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Dossiê Flávio Bolsonaro: as relações pra lá de perigosas do candidato da extrema direita


Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.



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Bolsonaro ou Lira, quem tem mais acusações de crimes no Brasil?

Páreo duro. Jogo difícil, embora o ex-presidente Bolsonaro tenha longa carreira de acusações contra si, como as rachadinhas, a Wal do Açaí, o crime de pesca em área protegida (que ele reverteu, mas voltou a valer), além de todos os outros que teriam sido cometidos durante seu período na presidência.

As acusações contra Arthur Lira começam de sua ex-mulher, Jullyene Lins, que o acusa de tê-la agredido, estuprado e feito alienação parental dos filhos, além de comandar esquema de corrupção em Alagoas. Sem contar vários documentos atestados em Cartório que ela diz provarem que Lira sonegou bens à Receita Federal e ao TSE, o que acarretaria, de inicio, cassação de seu mandato.

A Revista Pública fez longa reportagem e o site De Olho nos Ruralistas um dossiê que confirmariam as acusações da ex-esposa de Lira. O único resultado das reportagens foi a censura de ambas, a pedido da defesa de Lira, embora a censura esteja oficialmente extinta no Brasil.

No entanto, os dois continuam por aí, como se as acusações se referissem a outro Bolsonaro e outro Lira, não aos dois.

O ex-presidente, agora sem a caneta do poder, na frente de padaria acenando para os poucos carros que passam, como boneco de posto, e lançando produtos como curso e até um calendário, segundo alguns como forma de esquentar dinheiro.

Lira, ainda presidente da Câmara, segue ameaçando o governo, querendo comandar o orçamento do país. Encosta o governo na parede, se recusa a ir a cerimônias oficiais, ameaça ministros, como se ele fosse o escolhido com seus pouco mais de 200 mil votos para governar o país e não o presidente Lula com seus mais de 60 milhões de votos.

Deve muito disso à incompetência com que foi conduzida a investigação do caso de corrupção escancarada do kit robótica em Alagoas, que acabou tendo todas as provas anuladas pelo ministro Gilmar Mendes, atendendo orientação da PGR de Aras, a pedido da defesa de Lira.

As provas foram anuladas, mas os crimes não. Se eles existem — e parecem abundantes no caso do kit robótica — que as investigações sejam feitas agora por quem tem competência para isso, a Polícia Federal. O que não pode é ficar impune.

O caso das fazendas que teriam sido sonegadas também. Os documentos da senhora Jullyene Lins são verdadeiros? Houve sonegação de Lira à Receita e ao TSE?

O que estão esperando? Uma nova crise institucional? É esse o objetivo? Emparedar novamente um governo popular para voltar ao reino do mercado patrão, da continência à bandeira dos Estados Unidos?


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STJ adia encontro de Flávio Bolsonaro com a prisão no caso de corrupção das rachadinhas

O STJ desdisse o que havia dito, volta atrás em decisão anterior e resolve anular todo o processo contra Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas.
Os ministros voltaram atrás da decisão que negou, em março, pedidos para invalidar todas as medidas tomadas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27.ª Vara Criminal do Rio, que conduziu o inquérito por quase dois anos enquanto o caso tramitou na primeira instância. O julgamento foi retomado após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro João Otávio de Noronha.
No julgamento de hoje, o colegiado bateu o martelo sobre a impossibilidade de aproveitamento das provas colhidas mediante autorização do juiz de primeira instância, o que na prática desidrata quase toda a denúncia. [Estadão]
Isso acaba com o caso e Flávio Bolsonaro foi declarado inocente? Não, o caso só vai trocar de instância. Mas as provas da prática das rachadinhas, desvio de salário de funcionários de gabinete para os bolsos de Bolsonaro, são abundantes.
 
A decisão de ontem apenas adiou o encontro de Flávio com a Papuda. Mais dia menos dia ele vai parar lá, acompanhado do pai.
 
Mas, Mello, o Temer, o Aécio...
 
Temer, Aécio, Jucá, esses nomes têm relações profundas com a política brasileira, o que não ocorre com a famiglia Bolsonaro, que não tem relações com ninguém, a não ser entre si e as milícias.
 
