-geral de Inteligência da PF, João Vianey Xavier filho, disse
que o grupo tem ligação com crimes de estelionato eletrônico e fraudes
bancárias.
“O perfil dessas pessoas é relacionado a estelionato eletrônico. Estão
relacionados a fraudes bancárias eletrônicas praticados mediante
internet banking, engenharia social em contato com possíveis vítimas e
fraudes em cartão de crédito e débito, o que é muito comum e a PF já tem
expertise. Foi localizado na casa de um dos alvos quase R$ 100 mil. Foi
apreendido e já devidamente depositado em juízo”, disse o coordenador.
(...) “Aproximadamente mil números diferentes foram alvos desse mesmo modus
operandi por essa quadrilha, então, há a possibilidade, a gente não tem
ainda uma identificação, começamos ainda a fazer isso, há a
possibilidade de, realmente, um número muito grande de possíveis vítimas
desse mesmo tipo de ataque que está sendo investigado”, afirmou o
coordenador da PF.
O JN destacou ainda que todas as investigações até o momento destacam a lisura e a veracidade do material utilizado nas reportagens do Intercept e seus parceiros:
Em nota, o
site Intercept Brasil disse que, assim como a melhor imprensa mundial,
não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas e
que a operação deflagrada pela Polícia Federal não muda o fato de que a
Constituição federal garante o direito do Intercept de publicar suas
reportagens e manter o sigilo da fonte, mesmo direito garantido para
toda a imprensa brasileira.
O site afirmou, ainda, que vê com preocupação as conclusões
precipitadas do ministro Sergio Moro sobre uma investigação que sequer
teve seu inquérito concluído.
O jornal “Folha de S.Paulo” disse que teve acesso às mensagens
atribuídas aos procuradores e ao então juiz Sergio Moro e que o site
Intercept disse ter recebido de uma fonte anônima. O jornal disse que
não detectou nenhum indício de que o conteúdo possa ter sido adulterado.
A
“Folha” afirmou ainda que não comete ilícito para obter informações nem
pede que ato ilícito seja cometido neste sentido. Mas, segundo o jornal,
pode publicar informações que foram fruto de ato ilícito, se houver
interesse público no material apurado.
A revista “Veja”, também em nota, disse que fez parceria com o site
Intercept para análise do material obtido pelo site e que o jornalista
Glenn Greenwald afirmou que o material lhe foi repassado por uma fonte
anônima.
A revista “Veja” disse que não tem informação sobre quem seria essa pessoa nem como ela obteve o conjunto de diálogos.
A revista, segundo a nota, realizou análise da autenticidade das
mensagens, que comprovou a veracidade delas. A partir de um criterioso
trabalho, e em nome do interesse público, segundo a “Veja”, decidiu
publicar as reportagens sobre a conduta do ex-juiz Sergio Moro.
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Em seu perfil no Twitter, o jornalista Glenn Greenwald (não custa lembrar, vencedor do mais importante prêmio do jornalismo mundial, o Pulitzer) desconstrói a tentativa de Moro de desmoralizar a divulgação de reportagens já conhecida como Vaza Jato, em educativos 12 tweets, que reproduzo a seguir.
1/ Sergio Moro - sendo Sergio Moro - está tentando cinicamente explorar essas prisões para lançar dúvidas sobre a autenticidade do material jornalístico. Mas a evidência que refuta sua tática é muito grande para que isso funcione para qualquer pessoa. Vamos revisá-la:
2/ Primeiro, lembre-se que no dia em que publicamos, nem Moro nem LJ negaram a autenticidade do material. Eles apenas negaram impropriedades. Foi só mais tarde que eles inventaram essa tática, quando perceberam que seus aliados estavam abandonando-os. Como a
Folha reportou:
3 / Depois, a Folha trabalhou "lado a lado" com a nossa equipe e verificou a autenticidade do arquivo - inclusive comparando os chats dos seus repórteres com os promotores com o original. Como qualquer hacker poderia forjar isso? Obviamente, isso seria impossível. 4/ Depois da investigação da Folha, @Veja
fez a mesma coisa, e concluiu a mesma coisa: o material é autentico, e contém coisas que um hacker nunca conseguiria forjar, inclusive conversas com seu próprios repórteres. Autentico "palavra por palavra": 5/ Depois que Veja e Folha provaram de forma independente a autenticidade, um procurador do MPF disse ao @Correio
que recuperou as conversas de seu telefone, comparou-as com o que publicamos e descobriu que elas eram completamente verdadeiras. Como um hacker poderia forjar isso?
