PGR quer prender Barata, que Gilmar mandou soltar, que Bretas mandou prender, depois de Gilmar mandar soltar, logo após Bretas mandar prender

Gilmar Mendes, esposa, no casamento do filho de Barata


A Procuradora-Geral da República Raquel Dodge quer que o empresário Jacob Barata Filho volte para a cadeia pela terceira vez. Nas outras duas, o ministro Gilmar Mendes, que é padrinho de casamento do filho de Barata, mandou soltá-lo.

Como o ministro gosta de reafirmar sua autoridade, vem outro habeas corpus por aí.


Segundo a nota divulgada pela PGR, Raquel Dodge argumenta, por exemplo, que a decisão de soltar o empresário não cabia a Gilmar Mendes, mas, sim, ao ministro Dias Toffoli.


Os pedidos para repassar o caso a Toffoli e restabelecer a prisão serão analisados por Gilmar Mendes. O ministro, no entanto, pode levar o caso à análise da Segunda Turma da Corte, formada pelos ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin.

A procuradora-geral alega, também, que Barata Filho descumpriu as medidas cautelares impostas a ele em outro caso em que ele havia sido preso e libertado.

No pedido ao STF, Raquel Dodge ressaltou, ainda, que Jacob Barata Filho foi preso novamente em novembro porque foram encontrados documentos no apartamento dele que comprovariam atuação do empresário no setor de transportes, descumprindo o afastamento imposto pelo STF quando ele foi solto.

Nos papéis, acrescenta a PGR, havia relatórios gerenciais, balancetes financeiros, relação de pessoal e situação de frota. Os documentos foram anexados por Raquel Dodge.

"Esse cenário permite concluir que o empresário não se desligou de suas funções na administração das empresas de transportes coletivos e continua exercendo tais atividades, em absoluto descumprimento da medida cautelar imposta pelo Supremo Tribunal Federal em substituição à prisão preventiva decretada nestes autos", diz o pedido da PGR.

Dodge também chamou a atenção para a "ousadia" de Barata Filho, que, segundo ela, teria continuado a cometer crimes mesmo depois de solto pelo STF.


"Está mais do que evidenciado que apenas a segregação preventiva tem o condão de interromper a longínqua e substancial carreira criminosa do paciente, que, no caldo de cultura de corrupção instalado no Rio de Janeiro nos últimos anos, formou seu vasto patrimônio."[Fonte: G1]

Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Brasil e Venezuela. Uma comparação entre o processo de votação daqui e o da 'ditadura' na Venezuela

Maduro votando na Venezuela


A Folha, que queria chamar nossa ditadura de ditabranda, só chama o regime político da Venezuela de ditadura. E Maduro, de ditador. Ao mesmo tempo em que chama o golpista Temer de presidente, e não de golpista.

Mas, vamos ver como é que funciona a ditadura num país, a Venezuela, em que há eleições quase todo ano. Em alguns, mais de uma. Ainda este mês, vamos para a terceira em 2017. De 1999 até aqui foram vinte e duas eleições.

Aqui no Brasil, para votar, você tem que levar um documento de identidade ou o título de eleitor, assina a lista de presença, digita os números na urna eletrônica, pega o comprovante de que votou (não o comprovante de seu voto) e vai embora. Se você é você mesmo ou alguém se passando por você, isso vai depender do olhar do mesário.

Na Venezuela, o processo para evitar fraude torna o procedimento de votar mais complexo. O eleitor se dirige a sua seção, mostra um documento. Depois, há a biometria, o reconhecimento eletrônico de sua digital. Ok, tudo certo? O eleitor se dirige à cabine, vota na urna eletrônica, que emite um recibo de papel com o voto que ele deu. Se ele confirma que o voto é aquele, vai até uma urna e deposita esse voto. Depois ele pega seu documento e uma tinta que não sai por um tempo é pincelada em seu dedo mindinho, para que ele não possa votar de novo em lugar algum.

Ao final da eleição, 30% das urnas, por amostragem estatística, sofrem auditoria para conferir se os votos eletrônicos batem com os impressos.

Estranha ditadura, não?