Acabado o mandato do Jair, os processos vão andar e as provas contra eles são irrefutáveis.





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Convocar ex-cunhada de Bolsonaro para falar de rachadinha na CPI da COVID é desviar foco das 520 mil mortes


A divulgação de uma reportagem de Juliana Dal Piva em que uma ex-cunhada de Jair Bolsonaro denuncia que o verdadeiro capo do esquema das rachadinhas era o atual presidente é uma bomba, que só pode causar efeito no presidente após ele deixar o cargo. Nossa lei não permite que o presidente seja julgado por fatos anteriores ao mandato.
 
Portanto, é um tremendo tiro n'água a convocação da ex-cunhada para ser ouvida na CPI da COVID anunciada pelo senador Renan Calheiros em seu perfil no Twitter [imagem acima].
 
Os investigação dos últimos acontecimentos diretamente relacionados à CPI envolvendo a cúpula do ministério da Saúde em corrupção na compra de vacinas é que deve ser aprofundada. 
 
Assim como deve ser descartada a paralisação da CPI durante o período de recesso parlamentar, a partir do dia 18 até 31 de julho. Cada dia perdido significa hoje na prática dois mil brasileiros mortos em média. 
 
O Ministério Público deve cuidar do caso das rachadinhas e investigar as revelações da reportagem de Juliana Dal Piva.
 
A CPI da COVID deve colher provas e responsabilizar Bolsonaro e seu governo pelas mortes que poderiam ter sido evitadas, não fosse o comportamento criminoso do governo.
 
É preciso recolher provas para afastar o mais rapidamente possível Bolsonaro da presidência. Isso o caso das rachadinhas não pode fazer, mas os crimes de Bolsonaro na pandemia, sim.
 
A seguir trecho da reportagem de Juliana publicada por ela no Twitter.






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Na falta de uma liderança internacional, Lula vira presidente de fato e negocia com Rússia, China e EUA vacinas para o Brasil


Na política não há espaço vazio. Enquanto Bolsonaro só se preocupa em livrar a própria cara e a dos filhos dos inquéritos e investigações do esquema de corrupção conhecido como rachadinha e em conseguir na Justiça comemorar o golpe militar de 1964, Lula negocia com líderes mundiais o envio de vacinas ao Brasil.
 Há três meses o ex-presidente Lula teve um encontro com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) que financiou o desenvolvimento da Sputnik V, segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
 Além disso, o encontro de Lula com Dmitriev contou com a interlocução do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que incentivou a reunião.
 Além das tratativas com o fundo russo, Lula e a ex-presidenta Dilma fizeram contato com o governo da China. Em carta enviada ao presidente chinês, Xi Jinping, elogiaram a condução da pandemia no país e criticaram o negacionismo e “incivilidade” de Jair Bolsonaro.“Consideramos oportuna essa mensagem, como forma de manifestar a nossa certeza de que a antiga e sólida amizade entre os nossos povos não será abalada pelo presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seu governo”, escreveram Lula e Dilma ao governo da China. [Fonte]
Mais recentemente, Lula deu uma entrevista a uma das mais famosas jornalistas do mundo, Christiane Amanpour, que adiantou em seu Twitter uma informação do presidente. 
 
Segundo Amanpour, Lula disse que está pedindo ao presidente Biden que convoque uma reunião do G20 para garantir a distribuição adequada da vacina em todo o mundo: “Vacina, vacina, vacina!” Ele [Lula] acrescenta: “Eu não poderia pedir isso [de] Trump, mas Biden é um sopro de democracia no mundo”.
 
A entrevista vai ao ar hoje.
 
Enquanto isso, Bolsonaro faz do Brasil o pior local do mundo disparado na pandemia, com 3 mil mortes diárias e subindo, caos econômico, miséria, enquanto ele vai poder bater tambor e brincar de marcha soldado no dia 31 de março (o certo é dia da mentira, 1 de abril) para comemorar o golpe que além de matar e torturar, entregou ao país a maior inflação da época e a maior dívida externa do mundo, segundo o jornalista Elio Gaspari, em seu Livro a Ditadura Acabada [imagem abaixo], que teve como fontes o ditador Geisel e o bruxo da ditadura, general Golbery.
 
