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No Jornal Nacional, cratera do metrô de São Paulo pariu um bebê




Ontem publiquei uma postagem aqui mostrando como o JN critica o governo, mesmo quando ele baixa medidas que vão ao encontro das necessidades da população.

Hoje, para mostrar que isso não é uma coisa fortuita, mas fruto de uma estratégia política, vou comentar uma outra matéria, da mesma edição. Só que essa mostra como o JN trata o outro lado – o governo tucano de José Serra.

Naquele sábado a cratera do metrô de São Paulo completou um ano. Uma cratera que vitimou sete pessoas. Até hoje nem o laudo com as causas do acidente foi apresentado à população. E como o JN tratou o assunto?

Começou com uma homenagem, na cabeça, lida por Renato Machado:
As vítimas do desabamento de um trecho das obras do metrô de São Paulo, foram homenageadas hoje - quando o acidente completou um ano. [A vírgula entre o sujeito e o verbo está na página do JN mesmo]
Depois, algumas informações:
O acesso ao local do acidente continua interditado. Estão interditados 21 imóveis. O laudo técnico sobre as causas e os possíveis culpados não foi concluído. Deveria ter ficado pronto em outubro do ano passado, mas foi adiado para março.
Alguma sonora? Alguma entrevista com o governador ou responsável pelo desastre? Alguma cobrança? Por que até hoje nem o laudo ficou pronto? Por que a área continua interditada? Nada.

Em seguida vem o final:
Entre os veículos soterrados estava um microônibus que passava pelo local.
Nele estava o marido de Thays Gomes, o cobrador do ônibus. Grávida na época do acidente, ela esperava Cauã, hoje com quase um ano.
Revolta de Thays? Reclamação contra o governo? Nada disso, segundo a reportagem. Sobre imagens de uma alegre e inocente criança brincando, o repórter prossegue, antes da sonora de Thays:
Ela diz que guarda boas lembranças do marido apesar de tanto sofrimento.
“Uma coisa boa foi o meu filho, o nosso filho”, diz Thays.
Pois é, da cratera do metrô ficou uma coisa boa... O nosso filho: dela, do marido morto, da cratera do metrô e do Jornal Nacional.

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Metrô de São Paulo: O buraco é mais pro lado

Infelizmente a gente ainda vai ouvir falar muito do metrô de São Paulo. E falar mal. Primeiro foi a incrível cratera, que abriu um tremendo rombo no choque de gestão tucano. Há pouco, uma craterinha voltou a ameaçar com outra craterona.


A mais nova mancada está hoje na Folha. Vem um túnel daqui para se encontrar com outro que vem de lá e, pum, na trave. Há um desalinhamento lateral de 80 cm entre eles.

A Folha:

Dois geólogos entrevistados pela Folha - e que já ocuparam cargos de destaque em estatais paulistas - afirmaram que a falha é "básica" e não deveria ser "aceitável". Um deles falou em erro "crasso" e "barbeiragem". Ambos só aceitaram dar entrevista sem que fossem identificados, sob a alegação de que podem ser alvo de retaliação aos serviços que prestam como consultores.

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Buraco do metrô de São Paulo, pelo método Kamel

Deixa ver se eu entendi o método Kamel. Para explicar o novo buraco causado pelas obras do metrô em São Paulo eu devo começar culpando o governo e os controladores de vôo que liberaram as obras mesmo sem o laudo da cratera de janeiro, ou culpo a falta de grooving no asfalto? Devo começar a cobrar hoje um pronunciamento do governador de São Paulo, ou já deveria ter começado a fazer isso ontem?

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