No Brasil, a impressão do voto, que vale como garantia do eleitor, só vai começar este ano. Mesmo assim, apenas em 30 mil das 600 mil urnas eleitorais do país. Nas outras 570 mil, você vota e acredita em Temer que o resultado foi aquele.

Estranha democracia, não?



Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Garotinho se defende de acusações e acusa procurador e juiz, que é processado por ele, de parcialidade

Ex-governador do Rio Anthony Garotinho


Em seu blog, em postagens diferentes e por diferentes modos, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho, preso em Bangu, se defende das acusações que o levaram à prisão e levanta suspeitas sobre procurador e juiz que o processam.

 A principal acusação é de que Garotinho teria recebido R$ 3 milhões da JBS, em caixa 2. Garotinho confirma o recebimento do dinheiro, mas nega o uso de caixa 2. O dinheiro teria sido doado oficialmente ao PR e repassado para sua campanha. Tudo declarado à Justiça Eleitoral na sua prestação de contas.

Disse também que o contrato apresentado como prova, nem assinado está pela JBS. E que
Ricardo Saud, da JBS, disse que a primeira vez que viu aquele contrato foi no dia em que estava a caminho para prestar depoimento.

Garotinho nega também a acusação de caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014. Afirma que são acusações sem prova alguma. E diz que sua prisão seria uma vingança de Sergio Cabral, pelas acusações que lhe faz há anos e que acabaram por botá-lo atrás das grades. Acusa também o grupo político que está à frente da prefeitura de Campos. E a parcialidade de procurador e juiz.


Em 2012, Garotinho apresentou uma notícia-crime contra Sérgio Cabral e pessoas ligadas a ele, a maior parte delas presa ou já com passagem pelo presídio de Benfica.
Em 4 de novembro de 2016, Garotinho protocolou na Procuradoria Geral da República, em Brasília, um aditivo à primeira denúncia, envolvendo várias autoridades. Menos de duas semanas depois, Garotinho foi preso pela primeira vez, a mando do mesmo juiz que decretou esta terceira e última prisão.

E, embora Garotinho tenha solicitado escolta policial, após ter sido comunicado por um inspetor penitenciário a respeito das ameaças de morte contra si vindas de Cabral e sua trupe, nenhuma providência foi tomada pelo governador do estado. Até porque, diga-se, Pezão é aliado da Gangue dos Guardanapos e também foi denunciado por Garotinho.

Assim, Garotinho levou esse fato ao Procurador Geral do Ministério Público estadual, protocolando o mesmo ofício entregue ao governador duas semanas antes. Ainda assim, o governador Pezão não providenciou a escolta. 

O que aconteceu depois é de conhecimento público. Garotinho foi preso, levado para Benfica, [onde teria sido] agredido e ameaçado de morte.
Por outro lado, as acusações que promotores e juízes de Campos apresentaram para os fatos são vexatórias. É importante esclarecer que o promotor Leandro Manhães é investigado pelo próprio MP devido à suspeita de prática de vários crimes denunciados por Garotinho. Ou seja: não poderia atuar no processo em que o ex-governador é réu.
O juiz Glaucenir, que decretou a prisão, fala de imparcialidade em sua sentença. Mas Glaucenir responde a processos que Garotinho moveu contra o magistrado, não tendo, portanto, a mínima condição de julgá-lo com imparcialidade. Não custa lembrar que o Código de Processo Penal (artigos 252, 254 e 258) estabelece que tanto juízes quanto promotores sejam imparciais. [Fonte: Blog do Garotinho]

Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Desembargador libera e mídia comemora: Golpista Temer vai torrar R$ 100 milhões do povo em propaganda para enganá-lo com Reforma da Previdência

Charge do Latuff com crítica à Reforma da Previdência


O desembargador Hilton Queiroz, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, acabou com a proibição do governo do golpista Temer fazer propaganda de uma Reforma da Previdência que vai contra os interesses do povo.

São R$ 100 milhões em dinheiro do povo (aquele dinheiro que falta para medicamentos, médicos, professores) para torrar em propaganda e tentar fazer com que o povo ache delícia a trolada que pretendem lhe enfiar goela abaixo.