Mas é bom Bolsonaro saber que Biden não tem boa avaliação da ditadura. Quando de sua visita ao Brasil em 2014 ele entregou documentos à presidenta Dilma confirmando tortura e desaparecimentos políticos:
Em 17 de junho de 2014, Biden, o então vice-presidente na gestão Barack Obama, desembarcou em Brasília com um objeto especial na bagagem: um HD com 43 documentos produzidos por autoridades americanas entre os anos de 1967 e 1977. A partir de informações passadas não só por vítimas, mas por informantes dentro das Forças Armadas e dos serviços de repressão, os relatórios americanos detalhavam informações sobre censura, tortura e assassinatos cometidos pelo regime militar do Brasil. 
"Estou feliz de anunciar que os Estados Unidos iniciaram um projeto especial para desclassificar e compartilhar com a Comissão Nacional da Verdade documentos que podem lançar luz sobre essa ditadura de 21 anos, o que é, obviamente, de grande interesse da presidente", afirmou Biden, sorridente, ao lado de Dilma. [BBC]

#ForaBolsonaro. Deixe quem pode, quer e sabe trabalhar para o Brasil cuidar do país.



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Flávio Bolsonaro escancara e compra mansão de R$6 milhões após ter parte do processo das rachadinhas anulado


Menos de uma semana após ter parte do processo das rachadinhas anulado pela Quinta Turma do STJ, o ainda senador Flávio Bolsonaro resolveu comemorar e comprar uma mansão de R$6 milhões em área nobre de Brasília, no setor de mansões Don Bosco. Curioso é que a soma dos desvios na acusação das rachadinhas é R$6,1 milhões. Mais uma coincidência...

Está certo que ele não humilhou, não escancarou pagando à vista e em dinheiro, como fez nos outros imóveis que já comprou ao longo da vida de deputado (agora senador) e sócio de uma franquia de chocolates. Dessa vez ele fez como na ocasião em que dividiu R$96 mil em 48 depósitos de R$2 mil e resolveu pagar a casa em 360 prestações.
 
É bom a Justiça dar um jeito de soltar o Queiroz logo, porque agora além de para mensalidades da escola da filha e do plano de saúde o amigão vai ter que pagar também as prestações da mansão. Haja rachadinha.
 
Confira um vídeo da mansão.




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Não é uma pedalada, mas Bolsonaro usou Abin para tentar livrar Flávio e a si mesmo da corrupção das rachadinhas


Um órgão do governo foi usado por Bolsonaro para tentar melar o processo e livrar a cara de seu filho Flávio Bolsonaro, no caso de corrupção contínua conhecido como "das rachadinhas".
 
Reportagem de Guilherme Amado na Época teve acesso a dois documentos que provam que a Abin foi posta a serviço de Flávio para tentar vasculhar alguma irregularidade nas investigações do Ministério Público e assim anular todo o processo contra Flávio, que atinge também Jair e sua mulher, Michelle, todos envolvidos em corrupção.
 
Os documentos desmentem o general Heleno, responsável pela Abin, que, em depoimento, negou que a Abin tivesse tomado qualquer medida nesse sentido.
 
O depoimento do general se deu na ocasião em que houve a denúncia de que Jair Bolsonaro montou uma reunião no Palácio com a Abin e a defesa de Flávio para livrar o filho do processo.
 
Heleno negou. Mas agora a revista traz a prova de que foram feitas investigações e as conclusões delas enviadas aos advogados do ainda senador, filho do ainda presidente.
Nos dois documentos, obtidos pela coluna e cuja autenticidade e procedência foram confirmadas pela defesa do senador, a Abin detalha o funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal (RFB), que, segundo suspeita dos advogados de Flávio, teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas. 
Um dos documentos é autoexplicativo ao definir a razão daquele trabalho.Em um campo intitulado “Finalidade”, cita: “Defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. Os dois documentos foram enviados por WhatsApp para Flávio e por ele repassados para sua advogada Luciana Pires. 
Não é nenhuma pedalada fiscal, mas o caso é de abuso de poder, de desvio de finalidade e de tentativa de barrar um processo judicial, tudo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro.
 
