Flagrante mostra típico leitor da Veja em ação na Avenida Paulista




Em 2008, publiquei aqui a postagem Nem Civita lê a Veja, em que ele discorria sobre o leitor típico da revista Veja:
Roberto Civita: “... Os leitores clamam, (...), querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos. Estou tentando explicar, não justificar. Acho que Veja se encontra toda semana na difícil posição, de um lado, de saber que reportagem é reportagem e opinião é opinião, sendo que não tem editoriais além daquele da frente; e, de outro, sabendo que os leitores..."
Flagrante de reportagem de uma emissora de TV mostrou como é esse leitor típico (no caso, uma leitora) de Veja em ação. 

Que me desculpe a senhora tão cruamente exposta na reportagem. Meu intuito aqui não é atacá-la. É uma senhora com dificuldades de andar, não sei que remédios toma, que dores suporta, que problemas enfrenta, enfim, não sei o que a levou à explosão de fúria, ao vulcão que despejou a lava de seus ressentimentos.

Essa lava é que me interessa, que me faz reproduzir aqui no blog o vídeo de sua fúria, tão perfeitamente definida por Civita como a de um leitor típico de Veja.

Confiram o vídeo e logo após a reprodução da postagem de 2008 (porque pesquisa mostra que leitor típico tem preguiça de seguir links...), com os comentários sobre Civita e Veja.





Nem Civita lê a Veja

(3 de janeiro de 2008)
Pelo menos é a conclusão a que se chega ao ler o artigo publicado pelo editor da revista e presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no último número da Veja de 2007, e que foi reproduzido no Blog do Nassif.
Com elogios ao governo do presidente Lula, Civita mostra que ou bem não lê a revista ou o faz, mas não acredita numa única linha do que é publicado ali. Sabe que o que a Veja e seus pitblogueiros fazem não é jornalismo, é apenas colocar lenha na fogueira dos indignados úteis para vender revista.
Pelo menos foi o que ele confessou em entrevista à newsletter eletrônica Jornalistas & Cia, em julho do ano passado, que comentei aqui.
Roberto Civita: “... Os leitores clamam, (...), querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos. Estou tentando explicar, não justificar. Acho que Veja se encontra toda semana na difícil posição, de um lado, de saber que reportagem é reportagem e opinião é opinião, sendo que não tem editoriais além daquele da frente; e, de outro, sabendo que os leitores..."
Que o presidente do Grupo Abril e editor de Veja não leia a revista que edita ou não acredite no que ela publica é notícia para ter uma repercussão maior do que a que teve. O que só prova o nível de descrédito a que chegou a outrora respeitável publicação.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

Não satisfeita com condenação e prisão de Genoíno, Dirceu & Cia a mídia corporativa faz bullying que pode levá-los à pena de morte




Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva por pessoa ou grupo contra outra pessoa ou grupo.

Não é o que a imprensa está fazendo com Dirceu, Genoíno & Cia, mas especialmente os dois primeiros?

Não basta que estejam presos. Eles são humilhados. Doença, menosprezada. Anúncio do emprego de Dirceu, ridicularizado. Direitos, tratados como mordomia. Sofrimento, recebido com alegria, satisfação e zombaria. Isso todos os dias as 24 horas do dia.

A todo instante a incitação ao linchamento moral, que, no caso da Papuda, pode se transformar em linchamento físico (já se anuncia aqui e ali uma "insatisfação dos demais presos" com supostas "regalias" ao grupo). Parece ser o que desejam. A pena de morte.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Quando não avaliou pedido de impeachment de Gilmar Mendes, Senado quebrou a casca que gerou Joaquim Barbosa




O advogado Alberto de Oliveira Piovesan pediu o impeachment de Gilmar Mendes por 'relações perigosas' com advogado da Globo, de Dantas...e do próprio Gilmar Mendes. O pedido foi feito no dia 10 de maio de 2011. Mas o presidente do Senado na época, o inefável José Sarney, descartou o pedido, mesmo com as seguintes e pesadas acusações contra o ministro:

A revista PIAUÍ, de circulação nacional, nos números 47 e 48, respectivamente de agosto e setembro de 2010, publicou extensa e bem elaborada reportagem de autoria de Luiz Maklouf Carvalho, jornalista há mais de trinta anos, sobre o Supremo Tribunal Federal, e na de nº 48 revelou e detalhou relações entre o Ministro Gilmar Ferreira Mendes e sua mulher, com o Advogado Sergio Bermudes, seu antigo desafeto – fato público (documento nº 11, em anexo) – até quando assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Os fatos divulgados pela referida reportagem (documento nº 4, em anexo), são comprometedores. Revelam recebimento de benesses e outros fatos que põem em dúvida a isenção, a parcialidade do julgador, configurando violação a dever funcional, e em consequência a incidência do item 5 do artigo 39 da Lei Federal 1079/1950.