A mídia corporativa agradece ao Papai Noel Temer o presente de Natal. Afinal, R$ 100 milhões em dezembro não fazem mal a ninguém.

A não ser a quem paga.


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Evo Morales: 'Os Estados Unidos são a principal ameaça à dignidade, à igualdade e à identidade da humanidade'

Reprodução de tuítes do presidente da Bolívia Evo Morales


O presidente da Bolívia Evo Morales respondeu no terreno de Trump, o Twitter, à saída dos Estados Unidos da mesa de negociações para um acordo mundial sobre as migrações [imagem reproduzida aqui].

Morales afirmou que "os Estados Unidos são a principal ameaça à dignidade, à igualdade e à identidade da humanidade" e que "constroem muros, destroem nações com suas invasões, gerando milhões de refugiados".

Diferentemente da Bolívia, que, segundo Morales, "continuará promovendo a proposta de um Mundo sem Muros, sem invasões nem divisões, em que nos aceitemos uns aos outros, através de uma cidadania universal".


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Boa noite, bom dia. Audioblog do Mello. As mais lidas do fim de semana para você ouvir antes de dormir ou depois de acordar



Ainda está tosco. Vai melhorar muito. Mas é uma nova forma de oferecer o conteúdo do blog para quem tem deficiência visual, de leitura ou preguiça mesmo...


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Omertá. Moro e turma da Lava Jato usam voto de silêncio da máfia italiana e nada falam sobre Tacla Durán nem sobre quem é DD



Todo mundo sabe que o silêncio é a lei da máfia e quem o quebra acaba em silêncio eterno. É a Omertá, a lei da máfia italiana, um código de ética mafioso em que as famiglias se protegem cobrindo de silêncio qualquer coisa que possa prejudicar o bando.

É como vem agindo a turma da Lava Jato no caso Tacla Durán. Da primeira vez em que o nome dele apareceu na mídia denunciando o esquema mafioso da turma de Curitiba, o juiz Moro correu em defesa de seu padrinho de casamento, acusado de vender facilidades em troca de 5 milhões de dólares, por fora.

Moro contava que sua simples manifestação em favor do padrinho e atacando Durán poria uma pedra sobre o assunto e ele seria enterrado.

Não contava com a persistência de Tacla Durán nem com a ida de dois deputados do PT, Paulo Pimenta e Wadih Damous, à Espanha para entrevistar o advogado, que tem dupla nacionalidade, brasileiro, espanhol.

A partir daí, a Omertá entrou em ação. Nem Moro nem os procuradores de deus tocavam no assunto, contando também com o auxílio luxuoso da mídia corporativa, que fingia que o que Durán dizia não tinha importância.

Mas veio o depoimento de Tacla Durán à CPMI no dia 30 e ele não só confirmou oficialmente o que havia contado aos deputados, como mostrou provas (e provas periciadas na Espanha) sobre o que denunciava.

Confirmou que os procuradores da Lava Jato lhe ofereceram facilidades na delação premiada. Confirmou que o padrinho de Moro foi o portador da proposta concreta, em que pedia os 5 milhões de dólares, com a exigência de que fosse "por fora, porque tenho que resolver o pessoal que vai ajudar nisso", segundo afirmou. E que entre essas pessoas que iriam tratar do assunto estaria uma com as iniciais DD.

Embora a conclusão óbvia é de que DD é Deltan Dallagnol, o procurador de deus do powerpoint, a Omertá segue imperando e a Lava Jato não comenta o assunto.

A mulher de Moro desativou a página no Facebook, Eu Moro com ele, em que o juiz era tratado como um semideus.

Imagino o que a PF descobriria, se quebrasse o sigilo telefônico dessa turma toda, como eles fazem com qualquer um que esteja em suas alças de mira.

A pergunta que fica é: O que temem Moro e os procuradores da Lava Jato? Por que eles que são tão falantes, adoram os refletores, uma coletiva, estão em silêncio? Será que estão produzindo um powerpoint para explicar tudo?

Na rede, as pessoas ironizam e antecipam que eles vão montar o ppt para finalmente revelar que DD é Dula da Dilva...