6/ Então temos o @BuzzFeedBrasil
. Duas vezes designaram uma equipe de jornalistas investigativos para determinar se o que publicamos correspondia ao que se sabe sobre a LJ. Ambas as vezes concluíram que o material que publicamos estava alinhado com todos os eventos conhecidos.
7/ Temos então a distinta senadora, @maragabrilli
, que confirmou que a mensagem dela que publicamos era, na verdade, totalmente precisa. Como, @SF_Moro
, seus hackers poderiam ter forjado algo assim?[Vídeo no Twitter do Glenn] 8/ Todos nos lembramos do Faustão: ele confirmou sem hesitação a mensagem que enviou a Moro, publicada pela Veja. Obviamente, não havia como um hacker forjar isso. Esta é mais uma prova de que o material é autentico. [Vídeo no Twitter do Glenn] 9/ Ainda nesta semana, mais uma confirmação veio de um ministro do STF: o ministro Barroso confirmou que a reunião privada entre ele, Moro e LJ - publicada a partir do arquivo - aconteceu. Não há como um hacker forjar isso. 10/ Não nos esqueçamos de que o próprio Moro - relutante mas claramente - admitiu várias vezes que as mensagens secretas eram reais. Ele confessou dar sugestões a DD sobre testemunhas e se desculpou com a MBL por chamá-las de "tontos" - coisas que um hacker não poderia saber.
11/ Finalmente, temos a mais forte evidência de todas: uma reportagem investigativa completa do
@elpais_brasil no qual eles não apenas confirmaram a autenticidade das mensagens, mas também entrevistaram um outro procurador do MPF que confirmou que as mensagens são reais.
12/ Quão mais conclusivo pode ser? As únicas pessoas que cairão no jogo cínico de Moro são aquelas que querem cair. Qualquer um com a mínima racionalidade revisará essa evidência e verá facilmente que - como todos os jornalistas concluíram - ela é autêntica e bem incriminadora.
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Em outubro de 2017, a capa da Veja exibia o rosto de Jair Bolsonaro com a manchete "A ameaça Bolsonaro".
Neste final de semana, a Veja publicou outra capa em que Bolsonaro seria o ameaçado.
Entre uma capa e outra houve a esperança de que a Veja voltasse a trilhar o jornalismo de seu início, no momento em que fez parceria com o Intercept para divulgar o material sobre os bastidores da Lava Jato.
Mas os 30 dinheiros do governo embicaram a revista da Marginal de volta ao trajeto que a levou à falência.
Na semana em que Sergio Moro sai numa surpreendente e injustificada licença, com informes de hackeamento de seu celular e de alguns procuradores, a Veja alimenta a fogueira das fake news com uma reportagem que vai do nada a lugar algum, baseada em afirmações de um suposto grupo terrorista que ameaçaria a vida de Bolsonaro.
Em seguida, a líder do governo diz que seu celular também foi hackeado. No outro dia, o ministro Guedes afirma que também hackearam o seu. No dia seguinte, quatro "hackers" são presos e já há jornal dizendo que são eles a fonte das reportagens.
O The Intercept Brasil deveria romper a parceria com a Veja depois dessa, pois ela se mostrou um cavalo de Troia, que pode ter sido plantado lá dentro para ver o que é que a fonte enviou ao site.
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Embora Moro e Dallagnol usem como escudo uma suposta manipulação de conteúdo nas mensagens divulgadas em reportagens do The Intercept Brasil, sua veracidade vem sendo confirmada por procuradores, Folha, Veja, Band, Correio Braziliense, e agora também pelo ministro Luís Roberto Barroso, o pavão do STF.
“Fiz uma pequena recepção em torno dela em minha casa, para a qual
foram convidados alguns professores e expositores do seminário”, diz
Barroso. Entre eles estavam Moro e Dallagnol. Na semana passada, diálogos do arquivo obtido
pelo site The Intercept Brasil mostravam Barroso pedindo “máxima
discrição” aos dois ao convidá-los para o jantar. “Era apenas algo privado e reservado aos participantes do seminário”, afirma Barroso. “Ninguém lá falou de Operação Lava Jato.” [Fonte: Folha]
A cada dia que passa mais se complica a situação dos que tentam desqualificar o conteúdo das reportagens feitas a partir de dados de mensagens do Telegram (provavelmente de Dallagnol) ao The Intercept Brasil.
Todos os que se manifestaram até o momento confirmaram a veracidade das mensagens. Não houve um sequer a dizer que o conteúdo é falso. Nem Moro. Nem Dallagnol. Estes o máximo que fazem é dizer que não confirmam nem desmentem. O que mostra o tamanho do buraco em que se encontram.
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Um dos motivos do caso Queiróz não ter saído do lugar até o momento pode estar no receio e preocupação com o caso declarados pelos procuradores da Lava Jato, Dallagnol à frente, em mais uma reportagem do The Intercept Brasil.
Dallagnol trouxe para um grupo de conversa a denúncia feita por uma reportagem do UOL sobre a movimentação financeira de Queiróz e Flávio Bolsonaro, onde era citado também o caso do cheque de R$ 24 mil de Queiróz para a atual mulher de Bolsonaro, Michele.
A preocupação deles é comentada por Dallagnol, que diz que Flávio estava certamente implicado no caso ("Filho certamente"), mas, pior: teme que o caso chegue a Jair Bolsonaro ("o que pode indicar o rolo dos empréstimos").
O tal rolo dos empréstimos, para quem não se lembra ou não soube, está relacionado à explicação que Jair Bolsonaro deu para o depósito na conta de sua mulher. Bolsonaro disse (sem provas) que havia feito um empréstimo (sem recibo) a Queiróz e que o dinheiro seria pagamento desse empréstimo. O depósito havia sido feito na conta de Michele, porque ele não tinha tempo de ir ao banco. Embora, poucos dias depois, tenha sido flagrado fazendo movimentação numa agencia bancária...
Um outro procurador da Lava Jato, Athayde Ribeiro Costa, vai direto ao ponto: "É só copiar e colar a última denúncia do Geddel".
A denúncia a que o procurador se refere é esta aqui:
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao Supremo
Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira denúncia contra o ex-ministro
Geddel Vieira Lima, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima
(MDB-BA), e outras seis pessoas sob a acusação de terem embolsado
recursos públicos destinados a pagar o salário de servidores lotados no
gabinete do parlamentar.[Reuters]
Os procuradores da Lava Jato queriam ser mais realistas que o rei. Porque quando Moro assumiu o ministério da Justiça já sabia do rolo de Queiróz e do envolvimento dos Bolsonaro com sua estranha movimentação financeira.
Ao assumir o ministério Moro comprou o pacote todo e está pagando com sua desmoralização e com o descrédito de toda a Lava Jato.
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A mais recente publicação de reportagem do The Intercept Brasil sobre mensagens trocadas nos bastidores da Operação Lava Jato, ficamos sabendo do verdadeiro barata voa que causou a ida de Moro para o Ministério da Justiça.
Em outras divulgações anteriores, essas preocupações ficavam claras, mas elas se pronunciaram com maior evidência quando surgiu o caso Queiróz, que envolvia em corrupção o filho de Bolsonaro (e seu herdeiro no gabinete de deputado estadual do Rio) Flávio.
A dúvida entre eles era sobre como Moro reagiria ao fato, que poderia desgastá-lo e, por correlação, à Operação.
A notícia levou Dallagnol a pedir a opinião dos colegas sobre os
desdobramentos do caso, e sobre como seria a reação de Moro. A
procuradora Jerusa Viecilli, crítica da aproximação de Moro com o governo Bolsonaro, respondeu “Falo nada … Só observo". Dallagnol manifestou sérias preocupações com a forma que o ministro da
Justiça conduziria o caso, sugerindo que o ex-juiz poderia ser leniente
com Flávio, seja por limites impostos pelo presidente ou pela intenção
de Moro de não pôr em risco sua indicação ao Supremo: “É óbvio o q
aconteceu… E agora, José?”, digitou o procurador. “Seja como for,
presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de
aparecer vaga no supremo?”, escreveu. Dallagnol completou, sobre o
presidente: “Agora, o quanto ele vai bancar a pauta Moro Anticorrupcao
se o filho dele vai sentir a pauta na pele?”
Como Moro (não) agiu estamos vendo até hoje, quando se aproxima o final do sétimo mês de governo e o processo está parado e Queiróz desaparecido.
A preocupação com a imagem de Moro por Dallagnol era tanta, que ele chegou a recusar uma oferta ao Fantástico da Globo [imagem], onde poderia criticar um deputado do PT, apenas com receio de que a reportagem pudesse tocar no caso Flávio Bolsonaro e ele simplesmente não saber o que dizer.
Para quem como Dallagnol não podia abrir a porta da geladeira e ver acender a luz sem caprichar no sorriso ou na indignação pensando que era para uma entrevista, deve ter sido um tremendo sacrifício dispensar as câmeras do Fantástico.
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