(...) A referida reportagem informou, dentre outros fatos, que o Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.

A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.

A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha,
e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que
vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17. [ Ver completo aqui, inclusive com a íntegra do pedido de impeachment]

Por não colocar o pedido de impeachment em julgamento pelos seus pares no Senado, onde Gilmar Mendes seria chamado às falas para dar explicações ao país, Sarney liberou o instinto dos ministros do Supremo, que passaram a considerar-se também supremos, pairando acima do Bem e do Mal.

Depois da arrogância, dos maus modos, do histrionismo de Gilmar Mendes (qualidades que ele aperfeiçoa até hoje), assume a presidência suprema o supremo Joaquim Barbosa, que radicalizou a superpotência de Gilmar, julgando-se supremamente acima até de seus supremos pares, a quem dá ordens, faz bullying, agride, menospreza.

Ainda há tempo para o Senado analisar o pedido de Gilmar e propor outro para o ministro Barbosa.

Mas, quando a gente pensa que o comando do Senado, depois de Sarney, está nas mãos do ex-ministro da Justiça de FHC Renan Calheiros...

Eles só vão se mexer quando a corda apertar seus senatoriais pescoços... Mas pode ser tarde.

E ainda há ovos sendo chocados, como ilustra a figura. Sem um freio de arrumação, que tem e deve ser dado por quem conseguiu a legítima representação do povo, por meio do voto, a situação prospera em direção ao golpe.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Enquanto isso, no Baixo Trevas...




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Teste psicológico detectou em Barbosa uma personalidade insegura, agressiva, com profundas marcas de ressentimento


Charge de Aroeira


Antes de se tornar juiz, o atual presidente do STF, Joaquim Barbosa, tentou a carreira diplomática (imagine...), mas foi reprovado no exame psicológico que o definiu como "uma personalidade insegura, agressiva, com profundas marcas de ressentimento".

Meus parabéns à equipe que aplica os testes no Itamaraty, porque, no caso de Barbosa, acertou em cheio, você não acha?


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Folha tenta esconder lixo tucano de São Paulo jogando lixo de Minas por cima




O diabo, dizem, mora nos detalhes. E é no detalhe de uma coincidência que se deve olhar a edição de hoje da Folha.

O Ex-tadão publica hoje matéria devastadora sobre a corrupção dos governos do PSDB em SP. Se, antes, a corrupção poderia ser empurrada para "operadores", depoimento de um réu confesso, chamado pela reportagem de leniente, aponta o dedo para o núcleo dos governos tucanos:

Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de "documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM" [Fonte].

Como eu dizia, bota aspas, coincidentemente, hoje a Folha defende em editorial que o julgamento do mensalão tucano "mineiro" seja julgado sem demora pelo STF. Por que só agora, 15 anos depois?

Porque eles querem jogar o lixo do PSDB de São Paulo, que se vem corrompendo há 20 anos, desde a gestão Covas, passando por Alckmin e Serra, para Minas, com o triplo intuito de 1) livrar SP; 2) derrubar Aécio; 3) livrar Serra. Não necessariamente nesta ordem, ou melhor, na ordem inversa.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Polícia Federal do governo Dilma algema Dirceu e Genoíno no voo para Brasília. E o ministro Cardozo? Pergunte à Veja




Notícia foi veiculada no programa Fantástico da Rede Globo e reproduzida no jornal O Globo do oligopólico grupo.

No trecho final da viagem, entre Belo Horizonte e Brasília, os nove presos sentaram-se nas poltronas das janelas. Ao lado de cada um deles estava um agente da Polícia Federal. Antes da decolagem, todos foram algemados. [Fonte]

A Polícia Federal, não custa lembrar, é subordinada ao ministério da Justiça. Não se tem notícia do titular da pasta desde a ordem de prisão decretada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, em pleno feriado da proclamação da República.