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

'Máscara de Moro começa a cair. CPMI tem que ouvir Moro e senhora, Janot, Zucolloto e demais citados por Tacla Durán em seu depoimento'

Boneco do juiz Moro caído


"Se é que seriedade e justiça ainda tenham lugar no Brasil, a CPMI tem que ouvir Moro e senhora, Janot, Zucolloto e demais citados por Tacla Durán em seu depoimento".
Assim, o jornalista Antônio Carlos Miguel, de O Globo, encerra seu comentário sobre o depoimento de Tacla Durán à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), a que ele deu o título de "Máscara de Moro começa a cair".


Na manhã desta quinta-feira (30/11), os métodos da Lava-Jato foram desnudados no depoimento, via teleconferência, de Rodrigo Tacla Durán à CPMI que prossegue na Câmara. Como se sabe, o advogado, que trabalhou na Odebrecht entre 2011 e 2016, usou de sua dupla cidadania para, amparado em acordos entre os dois países, vazar do Brasil e acompanhar na Espanha o processo ao qual é acusado. Aguarda que o juiz Sérgio Moro envie para a justiça espanhola as provas que, aparentemente, não existem. Lá, delações premiadas não têm valor se não acompanhadas de provas materiais. Delações que, como suspeitamos, muitas vezes são induzidas, filtradas, direcionados para alvos selecionados. Tacla Durán teria fugido para a Espanha por não aceitar assumir em sua delação atos que diz não ter participado. Ele chegou a negociar com o advogado Carlos Zucolloto Junior (padrinho de casamento de Moro e ex-sócio da mulher do juiz numa banca em Curitiba) benefícios num eventual acordo junto aos procuradores da Operação. Mas, teria mudado de ideia quando percebeu os métodos e as engrenagens da tal “indústria da delação”, que incluiriam pagamento por fora para advogados e juízes, adulteração de documentos, provas forjadas e por aí vai.
OK, Tacla Durán também não deve ser flor que se cheire, mas, o silêncio de Moro e asseclas nos últimos dias faz muito barulho, parece comprovar as sujeiras da Lava-Jato. Em agosto passado, quando surgiram as primeiras denúncias do advogado, o juiz de preto tentou desqualificá-lo por se tratar de um foragido da Justiça. Agora, prefere se esconder. Se é que seriedade e justiça ainda tenham lugar no Brasil, a CPMI tem que ouvir Moro e senhora, Janot, Zucolloto e demais citados por Tacla Durán em seu depoimento. [Fonte: G1]

Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Estadão mente sobre Lula na manchete e se desmente no lide


A certeza de que grande parte dos leitores de hoje só presta atenção no título da matéria faz com que a mídia corporativa nem se preocupe mais em esconder a verdadeira notícia no pé da página. Agora eles se desmentem no lide* mesmo.

* Lide (jornalismo). Em jornalismo, o lide (em inglês: lead) é a primeira parte de uma notícia. Geralmente o primeiro parágrafo posto em destaque, que fornece ao leitor informação básica sobre o conteúdo.


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Prefeito Doria decidiu: vai concorrer a presidente. Se não der, sai de governador. Só não quer ser é prefeito de São Paulo

Ilustração com boneco do prefeito Doria e uniformes para montar


O prefeito de São Paulo João "Trabalhador" Doria já decidiu seu destino no próximo ano. Pretende insistir na candidatura a presidente da República, se não for pelo PSDB, pelo PMDB, que já lhe abriu as portas.
 
Se não for possível, sai candidato a governador. Seja por que partido for. A única coisa que ele não quer é continuar no cargo de prefeito de São Paulo. 

Estranho o caso João Doria. Eleito para governar a principal cidade do país, desde o primeiro dia ele foge do cargo. Já foi gari, piloto de carro, grafiteiro, cadeirante, garoto-propaganda de laboratórios farmacêuticos, palestrante anti-Lula pelo país, propagandista de uma farinha alimentar que não havia sido nem fabricada, tudo isso em vez de fazer aquilo para que foi eleito - ser prefeito de São Paulo. 

Como é que ainda tem a cara de pau de querer se lançar a algum cargo eletivo, depois de desprezar e expor ao ridículo a maior cidade do Brasil? 