Mas as "instituições continuam funcionando" e o genocida segue fazendo o que bem quer, como os mais de 180 mil mortos por COVID que atingiremos hoje.
 
O governo além de corrupto, mata, mas não chegou a praticar nenhuma pedalada fiscal, que fizesse com que Janaína Paschoal rodasse a baiana em favor de seu impeachment. Idem para Botafogo Maia, sentado sobre mais de 50 pedidos nesse sentido.
 
Até quando?





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Organização criminosa de Flávio Bolsonaro tinha sua mulher, Fernanda; Queiroz, mulher e filhas; ex-assessores e até líder do Escritório do Crime


A casa caiu, e agora o mundo ruiu para os Bolsonaro, com a derrota de Trump e o fim do seu único apoio de peso internacional.
 
As investigações sobre Flavio, levadas a cabo pelo Ministério Público do Rio, indicam que o rolo do 01 envolve grande número de pessoas, numa verdadeira organização criminosa, que incluía a mulher de Flávio, Fernanda.
Além do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou mais 15 pessoas acusadas de participarem do pagamento de "rachadinhas" na Assembleia Legislativa fluminense (Alerj), como a mulher do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e o chefe de gabinete dele, Miguel Ângelo Braga Grillo.

A família do ex-assessor de Flávio também faz parte da lista de denunciados: a esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, e as filhas, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, que foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro como deputado estadual e faziam repasses sistemáticos de dinheiro para a conta do ex-assessor.

O primeiro núcleo de denunciados, ligado diretamente a Queiroz, também é formado por por vizinhos e amigos indicados por ele como Agostinho Moraes da Silva, Jorge Luis de Souza, Sheila Coelha de Vasconcellos, Marcia Cristina Nascimento dos Santos, Wellington Sérvulo Romano da Silva, Flávia Regina Thompson Silva e Luiza Sousa Paes.

A denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega também era parte do esquema da "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Acusado de comandar um grupo de extermínio e de ter ligação com a milícia no Rio, Adriano foi morto na Bahia em fevereiro deste ano, em troca de tiros com a polícia.[Globo]

Não se pode esquecer que uma das filhas de Queiroz, Nathalia, não trabalhava com Flávio, mas no gabinete do pai, Jair, em Brasília, embora nunca tenha aparecido por lá, e participava do esquema também, o que coloca o atual presidente no olho do furacão.



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01 é o primeiro. MP denuncia Flávio Bolsonaro por corrupção: peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Pena pode chegar a 30 anos


Finalmente, após quase dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu denuncia contra o senador e filho 01 de Jair Bolsonaro, Flávio.
 
As acusações são de peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso de corrupção descarada e contínua, por anos e anos, é o conhecido como o "das rachadinhas" ou o "caso Queiroz".
 
Além de Flávio, foram denunciados Fabrício Queiroz e mais 15 ex-assessores.
 
As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão e multas, distribuídas assim: peculato: 2 a 12 anos de prisão e multa; lavagem de dinheiro: 3 até 10 anos de reclusão e multa; organização criminosa: 3 a 8 anos e multa.
 
É bom lembrar que esse caso também envolve a mulher do presidente, a de Flavio, a de Queiroz e o próprio presidente. Flavio é apenas o 01.
 
Que a fila ande.



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Bolsonaro usa governo para tentar melar processo de corrupção de seu filho Flávio no caso das rachadinhas


Sabendo que as provas do envolvimento do senador Flavio Bolsonaro em corrupção, no famoso caso das rachadinhas, são fortes e sem defesa, os advogados do filho do presidente resolveram apelar para o tapetão e procuram nos meandros do processo alguma brecha capaz de anular tudo e fazer com que o senador escape como um corrupto não julgado, como os que fogem da condenação por prescrição.
 
Por conta disso, acionaram o presidente Bolsonaro que colocou à disposição setores do governo para tentar achar a tal brecha que livre o filho e a ele próprio de uma condenação, pois o envolvimento da família no caso, via Queiroz, chega a Jair Bolsonaro e sua mulher Michelle.
 
