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O Globo ataca Bolsonaro com fake news e acaba fazendo o jogo dele


O perfil de O Globo no Twitter publicou uma chamada para uma reportagem com uma informação falsa sobre Bolsonaro, que está bombando na rede [imagem acima].
'Não posso tomar providência de tudo que chega a mim', diz @jairbolsonaro sobre encontro com Luiz Miranda. glo.bo/3AMPF15
A matéria diz que a afirmação de Bolsonaro foi feita numa entrevista à Rádio Gaúcha, hoje pela manhã. A leitura geral é de que Bolsonaro teria confessado crime de prevaricação. A hashtag #confessou passou a ser uma das mais sinalizadas no Twitter.
 
Fui ao Twitter do repórter da rádio e lá encontrei o vídeo a seguir com uma informação crucial, que desmente a manchete de O Globo.
 
No vídeo, que reproduz o áudio da entrevista, Bolsonaro realmente diz que não pode tomar providências sobre tudo. Mas, ao final diz: "Tomei providência nesse caso". 
 
A simples frase anula a suspeita que a manchete lança sobre Bolsonaro e que está bombando na rede, da suposta confissão de Bolsonaro do crime de prevaricação ao não tomar providência sobre a denúncia do deputado Luis [com S, viu, O Globo, e não com Z) Miranda.

Além de sua outra pensa de defeitos muitíssimo mais graves, Bolsonaro é um mentiroso compulsivo. Por isso ele deve sempre ser confrontado com a verdade. Toda a verdade.

Confira o vídeo, em meu Retweet:







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Jornalismo vagabundo do Globo entrevista Flávio Bolsonaro mas não questiona suas respostas

O Globo publica hoje uma entrevista com Flávio Rachadinha Bolsonaro, que deve ter sido feita por e-mail, pela falta de questionamento às respostas evasivas do entrevistado. 
 
Não há outra explicação para o fato de o repórter ter aceitado sem questionar, por exemplo, a resposta de Flávio se o presidente Bolsonaro teria prevaricado ao não acionar a Polícia Federal ou o Ministério Público quando foi avisado das suspeitas na compra da Covaxin.
Óbvio que não teve prevaricação. O presidente informou ao ministro da Saúde (na época, Eduardo Pazuello) o que tinha sido relatado. O ministro, na sua hierarquia de comando, cobrou também algum retorno, se havia algo de irregular. O retorno foi que não havia nada irregular, processualmente falando. Nada tinha de materialidade ali (na denúncia).
Quer dizer que não havia irregularidade em pagar adiantado por vacinas, o que não estava previsto em contrato? Mais: pagar adiantado a uma empresa de fachada, que também não estava citada no contrato? Se não era irregular, era o quê?
 
Como não havia materialidade? Estava no contrato. A empresa destinatária do dinheiro não constava dele. Havia os e-mails de funcionários pressionando o irmão do deputado para que liberasse o pagamento irregular. Nada disso foi questionado.
 
Segue o repórter:
Há algum algum documento ou registro mostrando que o presidente comunicou a Pazuello e que alguma providência foi tomada?
Flávio: - Acredito que não. Isso acontece muito pelo telefone. “Olha, tem uma denúncia aqui, uma suspeita de irregularidade no contrato tal. Dá uma olhada e vê se tem algo de irregular”. Aí avaliam que não tem nada e falam: “Chefe, a princípio não tem nada”. Não tem por que acusar o presidente Bolsonaro de prevaricação.

Acontece muito pelo telefone?! Uma negociação de R$1,6 bilhão, com US$45 milhões a serem pagos como adiantamento, fora do contrato, a empresa de fachada, também fora de contrato, e a resposta da cadeia de comando é "Chefe, a princípio não tem nada"? Mas, se não tinha nada, porque o contrato foi desfeito somente após a denúncia?
 
A pergunta que fica é: para que fazer uma entrevista dessas? A quem serve, se o entrevistado responde o que quer sem questionamento?
 
Esse é o jornalismo declaratório vagabundo que temos hoje. Em grande parte por isso é que os Bolsonaro estão no poder destruindo o país, impunemente.





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Senadores da CPI vão ao STF com notícia-crime contra Bolsonaro, que pode perder mandato. Leia a íntegra da notícia-crime


Os senadores Randolfe Rodrigues, Fabiano Contarato e Jorge Kajuru entraram nesta segunda-feira no STF com uma notícia-crime por prevaricação contra o presidente Jair Bolsonaro. A ministra Rosa Weber será a relatora do caso no Supremo.
 
Se a ministra aceitar o pedido, a Procuradoria Geral da República será obrigada a oferecer denúncia contra Bolsonaro. 
 
Os senadores querem que o STF intime o presidente para responder, em 48 horas, se foi comunicado das denúncias feitas pelos irmãos Miranda,  a respeito da suspeita de corrupção na compra da vacina Covaxin, se chegou a apontar o líder do governo na Câmara e deputado, Ricardo Barros (PP-PR), como provável responsável, e também se em algum momento adotou medidas para investigação das suspeitas. Querem também que a Polícia Federal tenha 48 horas para dizer se houve abertura de inquérito no caso.
 