Mas há um local onde se acha o ministro Cardozo: a revista Veja. Numa entrevista de  2008, o ministro disse que o mensalão existiu:

“Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final.
“É ilegal? É.
“É indiscutível? É.
“Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos e aprender com os erros.” [Fonte]

Se você que me lê conhece alguém da Veja, peça para que achem o ministro, porque para a revista ele aparece: amarelões adoram as páginas amarelas da Veja.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Alguns comentários de leitores sobre meu romance 'Madame Flaubert'. Aguardo o seu




Embora o livro ainda não tenha sido oficialmente lançado, meu romance Madame Flaubert já está à venda desde setembro, e alguns leitores fizeram seus comentários.

Há ainda, curiosamente, pessoas que em seu perfil no Facebook indicam Madame Flaubert como um de seus livros favoritos. Mas não me deram nenhum retorno disso. Por quê? Escreva pra mim!

Alguns comentários me foram enviados por e-mail, dois recebi por mensagem direta no Facebook e outros dois descobri no Google.

Foi uma surpresa agradável, especialmente porque os comentários foram todos positivos. Agora, aguardo o seu, que me leu. O que achou? Comente. Aqui no blog, no Face, envie por e-mail - neste caso, só vou publicá-lo com sua autorização.

Mas estou verdadeiramente interessado na opinião de todos. Vamos lá, escreva.

Aos trechos de comentários:

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Antecipei minha ida para a cama. Por favor, não se apressem em conclusões. Deitei-me em companhia do romance Madame Flaubert, do colega blogueiro Antonio Mello.

Gostei da ironia do título e o encomendei à Publisher, do também blogueiro Renato Rovai, por via postal – eletrônica e regular. Paguei trinta reais, incluindo frete, e recebi em menos de cinco dias, em plena greve dos trabalhadores dos Correios. Isso é que é eficiência.

Trama instigante, em estilo e ritmo elétricos, a envolver escritores e/ou roteiristas de novelas e personagens da política, da TV e botequins. Todos mais ou menos frustrados com a trajetória de suas vidas ou o (des)aproveitamento de seus supostos talentos.

Passa-se no Rio da era Collor, ele próprio assinalado, em narrativa que traduz a superficialidade de uma época e de um meio. A  exemplo de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, ponto de partida ou inspiração.

Gostei do que li até agora, e já estou quase no fim das 191 páginas. Recomendo. [Fonte]

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AC é um escritor que se afundou na bebida e nas drogas. Sempre alterado, não consegue terminar um romance, onde vem trabalhando com afinco, porém sem sucesso. Antonio (AC) usa elementos da realidade em seu romance, para ele tudo é literatura.

Sempre bêbado, não consegue mais discernir o que é real ou ficção, de certa forma se apoia nos colegas para encontrar um pouco de verdade em sua vida.

Juntamente com seus amigos, ele vai escrevendo seu romance, onde seus personagens são pessoas reais. Ele luta contra ele mesmo, e contra os efeitos das drogas para terminar seu romance. Cada personagem da história tem suas crises, vícios e sonhos. Todos destruídos de uma forma eletrizante. Histórias que vão se ligando na obra, e no fim recebem um mesmo destino.

Antonio Mello utilizou de fatos que nós conhecemos pela mídia, como quando Collor é eleito e depois deposto, como a filha de Glória Perez que morre assassinada pelo ator que trabalhava com ela. De certa forma, em Madame Flaubert o leitor se sente parte da obra, se sente vivo junto com cada personagem ali descrito. Torce e tenta adivinhar qual será o seu destino. [Fonte]

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O que eu mais gostei foi que o livro foi-me pegando aos poucos e quando eu vi não conseguia mais parar de ler, porque me surpreendia cada vez mais, as coisas vão acontecendo como num quebra-cabeças onde as peças se encaixam. Me surpreendeu, porque sou leitora do blog, gosto do jeito que você escreve, mas no livro é outro nível. Parabéns. [por e-mail]

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Antonio, acabei de ler seu livro, estou emocionada, arrepiada, com o coração batendo. Há muito tempo não lia um romance que me fizesse não querer parar de ler do começo ao fim. Conheço suas histórias e reconheço: você é mesmo Big. Escreva outros meu caro, essa é a parte que te cabe neste latifúndio, todos os elogios meus (ou os do livro) são poucos pra sua Arte, com A maiúscula mesmo. Parabéns. Sucesso e obrigada por existir em nossa vidas. [mensagem no Face, de pessoa queridíssima]

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Bom, Bom demais, por ser Bom, Bom de ler, Bom de "Viajandão", Bom de fazer Bem...Show Mello!! Beijo Grande [de um amigo, diretor de TV e vídeo, na página do romance]

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Aguardo seu comentário. E, por favor, já me diga se posso publicá-lo ou não. Grato.