Reportagem da revista Época denuncia que vários órgãos do governo sofreram pressão para encontrar alguma irregularidade no processo. Até o momento, ainda segunda a Época, esses esforços não deram em nada, todas as operações estão de acordo com a lei e o que a defesa de Flavio está fazendo é defender seu direito de espernear e reclamar de perseguição.

A defesa de Flávio busca, atualmente, provas formais de que houve acesso irregular aos dados dele e de pessoas próximas. Uma das pessoas acionadas pelo senador, segundo a revista, foi o diretor-presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Gileno Gurjão Barreto.

O Serpro é quem mantém o registro de todas as consultas a dados de contribuintes. Segundo a revista, Barreto afirmou que não seria possível obter os dados solicitados por Flávio em razão dos termos de confidencialidade do serviço.

O secretário da Receita, por sua vez, disse ao presidente que não tinha como obter os dados solicitados. [Folha]

Mas, resistirão até quando?

O caso é que o Brasil assiste ao triste espetáculo (mais um) de um caso de, não fosse Flavio filho de quem é, cassação de mandato e prisão por peculato e lavagem de dinheiro, através de sua loja de chocolates Kopenhagem, que merece ser citada, já que nem assim descredencia o ainda senador.



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Promotores só aguardam STF para denunciar Flávio Bolsonaro e Queiroz por desvio e lavagem de dinheiro público


Sabe aquele momento nas Olimpíadas em que os atletas estão todos posicionados em seus blocos, sob silêncio ansioso da plateia, apenas aguardando o sinal de partida?

Assim estão os promotores do Rio de Janeiro à espera da decisão do STF sobre o fórum onde vai ser denunciado Flávio Bolsonaro pelas rachadinhas.

Porque convencidos eles estão de que Flávio e Queiroz cometeram os crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro.

Pode ser que, a partir da denúncia, a memória de Flávio Bolsonaro refresque e ele se lembre se pagou ou não R$ 600 mil em dinheiro (muito) vivo por um imóvel que, no papel, custou R$ 310 mil.

Talvez também com a denúncia o filho de Bolsonaro consiga uma explicação plausível sobre a incrível coincidência do dinheiro de funcionários de seu gabinete pousar na conta de Queiroz e, em seguida, voar para a sua.

E também explicar como surgiram os valores necessários para que Queiroz pagasse durante anos as mensalidades escolares das filhas de Flávio e o plano de saúde da família, sem que essa quantia tenha saído de suas contas ou de sua esposa.

E ainda tem sua fantástica loja de chocolates...

Basta o STF dar o sinal.



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Mulher de Queiroz também depositou dinheiro na conta da mulher de Bolsonaro. Tudo em famiglia


Não foi apenas Queiroz quem depositou 21 cheques na conta de Michele Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro. A mulher de Queiroz, Márcia, também fez depósitos na conta de Michele ao menos seis, segundo dados de seu sigilo bancário quebrado.

Lançamentos da conta corrente de Márcia de Oliveira Aguiar revelam outros repasses da ‘família Queiroz’ à primeira-dama Michelle Bolsonaro. Movimentações do extrato bancário de Márcia, anexados à investigação sobre suposto esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do senador Flávio Bolsonaro enquanto era deputado estadual no Rio, registram que seis cheques da mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz foram compensados em favor da mulher do presidente Jair Bolsonaro em 2011, totalizando R$ 17 mil.
O detalhamento dos depósitos de Márcia em nome de Michelle foi revelado pela Revista Crusoé nesta sexta, 7, e confirmado pelo Estadão.
Segundo o extrato de uma conta mantida pela mulher de Queiroz no Itaú, os cheques em favor de Michelle Bolsonaro foram compensados em janeiro, fevereiro, abril, maio e junho (dois) de 2011. O primeiro tinha o menor valor, de R$ 2 mil. Já os outros cinco eram cheques de R$ 3 mil. [Estadão]
Será que Michele vai alegar que enquanto o marido emprestava dinheiro ao Queiroz ela emprestava para a mulher do Queiroz, num troca-troca famiglia?