É muita falta de um remédio antigo, da época da minha infância, chamado Simancol.





Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Relator da MP que tira R$ 1 trilhão do Brasil para as multinacionais e mata 1 milhão de empregos é da turma do Cabral. Não está preso pra isso

Julio Lopes em Paris, com Cavendish e Fichtner, e cantando


O deputado federal Julio Lopes é da turma do Cabral, aqueles íntimos da gangue dos guardanapos. Lopes não chegou a colocar guardanapo na cabeça, mas cantou e festejou naquelas noites loucas de Paris.

Enquanto a quase totalidade da gangue dos guardanapos caiu de Paris para a Cadeia de Benfica, Julio Lopes continua solto, mas, como sempre, em má companhia - a turma do Cunha e do Temer na Câmara.

Ele foi o relator da MP 795/2017, que estabelece "redução de tributos às petrolíferas estrangeiras na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural. O pacote de bondades significará renúncia de receitas na ordem de R$ 50 bilhões por ano".

Inicialmente a medida valeria até julho de 2022, mas Julio Lopes é muito dado e esticou a mordomia das coitadinhas Shell, British Petrolium etc. por mais 18 anos, até 2040.

Vai ver que é por isso ou para isso que está solto, já que além de frequentador da turma, quase toda na cadeia, Lopes foi simplesmente Secretário de Transportes de Cabral, onde a turma do Barata distribuiu milhões em propinas.

Será que só ele não recebeu nada? A Odebrecht disse que ele levou R$ 600 mil. E do Barata? O homem corrompeu todo mundo para manter seus lucros nas alturas e não deu nada para o Secretário de Transportes, o homem da sua área?

Quanto à medida relatada por Lopes e aprovada na Câmara, é mais um dos roubos descarados dos bens brasileiros em benefício das petroleiras estrangeiras.



Segundo o texto, as empresas ficam isentas de pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e das respectivas contribuições para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação), e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação).
Quando enviada pelo governo Temer, a proposta suspendia os tributos somente até 31 de julho de 2022. Ao relatar a matéria, porém, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) ampliou o prazo para 2040, o que deve acarretar em perdas somadas da ordem de R$ 1 trilhão de reais em receitas que deveriam ser destinadas à União – cerca de R$ 50 bilhões por ano.
Após revelações de que o ministro de Comércio do Reino Unido, Greg Hands, veio ao Brasil para fazer lobby em defesa dos interesses das petrolíferas britânicas, a proposta ficou conhecida como MP da Shell, e virou alvo de críticas de deputados da oposição. 
"Estamos vendo o assalto a este país. O Brasil está sendo levado, vendido na bacia das almas. Essa medida provisória é lesiva ao Brasil, lesiva à arrecadação do governo, aos empregos dos brasileiros e é lesiva ao mercado interno do povo brasileiro. O fato é que o Brasil está abrindo mão da sua arrecadação, da sua soberania, em troca do lobby da Shell, do lobby do Reino Unido”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini. 
Durante mais de quatro horas, os deputados da oposição obstruíram a sessão por discordar dos incentivos tributários para o setor e a redução dos percentuais de conteúdo local exigido das petroleiras. 
"Retirar do povo brasileiro R$ 1 trilhão até 2040 para entregar à Shell é roubo. Há parlamentares que estão fazendo jogo de petrolíferas internacionais colocando o Brasil de joelhos", disse o deputado Glauber Braga (Psol-RJ).
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) apontou que a aprovação da MP representa uma "pá de cal" na indústria naval brasileira. “Não sou eu que digo isto. É a Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas (Abimaq) que diz que, com esta medida provisória, vamos jogar na lata do lixo um milhão de empregos da cadeia de produção de equipamentos de óleo e gás".
O relator, deputado Julio Lopes, rebateu as críticas e afirmou que a proposta vai modernizar a legislação brasileira e recolocar o Brasil no cenário internacional de exploração de petróleo e gás. Segundo o deputado, “de forma alguma, a MP 795 representa prejuízo ao país”. [Fonte: Brasil de Fato]


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos