Comentário de Antonio Mello no Fórum Mídias, da TV Fórum.
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Páreo duro. Jogo difícil, embora o ex-presidente Bolsonaro tenha longa carreira de acusações contra si, como as rachadinhas, a Wal do Açaí, o crime de pesca em área protegida (que ele reverteu, mas voltou a valer), além de todos os outros que teriam sido cometidos durante seu período na presidência.
As acusações contra Arthur Lira começam de sua ex-mulher, Jullyene Lins, que o acusa de tê-la agredido, estuprado e feito alienação parental dos filhos, além de comandar esquema de corrupção em Alagoas. Sem contar vários documentos atestados em Cartório que ela diz provarem que Lira sonegou bens à Receita Federal e ao TSE, o que acarretaria, de inicio, cassação de seu mandato.
A Revista Pública fez longa reportagem e o site De Olho nos Ruralistas um dossiê que confirmariam as acusações da ex-esposa de Lira. O único resultado das reportagens foi a censura de ambas, a pedido da defesa de Lira, embora a censura esteja oficialmente extinta no Brasil.
No entanto, os dois continuam por aí, como se as acusações se referissem a outro Bolsonaro e outro Lira, não aos dois.
O ex-presidente, agora sem a caneta do poder, na frente de padaria acenando para os poucos carros que passam, como boneco de posto, e lançando produtos como curso e até um calendário, segundo alguns como forma de esquentar dinheiro.
Lira, ainda presidente da Câmara, segue ameaçando o governo, querendo comandar o orçamento do país. Encosta o governo na parede, se recusa a ir a cerimônias oficiais, ameaça ministros, como se ele fosse o escolhido com seus pouco mais de 200 mil votos para governar o país e não o presidente Lula com seus mais de 60 milhões de votos.
Deve muito disso à incompetência com que foi conduzida a investigação do caso de corrupção escancarada do kit robótica em Alagoas, que acabou tendo todas as provas anuladas pelo ministro Gilmar Mendes, atendendo orientação da PGR de Aras, a pedido da defesa de Lira.
As provas foram anuladas, mas os crimes não. Se eles existem — e parecem abundantes no caso do kit robótica — que as investigações sejam feitas agora por quem tem competência para isso, a Polícia Federal. O que não pode é ficar impune.
O caso das fazendas que teriam sido sonegadas também. Os documentos da senhora Jullyene Lins são verdadeiros? Houve sonegação de Lira à Receita e ao TSE?
O que estão esperando? Uma nova crise institucional? É esse o objetivo? Emparedar novamente um governo popular para voltar ao reino do mercado patrão, da continência à bandeira dos Estados Unidos?
Os ministros voltaram atrás da decisão que negou, em março, pedidos para invalidar todas as medidas tomadas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27.ª Vara Criminal do Rio, que conduziu o inquérito por quase dois anos enquanto o caso tramitou na primeira instância. O julgamento foi retomado após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro João Otávio de Noronha.No julgamento de hoje, o colegiado bateu o martelo sobre a impossibilidade de aproveitamento das provas colhidas mediante autorização do juiz de primeira instância, o que na prática desidrata quase toda a denúncia. [Estadão]
Gravações inéditas apontam o envolvimento direto de @jairbolsonaro em esquema ilegal de entrega de salários de assessores quando era deputado federal. É a 1ª vez que um ex-funcionário aponta a relação direta dele. Amanhã estreia o podcast #UOLInvestiga: A vida secreta de Jair. pic.twitter.com/KlSsEZ0WPt
— Juliana Dal Piva (@julianadalpiva) July 5, 2021