E você que ainda não leu, trate de fazê-lo. Clique no banner abaixo e voilá...


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Mais Médicos: No agreste pernambucano, pacientes agradecem médicos cubanos de joelhos


Imagem meramente ilustrativa



É importante que os médicos brasileiros leiam isto, porque é visível o contraste entre uma manchete como a que eu postei acima com aquela outra que inundou jornais e principalmente os blogs falando da prisão de um médico que apenas assinava o ponto e não atendia a população. Ficou pior para ele ainda pois, nas redes sociais, criticava duramente o programa Mais Médicos. (Leia sobre esse médico aqui).

Mas, esta postagem é sobre um outro tipo de médicos (também há brasileiros assim) e como é importante o programa Mais Médicos, que só não é melhor porque não foi feito antes.

Reportagem da Folha mostra a importância da chegada dos médicos cubanos no agreste pernambucano. Vou publicar trechos e dar o link para a matéria completa, embora a Folha não dê links para a blogosfera quando a cita.

A demanda de médicos no interior do país é gigantesca e a cubana Teresa Rosales, 47, se surpreendeu com a recepção de seus pacientes em Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano. 

"Eles [pacientes] ficam de joelhos no chão, agradecendo a Deus. Dão beijos", afirma a médica, que atendeu 231 pessoas neste primeiro mês de trabalho dos profissionais que vieram para o Brasil pelo programa Mais Médicos, do governo federal. 

(...)
A agricultora Maria Inácia Silva, 69, havia visto um médico pela última vez em 2005. 

Ela se disse impressionada pela forma como foi atendida pelo cubano Nelson Lopez, 44, novo médico do povoado de Capivara, em Frei Miguelinho (PE). 

A diferença no atendimento está desde a organização dos móveis: a cadeira do paciente fica ao lado da mesa do médico, para que o móvel não seja uma barreira entre eles. 

"Gostamos de examinar o paciente, dedicar um tempo a ele, considerá-lo gente", disse Lopez.[Íntegra aqui]

Enquanto médicos do Mais Médicos são recebidos de joelhos, o médico que fraudava o atendimento à população foi em cana, como mostra a reportagem a seguir.









Madame Flaubert, de Antonio Mello

Pacote do governo FHC, novembro de 1997. Até no dinheiro dos velhos com mais de 70 e deficientes físicos eles mexeram


Capas da Veja - Antes e depois do Pacote de nov/1997


Para quem gosta de fazer comparações entre os governos tucanos e os governos populares Lula-Dilma,  nada como recordar, por exemplo, a situação que o Brasil viveu em novembro de 1997, bem ilustrada por essas duas capas da Veja daquela mês reproduzidas acima.

Na edição que comentava o cruel pacote baixado pelo governo FHC, para atender exigências do FMI e do mercado global, a Veja publicou a reportagem reproduzida abaixo, que resumo a seguir, inclusive com a ilustração:

São 51 medidas de natureza fiscal, com corte de despesas e investimentos públicos, demissão de servidores e aumento de impostos e tarifas.

(...) O pacote não foi a primeira nem a última intervenção do governo nos últimos dias contra a crise financeira. Ponto central da atuação de Brasília para esfriar o nervosismo, o pacote foi costurado num fim de semana, e essa confecção às pressas aparece em várias passagens infelizes que incorporou. Tanto tem furos que a cada dia o governo faz uma nova correção. A última é a edição de uma medida provisória com 75 artigos que visa aliviar um pouco o item do pacote que aumenta o imposto de renda das pessoas.

(...) No dia 29 de outubro, um dia antes do aumento dos juros, a equipe econômica falou, pela primeira vez, num pacote fiscal. Pensava cortar 10 bilhões de reais. Seis dias depois, como os juros não acalmaram o mercado, o corte pulou para 12 bilhões. No dia seguinte, 16 bilhões. Quando a bolsa afundou na sexta-feira, 7 de novembro, os técnicos partiram para o pacote de 20 bilhões.

(...) Diante da televisão, os técnicos do governo avisaram pura e simplesmente que o governo estava aumentando em 10% o IR na fonte e limitando as deduções com educação, previdência privada e saúde, entre outras, a 20% da renda. Dizendo assim, deram a impressão de que os contribuintes pagariam apenas uns reais a mais. Nada disso. Nos casos mais graves, haveria gente pagando até treze vezes mais imposto do que agora.

(...) No pacote, aumenta-se também o imposto sobre produto industrializado, cortam-se 2 bilhões nos investimentos das estatais, em especial Petrobrás e Telebrás, e adia-se, mais uma vez, o reajuste salarial do funcionalismo [do BdoM: sem aumento desde o início do governo FHC].

[Agora, um detalhe cruel, perverso, que mostra a frieza da equipe econômica e do governo FHC: Medida] que altera um programa social que paga um salário mínimo para velhos com mais de 70 anos e deficientes físicos. Hoje, os inscritos recebem o benefício em 45 dias. Agora, só o terão em noventa dias.

Dobrar o prazo para recebimento de um salário mínimo para velhos com mais de 70 anos e deficientes físicos é de uma crueldade indesculpável. Mas, é o modo tucano de governar. E eles ainda querem voltar... Fiquemos atentos.

Íntegra da reportagem, a seguir. 





Madame Flaubert, de Antonio Mello

José Serra diz que o PSDB sofre de bovarismo. Mas, afinal, o que é bovarismo e quem sofre dele?



Manuscrito de Madame Bovary,
de Gustave Flaubert

José Serra não conseguiu se eleger prefeito de São Paulo, onde conta com uma rejeição de 50%. Praticamente escorraçado do partido a que é filiado, chegou a levantar a hipótese de se transferir para o PPS, tal sua rejeição entre correligionários e eleitores.

No entanto, a mídia corporativa continua a segui-lo, como fieis à procura da salvação, porque, endividada e sem perspectivas de recuperação, sabe que só Serra e PSDB a mantêm sobrevivendo, graças a aquisições de exemplares de jornais, revistas e material didático.

Só isso explica a presença do "cadáver adiado" (apud Fernando Pessoa), dia sim, outro também, no noticiário.

A nova matéria foi feita num, vejam só, encontro marcado pela juventude tucana (uma contradição em termos), em que José Serra deitou falação sobre o PSDB, com o objetivo (apoiado pela mídia) de detonar a candidatura do presidente do Partido Aécio Neves.

Dito engenheiro e economista, sem diploma e reconhecimento por nenhuma das duas categorias, sem cargo público ou trabalho declarado, e ainda sem dar explicação alguma sobre as inúmeras e graves acusações que lhe são feitas no livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro, Serra aproveitou o excesso de tempo livre para dizer que o PSDB sofre de bovarismo:

"Que me desculpem as mulheres, pois a coisa é mais complexa do que isso. Mas o problema da Madame Bovary é querer ser aceita pelo outro lado. Ela vai à loucura, quebra a família e trai o marido com Deus e todo mundo para ser aceita. O PSDB tem um pouco do bovarismo, de precisar ser aceito pelo PT".[Fonte]

Pulando a hilária afirmação de que "o problema da Madame Bovary é querer ser aceita pelo outro lado",vamos ver se o PSDB tem mesmo um pouco de bovarismo.

Bovarismo é um conceito criado por Jules de Gaultier (em Le bovarysme, la psychologie dans l’oeuvre de Flaubert), a partir do personagem Emma Bovary, do romance Madame Bovary, de Gustave Flaubert. “Emma personificou essa doença original da alma humana, para a qual seu nome pode servir de rótulo, se entendermos por ‘bovarismo’ a faculdade que faz o ser humano conceber a si mesmo de outro modo que não aquele que é na verdade”. Ou seja, o bovarismo consiste em “se imaginar diferente do que se é”.

Este conceito acabou adotado pela psicologia, com um sentido mais amplo, como uma pessoa que vive uma fantasia de si, diferente daquilo que é, e vive de acordo com essa fantasia e em desacordo com a realidade.

Vamos transportar essa noção para o campo político, para exemplificar: Imaginemos uma pessoa que se julgue a mais preparada para ser presidente da República e que se comporte e dê declarações como se realmente tivesse aquele preparo, aquela importância que só ele mesmo se atribui.

