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Aras pediu e a ministra Cármen aceitou abrir inquérito para investigar desvio de verbas do ministério da Educação a mando de Bolsonaro

A ministra do STF Cármen Lúcia aceitou o pedido de PGR Augusto Aras e determinou abertura de inquérito para investigar o desvio de verbas do ministério da Educação para pastores amigos de Jair Bolsonaro, a pedido do presidente. Pelo menos foi o que o próprio ministro Milton Ribeiro afirmou em áudio, que tinha ordem do presidente para atender aos pedidos dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. [ouça o áudio aqui]

Na decisão, Cármen ressalta que o cenário exposto de fatos "contrários à direito, à moralidade pública e à seriedade republicana" impõe a investigação penal como atendimento de incontornável dever jurídico do Estado e constitui resposta obrigatória do Estado à sociedade. 

"A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede que os órgãos públicos competentes ignorem o que se aponta na notícia, sendo imprescindível a apuração dos fatos relatados, com o consequente e necessário aprofundamento da investigação estatal e conclusão sobre o que noticiado."

Para a ministra, os fatos são gravíssimos e "agressivos à cidadania e à integridade das instituições republicanas que parecem configurar práticas delituosas". [Fonte]

A ministra deu prazo de 30 dias, mas Bolsonaro já disse ontem em sua live que "bota a cabeça no fogo pelo ministro".

Com a celeridade que o Planalto atende ao Judiciário, o inquérito só deve ser finalizado quando Bolsonaro não for mais presidente, e vai se juntar às centenas de outros que estão ou serão abertos contra ele, que devem mandá-lo por um bom tempo para a Papuda.


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Enquanto investigação sobre hackers teve reforço de equipe, a das fake news que elegeram Bolsonaro estão na estaca zero

A tartaruga e a lebre

Soltaram a lebre atrás dos hackers e a tartaruga para investigar as fake news que elegeram Bolsonaro presidente do Brasil


Quando a Justiça e a PF querem, a solução costuma ser rápida. Quando não, o caso dorme o sono dos injustos nos corredores da burocracia e nas mãos de uma pequena equipe que não dá conta de investigar o caso.

Não seria um problema, se o caso não fosse o disparo de milhões de fake news pelo WhatsApp, bancado por empresários, em favor da campanha que elegeu Bolsonaro.

Não se discute a existência dos disparos. São fato. Dezenas de milhões de pessoas receberam mensagens com conteúdo mentiroso (as fake news) associando o candidato do PT, Fernando Haddad, a pedofilia, mamadeira de piroca, kit gay.

Esses milhões de mensagens não foram disparadas por milhões de indivíduos que, de repente e ao mesmo tempo, descobriram essas fake news sobre Haddad.

Elas foram impulsionadas por empresários, o que é duplamente ilegal: a legislação proíbe a participação de empresários no financiamento de campanhas e também proíbe a divulgação de material sabidamente falso.

Mas, ao contrário da investigação sobre os tais hackers, que andou rapidamente e aparentemente chegou a bom termo, a mais importante, aquela que resultou na eleição do presidente do Brasil está parada.
Fontes da Polícia Federal ouvidas pelo UOL dizem que maioria das investigações criminais sobre fake news nas eleições está arquivada ou prestes a ser jogada na lixeira. [UOL]
Bom, as investigações podem estar prestes a ir para a lixeira, mas o Brasil já está sendo jogado nela pelo presidente eleito com as fake news. Impunemente.




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O caso da menina Isabella

O caso do brutal assassinato da menina Isabella atrai as atenções do Brasil. E uma coisa que salta aos olhos é a incompetência com que a investigação vem sendo conduzida. Logo de cara saíram afirmando que o pai era o culpado, no outro dia já afirmavam que havia manchas de sangue no carro, no elevador do prédio, no corredor, na maçaneta, nas roupas do pai que estariam no apartamento da irmã, que fica no mesmo andar. Tudo furado. As manchas não eram de sangue e as roupas não eram do pai de Isabella, mas de pedreiros que faziam trabalho no apartamento vazio da irmã.

Eu, como não sou policial, penso o seguinte: matar, esganar uma criança de cinco anos é terrível. Mas, por que a essa barbaridade o assassino resolveu somar a crueldade de atirar o corpo da menina pela janela, tendo que se dar ao trabalho de cortar a rede de proteção etc? É coisa de quem definitivamente não bate bem de bola.

Paralela à investigação do presente, a polícia deveria requisitar um psiquiatra forense, e dar uma investigada no passado dos envolvidos...

Outra coisa que salta aos olhos é, mais uma vez, a cobertura mórbida da imprensa. Descem a detalhes na especulação do que teria acontecido, esganadura, menina lançada de cabeça para baixo, língua de fora... um horror! Em tudo semelhante ao que já fizeram anteriormente com a morte do pequeno João Hélio, que teve seu corpo arrastado por quilômetros, e a Veja se deu ao descaramento de ir contando, detalhe por detalhe, onde a cabeça do garoto teria batido, onde ele teria perdido massa encefálica etc.

Observação: Não sei por que, mas desde que comecei a ler sobre o caso da Isabella me vem à cabeça o do assassinato de Daniela Perez... Será que minha memória juntou os dois casos por causa da rima dos nomes? Sei lá. É uma intuição que divido com vocês.

E vocês, estão acompanhando o caso? O que estão achando?

Leia também:

» A morte e a outra morte do menino João (o caso Veja )

» A morte e a outra morte do pequeno João (2)

» TV Globo, Folha e a violência

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