Há três meses o ex-presidente Lula teve um encontro com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) que financiou o desenvolvimento da Sputnik V, segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo.Além disso, o encontro de Lula com Dmitriev contou com a interlocução do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que incentivou a reunião.Além das tratativas com o fundo russo, Lula e a ex-presidenta Dilma fizeram contato com o governo da China. Em carta enviada ao presidente chinês, Xi Jinping, elogiaram a condução da pandemia no país e criticaram o negacionismo e “incivilidade” de Jair Bolsonaro.“Consideramos oportuna essa mensagem, como forma de manifestar a nossa certeza de que a antiga e sólida amizade entre os nossos povos não será abalada pelo presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seu governo”, escreveram Lula e Dilma ao governo da China. [Fonte]
Em 17 de junho de 2014, Biden, o então vice-presidente na gestão Barack Obama, desembarcou em Brasília com um objeto especial na bagagem: um HD com 43 documentos produzidos por autoridades americanas entre os anos de 1967 e 1977. A partir de informações passadas não só por vítimas, mas por informantes dentro das Forças Armadas e dos serviços de repressão, os relatórios americanos detalhavam informações sobre censura, tortura e assassinatos cometidos pelo regime militar do Brasil."Estou feliz de anunciar que os Estados Unidos iniciaram um projeto especial para desclassificar e compartilhar com a Comissão Nacional da Verdade documentos que podem lançar luz sobre essa ditadura de 21 anos, o que é, obviamente, de grande interesse da presidente", afirmou Biden, sorridente, ao lado de Dilma. [BBC]
.@FlavioBolsonaro compra mansão de R$ 5,97 milhões em Brasília.
— Metrópoles (de 🏠) (@Metropoles) March 1, 2021
Imóvel fica localizado em área nobre da capital, no Setor de Mansões Dom Bosco. Senador financiou a compra em 360 meses, segundo o site @o_antagonista. Veja vídeo da mansão https://t.co/vDXC0UZZUY pic.twitter.com/RCQNtiA4Ys
Nos dois documentos, obtidos pela coluna e cuja autenticidade e procedência foram confirmadas pela defesa do senador, a Abin detalha o funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal (RFB), que, segundo suspeita dos advogados de Flávio, teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas.Um dos documentos é autoexplicativo ao definir a razão daquele trabalho.Em um campo intitulado “Finalidade”, cita: “Defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”. Os dois documentos foram enviados por WhatsApp para Flávio e por ele repassados para sua advogada Luciana Pires.
Além do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou mais 15 pessoas acusadas de participarem do pagamento de "rachadinhas" na Assembleia Legislativa fluminense (Alerj), como a mulher do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e o chefe de gabinete dele, Miguel Ângelo Braga Grillo.A família do ex-assessor de Flávio também faz parte da lista de denunciados: a esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, e as filhas, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, que foram lotadas no gabinete de Flávio Bolsonaro como deputado estadual e faziam repasses sistemáticos de dinheiro para a conta do ex-assessor.
O primeiro núcleo de denunciados, ligado diretamente a Queiroz, também é formado por por vizinhos e amigos indicados por ele como Agostinho Moraes da Silva, Jorge Luis de Souza, Sheila Coelha de Vasconcellos, Marcia Cristina Nascimento dos Santos, Wellington Sérvulo Romano da Silva, Flávia Regina Thompson Silva e Luiza Sousa Paes.
A denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega também era parte do esquema da "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Acusado de comandar um grupo de extermínio e de ter ligação com a milícia no Rio, Adriano foi morto na Bahia em fevereiro deste ano, em troca de tiros com a polícia.[Globo]
Não se pode esquecer que uma das filhas de Queiroz, Nathalia, não trabalhava com Flávio, mas no gabinete do pai, Jair, em Brasília, embora nunca tenha aparecido por lá, e participava do esquema também, o que coloca o atual presidente no olho do furacão.
A defesa de Flávio busca, atualmente, provas formais de que houve acesso irregular aos dados dele e de pessoas próximas. Uma das pessoas acionadas pelo senador, segundo a revista, foi o diretor-presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Gileno Gurjão Barreto.