Imagine que essa pessoa, por se ter em tal conta, aja de modo a retirar de seu caminho adversários reais ou imaginários, na busca por alcançar a presidência a que se julga predestinado. Mesmo contra a toda a realidade, mesmo com a imensa rejeição do eleitorado e até do próprio partido. Isso é um caso tipo de bovarismo.

Será que José Serra conhece alguém assim?

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Por falar em bovarismo, Bovary, clique no banner abaixo e dê um pulo na editora, onde você poderá conhecer e comprar meu mais novo livro, o romance Madame Flaubert. Aproveite e dê uma curtida na página do romance, onde você vai conhecer detalhes e trechos dele e também informações sobre Madame Bovary, de Gustave Flaubert: http://on.fb.me/1aOWRqC



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Para Folha, fiscal diz 'Prefeito [Kassab] sabia de tudo'. Mas fiscal diz 'Prefeitos' [Kassab e Serra]

Ronilson Bezerra Rodrigues
Ele acusa Serra, Kassab e Mauro Ricardo
de saberem de tudo


O auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, preso sob acusação de liderar o grupo que cobrava propina para reduzir o ISS (Imposto sobre Serviços) de imóveis, diz num telefonema que o "secretário" e o "prefeito" com que trabalhou "tinham ciência de tudo", revela gravação da conversa obtida pela Folha.

Assimm começa matéria da Folha. E é verdade. A Folha reproduz até o áudio na matéria. Só que... Ronilson disse mais: " Chama o secretário e os prefeito (sic) ".

O secretário a que se refere é Mauro Ricardo (leia sobre ele aqui: Mauro Ricardo, que arquivou processo do desvio de meio bilhão de reais em SP, é homem de confiança de Serra desde 1995). Os prefeitos são José Serra e Gilberto Kassab.

A Folha escondeu Serra, no título e no corpo da matéria, mas deixou o rabo de fora, no áudio. Tudo lá, é só conferir aqui.

Abaixo, o trecho do áudio, que eu subi para o Youtube.





Madame Flaubert, de Antonio Mello

É guerra: Folha convoca White Collar Bloc para vandalizar política econômica do governo


Instituto Millenium


A marcação ao governo Dilma está cerrada. Parece até aquele beque central forte e grosso, que deixa crescer a unha do dedão e fura o bico da chuteira pra castigar o tendão de Aquiles do atacante.

A manchete de hoje é "Desconfiança no governo Dilma faz dólar ter forte alta" (repare que no link está escrito disparar: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/137627-duvidas-sobre-controle-de-gastos-do-governo-fazem-dolar-disparar.shtml).

A forte alta foi de 1,95%. Se de hoje pra amanhã cair o mesmo você só fica sabendo nas colunas de Economia. Mas é o jogo. Você pensa que eles escrevem isso com papel livre de impostos e ainda ganham milhões/ano com publicidade do governo e das estatais e, como não entende nada de economia (tanto que vive no vermelho), vai ler os especialistas que eles convocam para uma explicação sobre a ereção dolariana.

Aí vê que um é Gustavo Franco, aquele que como presidente do Banco Central de FHC quebrou o país para manter o real sobrevalorizado. O outro gênio da explicação é Mailson da Nóbrega, o homem da inflação a 80% ao mês (como alguém ainda dá ouvido a ele?).

Quem se importa com a opinião deles, a não ser os rentistas, que apostam contra ou a favor da banca de acordo com o que lhes sopram os ventos ou a inside information?

Franco e Maílson são mais dois dos White Collar Bloc que vandalizam a política econômica do governo, agasalhados pelo Instituto Millenium.

Abram os olhos, porque eles querem voltar.




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Folha contra-ataca e dá voz a diplomatas dos EUA que veem exagero de Dilma na crítica à espionagem ianque




E a disputa para ver quem mais bajula os EUA continua. Ontem, O Globo fez até charge na capa. Hoje, a Folha vai ainda mais longe: para defender a espionagem escandalosa dos EUA, a espiã que saiu de Frias vai direto à fonte e entrevista diplomatas estadunidenses, que, óbvio, criticam a postura correta de nossa presidenta, elogiada internacionalmente.

O governo americano espera uma mudança de tom em Brasília após a revelação de que a Abin espionou diplomatas americanos.

"Apesar da diferença de escala e cenário, está confirmado que todo mundo se espiona" é a frase repetida por diplomatas do Departamento de Estado e altos funcionários na Casa Branca. "Não há virgens nesse negócio", dizem.