Com as revelações dos depósitos de Queiroz e sua mulher na conta de Michele é inescapável que a mulher de Bolsonaro tenha que prestar os devidos esclarecimentos à Justiça. Além do marido, é claro.

E é mais um ponto que mostra que o esquema das rachadinhas não envolvia apenas o filho Flavio Bolsonaro e a esposa (que recebeu cheque de Queiroz), mas Jair e esposa e provavelmente toda a famiglia Bolsonaro num esquema de lavagem de dinheiro e apropriação de dinheiro público.



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STF livra Flávio Bolsonaro de ser preso em julho. Mas ele e a mulher têm que depor até terça desta semana, e agosto está logo ali


Em resposta a uma ação da Rede Sustentabilidade, o ministro do STF Celso de Mello enviou para o Plenário o julgamento sobre a ilegalidade ou não do processo das rachadinhas de Flávio Bolsonaro ter subido da primeira para a segunda instância.

Como lembra a Rede, o próprio STF decidiu em 2018 que o foro privilegiado só vale para crimes cometidos no mandato e em razão da atividade parlamentar.

No mesmo sentido, o MP do Rio de Janeiro entrou com ação no Supremo. Esta caiu com o ministro Gilmar Mendes, que a enviou para a segunda Turma do STF.

O Judiciário está em recesso, atividades só retornam em agosto, quando o caso deve ser decidido com a devolução do processo das rachadinhas à primeira instância, onde o juiz Flávio Itabaiana o aguarda.

As provas já são abundantes, segundo se sabe, mas o MP do Rio quer mais e intimou Flávio Bolsonaro e sua mulher, Fernanda, a prestarem depoimento esta semana.
A convocação partiu do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc). Fernanda foi intimada a depor na segunda-feira e Flávio na segunda ou na terça, conforme escolha do senador. [Juliana Dal Piva, O Globo]
A contagem regressiva para a provável prisão de Flavio Bolsonaro continua rolando, mas, pelo menos em julho, ele se livrou.

O pai espera a hora dele, pois também tem a responder sobre a intensa movimentação em seu gabinete em Brasília, enquanto deputado. Até com a utilização confessa de usar verba de auxílio habitacional para "comer gente".



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MUITA CARA DE PAU
Flávio Bolsonaro contrata advogado que já defendeu juiz de seu processo e por isso alega que ele deve abandonar o caso


A cara de pau é tão grande que deve ter ficado difícil entender exatamente o que está escrito no título. Mas eu explico.

O juiz Flavio Itabaiana é o juiz do caso das rachadinhas de seu xará Bolsonaro desde o início do processo. Tem feito seu trabalho sem estardalhaço mas com competência e não é à toa que Flávio Bolsonaro já entrou com nove pedidos para tirar o processo de suas mãos o que conseguiu provisoriamente na última tentativa.

Só que Flávio sabe que o suspeitíssimo julgamento que tirou o caso das mãos do juiz Itabaiana não se sustenta e assim que chegar ao Plenário do STJ ou ao STF, volta às mãos de Itabaiana.

Aí vem a cara de pau de Flávio Bolsonaro: Ele contratou como advogado Rodrigo Roca, amigo de Itabaiana há 20 anos e que já defendeu o juiz algumas vezes. Por isso, Itabaiana tem se declarado suspeito nos casos que chegam à sua mão tendo Roca como advogado.

E é isso o que Flávio quer: que o juiz abandone seu caso pela amizade e por já ter sido defendido por Rodrigo Roca.
A defesa do senador Flávio Bolsonaro pede a suspeição do juiz Flávio Itabaiana no processo eleitoral que investiga lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, nas declarações de campanha do senador, em 2018.
O advogado do parlamentar já defendeu Flavio Itabaiana. Segundo o pedido, quando Itabaiana recebia processos defendidos por Rodrigo Roca, ele se declarava suspeito. A defesa de Flávio Bolsonaro também fala em proximidade de mais de 20 anos entre advogado e juiz.
Fotos foram anexadas ao processo para comprovar que dizem os advogados do senador. A investigação está com o Ministério Público Federal. [BandNewsFmRio]

Se alguém tem que se julgar impedido no caso é o advogado, pois sabe das atitudes de Itabaiana e que é por isso que foi chamado por Flávio para ser seu advogado.

Também deve se pronunciar sobre o caso a OAB, porque não é possível que isso vá adiante.

Flávio Bolsonaro diz que não teme nada e que pode provar cada centavo de seus bens. Por que então não acelera o processo ao invés de protelar com já agora dez pedidos de troca de mãos do processo?

Fica parecendo a todo mundo que Flávio Bolsonaro tem muito a esconder e a temer nas mãos do rigoroso juiz Itabaiana.




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Papa critica políticos que governam mais para seus parentes do que para a pátria. 'É uma forma de corrupção'


Durante a bênção de Angelus neste domingo, o papa Francisco criticou políticos que põem os interesses da família à frente dos interesses da pátria.
"Algumas corrupções nos governos realmente ocorrem porque o amor aos parentes é maior que o amor pela pátria e eles colocam seus parentes no cargo" 
Nesse sentido, refletindo sobre o Evangelho, o papa lembrou que uma das exigências de Jesus de Nazaré aos seus discípulos é colocar-lhe fidelidade acima dos afetos da família.
"É claro que Jesus não pretende subestimar o amor por pais e filhos, mas ele sabe que os laços de parentesco, se colocados em primeiro lugar, podem se desviar do verdadeiro bem", disse o papa. [DW]
Nós aqui no Brasil vemos o estrago que causa ao país a preocupação de Jair Bolsonaro com as rachadinhas que envolvem seu filho Flávio e podem levá-lo à prisão.

Mas não apenas Flávio. Toda a família Bolsonaro tem a tradição de nomear parentes e amigos, muitos deles milicianos, em seus gabinetes. "Parentes e milicianos acima de tudo" é o lema.

O nome disso, corrobora o papa, é corrupção. 




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Juiz vê 'Fortes indícios de materialidade e autoria de crimes' de Flávio Bolsonaro e manda seguir processo de corrupção


Flávio, Jair Bolsonaro e Queiroz

 

Ministro do STJ rejeita novo pedido de anulação do processo das rachadinhas de Flávio Bolsonaro


Há mais de um ano, o senador Flávio Bolsonaro, que se diz inocente, foge como o diabo da cruz do processo no Rio de Janeiro, que o acusa de enriquecimento ilícito por meio de rachadinhas — divisão do dinheiro de funcionários de seu gabinete, que lhe devolviam a maior parte do salário todo mês.

Flávio já tentou anular o processo. Transferi-lo pra Brasília. Tudo isso embora diga que não tem nada a perder, que todos os seus negócios são legais e a inacreditável evolução de seu patrimônio é apenas fruto de bons negócios realizados, inclusive com sua loja de chocolates num shopping da Barra.

Seu chefe de gabinete, o ex-PM Fabrício Queiroz, amigão do peito de Jair Mentira Bolsonaro, até hoje não apareceu para prestar depoimento sobre as rachadinhas, inclusive já virou meme com a frase "Cadê Queiroz?".

Outro que também esteve envolvido no processo, o miliciano e ex-capitão do Bope,
Adriano da Nóbrega, foi assassinado na Bahia num típico caso de queima de arquivo, antes que pudesse dar alguma informação sobre o caso.

Flávio só ainda não conseguiu bloquear de vez o processo, sendo que dessa feita seu desejo foi contrariado pelo ministro do STJ Félix Fischer:
“Ao contrário do que o recorrente informa, que a investigação tenha acontecido em face de pessoa politicamente exposta, com vazamento de seus dados fiscais e bancários por cerca de 10 anos, fato é que, conforme consignado nos presentes autos, a quebra de sigilo foi autorizada em duas decisões judiciais devidamente fundamentadas (no amparo em fortes indícios de materialidade e autoria de crimes; na suposta formação de grande associação criminosa, com alto grau de permanência e estabilidade na Alerj; e, como se não bastasse, na imprescindibilidade da medida)”, escreveu o ministro, relator do caso no STJ. [O Globo]
Essa foi a 9ª vez que a defesa de Flávio tentou melar o processo.




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