O Serpro é quem mantém o registro de todas as consultas a dados de contribuintes. Segundo a revista, Barreto afirmou que não seria possível obter os dados solicitados por Flávio em razão dos termos de confidencialidade do serviço.
O secretário da Receita, por sua vez, disse ao presidente que não tinha como obter os dados solicitados. [Folha]
Mas, resistirão até quando?
Lançamentos da conta corrente de Márcia de Oliveira Aguiar revelam outros repasses da ‘família Queiroz’ à primeira-dama Michelle Bolsonaro. Movimentações do extrato bancário de Márcia, anexados à investigação sobre suposto esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do senador Flávio Bolsonaro enquanto era deputado estadual no Rio, registram que seis cheques da mulher do ex-assessor Fabrício Queiroz foram compensados em favor da mulher do presidente Jair Bolsonaro em 2011, totalizando R$ 17 mil.Será que Michele vai alegar que enquanto o marido emprestava dinheiro ao Queiroz ela emprestava para a mulher do Queiroz, num troca-troca famiglia?
O detalhamento dos depósitos de Márcia em nome de Michelle foi revelado pela Revista Crusoé nesta sexta, 7, e confirmado pelo Estadão.
Segundo o extrato de uma conta mantida pela mulher de Queiroz no Itaú, os cheques em favor de Michelle Bolsonaro foram compensados em janeiro, fevereiro, abril, maio e junho (dois) de 2011. O primeiro tinha o menor valor, de R$ 2 mil. Já os outros cinco eram cheques de R$ 3 mil. [Estadão]
A convocação partiu do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc). Fernanda foi intimada a depor na segunda-feira e Flávio na segunda ou na terça, conforme escolha do senador. [Juliana Dal Piva, O Globo]A contagem regressiva para a provável prisão de Flavio Bolsonaro continua rolando, mas, pelo menos em julho, ele se livrou.
A defesa do senador Flávio Bolsonaro pede a suspeição do juiz Flávio Itabaiana no processo eleitoral que investiga lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, nas declarações de campanha do senador, em 2018.
O advogado do parlamentar já defendeu Flavio Itabaiana. Segundo o pedido, quando Itabaiana recebia processos defendidos por Rodrigo Roca, ele se declarava suspeito. A defesa de Flávio Bolsonaro também fala em proximidade de mais de 20 anos entre advogado e juiz.
Fotos foram anexadas ao processo para comprovar que dizem os advogados do senador. A investigação está com o Ministério Público Federal. [BandNewsFmRio]
"Algumas corrupções nos governos realmente ocorrem porque o amor aos parentes é maior que o amor pela pátria e eles colocam seus parentes no cargo"Nós aqui no Brasil vemos o estrago que causa ao país a preocupação de Jair Bolsonaro com as rachadinhas que envolvem seu filho Flávio e podem levá-lo à prisão.
Nesse sentido, refletindo sobre o Evangelho, o papa lembrou que uma das exigências de Jesus de Nazaré aos seus discípulos é colocar-lhe fidelidade acima dos afetos da família.
"É claro que Jesus não pretende subestimar o amor por pais e filhos, mas ele sabe que os laços de parentesco, se colocados em primeiro lugar, podem se desviar do verdadeiro bem", disse o papa. [DW]
“Ao contrário do que o recorrente informa, que a investigação tenha acontecido em face de pessoa politicamente exposta, com vazamento de seus dados fiscais e bancários por cerca de 10 anos, fato é que, conforme consignado nos presentes autos, a quebra de sigilo foi autorizada em duas decisões judiciais devidamente fundamentadas (no amparo em fortes indícios de materialidade e autoria de crimes; na suposta formação de grande associação criminosa, com alto grau de permanência e estabilidade na Alerj; e, como se não bastasse, na imprescindibilidade da medida)”, escreveu o ministro, relator do caso no STJ. [O Globo]Essa foi a 9ª vez que a defesa de Flávio tentou melar o processo.