Os americanos repetem que a reação brasileira à espionagem revelada por Edward Snowden não tem sido realista e que esperam sugestões concretas antes da divulgação, até o fim de dezembro, da revisão do sistema de inteligência dos EUA em relação ao Brasil.

Gosto da frase "apesar da diferença de escala". Gostaria de pegar o autor e dar uma boa bolacha na cara dele e, em seguida, que ele levasse uma surra a la Mike Tyson, no auge da carreira. Depois, ele me explicaria sua tese da diferença de escala...

É impressionante a genuflexão de nossa mídia. Não têm a mínima vergonha de defender os EUA em detrimento do país em que vivem e onde não pagam imposto pelo papel onde escrevem suas trairagens. O pior é que a Secom ainda os alimenta com publicidade.

Não é à toa que eles apoiam o candidato que chama nosso país de Estados Unidos do Brazil...





Madame Flaubert, de Antonio Mello

Com ciúme da Folha, Globo escala Chico Caruso para puxar saco dos EUA e jogar contra o Brasil




Correndo atrás do prejuízo, para ver quem se rebaixa mais diante dos Estados Unidos, O Globo convocou seu chargista Chico Caruso para ilustrar a mentira deslavada de que Brasil e EUA se espionam (imagem acima), notícia plantada primeiramente pela Folha, o primeiro jornal a jogar contra o Brasil, como comentei aqui.

Mas O Globo, que sempre está na contramão do Brasil e dos brasileiros, não fez por menos e endossou a mentira, que é comparar a espionagem dos EUA - que se meteu em milhões de e-mails, conversas telefônicas, tendo grampeado a Petrobras e o telefone da presidenta Dilma - com ações de contraespionagem, feita por agentes brasileiros, em território brasileiro.

É isso o que vai ficar na cabeça das pessoas que vêm apenas as primeiras páginas dos jornais penduradas nas bancas, e não a verdade: os Estados Unidos praticaram a maior velhacaria política de que se tem notícia, espionando o mundo inteiro, inclusive países amigos, como o nosso.

Mas para a Folha e O Globo não, foi só uma espionagem como todo mundo faz. Essa é a mídia corporativa que temos, de quatro e traíra, udenistas como Mangabeira, que beijou a mão do presidente dos EUA.




Madame Flaubert, de Antonio Mello

Como se chama quem em meio à guerra defende o inimigo? R: - Folha


O Brasil não está em guerra declarada contra os EUA. Seria até ridículo, ante a disparidade de forças - muito embora o Vietnã tenha mostrado que este é fator importante mas não determinante.

Não estamos em guerra declarada e total contra os EUA, mas estamos numa guerra particular contra eles, sim. Pela espionagem covarde que praticaram contra nós, uma nação amiga.

Documentos revelados por Snowden mostram que os EUA nos espionaram, à nossa Petrobrás e grampearam até o telefone de nossa presidenta.

Dilma repudiou tal atitude em discurso na ONU e tem recebido por isso cada vez mais apoio de outros países, como a França e agora até a Alemanha, também espionadas.

Em meio a esse fogo cruzado, a Folha - aquela que em editorial defendeu que não tivemos uma ditadura no Brasil, mas uma ditabranda -, a Folha vem denunciar suposta espionagem do Brasil a outros países.

Qual o objetivo dessa informação a não ser nos colocar no mesmo patamar dos EUA, a não ser colocar a espionagem agressiva dos EUA na mesma categoria da contraespionagem defensiva de toda nação?

Como se chama isso? Traição, covardia de um jornalismo de quatro para os Estados Unidos.

Se a Folha fosse um jornal editado nos EUA jamais faria isso ou o Patriot Act simplesmente fecharia o jornal.


No entanto, face à reação modesta de nosso governo, que se limitou a uma nota defensiva da Abin, a Folha ainda se jacta da repercussão de sua traição em jornais dos EUA


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Mauro Ricardo, que arquivou processo do desvio de meio bilhão de reais em SP, é homem de confiança de Serra desde 1995




No último dia útil do ano de 2012, sexta-feira, 28 de dezembro, ao apagar das luzes da prefeitura Kassab, Mauro Ricardo mandou arquivar processo de investigação do esquema dos fiscais da prefeitura, revelado agora, que pode ter desviado R$ 500 milhões, meio bilhão de reais, dos cofres públicos de São Paulo. Ao ler isto, é bom não esquecer (porque a mídia serrista vai esconder o fato nas entrelinhas) que Mauro Ricardo era secretário de Kassab, porque era apadrinhado por Serra, seu Godfather. Acompanhe:

Mauro Ricardo Costa começou a trabalhar com José Serra em 1995, quando assumiu a Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, no Ministério de Planejamento e Orçamento, comandado por Serra.

