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Witzel, Paes, Crivella sofrem busca e apreensão em suas casas. Quando vai chegar a vez dos Bolsonaro?


O governador do Rio Wilson Witzel foi afastado do cargo e teve busca e apreensão em sua casa e no Palácio. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes também recebeu visita da polícia em sua casa. O mesmo com o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que recebeu a visita da polícia em sua casa e no Palácio. Todos com acusações de corrupção.

Quando chegará a vez dos Bolsonaro? Flávio e as acusações de corrupção desavergonhada de anos, chamada de rachadinha, quando teria recebido milhões desviados de funcionários de seu gabinete, num esquema gerenciado por Fabrício Queiroz.

Quando Carlos Bolsonaro vai receber a visita da polícia para explicar os R$ 7 milhões que teriam sido pagos a funcionários fantasmas de seu gabinete ao longo de anos?

E Jair Bolsonaro? Quando a polícia vai verificar por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da primeira-dama, Michelle? E a rachadinha da funcionária de seu gabinete em Brasília Nathália Queiroz, filha do famoso Queiroz, que trabalhava como personal trainer no Rio, enquanto dividia o salário com a família, no mesmo esquema de gerenciamento de Queiroz? E a Wal do Açaí, que recebia em Angra dos Reis, RJ, embora funcionária do Jair em Brasília, para encobrir o pagamento a seu marido, que cuidava da casa de Bolsonaro naquela cidade?

A fila anda ou vai parar por aí?



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O caso da menina Isabella

O caso do brutal assassinato da menina Isabella atrai as atenções do Brasil. E uma coisa que salta aos olhos é a incompetência com que a investigação vem sendo conduzida. Logo de cara saíram afirmando que o pai era o culpado, no outro dia já afirmavam que havia manchas de sangue no carro, no elevador do prédio, no corredor, na maçaneta, nas roupas do pai que estariam no apartamento da irmã, que fica no mesmo andar. Tudo furado. As manchas não eram de sangue e as roupas não eram do pai de Isabella, mas de pedreiros que faziam trabalho no apartamento vazio da irmã.

Eu, como não sou policial, penso o seguinte: matar, esganar uma criança de cinco anos é terrível. Mas, por que a essa barbaridade o assassino resolveu somar a crueldade de atirar o corpo da menina pela janela, tendo que se dar ao trabalho de cortar a rede de proteção etc? É coisa de quem definitivamente não bate bem de bola.

Paralela à investigação do presente, a polícia deveria requisitar um psiquiatra forense, e dar uma investigada no passado dos envolvidos...

Outra coisa que salta aos olhos é, mais uma vez, a cobertura mórbida da imprensa. Descem a detalhes na especulação do que teria acontecido, esganadura, menina lançada de cabeça para baixo, língua de fora... um horror! Em tudo semelhante ao que já fizeram anteriormente com a morte do pequeno João Hélio, que teve seu corpo arrastado por quilômetros, e a Veja se deu ao descaramento de ir contando, detalhe por detalhe, onde a cabeça do garoto teria batido, onde ele teria perdido massa encefálica etc.

Observação: Não sei por que, mas desde que comecei a ler sobre o caso da Isabella me vem à cabeça o do assassinato de Daniela Perez... Será que minha memória juntou os dois casos por causa da rima dos nomes? Sei lá. É uma intuição que divido com vocês.

E vocês, estão acompanhando o caso? O que estão achando?

Leia também:

» A morte e a outra morte do menino João (o caso Veja )

» A morte e a outra morte do pequeno João (2)

» TV Globo, Folha e a violência

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Cabral e o jogo do bicho

O governador Sérgio Cabral, que tem tido a coragem de levantar temas polêmicos como a legalização do aborto e a descriminalização das drogas, chutou uma bola fora quando defendeu a legalização do jogo do bicho, a pretexto de liberar os policiais para ações mais importantes.

Nada contra a legalização do jogo do bicho, mas o motivo alegado tem que ser outro. O bicho não é reprimido em lugar algum do Rio, onde é possível fazer sua fezinha praticamente em qualquer esquina. Portanto, os policiais já estão liberados há muito tempo. Se não cuidam de outras coisas mais importantes o motivo não é este.

E a legalização do jogo vai trazer alguns problemas. Em primeiro lugar, vai tornar possível a lavagem de dinheiro – que é a principal razão da existência da jogatina legalizada, para todos os que conseguem dinheiro ilicitamente. Em segundo lugar, vai jogar no desemprego os apontadores, que serão trocados por jovens de boa aparência, que correrão atrás da carteira assinada. Os apontadores atuais, muitos deles idosos, com passagens pela polícia (efeito colateral da profissão), são geralmente pessoas que não conseguem emprego formal. E, por último, legalizado, tendo que pagar impostos, assinar carteira, o diabo, o jogo do bicho sobrevive?