A denúncia é de que Bolsonaro possa ter cometido o crime de prevaricação, artigo 319 do CP:

Código Penal - Decreto-Lei nº  2.848, de 7 de dezembro de 1940.

 Prevaricação

        Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

        Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

        Art. 319-A.  Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11.466, de 2007).

        Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.

No caso maior de interesse do Brasil e dos brasileiros, antes da pena de detenção está o impeachment de Bolsonaro, pois prevaricação é um dos motivos que podem levar ao impeachment.
 
Aqui, o trecho final da notícia-crime:
a) a admissão da presente notícia-crime, com a consequente intimação da Procuradoria-Geral da República para promover o oferecimento da denúncia contra o Presidente da República pela prática do crime de prevaricação, previsto no art. 319 do CP, sem prejuízo de outros tipos penais porventura aderentes ao quadro fático a ser mais bem delineado nas apurações preambulares realizadas pela PGR com o auxílio das autoridades policiais competentes;
b) a intimação do Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, para que responda, em 48 (quarenta e oito) horas, se foi comunicado das denúncias, se apontou o Dep. Ricardo Barros como provável responsável pelo ilícito, bem como se e em que momento adotou as medidas cabíveis para a apuração das denúncias; e
c) a intimação da Polícia Federal para que informe, em 48 (quarenta e oito) horas, se houve a abertura de inquérito para apurar as denúncias sobre a aquisição da vacina Covaxin, discriminando quando e por quem foi aberto o eventual inquérito, bem como seu respectivo escopo.
Clique aqui para ler a íntegra da notícia-crime.





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Semana quente: Ex-mulher de Pazuello quer depor na CPI. Randolfe vai entrar com notícia-crime contra Bolsonaro. Manifestação #ForaBolsonaro antecipada


Se Bolsonaro terminou a semana passada preocupado, vai ficar ainda mais com as notícias que alimentam a próxima.
 
Já na segunda, o senador Randolfe vai entrar com notícia-crime contra Bolsonaro na PGR por crime de prevaricação.
"Estamos diante do seguinte fato: um servidor público concursado e seu irmão, deputado federal, levam ao presidente da República a notícia de que tem um crime de corrupção em curso. O presidente da República informa que tem conhecimento do autor e que se trata do seu líder na Câmara dos Deputados. Mesmo comunicado, o presidente da República não toma nenhuma providência, não instaura inquérito, não pede investigação, nada", disse Randolfe. [CNN]

O senador Aziz, presidente da CPI da Covid, ou do Genocídio, ou da Pandemia, vai consultar seus colegas para ver se topam receber como depoente a ex-mulher do general Pazuello, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, Andréa Barbosa. Ela enviou e-mail ao senador Aziz se oferecendo para depor e chegou a elencar vários tópicos que poderia esclarecer - ainda não divulgados pelo senador. 
 
Certamente será ouvida, e vai movimentar a CPI, porque Andréa é crítica do governo Bolsonaro, a quem se refere como "Bozo".
 
Partidos, sindicatos, movimentos de esquerda, mas também quem não se enquadra em nenhuma dessas categorias mas quer a saída urgente de Bolsonaro da presidência, resolveram antecipar a manifestação #ForaBolsonaro, marcada anteriormente para o dia 29 de julho, para o próximo sábado, dia3.
 
A verdade é que, a depender do que possa ocorrer ainda neste semana que se inicia, o final do mês já pode encontrar Bolsonaro na lona.
 
Boa semana para nós. Para #EleNão.





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Bolsonaro chama Pazuello ao Palácio: Puxa essa carroça da Covaxin pra mim aí, talquei


Para se livrar da acusação de prevaricação, que pode lhe custar o mandato, Bolsonaro chamou o ex-ministro da Saúde general Pazuello ao Palácio na noite de quinta e tratou de mandar o recado. Que Pazuello vestisse a cangalha e preparasse o lombo, porque teria de assumir a missão de levar a culpa ou arrumar outro nome na linha de transmissão de comando, no caso de corrupção na compra da vacina Covaxin.
 
Como o deputado Luis Miranda e seu irmão, Luis Francisco, funcionário do ministério da Saúde, afirmam que entregaram a Bolsonaro pessoalmente a denúncia de corrupção na compra da vacina Covaxin, Bolsonaro tem que dizer que tomou uma atitude, ou então prevaricou, que é quando o funcionário público toma conhecimento de uma irregularidade e nada faz.
 
A saída de Bolsonaro é a de sempre: botar a culpa em alguém. No caso vai ser o general Pazuello, o Queiroz da vez. 
 
Como tudo aconteceu durante o período da passagem de bastão de Pazuello para Queiroga, o general deve jogar a cangalha nas costas de alguém e alegar que não sabe que providências foram tomadas porque saiu do ministério...
 
Talvez esteja aí a explicação do pedido de sigilo de 100 anos do processo em que o comandante do Exército não puniu Pazuello: ele sabe muito sobre a linha de transmissão da corrupção no ministério e essa envolve muitos militares que se acotovelam por lá até hoje.





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