Quando Serra trocou de Ministério, passando a ser Ministro da Saúde, adivinhe quem foi chamado para assumir a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa)? Ele mesmo, Mauro Ricardo.

Em 2005, quando Serra chegou à Prefeitura de São Paulo, chamou Mauro Ricardo para ser seu Secretário de Finanças.

Depois, Serra se elegeu governador de São Paulo. Enquanto esteve à frente do cargo, seu secretário de Estado da Fazenda foi Mauro Ricardo.

Como Serra perdeu a eleição presidencial para Dilma, não deixou seu protegido ferido na estrada, ao desamparo, e Mauro Ricardo passou a exercer a mesma função de secretário de Finanças que exercia na administração Serra, afinal, o paulistano sabe que Serra é Kassab, e vice-versa.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

Problema de Roberto Carlos com biografias não está na perna, mas no rabo, mora? São 'Traumas' do 'Careta'




O acidente que lhe teria decepado parte da perna não é a causa da proibição por Roberto Carlos de qualquer um que queira fazer sua biografia. Esse é o segredo mais conhecido do Brasil. O problema de Roberto Carlos é outro: as inúmeras acusações de plágio na Justiça.

Uma delas recebeu decisão definitiva, sem possibilidade de apelação: foi impetrada pelo compositor Sebastião Braga, que provou na Justiça que a composição O Careta, assinada pela dupla Roberto-Erasmo era plágio de uma canção de sua autoria.

Sebastião Braga não é o único. Uma consulta ao Google juntando Roberto Carlos e plágio apresenta mais de 100 mil resultados. Há o caso da professora de ensino municipal Erli Cabral Ribeiro Antunes, que afirma que a canção de Roberto Carlos "Traumas" é plágio da sua “Aquele amor tão grande”. Ela contratou o advogado Nehemias Gueiros para defendê-la e afirma que Traumas copiou 16 compassos e 64 notas de sua composição.

Numa entrevista, o advogado deu detalhes da estratégia de defesa de Roberto Carlos [grifo meu]:

Nehemias Gueiros Jr: Se considerarmos que o primeiro processo de plágio contra Roberto Carlos levou 11 anos para ser concluído podemos contar com um tempo razoável de andamento da ação. Entretanto, já fomos procurados pelos advogados do Rei, que ofereceram um acordo de apenas R$ 150.000,00 para a desistência da ação, imediatamente rejeitada por minha cliente. Devemos estar citando Roberto e Erasmo nos próximos 30 dias. [Fonte]
Sebastião Braga também falou desse tipo de negociação de Roberto Carlos, numa reportagem da IstoÉ:

“Ele [Roberto Carlos] colocava a mão no peito, dizia que era cristão e não havia plagiado minha música”, conta Sebastião. Roberto, segundo o advogado e compositor, chegou a sugerir uma indenização num valor bem menor, de R$ 300 mil. “Esta proposta foi absurda. Só a multa do processo foi calculada em R$ 380 mil”, diz ele.

Para seu azar, Sebastião Braga parece ter ficado muito empolgado com a vitória na Justiça, que poderia lhe render algo em torno de R$ 5 milhões. Disse que pretendia lançar um livro contando tudo o que ficou sabendo sobre plágios de Roberto Carlos durante seu processo e, numa entrevista, deu até o título do futuro livro: “O rei do plágio: detalhes e emoções da queda de um mito”.

Roberto Carlos entrou com ação contra ele. E ganhou. No frigir dos ovos, uma ação contra outra, Roberto Carlos pagou apenas R$ 200 mil a Braga pelo plágio. Mas, na real confissão e aceitação do plágio cometido, retirou a música "O careta" de seus discos e ela não é citada nem em sua página.

Sebastião Braga morreu quatro meses após esse acordo.

Para aguçar a curiosidade de você que me lê, publico o vídeo a  seguir. Dê uma conferida, a partir dos 38" e pense se a música lhe faz lembrar alguma outra... coincidentemente de Roberto Carlos.





Madame Flaubert, de Antonio Mello